Forever Young
3 I can't change
Tomamos café da manhã e fomos dar uma volta no centro comercial que havia ali perto. Estávamos todos animados, fazendo umas compras e nos divertindo, mas algo me incomodava e eu sabia o que era. Era a conversa de Harry com alguém no telefone que eu havia escutado mais cedo. Aquilo não saia da minha mente, e eu me perguntava se estava sendo traída ou algo do tipo.
Louis pareceu ter percebido que não estava bem, pois assim que chegamos em casa ele me chamou para uma caminhada na praia. Ele perguntou o que havia acontecido e eu respondi:
- Não é nada, Lou...
- Se não fosse nada você não estaria olhando pra cima agora pra tentar segurar o choro... – disse ele, e eu me perguntava como ele havia percebido tudo isso em menos de cinco minutos de caminhada.
- É coisa minha, Lou, não precisa se preocupar. – disse, tentando conter o choro.
- Marie, me diz logo o que está havendo! É o Harry? Eu posso conversar com ele se for preciso...
- Já disse que é coisa minha, Lou, me deixa! – disse gritando e chorando enquanto corria em direção ao quarto.
Para a minha sorte, Harry não estava lá, portanto tranquei a porta e me joguei na cama, chorando debaixo do cobertor, ignorando o calor que estava. Acordei às 19h (sim, dormi a tarde toda) com batidas na porta e a voz de Harry pedindo para eu abrir a porta. Ignorei completamente, não estava no clima para conversar com ele e voltei a dormir.
Acordei no dia seguinte às 5:30 da manhã, e todos ainda dormiam. Harry estava no sofá, e ao olhar para aquele rosto perfeito e pensar que ele podia estar me traindo, quase cai no choro, mas segurei as lágrimas até chegar na praia. Fiquei assistindo ao nascer do sol enquanto caminhava na areia, até que decidi sentar em uma duna perto da casa.
Senti algo me envolvendo e percebi que eram as mãos de Harry. Me segurei para não começar a chorar novamente, e ele perguntou:
- O que houve, princesa?
- Nada... – disse.
- Eu sei que não é ‘nada’, pois você não estaria assim. – disse ele.
- Assim como? – perguntei.
- Huum, vamos ver... primeiro, você fica estranha no nosso passeio ao centro comercial, depois, ao voltar da caminhada com Lou, se tranca no quarto e me ignora quando peço para abrir a porta, e agora esta sendo grossa comigo, como se eu tivesse feito algo de errado contigo... Quer mais? – disse ele mantendo calma na voz.
- Não quero falar sobre isso. – disse.
- Mas eu quero, quero entender o que está acontecendo, o que eu fiz de errado pra te deixar assim? – perguntou.
- Já disse que não quero falar sobre isso, Hazz! – retruquei, me virando para encará-lo.
- Ao menos me diz se isso tem haver comigo.
- É claro que tem, senão não estaria assim com você e só você! – disse com um tom muito sarcástico.
- Posso pelo menos saber o que eu fiz de errado? – ele disse com o mesmo tom calmo na voz, que era o que mais me irritava.
- Não! – disse me levantando e entrando em casa.
Olhei para trás verificando se ele me seguia, mas ele não estava lá, o que achei bom, pois não queria mais discutir com ele naquela manhã.
Quando estava entrando no quarto, Louis me puxou para dentro do quarto dele, e, junto com Bianca, me fez contar o que estava acontecendo. Contei a eles sobre o telefonema e sobre as minhas desconfianças. Eles disseram que eu estava sendo um pouco exageradas, mas Lou me disse que daria umas indiretas para Harry até ele entender o que havia acontecido, e que se ele não entendesse, ele iria esclarecer as coisas e contar tudo.
O restante do dia foi entediante, não fizemos nada. Eu e as meninas ficamos vendo filmes enquanto os meninos jogavam poker perto da piscina. De vez em quando ouvia Louis dando indiretas para Harry, dizendo que uma vez, um amigo seu havia terminado um relacionamento pois sua namorada havia visto suas mensagens, ou dizendo que uma prima sua havia rompido com o namorado pois ouviu uma conversa dele com outra no celular. Mas parecia que ele não estava entendendo as indiretas.
Às 22h fui para o quarto dormir, e Harry não entrou lá, devia ter percebido que eu não queria contato com ele por enquanto.
Acordei no meio da noite com um barulho vindo do piso de baixo parecido com unhas arranhando o chão. Desci, em silêncio, e me deparei com Harry agachado perto de uma caixa, mas fingi não ter notado e fui até a cozinha. Acendi a luz e peguei um copo para colocar água.
- Não consegue dormir? – disse ele.
- Acordei com um barulho estranho vindo daqui. – retruquei.
- Ah, você ouviu? – ele disse, com um leve tom de preocupação na voz.
- Sim, por que? Tem algo a esconder de mim? – disse provocando-o.
- Na verdade, sim, mas tendo em vista de que você desconfia que eu tenho outra, não dá pra esconder isso por muito tempo, pois não agüento mais ficar longe de você... – não entendi o por quê daquilo, pois nada estava fazendo sentido. Se ele não tinha outra, o que estaria escondendo?
Não respondi nada, fiquei observando-o, até que ele se virou e foi até a caixa que eu havia visto ao descer as escadas. Voltou de lá com algo no colo, e de início não consegui ver o que era, mas quando ele chegou mais perto pude ver. Um lindo labrador filhote creme com um laço vermelho no pescoço e uma coleira com as iniciais M e H.
- O que é isso, Harry?! – perguntei, chocada.
- Isso é um presente pra oficializar o nosso relacionamento. Quer namorar comigo, Marie? – ele disse se ajoelhando e estendendo o cãozinho para mim.
Comecei a chorar de emoção, ele se levantou, me entregou o cão, me segurou perto de seu rosto e disse :
- E então, o que me diz? Aceita ou não?
- É claro que aceito, Hazz! – disse antes de ele se aproximar e me dar um longo beijo, matando a saudade de dois dias separados.
Ficamos nos beijando por um longo tempo, ali mesmo na cozinha, o cachorro no chão aos nosso pés, dormindo. Harry me pegou no colo e começou a subir as escadas, sem parar de me beijar. Entrou no quarto, me colocou delicadamente na cama e tirou sua camiseta – agora sabia que não dava mais para negar, havia chegado a hora. Beijou-me delicadamente nos lábios, no pescoço, voltando aos lábios e depois descendo cada vez mais. Tirou minha camiseta e depois minha calça. Ficou só de cueca...
Acordei com um beijo nos lábios. Um beijo doce, porém selvagem, O beijo de Harry. Olhei em seus olhos, e pela primeira vez, percebi que ele era o homem da minha vida. O homem na qual eu queria viver para sempre ao seu lado. Ficamos nos beijando na cama, até decidirmos descer para comer algo.
Coloquei a blusa ‘Jack Wills’ roxa dele por cima de tudo e ele colocou uma samba canção do Super-Man (sim, isso mesmo! Hahaha).
Descemos, e não havia ninguém na casa, exceto o cãozinho, que dormia feito um anjo em sua cama improvisada. Preparei torradas e suco de laranja para nós, e fomos comer no sofá. Quando Louis entrou na sala, eu estava dando um pedaço de torrada na boca de Harry. Ele abriu um sorriso imenso ao ver que tudo estava bem entre nós de novo.
- Hey, Lou! – disse eu.
- Heey! Estou vendo que tudo está bem de novo, não?!
- Melhor que isso, Lou. – disse Harry.
- Ah é? E por que? – perguntou.
- Agora estamos namorando! E Harry me deu um cachorrinho! – disse apontando Zeus.
- Que legal! Parabéns ao casal! Agora vou voltar lá pra fora, só vim pegar um pote de salada de frutas para mim e Bianca, tchau! – disse Lou.
- Tchau! – dissemos eu e Harry em coro.
Terminamos de tomar café da manhã, eu lavei a louça e subimos para nos trocar e ir passear na praia.
Coloquei um short jeans rasgadinho e uma camiseta com a estampa da Inglaterra nela. O biquíni por baixo, óbvio. Harry colocou uma bermuda jeans preta e sua camiseta dos Ramones e a sunga por baixo.
Saímos de casa, e a galera estava na piscina. Demos bom dia a todos e caminhamos pelas dunas. Em silêncio, ouvindo o mar, nos olhando e nos beijando de vez em quando. Harry foi indo em direção ao mar, e eu o acompanhei. Ele parou, com os pés na água. Se virou lentamente, se aproximou para me beijar, mas, ao invés disso, me pegou no colo e me carregou até a água, me molhando completamente. Comecei a bater em seu peitoral(e que peitoral, hein!) até que ele me segurou e me beijou.
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