Notas iniciais
Amores, antes que vocês me matem, e que a Ana arraste meu rosto no teclado do pc, efgueighíuegu, tarde demais, ai que piada ruim, então eu trabalhei esse mês numa ong e tipo tava impossivel escrever, chegava muito tarde, mas acabou meu trabalho lá, voltei pra faculdade e tava super com saudades, Vou postar esse e mais uns no fim de semana. Amo vocês

Beca

Enquanto Chloe não chegava eu e as meninas preparamos a perfeita noite do pijama, sabíamos o quanto a ruiva amava aqueles momentos, é claro que eu estava me sentindo mal pela mentira, principalmente pela briga que eu havia causado, e agrada-la era minha prioridade.

— Que filme vamos assistir? Amy perguntou e meu deus ela estava comendo de novo, dividimos quarto por tanto tempo e mesmo assim ela me surpreendia.

— Ah por favor comédia romântica. Emily falou e recebeu um não em coro meu e de Cynthia.

— A gente sempre vê esses filmes, hoje vamos mudar. Cynthia falou e eu concordei.

—Vamos ver ficção cientifica. Lily sussurrou tão baixo que só eu e Amy que estávamos pertos escutamos.

—Pra que minha filha? Você já é o nosso experimento. Amy falou rindo.

—Vamos anotar todas as sugestões em um papel, depois é só sortearmos. Aubrey falou, se ela não estivesse lá Chloe chegaria e ainda estaríamos discutindo que filmes escolheríamos.

—Aubrey tem razão. Finalmente me pronunciei, anotei todas as sugestões de filmes nos papeizinhos e fiz Emily escolher um, ela pegou o papel e abaixou a cabeça.

— Terror. Falou com a voz embargada, escutei algumas reclamações, Cynthia e Amy ficaram animadas.

— Okay então ficou decidido terror, agora precisamos decidir o filme, por que existem milhares de filmes de terror. Falei e escutei meu celular tocar, ele estava perto da Amy então ela atendeu, fiz sinal para que ela dissesse que eu não estava.

—Celular de Beca Mitchel. Atendeu imitando uma secretária, não consegui segurar o meu riso, ela continuava a conversa, pegou um papel e anotou algo. – Entendo, pode deixar que entregarei o recado para ela, eu que agradeço, tchau.

— Quem era? Perguntei ainda rindo da situação.

—Seu ex chefe. Olhei para ela com cara assustada, nem quando eu trabalhava para ele, o sujeito se dava o trabalho de me ligar, antes que eu perguntasse o que ele queria, Amy foi mais rápida. – Ele disse para amanhã você encontra-lo no restaurante do Plaza, é urgente e você não pode faltar, ele conta com você.

— Beca será que ele se arrependeu e vai dar seu emprego de volta? Emily perguntou, e percebi em seu tom de voz uma singela esperança brotar.

— Acho difícil. Respondi sincera. – Ele é do tipo de pessoa que não volta atrás no que diz, mesmo estando errado, mas enfim amanhã vou resolver isso, e aproveito e conto para a ruiva, mas hoje vamos aproveitar todas juntas.

Todas concordaram, e voltamos a discussão, pois precisávamos decidir antes da Chloe chegar qual filme de terror assistiríamos.

Chloe

Fiquei um tempo encarando Vanessa sem acreditar no que via, ela ainda estava mais bonita do que na época que a conheci e com o mesmo semblante feliz estampado no seu rosto.

Resolvi que ficar boquiaberta em sua frente não era uma boa maneira de dizer oi.

— Quanto tempo, como você está? Consegui reformular finalmente, ela me encarou sorrindo.

— Estou ótima Chloe, melhor agora confesso. Falou e piscou para mim, não pude deixar de me sentir envergonhada com aquela atitude. Olhei para os meus estudantes que também estavam confusos com aquela interação.

— Pessoal essa é a Vanessa, ela será a enfermeira que coletará os dados de vocês, e na próxima semana ela estará aqui recolhendo as bolsas de sangue. Percebi que ainda me encaravam, Daniel, como sempre o mais atrevido de meus estudantes, levantou a mão, eu fiz sinal que ele falasse.

— Professora Chloe de onde vocês se conhecem? Vocês já ficaram? Na hora que terminei de escutar aquela frase meu rosto ruborizou instantaneamente.

— Queeeee? Perguntei afobada e pude ver de canto um sorriso de orelha a orelha se apossar do rosto de Vanessa que estava ao meu lado, gaguejei algumas vezes, então respirei fundo para enfim poder responder. – Não é nada disso, pelo amor eu sou comprometida.

Pela primeira vez pude perceber os olhos de todos focados em mim em expectativa, nunca falava sobre minha vida pessoal para eles, então aquela revelação com certeza havia os pego de surpresa.

— Mas respondendo sua pergunta, mesmo que tenha sido impertinente. Falei e percebi meu aluno abaixar a cabeça ao me escutar. – Eu a conheço sim, Vanessa foi minha enfermeira a alguns meses atrás quando eu sofri um acidente, sou muito grata a ela por todo o cuidado que teve comigo naquele momento difícil.

Falei e fitei Vanessa que no momento daquelas palavras corou, voltei a encarar meus alunos.

—Nosso foco aqui não deve ser em nossa vida pessoal, meu objetivo é prepara-los como educadora, por favor não sejam mais impertinentes quanto a isso, certo?!

Todos concordaram, não gostava de expor minha vida, entretanto não podia deixar que meus alunos me constrangessem daquela maneira.

—Agora vamos ao que interessa. Falei mudando de assunto. -Fiquem em suas cadeiras, enquanto ela vai passar pegando os dados de vocês, quem for menor de idade não se esqueçam que precisam de autorização para a doação.

Eles prontamente obedeceram, afinal de contas nem sempre eu era tão firme assim, os que terminavam de passar as informações vinham até mim para tirar dúvidas sobre a apresentação que se aproximava, e depois de algum tempo todos foram dispensados.

— Então quer dizer que você ainda está namorando aquela chata? Vanessa me perguntava com um semblante divertido, mas a fitei irritada. – Não me olhe assim ela não me passou uma boa imagem na única vez que eu a vi na vida.

Acabei sorrindo lembrando-me do dia, havia usado Vanessa para atiçar os ciúmes de Beca e graças aquilo tinha tido um sexo delicioso no hospital. Balancei a cabeça ao lembrar que não estava sozinha para ter aquele tipo de lembrança.

—Ela não é chata. Percebi ela arquear a sobrancelha. – Talvez possesiva, as vezes Beca acha que todas as pessoas estão querendo me pegar. Conclui rindo, o ciúme de Beca chegava a ser engraçado.

—Talvez ela não estivesse tão errada naquela vez. A enfermeira disse de forma maliciosa e eu a encarei surpresa. – Calma não é como se eu fosse te agarrar. Ela disse erguendo as mãos em sinal de paz. – Ah não ser que você me pedisse.

Terminou de dizer e piscou pra mim, só me faltava aquilo, tinha acabado de dispensar Delly e até me sentir mal por deixar minha aluna magoada e me aparece Vanessa, “ressurgida dos mortos” me cantando de forma descarada.

— Olha Vanessa me desculpa se naquela época eu passei a imagem errada. Falei sendo sincera. – Eu meio que te usei para fazer ciúmes na Beca e não foi minha intenção.

Ela me encarou com um sorriso nos lábios antes de falar.

—Pode me usar para fazer ciúmes na senhorita azeda sempre que quiser. Neguei ao escutar aquilo, não pude deixar de sorrir da forma debochada que ela encarava as coisas.

—Não, não quero mais fazer esse tipo de coisa com ela, estamos juntas e estamos bem, gostaria que continuasse assim, se você quiser podemos ser amigas? Perguntei, ficamos um tempo nos encarando, Vanessa parecia refletir se a ideia de ser minha amiga seria algo bom para ela, por fim ela voltou a sorrir, com aquele sorriso de orelha a orelha.

— Tudo bem, ser sua amiga parece bom para mim, apesar de achar que eu seria melhor que ela para você. Falou e eu dei um tapa no ombro dela.

—Ok Ok, amigas. A encarei por mais um momento. – Prometo que não haverá segundas intenções. Sorri depois de escutar aquilo, tudo que menos precisava eram mais problemas com a minha pequena.

—Vamos tomar uma cerveja? Vanessa perguntou tirando os meus devaneios, a olhei confusa. – Amigas tomam cerveja juntas certo?

— Certo. Falei concordando. -Mas hoje não posso, podemos marcar para semana que vem, você vai vim de qualquer jeito coletar as bolsas de sangue e depois a gente vai para um barzinho aqui perto.

Ela sorriu, genuinamente feliz, não a culpava, havia vindo para Nova York sozinha, e não é fácil ficar sem amigos numa cidade como essa.

— Então está combinado. Se aproximou e me abraçou de maneira carinhosa, porém sem rastros de segundas intenções, graças a deus. – Até semana que vem ruiva.

Fiquei encarando a porta que Vanessa havia saído a instantes atrás, a coincidência dela ter parado no mesmo colégio que eu trabalhava era algo absurdo, só imaginava como seria quando contasse para a pequena, que já morria de ciúmes de Vanessa, mesmo tendo a encontrado apenas uma vez. Peguei minhas coisas e sai de lá, no caminho fui instruída a passar no mercado e comprar besteiras, festa do pijama com certeza, provavelmente a noite seria longa e eu amaria cada instante.

Notas finais
E ai gostaram? Comentem amo vocês