Notas iniciais
Eu chorei escrevendo.
Boa Leitura :)

Fomos jogados em um comôdo apertado, feito de pedras e que a única abertura (uma janela minúscula) que tinha dava para um corredor escuro e tinha grossas barras de ferro formando uma grade. Havia também um porta de madeira que estava completamente trancafiada.

- Por que você fez aquilo? — eu precisava saber a verdade.

- Porque eu não tenho mais nada além de você. Se eu ficasse vivo o que aconteceria? Concerteza eu iria passar o resto da minha vida chorando por ter te perdido e além sendo humilhado, explorado ou morto por aquele homem.

- E o que te faz pensar que comigo vai ser diferente? — não conseguia entende-lo por mais o que ele diga faça algum sentido.

- Você é esperto, inteligente, astuto e vai saber conduzir essa situação. Já eu sou ingênuo, bobo e sou iludido facilmente, e tudo isso foi dito por você inúmeras vezes.

- Eu sei, mas...não me deixe. Eu preciso de você!

Eu já estava de joelhos na frente dele com as mãos no rosto tentando conter as lágrimas.

- Desculpa! Desculpa meu amor, mas nada mais pode ser feito. Eu vou embora, mas eu nunca irei te deixar!

Blaine se ajoelha a minha frente e tira minhas mãos do rosto, olha nos meus olhos e fala coisas como: O nosso amor é eterno, nós iremos nos encontar no céu, entre outras. O mais importante é ele me dá um último beijo de amor.

- Isso é para você nunca se esquecer de mim.

Ele retira do seu pescoço e me entrega uma corrente desgastada com um medalhão de prata escrito: BLAINE.

- Eu ganhei quando nasci, naquela época meus pais poderam compra-lo. Eu sei que não é nenhuma jóia, mas é o que eu tenho para te oferecer nesse momento.

- Obrigado, eu prometo que vou mante-lo sempre comigo.

De repente a porta se abra e dois homens levam Blaine dali. Após um tempo também sou levado. Enquanto caminho por aquele corredor escuro e penso em tudo que aconteceu na minha vida. Em todos os dias felizes e em todos os dias tristes. Chego a uma conclusão: se eu morresse agora minha vida teria valido a pena.

Sou deixado em um quarto grande e espaçoso, digno de um rei. Tinha um mobilíario refinadado, uma cama aparentemente confortável e além de uma mesa de dois lugares com muita comida servida. Infelizmente, o dono do quarto chega.

- Você deve estar se perguntando: Quem sou eu e o que eu quero de você. Vou lhe explicar tudo, enquando você come, deve estar faminto?

Ele aponta para a mesa farta.

- Quem me garante que não está envenada.

- Se a sua morte fosse do meu interesse, você teria morrido junto com o seu pai.

- Eu achei que isso havia sido uma falha. — sento à mesa.

- Eu sou um Clarington, e os Claringtons não cometem falhas. — ele falou automáticamente, como se tivesse ouvido essa frase a vida inteira. — Que indelicadeza minha, eu não me apresentei. Meu nome é Hunter Clarington, sou filho de um grande conquistador de terras. Meu pai se interessou por esta região e me mandou aqui para "limpar o caminho".

- E isso me inclui, certo? — se era para ele me matar, que isso aconteçesse rápido.

- Isso incluia Sebastian Smythe e que eu saiba ele já esta morto. — consegui segurar as lágrimas.

- Você sabia da verdade! Eu sou Sebastian!

- Digamos que eu imaginava, mas eu preferi respeitar a vontade do seu namoradinho. Eu o entendo, você é bonito demais para morrer, seria um desperdício.

- Deixa eu adivinhar, você não quer nada de mim, você me quer.

- Exatamente, agora venha aqui e não me faça me arrepender da escolha.

Ele estava sentado na cama olhando e sorrindo maliciosamente para mim. Aproveitei esse momento de distração e peguei uma das facas que estava sobre a mesa. Fui para cama e lhe dei um beijo de morte, cravei o objeto no seu coração e me senti vingado.

Notas finais
Gostaram?
Comentem!
bjss ate o proximo cap :)