XXXIV — Sabichona.

(...)

Como de costume, Edward era o primeiro a chegar no “ponto oficial de encontro”. Havia uma espécie de praça improvisada em frente à oficina do senhor Newton, um homem baixinho, com um bigode estranho no maior estilo de Hercule Poirot e uma pança que quase tocava seus pés — como Isabella caçoava. O senhor Newton ao ver mais uma vez Edward à espera da garota Swan, suspirou. “Crianças”, ele pensou. Arrastou-se novamente para dentro da oficina, distribuindo ordens para seus funcionários e filho, Mike.

Sentado em uma espécie de banco feito de alguma pedra cinzenta, Edward esperava a sua namorada. Ao olhar para o relógio em seu pulso, constatou que ela estava no horário combinado. Ele era apenas ansioso demais para encontrá-la sempre chegando trinta ou quarenta minutos antes.

— Ei, Edward! — assustou-se com a chegada repentina de Alice. A Brandon era a melhor amiga de Isabella, sabia o ruivo. — O que está fazendo aqui, sozinho?

A garota sentou-se no banco à sua frente, pondo os cotovelos na mesa, olhando-o com os olhos verdes ardendo em curiosidade.

— Estou esperando... Uma pessoa — desviou os olhos.

— Sim, eu sei. E essa pessoa, por acaso, seria Bella Swan? — disse, sorrindo.

— Certamente...

— Você tem que pedir aos pais de Bella — avisou Alice. — Charlie Swan possui uma arma, Edward. Ou você é à prova de balas?

Edward enrijeceu com o pensamento. Sim, ele precisava pedir aos pais de Bella permissão para que o namoro pudesse ser oficial. Não iriam precisar marcar encontros às escondidas ou fingir que eram apenas amigos na presença dos familiares. Namorar “oficialmente” possuía muitas vantagens, analisou o garoto em pensamentos.

— Também estou ciente disso — respondeu, observando uma árvore que estava logo atrás da garota, porém há alguns metros de distância.

— E o que você está esperando para isso? — insistiu,

— Agora eu entendo porque Bella sempre comenta o quanto você é uma sabichona — murmurou a última palavra para que a pequena Brandon não pudesse ouvir, porém a adolescente era astuta, e logicamente ouviu.

— Hey — estapeou uma das mãos de Edward que repousava em cima da mesa da “forjada pracinha”. — Eu ouvi isso! — cruzou os braços. — Não tenho culpa se sou mais esperta que vocês dois juntos.

— Sim, claro, você ser uma sabe-tudo é uma qualidade, Alice — prometeu Edward. O beiço que estava nos lábios da garota se desmanchou. Ela também descruzou os braços e levantou-se.

— Preciso ir embora — comunicou. — Jasper, ao contrário de você, já pediu aos meus pais permissão para namorar comigo. E eles permitiram. Muito obrigada — piscou os olhos. — Quando Bella chegar, diga que mandei um beijo.

E então ela correu.

Edward balançou a cabeça, incrédulo. Por dentro ele refletia que estava realmente andando vagarosamente para oficializar que estava namorando Isabella. Até mesmo Jasper: um garoto magricelo e cabelos sebosos — havia pedido aos pais de Alice para namorá-la.

O rapaz então decidiu que estava mais do que na hora de mudar a situação ilegal entre ele a Swan.

No entanto, o Edward nunca saberia era que Alice mentia. Por uma boa razão, em favor da amiga, mas mentia. Sentia-se feliz por dentro.

Lembraria a Bella desse feito posteriormente. Aquela bolsa que encontrou em Port Angeles gritava por ela.

Notas finais
E então, gostaram dessa Alice? Eu simplesmente amo todas as faces da Alice, e posso garantir que ela aprontará mais. Coisas do bem e em benefício do amor, é claro. ♥
Próximo capítulo virá apenas amanhã à noite. Ou então pela manhã. Ou talvez eu poste ainda hoje. Viram que tenho várias opções? *-* Quanto ao fator que resultará em uma dessas opções: comentários. ♥
Até!