Forevermore

2 Capítulo 2 - Daniel


POV Alicia

Do Brasil até Londres são quantas horas? Não importa tanto, era só pra falar que eu dormir a viagem toda, mas como eu não sei quanto tempo demora de lá do meu país até aqui, não faz uma grande diferença.

Bom, como eu ia dizendo, acordei com a aeromoça me chamando e avisando que já tinhamos chegado. Saí do avião com a mala na mão — legal rimou!! -.

Tinha um cara, tipo parecia um segurança daqueles filmes que ficam na frente da casa de um cara super rico. O cara era monstruoso! Ele tava com uma placa com o meu nome, quando apareci na seu campo de visão e falei meu nome, ele pediu para segui-lo, e assim o fiz!

Ele me levou para uma casa bem grande, talvez- eu disse TALVEZ — pudesse ser chamada de mansão. Assim que o cara estacionou do lado de dentro da casa, saí do automóvel, com as malas que estavam na parte detrás do carro comigo.

Andei um pouco — um poco nada, o jardim da casa era imenso — até chegar na porta, onde assim que ia tocar a campainha, uma mulher que eu rapidamente reconheci como minha tia abriu.

– TIA!! — gritei praticamente pulando encima dela.

– Querida, ta tudo bem? Como foi a viagem?

– Não sei, eu dormi o tempo todo! — minha tia riu e eu também. Depois ela me trouxe algo para comermos. Assim que acabamos o nosso lanche ela falou:

– Licia eu sei que você acabou de chegar e blá blá blá, mas você vai precisar ir para a escola amanhã cedo!

– Tudo bem tia! Então eu vou tomar um banho e ir dormir porque mesmo tenho dormido todo o tempo que estive no avião, preciso deitar numa cama! — nós rimos

Eu subi, tomei banho, liguei para a minha mãe e para Léo nós ficamos quase 1 hora conversando. Assim que desliguei eu fui dormir.

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Acordei com o despertador que minha tia deveria ter programado. Lentei da cama depois de revirar os olhos pela décima vez e caminhei até o banheiro, minhas malas ainda estavam do mesmo jeito! Eu só ia desarruma-las no colégio, mas minha tia havia pego uma roupa para mim. Saí do banho e coloquei a roupa, desci para tomar café. Minha tia já estava acordada, nós conversamos o tempo todo sobre coisas nada importantes.

Depois minha tia me levou para o carro, e o mesmo cara assustador de ontem me levou até o colégio, que era grande.

Eu entre na escola e fui seguindo as placas que la tinha até a diretoria, bati na porta e entrei quando ouvi um "entre".

– Você deve ser a senhorita Gusman. — concordei — Estava a sua espera. Suas coisas para os estudos já estão no seu quarto. Esse aqui é o número. Pode ir.

Segui as placas de novo até encontrar o numero do quarto que correspondia ao papel que estava em minhas mãos.

Entrei e o cara deixou minhas malas num canto. Eu até poderia arruma-las agora, mas a preguiça não deixou então deixei para mais tarde.

Caminhei até a parte detrás do colégio, só que como eu sou uma pessoa muita lerda, eu acabei me perdendo e eu acho que adentrei o colégio mais ainda, especialmente quando vi uma porta que tinha uma placa que dizia "Acesso restrito", mas é óbvio que minha curiosidade foi maior e eu entrei.

Era como um jardim, um lugar realmente lindo, continuei varrendo o local com os olhos, até que percebi que não estava sozinha!

Tinha um ser sentado quase no meio do grande jardim, ele estava com os joelhos dobrados e a cabeça apoiada nele.

Me aproximei devagar. O garoto — que era muito lindo — secou as lágrimas.

– O que faz aqui? — ele perguntou

– Sou nova aqui e resolvi andar, mas como sou a inteligência pura — ironizei e ele riu — acabei me perdendo e quando vi essa porta, a minha curiosidade foi maior e eu entre aqui e te vi. Por que estava chorando?

– Eu me apaixonei... — ele sussurrou e abaixou a cabeça. Entendi a mensagem. Eu nunca fui boa para consolar ninguém então eu só o abracei e o deixei chorar.

Quando ele se acalmou porguntei:

– Não acha melhor voltarmos? Além de tudo não sei seu nome. O meu é Alicia.

– Daniel...