Forever Young

4 5, 4, 3, 2, 1, Feliz 2012! - Parte 4


Notas iniciais
Fim do 1 capítulo! A partir de agora eu só vou postar se tiver ao menos 1 comentário, poxinha, não é difícil :(

Giorgio

Giorgio estava beijando sua namorada quando de repente repara em Bianca, que passava em disparada em direção à porta. Alguma coisa não tinha ido bem naquela noite. Por que ela não falou com as meninas?

— Belle, eu... Eu vou ali, mas eu já volto.

— Ah... Tá, eu acho que vou ficar aqui mesmo... Tá tudo bem?

— Sim, minha linda, tudo sim. Eu só... Eu já volto.

Annabelle olhou com uma cara estranha, mas não disse nada e voltou a fofocar com as amigas. Giorgio tentava sair da mansão dos Herrera quando uma bêbada se agarrou no seu pescoço.

— Giorgioooo! – disse com uma voz aguda demais pra qualquer ser humano – Me dá um beijo de ano novo!

— Sai daqui Giulianne, credo! O que que te deu ein?

— Eu te amo Gi, diz que me ama também! – Ela exalava vodka pelos poros. Quem deixou essa menina chegar a esse ponto?

— Giulianne, pelo amor de Deus, você está banhada em vodka e eu não to a fim de te beijar e muito menos dizer que te amo. Se me der licença, eu tenho o que fazer. – Giulianne começou a chorar e falar coisas sem sentido.

— Só por causa da Annabelle, aquela estúpida. Eu sei que eu sou melhor do que ela! Vem cá, Giorgio! Você nem ama aquela menina!

— Giulianne, por favor. – Ele falava pra ela tentando soltar seus braços de seu pescoço. – Alguém pode tirar essa menina daqui? E colocá-la pra dormir, por favor? – Ele pedia pra qualquer um que estivesse disposto a ajudá-lo. Finalmente chegou uma das amigas dela e a tirou de perto dele, mas ela continuava gritando.

— Eu vou dormir e sonhar com você, Giorgio! Eu te amo!

‘Céus, que menina maluca!’ pensava Giorgio, finalmente saindo da Mansão. Ele olhou para a esquerda e viu Bianca andando em sua direção. Ela estava normal, mas era fácil perceber que andara chorando.

— Bia, tá tudo bem? Eu te vi chorando, sei lá. Eu não falei nada com as meninas.

— Ah, obrigada Giorgio... Não foi nada demais não, impressão sua! Onde estão as meninas? E por que você está cheirando a vodka?

— Vem comigo encontrar as meninas que eu conto pra vocês.

Miguel

Miguel continuou muito tempo sentado olhando para o céu. De vez em quando se pegava lembrando-se daquele beijo. Modéstia a parte, ele já havia beijado mais meninas do que era capaz de lembrar, mas nenhuma havia mexido daquela forma com ele. Aquele cabelo com cheiro de laranja, aqueles olhos sapecas. Ele simplesmente não sabia como lidar naquela situação. Imaginava uma Bianca idêntica àquela de hoje, mas ao mesmo tempo completamente diferente. A Bianca que ele se lembrava não fazia seu coração bater mais forte. A Bianca que se lembrava não o fazia querer beijá-la. A Bianca que se lembrava tinha um sorriso banguela, não um sorriso hipnotizante. Será que ela havia mudado? Ou será que foi ele quem mudou? Sentiu algo vibrar, mas parou. Pegou seu celular. Droga, 11 chamadas perdidas e 5 mensagens. Vibrou de novo. Era Paolo perguntando onde ele estava. Parece que a Giu tava vomitando. Será possível que as pessoas não sabiam fazer festa sem ele?

Arya

Giorgio já tinha contado a história com Giulianne, e todas morreram de rir. Como ela podia ser tão ridícula? Perguntaram a Bianca onde ela estava, e ela disse que ‘não era nada demais’. Foram dançar mais um pouco, mas queriam ir para casa.

— Hey, vamos dormir lá em casa. A gente pode jogar verdade ou verdade! – sugeriu Arya. Verdade ou verdade era uma espécie de jogo de ‘verdade ou consequência’, mas só existia verdade. Quando elas giravam a garrafa, para quem o gargalo apontava seria a questionada, mas as meninas se decidiam sobre quem e o que perguntar. – Vamos com a gente, Alícia. A gente te empresta pijama, e eu te dou uma escova.

— O que você acha, Ber? – Perguntou Alícia ao irmão. Ela era muito ligada à ele, pois seus pais eram meio ausentes, então eles só tinham um ao outro.

— Vai blondie, eu falo com a mamãe. Ela vai gostar de saber que fez amigos.

— Brigada, Ted! – Disse a menina, feliz por ter feito amigos logo na primeira semana no Brasil.

Arya chamou um táxi que, na verdade, era uma Doblò. No banco de trás foram Sophie, Bianca, Arya e Alícia, e nos dois bancos atrás foram seu irmão e Annabelle. Arya de vez em quando olhava pra trás, pra ver como estava sua amiga. Era engraçado que mesmo que Anna falasse tão mal de Steph, ela parecia não poder viver sem ele. E não, ainda não entendia por que Belle, a patinho, como diria seu irmão, era de Giorgio e não de Steph.

Notas finais
Fim :) Comentem gente!!