Forever and ever

1 The destiny


Notas iniciais
Primeiramente, essa é uma história criada por mim e pela minha amiga Ray_Grey(Ela tem outras fanfics no spirit, se quiserem dar uma procurada). Espero muito que gostem! Essa será apenas uma prévia de um futuro projeto nosso(pretendemos postar mais alguns capítulos). Algumas coisinhas pode ser que vocês não entendam muito, pois não será explicada nessa história(temos algo futuro em mente). Não me pergunte o porque, só leiam e se apaixonem pela história(rsrs). É isso. Boa leitura!

Narração: Carlton


Seattle, 30 de agosto de 2015.


Domingo de manhã, acordei por volta das 09:00AM, bem disposto. Na cozinha minha esposa já preparava o café da manhã.

—Bom dia! — A cumprimentei de bom humor dando meu melhor sorriso.

Ela parecia distraída preparando alguma coisa no fogão, me olhou ao ouvir minha voz e devolveu um sorriso. -Oi meu amor, bom dia!

O sorriso permanecia em meu rosto. Me aproximei e a puxei lhe beijando, ela largou o que estava fazendo e retribuiu com todo amor. Ficamos ali por alguns longos segundos, mas senti um cheiro estranho começar a pairar pelo ar e fui obrigado a me desvencilhar de seus lábios.

—Está sentindo esse cheiro? — Perguntei e na mesma hora vi os olhos de minha esposa se arregalarem.

—Ah meu Deus! As panquecas! — Ela se aproximou rapidamente do fogão e girou o botão apagando o fogo. -É, acho que teremos panqueca carbonizada para o café. — Disse rindo da situação.

Tivemos que fazer novas panquecas. Com o café pronto, chamei as crianças que viam TV na sala e tomamos café da manhã. Como uma familia, sentados a mesa e conversando por alguns minutos até Grace e Noah terminarem de comer. Ela iria para o hospital e ele havia pedido para ir com ela, ficaria na creche. Eu pegaria plantão noturno hoje, então ainda ficaria mais um pouco em casa com Rose.

—Juízo em, vocês dois aí! — Minha esposa falava já saindo pela porta.

—Pode deixar! — Sorri já na varanda enquanto a vi se aproximar do carro com nosso caçula. -Te amo!

—Também te amo! — Concentrou o olhar em mim e sorriu ao dizer. Com Noah já devidamente acomodado no carro, deu a volta e abriu a porta para entrar. -Te vejo mais tarde! — E entrou no carro, logo saindo com ele dali.

E essa foi a última vez que os vi, a última vez que dissemos "Te amo", antes do destino resolver nos separar. Não imaginaria que essa, na verdade seria um " Adeus", mas foi. Pelo menos por algum tempo.

Passei o restante da manhã brincando e vendo TV com Rose. Almoçamos, e eu sugeri pra ela que aproveitássemos a tarde na praia. Que por sinal ficava bem enfrente a nossa casa. Ela adorou a ideia e foi correndo colocar sua roupa de banho. Coloquei a minha e fui na frente enquanto Rose terminava de se arrumar. Dei alguns passos chegando na areia e parei por alguns instantes admirando a paisagem e sentindo o vento bater em meu rosto.

Era um dia mais fresco, com pouco sol e ventava bastante, mas não chegava a fazer frio e também não estava nublado. Era um dia bonito.

Respirei fundo sentindo aquela brisa e aquele cheirinho bom de praia. Sai dos meus devaneios ao ouvir a voz de Rose e me virei a vendo vir até mim, vestindo sua roupa de banho e segurando sua bóia de tartaruga.

—Hey! — Disse sorrindo e me abaixei ficando na altura dela.

—Podemos entrar no mar agora, tio Carl? — Perguntou sorridente.

—Claro! — Sorri e a peguei no colo. -Vamos lá!

O mar estava um pouco agitado, mas não dei muita importancia e fui em direção a ele. Minha filha estava comigo, estaria segura.

Senti aquela água fria em meus pés ir subindo conforme eu adentrava ao mar. A pequena ria sentindo a água fria e logo fomos para mais longe. Eu e Rose havíamos nos afastado mais e estávamos mais no fundo onde a água já chegava em meu peito, porém, Rose obviamente estava com a bóia e eu a segurava. Ela ria e brincava com a água, toda feliz.

Percebi o tempo começar a ficar nublado e o mar ainda mais agitado, o que me alertou de que já estava na hora de sair-mos dali. Fui andando e nadando a puxando pela bóia, mas a correnteza estava um pouco forte, o que me fazia cansar mais. Continuei nadando, mas era difícil nadar contra a correnteza. Eu não tinha mais energia para chegar até a margem, então decidi ir para um ponto em que a correnteza estivesse apenas mais fraca. Empurrei a bóia da Rose para perto das pedras, onde sabia que ela poderia se segurar e tentei ir também, mas meu pé ficou preso em alguma coisa que eu não sabia o que era. Rose me chamava falando para mim ir logo até ela, que lá estava seguro, até tentava me dar a mão e me puxar. Mas eu simplesmente não sabia o que fazer, não conseguia soltar meu pé e sabia que seria arriscado ela me ajudar. O desespero já estava tomando conta de mim. Acho que a força da correnteza fez com que meu pé se soltasse do que prendia ele, mas a força da água era tanta, que não me deixou fazer mais nada. Eu já estava sento puxado pelo mar e sendo levado cada vez mais pra longe, até que não conseguia mais avistar minha filha.

Você acorda num dia feliz, quer apenas curtir um banho de mar, pensando que nada de mais vai acontecer. Você nunca imagina quando algo vai acontecer, não é? Até que você se vê numa enrascada. O pior aconteceu. E você vê a sua vida inteira passando diante dos seus olhos, como um filme. Pensa em como as pessoas que te amam vão sofrer, em como elas vão ficar. E se sente triste por isso, um desespero toma conta de você por saber que as está deixando. Mas você não podia prever o que aconteceria. Podia? Você tentou, lutou, fez o que podia, mas nem tudo estava em suas mãos. Podemos acreditar que há esperança? Você vai sair dessa? Ou devemos desistir e acreditar que esse é o fim?


Narração: Rose


Continuei segurando nas pedras e só sabia chorar vendo o tio Carl indo cada vez mais pra longe, até sumir da minha vista. Comecei a gritar por socorro. Um moço que passava de barco por ali me ouviu e veio me salvar. Eu só sabia chorar. O moço me colocou na areia e perguntou se eu estava bem, balancei a cabeça confirmando ainda chorando. Ele me perguntou onde eu morava e apontei pra casa ali em frente. Ele me pegou no colo e me levou até a casa já que eu não parava de chorar. Tocou a campainha e a casa estava vazia. Fui tomando fôlego para conseguir falar quando ele me perguntou sobre meus pais.

—Mamãe ta no trabalho e o tio Carl... no mar...

Já voltava a chorar. Depois que me perguntou, falei onde minha mãe trabalhava. O moço já ligou para os policiais para informar um desparecimento no mar e em seguida me levou para o hospital. Minha mãe foi chamada e imediatamente a abracei ao vê-la.

—O quê aconteceu minha filha? — Minha mãe perguntou e se abaixou me pegando no colo.

—O tio Carl... — Não consegui continuar.

Minha mãe se aproximou do moço e perguntou o que houve. Ele contou pra ela o que eu contei e minha mãe começou a chorar repetindo a palavra "não" várias e várias vezes. Alguns enfermeiros se juntaram ao redor dela e a encaminharam para sentar, logo depois ofereceram água. Ela se sentou e me chamou. Fiquei no colo dela sem conseguir parar de chorar.

[...]


Narração: Grace


O dia já havia anoitecido e nada de noticias do meu marido. Eu não sabia mais o que fazer. Era uma sensação tão ruim, uma angustia tão grande. Meu olhos já estavam vermelhos de tanto chorar e eu continuava sentada esperando a hora que meu telefone tocasse e dissessem "Olha Sra.Johnson, seu marido foi encontrado e está bem". Mas não foi bem o que ouvi quando meu telefone tocou.

Na verdade o que ouvi, foi algo que me deixou completamente sem chão, que fez meu coração parar por alguns segundos enquanto meu cérebro parou de racionar. Algo que eu faria de tudo para não ter ouvido. O que eu mais temia. "Infelizmente seu marido não foi encontrado. Sinto muito. Mas já se passaram horas e nada. As chances de o encontrarem com vida, são mínimas. Vamos encerrar as buscas por hoje." foi isso o que ouvi. E tive a impressão do meu mundo ter acabado aí.


Narração: Carlton


DIA SEGUINTE...

31 de agosto de 2015


07:00 AM


—John, vem cá!

—O que foi?

—É impressão minha, ou aquilo ali no mar flutuando é um corpo?

[...]

—Aonde eu estou? — Perguntei ao abrir os olhos.

Então é isso. Sua luta não foi em vão. Você escolheu acreditar que havia esperança, que conseguiria sair dessa. E conseguiu, você venceu. Sua fé te salvou. Você está vivo agora. Está na hora de agradecer

Meu corpo estava exausto, como se tivesse corrido uma maratona. Minha cabeça doía quando tentava fazer algum esforço. Não reconhecia o lugar e muito menos aquelas pessoas. Como vim parar aqui? Eu me perguntava.

—Oi, você está na nossa casa. — A mulher falou.

—Como vim parar aqui? E quem são vocês? — Tentava entender o que havia acontecido.

—Eu sou John, essa aqui é minha esposa, Mary Lucy. — Dessa vez o homem respondeu. -Achamos você no mar. Estava desacordado e machucado, então o trouxemos pra cá e cuidamos de você.

—Não se lembra o que aconteceu? — Ela perguntou franzindo o cenho.

—Eu... — Tentava lembrar de algo, mas nada vinha a minha memória. -Não.

Eles fizeram várias perguntas. Queriam saber se eu lembrava do que havia acontecido, de onde era, como vim parar aqui, quem era e se tinha alguém para quem eles pudessem ligar. Mas em nenhuma delas eu soube responder.


UM ANO DEPOIS...

1 de setembro de 2016


Narração: Grace


De longe esse foi o ano mais tortuoso de minha vida. Tive que conviver com a morte do meu marido e ser forte para meus filhos. Por sorte tive uma ajuda que todos os dias me trazia o jantar e colocava meus filhos para dormir. O homem que resgatou Rose do mar. Ele foi meu anjo da guarda nesse momento e a pouco mais de dois meses começamos a namorar. Meus filhos o amam e ele nos faz bem, então... é oque importa. Mas ainda sinto falta do amor da minha vida, ainda choro por ele todos dias, porém o Matt me ajuda a seguir com a vida e ele gosta dos meus filhos.


Narração: Carlton


O casal havia me acolhido na casa deles todo esse tempo. Há exatamente 1 ano estou aqui, nessa ilha, sem me lembrar de praticamente nada, apesar dos esforços de John e Mary Lucy. Na verdade, a única coisa que sei sobre quem eu era, é que sou casado. Só sei disso, porque tinha uma aliança em meu dedo esquerdo quando cheguei aqui. Com o tempo, consegui lembrar o nome de minha esposa "Grace" e confirmei isso olhando a aliança, onde também contia a data do nosso casamento "11/07/2014", não éramos casados há tanto tempo. Em alguns sonhos, tive alguns flash do acidente que me fez parar aqui, mas não conseguia identificar o rosto da menininha que aparecia neles, não mostrava com nitidez. Sou muito grato ao John e sua esposa por terem me acolhido e me ajudado todo esse tempo. Como forma de retribuir, tento sempre ajudá-los como posso. Ajudo John na pescaria, o ajudo com o barco, e por incrível que pareça, também os ajudo nos primeiros socorros quando um deles se machuca ou adoece. Acho que levo jeito com isso.


...DIAS ATRÁS

28 de agosto de 2016


10:00 AM.


Estava sentado na areia da praia observando o mar enquanto mexia na aliança em meu dedo. Engraçado, porque já haviam se passado um ano(mas precisamente 365 dias e 4 horas) desde que cheguei aqui e esse é um costume que eu não havia perdido. Admirar o mar me trazia paz e tranquilidade. Só não entendo o por quê, pelo o que parece, foi ele que causou meu acidente e me fez parar aqui, longe de tudo. Mas olhar pra ele me trazia esperança, pelo menos foi assim que me veio a memória o nome Grace. E eu acreditava que poderia lembrar de mais coisa.

—Por que não lembro do rosto de minha esposa? Será que tenho mais alguém além dela? Aquela garotinha na pedra, quem será que é? — Murmurava comigo mesmo me fazendo várias perguntas.

Soltei um longo suspiro e olhei para a aliança em minha mão.

—Grace! — Repeti admirando a beleza e sonoridade do nome.

Soava tão bem.

—Significa Graça! — Sorri levemente.

—David! Estou precisando de uma mãozinha. Pode vir até aqui me ajudar? — Era a voz de John me chamando.

"David" é como eles me chamam, já que não sei meu verdadeiro nome.

—Claro! Já estou indo. — Respondi.

Me levantei da areia e fui até o barco, onde John estava. Ao chegar, perguntei para John do que precisava e comecei a ajudá-lo.

[...]

Eu e John terminamos de colocar as coisas no barco e fui recolher a âncora para ele seguir com o barco. Mas ao olhar para aquele objeto, uma lembrança veio em minha memória.

—Hope...

—O quê? — Ele olhou para mim sem entender, ao me ouvir falando alguma coisa.

—Hope, Rose Hope. É esse o nome da garotinha que estava comigo quando sofri o acidente.

Notas finais
E aí, o que acharam da história? Gostaram desse primeiro capitulo? Querem os próximos? Prometemos não demorar muito pra postar o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.