Forgive Me.
14 14. White investigadora! N e o seu plano maligno começa!
Notas iniciais
Acordei de manhã, meio sonolenta. Observei os raios de sol penetrarem a janela e, como se fosse de propósito, baterem- me nos olhos. Sorri, na esperança de Black já estar acordado.
–Bom diaaa!! -Murmurei sorrindo, até concluir que Black não estava mais deitado no sofá. Estranhei. Talvez já tenha acordado!
Observei o quarto todo, mas, sem vestígios do garoto. Mas onde aquele garoto havia ido? -Perguntava- me mentalmente, com as mãos na cintura, depois de procurar no quarto inteiro.
Observei, numa mesinha de canto, um café da manhã. Observei que tinha um papel com algo escrito, e decidi ler em voz alta:
White,
Caso acorde, não se preocupe. Ligaram- me pelo Xtransceiver e terei de resolver uns problemas de campeão. Sabe como é…
Bem, acabei por trazer o café da manhã caso acorde. Peço desculpa se esfriar.
Devo voltar por volta da hora de almoço, um pouco depois. Vejo você depois!
Black
P.s.– Você é linda a dormir.
Corei ao ler a última frase. Um sorriso tímido escapou dos meus lábios, murmurando.
–Idiota…
Tomei o café da manhã, e decidi descer até à entrada do Centro Pokémon para pegar a Bubu. Arranjei- me, colocando o meu famoso rabo de cavalo e o meu cap, juntamente com o meu colete, pois naquele dia já não estava tanto calor.
Ao descer, e passar pelo quarto de N, pude ouvir alguns barulhos vindos de dentro. Estranhei, mas decidi não entrar pois, sem o Black, não me sentia tão segura.
[....]
–Bom dia Enfermeira Joy!! -Sorri para a mulher de cabelos rosa, que, nesse momento, retirou a Bubu da Pokébola, fazendo a Pokémon saltar para cima de mim com um sorriso.
–Ela sentiu saudades. -Disse a mulher com um sorriso- Espero que cuide bem dela. Fiz as análises e ela está em perfeita forma! Nunca foi machucada certo? Ela está melhor que qualquer outro Pokémon deste centro.
Sorri para a enfermeira ao ouvir aquilo, agradecendo. Peguei a Bubu e dei uma volta pela cidade. Acabei por ir para os lagos de Stration City, conhecidos como a maior beleza da cidade.
A minha Tepig corria de um lado para o outro, atrás de Pidove’s e Tranquill’s. Outros Lilipup's e Patrat’s brincavam igualmente, enquanto eu ficava observando- os brincar.
Encarei o Xtransceiver, observando que eram 5:47h da tarde. Black estava demasiado atrasado.
Suspirei, levantando- me dos bancos, decidida a ir embora, até bater contra alguém e cair de cara no chão.
–Aiii!! -Disse, colocando a mão na cara- Veja para onde anda!!
–Veja você sua idi- White?!–Perguntou uma voz feminina. Olhei e vi nem mais nem menos que Rosa, a minha prima.
–ROSA!! -Disse com um sorriso, abraçando a minha prima- Olá!! -Ela sorriu de volta, embora nervosa.
–H-Hey White… Estou com pressa, podemos falar depois?! -Ela pareceu bastante nervosa só de me olhar, e eu fiquei meia confusa.
–Claro. Aconteceu algo? -Perguntei. Obtive uma resposta rápida, enquanto ela corria dalí para fora, seguida da sua Serperior.
Confusa e sem entender nada, decidi ignorar e seguir a caminho do Centro Pokémon novamente.
–Olá Cinthya! -Acenei para a mulher loira, que sorriu de volta ao me ver. Dirigi- me à mesma, com Bubu no meu ombro direito.- Como vão as coisas?
–Bem bem. Looker avisou- me que já existem hipóteses de achar a Team Plasma!! -Cinthya disse- me com um sorriso- Aparentemente, nós achá- mos uma garota, mas escapou da cidade à pouco…
–Ah que pena… -Murmurei, olhando para o lado.- E… Como vai a procura do N? -Perguntei, engolindo seco. Não podia falar que N estava no Centro Pokémon, a pedido de Black, pois aquele garoto podia virar para o lado inimigo do nosso se o denunciasse- mos.
–Nada. -Murmurou a loira, olhando para o teto e suspirando- Alder falou que existe suspeitas de estar em Nacrene, pois ele fora visto lá. Iris afirma ele estar em Opelucid City… Mas ninguém o encontrou até agora. -Suspirei. Fingi ser de stress, mas na realidade era de alívio.
–Entendi. E sabe alguma coisa do Black? -Perguntei com ar de tédio- Ele estava de volta pela hora de Almoço e nunca mais!!
–Ele falou que ia resolver um problema sobre N. -Gelei- Exatamente!! Ele foi resolver algo com o N, ou algo assim… Foi isso que ele me disse!
Senti um suor frio escorrer pelo meu corpo. Da última vez que ele ficou sozinho com alguém, ele ficou bastante machucado, e quase morreu. E eu suspeitava que esse alguém fosse N, como vocês sabem.
Corri para o segundo andar, deixando a loira a falar sozinha. No caminho, retornei a Bubu, pois da última vez, ele quase a matou, e eu tinha medo. Escondi a minha Pokébola no meu quarto, debaixo da minha almofada, caso N a procurá- se.
Saí rapidamente de lá, para o quarto de N, parando na porta dele. Respirei fundo, pois o medo voltou a tomar- me. E se ele tivesse voltado a ‘matar’ o Black? Será que foi mesmo ele??
Medo. Novamente esta palavra estava a engolir todos os meus sentimentos. Medo. E o que podia fazer? Não iria deixar Black em risco de vida novamente! Nem pensar nisso.
Suspirei novamente, batendo à porta. Não obtive resposta.
Bati novamente, estranhando. Não obtive resposta novamente.
Bati com mais força, pois ele podia estar a dormir. Ao bater com mais força, a porta abriu- se ligeiramente. Estranhei, e espreitei.
Estava vazio. Provavelmente ele havia saído.
Nesta hora era perfeita para investigar. Entrei lentamente, analisando completamente o quarto: Completamente vazio. Fechei a porta devagar, entrando com um sorriso: Não teria de enfrentar N por agora, e isso era bom.
Procurei informações na sua mala de viagem, mas nada além de roupas e duas Pokébolas. O estranho é que Black havia dito que ele é que ele apenas tinha o Eelektross. Qual seria o outro Pokémon?
Decidi não mexer. Podia ser um Pokémon demasiado grande para caber num quarto, e podia alertar o seu treinador que eu estava no seu quarto, ou coisa parecida. Ele jamais pode saber que estou aqui.
Procurei debaixo da cama: Nada. Ao lado e debaixo do sofá: Nada. Na mesinha ao lado da cama: Nada. No banheiro: Nada. Na cómoda: Nada. Na mesa da Tv: Nada.
Resumindo: Não estava lá nada de importante, apenas pertences de N e não era nada de especial.
Suspirei, decidida a sair do quarto. Ao colocar a mão na fechadura da porta, ouvi alguém sussurrar, com uma voz maligna, no meu ouvido.
–Sabe… É feio entrar no quarto dos outros sem premissão menina White… -Gelei. Arrepiei. O suor frio escorreu pelo corpo. O meu coração parou e a minha respiração também. O meu estômago deu um nó.
Deu para resumir? Eu estava feita.
Olhei para trás, e senti os meus braços serem presos contra a porta. Com o susto, fechei novamente os olhos, sentido alguém encostar o corpo ao meu. Para grande surpresa minha, abri os olhos e observei N.
–M-MAS VOCÊ ESTAVA AQUI?! -Berrei sem acreditar. Como ele havia se escondido? Eu observei o quarto todo!!
–Existem truques que não devem ser revelados… -Murmurou com uma voz… Maliciosa? Espera… Porque ele está me prendendo contra a porta? E-E porque e-está com um sorriso m-malicioso?!
Ah!! CADÊ VOCÊ BLACK?!
–P-Peço desculpa ter entrado!! M-Mas eu preciso de ir já já… -Murmurei sem jeito, retirando uma mão dele do meu pulso direito, colocando a mão na fechadura da porta, para abrir.
O meu pulso direito foi novamente colocado contra a porta, mas desta vez com bastante força, que eu até gritei um pouco de dor.
–Você não vai a lado nenhum!! -Disse com voz séria e brava. Olhei para o rosto do garoto, e apercebi -me de uma coisa:
Ele nunca mudou. Ele fora sempre o mesmo N de antes. Ele estava com aquela face, com aquele olhar horrível. Eu estava com medo: Ele agora tinha- me presa ali. E com aquela expressão maliciosa…
...Eu estava feita!
Mas, como a esperança é a última a morrer, chutei o meio das pernas dele, ou seja, o ponto fraco de qualquer homem.
Mal ele largou os meus braços, abri a porta rapidamente e tentei correr dalí para fora, até ele pega o meu rabo de cavalo com força, e me puxar novamente para o quarto dele, trancando a porta com uma mão, ainda gemendo de dor.
–S-Se voltar a fazer uma brincadeira dessas… Você vai- se arrepender Whitezinha… -Disse com um tom malicioso, começando a beijar o meu pescoço. Comecei a empurrá- lo e a gritar, para alguém me ajudar.
Nesse momento, ele tapou a minha boca, ficando em cima de mim no sofá.
–Se tentar escapar… Ou se não me deixar fazer o que quero agora… -ele foi até ao meu ouvido e falou a frase que eu menos queria ouvir- Eu mato o Black.
****
–Aaaai!! -Disse sorrindo, entrando no Centro Pokémon esticando os braços de cansaço. Sorri ao observar Cinthya na minha frente, meia atarefada, na entrada do Centro Pokémon. Eu comprei no caminho daqui um buquê de flores para a White, com as flores favoritas dela: Rosas vermelhas, cor de rosas e brancas.
Com certeza, ela vai adorar, e dá para me desculpar por ter demorado… Já são 6:20h da tarde.
–Hey Cinthya! -Acenei com um sorriso, enquanto a loira sorriu de volta.
–Olá Black. Você viu a White? -Perguntou Cinthya, e eu a encarei confuso.
–Não, porquê? -Perguntei curioso, enquanto a loira fez uma cara estranha.
–Ela perguntou de você, e eu disse que foi resolver uns problemas sobre o N, e ela correu do nada. Ela foi ter com você? -Quando Cinthya falou essa frase, senti o meu próprio corpo não se mexer.
Se a White foi procurá- lo sozinha…
Significa que…!!!!
Larguei o buquê no meio da entrada, correndo como um louco e o mais rápido que consegui para o quarto de N.
–Porque hoje todo mundo está correndo de mim…? -A loira ficou com uma gota, observando- me sair do local.
Mal abri a porta daquele quarto demoníaco, os meus olhos arregalaram- se.
…N era um homem morto.
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