Forgiveness

2 Espionagem Nada Secreta


Espionagem Nada Secreta

Durante meu vôo pela cidade, em minha caçada de vitimas, comecei a pensar sobre a mulher que encontrei hoje. Foi então que decidi saber por mim mesmo quem ela era, então mudei meu rumo de volta ao subúrbio de Green Park, na casa ao lado da minha primeira vitima de hoje. Mal eu sabia o que isso poderia desencadear.

Quando cheguei na casa, consegui entrar com facilidade. A casa era simples, mas não era nada mal. Tinha cômodos bem organizados, mas não eram nada muito cheio de regalias, apenas algumas decorações básicas. Logo comecei a buscar por objetos, cartas, qualquer coisa que pudesse me falar algo sobre aquela mulher. Encontrei alguns porta-retratos que continham fotos de pessoas que sorriam, entre essas pessoas reconheci a imagem dela. A mulher loira, de pele clara e olhos verdes estava mais nova na foto, em plena puberdade, talvez, sorrindo.

Coloquei-me a procurar nos demais cômodos da casa, vi o casal de idosos que havia visto hoje mais cedo na cozinha, conversando sobre algo que não prestei atenção. Como certamente na podiam me ver, prossegui com minha busca pela casa.

Entrei aleatoriamente em um dos quartos para saber mais coisas. Abria gavetas e lia papeis, procurando saber especificamente quem era aquela mulher. Então, acabei encontrando um caderno pequeno, eu o abri e vi uma identificação nele, com a foto dela: Alice Menshicovk... Quando estava prestes a folhear o caderno pra saber mais, ouvi algo se quebrando no corredor dos quartos. Quando fui ver, lá estava ela, Lilith.

Ela me encarou com fúria exposta em seus olhos e disse:

— Saia logo dessa casa mundana... Termine logo seu serviço, Zequiel, pois Sua Alteza, Amon, deseja falar com você! E ande logo, sabe que ele odeia esperar!

Dito isso, ela desapareceu em meio às sombras. Deixei logo o caderno dela na gaveta em que o achei, e saí da casa.

Mais tarde, quando imaginei que tivesse conseguido despistar Lilith, já estava retornando a casa de Alice, foi quando senti seu cheiro. Ela estava retornando à sua casa. Passei a segui-la desde esse momento, observando suas atividades. Ela parou o carro de frente pra garagem da casa, desceu do veículo e entrou.

Assim que ela entrou na casa, cumprimentou seus pais e subiu para o quarto. Trocou de roupa e começou a andar de um lado a outro da casa. Limpou tudo, cuidou do jardim da casa, regando as plantas do mesmo, e quando entrou novamente, sentou-se na sala para ler um livro.

Observei-a atentamente enquanto ela lia, cada detalhe de suas feições. Ficava me perguntando como ela podia ser de fato humana, sendo dotada de tal beleza e tranqüilidade. Quando estava anoitecendo, ela saiu novamente, para buscar o rapaz da manhã de hoje, que pude presumir que era o irmão mais novo de Alice.

Ao chegar, ela logo pôs-se a preparar o jantar da família. Cortou carne, preparou arroz e um ensopado de legumes. Ela ia começar a preparar uma salada, pegou alguns tomates e umas verduras, lavou-os e começou a cortar. Num certo momento, então, ao perceber que ela iria se cortar tentei colocar minha mão na frente.

Minha tentativa foi em vão, e ela acabou por fazer um corte num dedo da mão que segurava o tomate, e o corte começou a sangrar no mesmo instante. Ela levou o dedo à torneira, para lavar o ferimento, e fazia uma leve expressão de dor. Resolvi então ajudar da maneira que podia. Toquei a ponta de meu dedo no corte, disse uma prece em aramaico, o idioma oficial tanto pra anjos como pra demônios, para que a sua dor cessasse.

Ela então aliviou sua expressão, e retirou o dedo da água corrente, olhando o dedo que agora não mais sangrava. Simplesmente tombou a cabeça de lado e foi ao banheiro colocar um curativo, para retornar ao serviço. E eu também retornei ao meu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.