Notas iniciais
Gente, desculpa a demora, é que o meu pc quebrou, fiquei esse tempo todo sem net, mais agora ta tudo okay, eu vou voltar a postar com frequência, mais para isso eu preciso de incentivo, sabem como? com comentários. eu preciso saber se vc's estão gostando.
Bjs e boa leitura.

Os anos passam, o tempo passa, e as coisas mudam, até para nós imortais. Já se passaram quatro anos, no total já são sete anos que eu cheguei em minha nova família.

Paolo e Gui já tem um filho de quatro anos, o Luiz Otávio, a coisinha mais linda do mundo, eles estão morando em Salvador, mas quase sempre aparecem por aqui.

Já terminamos a faculdade, e decidimos que vamos continuar morando aqui em Estância por enquanto, só mais três anos, e depois vamos armar nossa "morte" já que não podemos viver aqui para sempre.

Dez anos! Dez anos é o tempo que eu poderei passar com a minha família, e isso já esta me torturando, não quero nem saber como deve ser para Sam ter que deixar a própria mãe, e ainda fazê-la chorar no tumulo dela.

Mas nós sabemos que é melhor assim, daqui a pouco as pessoas irão perceber que não estamos envelhecendo. E isso não pode acontecer!

- Tá muito pensativa mana. — Sam falou me tirando dos meus pensamentos. — Tá pensando em matar quem? — ela disse brincando.

- Nós. — falei séria. -Estou pensando em como será a nossa morte.

- Ah! — ela também ficou séria. -Eu estou tentando não pensar nisso. Vamos aproveitar o tempo que nós temos.

- É você esta certa, vamos aproveitar. E ai qual é mesmo o paquera do momento? — perguntei só para mudar de assunto, Sam já deve estava com cara de quem ia chorar, e eu sei que essa pergunta iria distrair ela.

- Menina, nem te conto! Ontem eu fui na farmácia de Jefferson, ai tipo, eu estava com muita sede e pedi água a ele, minha fia, ele me mandou entrar e depois que eu bebi água, ai eu agradeci e fui dar um beijo na bochecha dele de despedida, eu sempre faço isso, então nem imaginava que ele iria me agarrar, foi o maior amasso, sério, ele me pegou de um jeito! Eu chega estava tremendo. — ela falou rindo. Essa menina apronta cada uma.

- Menina! Você não presta viu? Ele é tipo, uns vinte anos mais velho que você, ele tem a idade da sua mãe.

- Ah, mas é tão gostoso! — ela falou rindo.

É como eu disse, quer distrair a Sam, é só perguntar dos ficantes dela, passamos a noite toda conversando sobre besteiras, nada em especifico, falando de tudo, menos do assunto mais importante: A nossa morte.

3 ANOS DEPOIS

Nosso tempo finalmente esgotou, agora não da mais para continuar com a nossa família, e pensar em me despedir deles para sempre dói tanto!

Não pensamos muito sobre como seria a nossa morte, geralmente a gente tentava evitar esse assunto, mas agora não temos mais para onde correr.

Hoje é domingo, e agora nós estamos nos arrumando para ir a uma festa em Aracaju, passamos essa semana praticamente grudadas em nossa família.

O plano é simples: Nós vamos para a boate, nos "divertimos", bebemos muito, e na volta para casa, eu dirigindo bêbada capoto o carro, ele sai para fora da estrada — para não atingir nenhum inocente — e o carro explode, matando nós duas. Nós já temos dois corpos, de duas mulheres com o mesmo tipo de corpo que a gente e depois quando forem fazer o exame de DNA, Sam vai usar p poder dela de hipnose, para fazer alguém do laboratório falsificar o resultado.

É meio complicado, mas ninguém vai poder desconfiar da verdade.

- Vamos Ness. — chamou Sam. — É agora.

- Vamos. — falei tentando não chorar.

Olhei para ela e vi que ela fazia o mesmo que eu, saímos do meu quarto e fomos para a sala, onde estava a nossa família reunida.

Olhei para cada rosto daquele, sabendo que seria a ultima vez, eles estavam distraídos, sem saber o que irá acontecer.

- Então, tchau gente, amo vocês. — Sam falou e foi abraçar a mãe e depois pediu a benção, depois ela fez o mesmo com tia Mary.

- Tchau pessoal, amo vocês. — Falei e fiz o mesmo que ela.

- Meninas, vocês não irão para New York não, Aracaju é bem ali. — falou mamãe.

- Nós sabemos mãe. — falamos. Mal sabe ela que esta certa.

Depois que abraçamos a todos, nós saímos e entramos no carro, eu fui para o lado do motorista.

- É agora. Fico feliz que pelo menos nós estaremos juntas. — falei já chorando, ela também começou a chorar, nós abraçamos forte.

- Nada nunca irá nos separar irmã. — ela falou baixinho. — Agora vamos, vamos encarar nosso destino.

E, ao escuta-la, eu pus o carro em movimento, e nós fomos enfrentar o nosso destino. Juntas! Como será para sempre.

Saímos de Estância e nela deixamos nossos amigos, família e no caso de Sam, os paqueras. Deixamos tudo de mais importante para trás, para recomeçarmos do zero.

Sabe-se Deus lá onde!

Notas finais
Ta ai, gostaram? agora por favor, comentem, que tal fazerem isso como um presente de aniversário para mim.?
A cada comentário eu fico inspirada, e aqui no nyah eu não estou tendo muita inspiração. tenho alguns leitores mais só um comenta.
Por favor gente.