Notas iniciais
Olá gente, imagino que estejam, querendo saber o porque que eu não postei um capitulo novo semana passada né? Então aí vai a explicação: como eu tinha dito semana passada eu estou época de provas então fica meio que difícil pra fazer capitulos novos quando se tem umas trocentas matérias para estudar 'rs' mas eu consegui fazer um capitulo novo e aí está ele. espero que me perdoem de verdade :) esse capitulo é um pouco romântico *--*

Pouco tempo depois, Robbie, chegou ao hospital,Depois de saber do acidente ele falou comigo e depois foi consolar Cat que estava chorando muito.

André veio falar comigo novamente.

— Como você está, Beck ? — Ele perguntou, esforçando-se para sorrir.

— Já estive melhor, eu preciso ver a Jade. — Respondi.

— Você vai vê-la logo. Mas vai ter que esperar até que possa entrar na sala onde ela está.

Enquanto isso, a equipe da sala de emergência conseguiu colocar meu nariz de volta no lugar, engessaram minha mão fraturada, trataram das minhas costelas, me deram um sedativo e me prepararam para que pudesse ser internado no hospital. Quando eles já tinham terminado de me tratar, eu disse a eles que queria ver a Jade assim que fosse possível.

— Quando for internado, você não vai poder sair para ver sua namorada. — Uma enfermeira explicou.

— Então não vou aceitar ser internado.

Compreensivelmente, eles tentaram argumentar comigo, mas não lhes dei ouvidos. Eu me recusei a ser internado antes de poder ver a Jade.

Eles finalmente concordaram em me mandar para a enfermaria para ficar em observação, e disseram que, se eu mostrasse sinais estáveis, permitiriam que eu visitasse Jade. Ela ainda estava na UTI, e me informaram que eu poderia ser levado até ela em uma cadeira de rodas. Eles me avisaram sobre o que eu iria ver. Fui informado de que devia me preparar para um forte choque quando visse a extensão dos ferimentos que ela havia sofrido e o enorme número de aparelhos no quarto. Mas nada daquilo importava para mim. Eu simplesmente estava feliz por ela estar viva.

Quando chegamos à porta da UTI, pedi ao técnico de enfermagem que estava empurrando a minha cadeira de rodas que parasse.

— Se houver alguma chance de que ela possa me ver, quero que ela perceba que estou caminhando. Vou até ela com minhas próprias pernas. — Expliquei ao rapaz.

Fiz força para me levantar da cadeira de rodas e atravessei a porta a passos lentos. Fiquei agradecido ao perceber que o auxiliar estava logo atrás de mim com a cadeira de rodas enquanto eu andava, porque, assim que consegui ver Jade, caí para trás. Era difícil de acreditar, mas ela não precisou passar por cirurgias; entretanto, devido às lesões cerebrais que havia sofrido, o corpo dela estava ligado a todo tipo de aparelho. Seus olhos e lábios ainda tinham uma coloração arroxeada e escura e ela estava com vários machucados pelo corpo. Pude ver que havia tubos que lhe entravam pela boca e pelo nariz, e outros que desapareciam por baixo dos lençóis; as mangueiras das bolsas de soro estavam conectadas a agulhas enfiadas nos dois braços dela, e também em um dos pés. Havia uma sonda instalada em sua cabeça para medir a pressão entre o cérebro e o crânio, com fios e cabos que conectavam o aparelho a alguns dos monitores que, literalmente, enchiam a sala.

Ela estava sedada e não tinha condições de falar, por causa de todos aqueles tubos e mangueiras, mas eu estava desesperado para que ela me enviasse um sinal, ou que tentasse se comunicar comigo de alguma maneira. Voltei a me levantar da cadeira de rodas e segurei na mão dela.

— Hey Baby! — Eu disse, com a voz baixa. — Se você consegue me ouvir, aperte a minha mão.

Devido aos vários outros ferimentos, bem mais urgentes, ainda não sabíamos que a mão pálida e fria que eu estava segurando com tanto cuidado estava quebrada. Não percebi qualquer reação em seu rosto depois de ter pronunciado aquelas palavras... Mas ela apertou a minha mão bem fraco. Uma fagulha de esperança se acendeu dentro de mim. Jade ainda estava ali. Em algum lugar, debaixo de todos aqueles fios e tubos, minha Jade ainda vivia.

Foi o primeiro sinal de vida que conseguimos detectar sem que fosse preciso usar um aparelho. Embora, aparentemente, fosse uma coisa pequena, eu me senti tomado por uma onda de alegria. Os médicos não ficaram tão animados quanto eu com a reação de Jade. Na opinião deles, era muito mais provável que ela viesse a morrer do que se recuperar. Não demorou muito até que os pais de Jade chegassem de viajem,Entretanto, quando chegaram, estavam incrivelmente calmos, mesmo depois de verem sua filha coberta por tubos e fios, com o rosto distorcido e quase irreconhecível.

Trina e Tori haviam chegado. Como geralmente acontece em casos como esse, os horários de visita na área de recuperação da UTI eram bastante limitados. Apenas membros da família poderiam entrar na unidade, e tinham permissão para ficar ali por apenas 30 minutos. Mesmo assim, os médicos nos deixavam ir e vir sempre que quiséssemos. Se qualquer um de nós estivesse com a cabeça tranquila para pensar no por que, nós teríamos percebido que algo não estava certo. O que não sabíamos era que os médicos de Jade haviam informado à equipe de enfermagem que deixassem qualquer pessoa entrar, a qualquer hora, pois ela morreria dentro de poucas horas. Os médicos passaram um bom tempo nos explicando à situação de Jade. Fomos informados de que havia dois problemas principais, e um deles tornava o outro ainda mais grave.

A primeira situação, e também a mais perigosa, era o problema do edema no cérebro dela. Aquele inchaço impedia que o sangue fluísse normalmente até as células do cérebro de Jade, e elas necessitavam com urgência de que os nutrientes e oxigênio pudessem chegar. O segundo problema era sua pressão arterial, que estava perigosamente baixa.

Mesmo que não houvesse outras complicações, a baixa pressão arterial havia reduzido o fluxo de sangue para os órgãos, especialmente para o cérebro, o que viria a resultar em danos devido à falta de oxigenação. Em resumo, o edema e a baixa pressão representavam uma complicação dupla. Não foi preciso que ninguém explicasse que vasos sanguíneos constritos, associados a um baixo fluxo de sangue, eram uma combinação mortal. Mas, com o tempo, como Jade estava resistindo, os médicos começaram a pensar que ela poderia sobreviver, apesar de todas as evidências contrárias. Anteriormente, no período da manhã, percebemos um sinal de que ela não ficaria paraplégica quando conseguiu mexer os dedos das mãos e dos pés. Mesmo assim, de acordo com os médicos, a cada minuto que o cérebro recebia uma quantidade insuficiente de oxigênio, as chances de que ela pudesse ter uma sequela cerebral permanente aumentavam. A pressão intracraniana havia diminuído um pouco, mas voltara a aumentar sem qualquer aviso.

Eles estimaram que seu organismo precisaria de 24 a 48 horas para reverter o edema e restaurar completamente a oxigenação do cérebro. Quando aquilo acontecesse, se ela ainda estivesse viva, minha Jade sobreviveria, mas em um estado vegetativo permanente. Tivemos que aprender o que significavam as informações apresentadas em cada um dos aparelhos no quarto, e passamos o resto do dia observando os números subirem e descerem. Embora soubéssemos o significado daquelas informações, não tínhamos qualquer condição de ajudar Jade. Os números em uma tela eram meramente os indicadores da vida e da morte, e não havia absolutamente nada que qualquer um de nós pudesse fazer a não ser sentar e observá-los piscando, esperando que começassem a se mover na direção certa. Fui dar uma volta com os outros pra tentarmos esfriar a nossa cabeça, quando voltamos para a UTI, meus olhos buscaram automaticamente os monitores que passamos tanto tempo observando. Os números estavam melhores. A pressão intracraniana de Jade estava diminuindo, e continuava a diminuir conforme o tempo passava. As enfermeiras entravam e saíam da sala de tempos em tempos, e finalmente uma das enfermeiras chamou um médico, porque estava preocupada com a possibilidade de que a sonda houvesse saído do lugar. Ela não achava que os números nos monitores podiam estar certos. O médico verificou a sonda, mas ela estava em ordem. Mesmo assim, embora a pressão no cérebro de Jade continuasse a diminuir, sua pressão arterial continuava gravemente baixa. depois de um tempo percebi que sua pressão arterial estava aumentando gradualmente.

Quando uma enfermeira entrou e verificou a situação, ela ficou de queixo caído.

Olhou para mim e apontou para o monitor de pressão.

— Olhe para os valores da pressão. — Ela disse, finalmente. Estávamos olhando.

Era impossível tirar os olhos do mostrador. Estava voltando ao patamar normal. Conforme as horas passavam, Jade, gradualmente, ficou mais alerta. Seus sinais vitais estavam se aproximando de níveis considerados normais, e logo ficou claro que ela conseguiria recobrar pelo menos algumas de suas funções básicas. No decorrer dos dias seguintes, eu me esforcei para descansar e recuperar um pouco da minha força. Ainda não conseguia ficar em pé por muito tempo devido aos ferimentos nas costas e nas costelas, mas, mesmo assim, várias vezes durante o dia, eu ia vagarosamente até o quarto de Jade. Ela continuou a melhorar e, na segunda-feira após o dia de Ação de Graças, cinco dias após o acidente, foi transferida da UTI para um quarto normal, e não precisou mais ficar ligada aos aparelhos de suporte à vida. Embora Jade estivesse razoavelmente alerta, em algumas raras ocasiões, ela ainda estava tecnicamente em coma. Entre as muitas coisas que aprendi naqueles dias, uma delas foi que havia 15 níveis diferentes de coma na escala 7 (Escala de coma de Glasgow, utilizada mundialmente. ) que usavam para classificar o estado de Jade, e os níveis menos sérios incluíam estados em que o paciente poderia até mesmo estar alerta e ser capaz de fazer alguns movimentos. Aquele era o caso de Jade. Ela passava a maior parte do dia dormindo, mas como os tubos de respiração e alimentação haviam sido retirados de sua boca, eu sabia que havia uma pequena possibilidade de que ela conseguisse falar.

Estava desesperado para ouvir o som da linda voz dela desde que gritara o nome de Jade nos segundos que sucederam o acidente. Houve muitas ocasiões em que pensei que nunca mais voltaria a ouvir a voz dela. Cheguei até mesmo a sonhar que ela estava conversando comigo. Eu queria demais poder ouvir aquela voz novamente. Com a permissão do médico, eu colocava pequenos pedaços de gelo em sua boca. Quando eu tocava os lábios dela com um dos pedaços, ela o ingeria. Os lábios de Jade já não estavam tão arroxeados. Eles estavam bastante pálidos e ressecados, mas eu conseguia sentir seu calor e o hálito dela em minha pele, conforme ela inspirava e expirava. Depois de dar mais alguns pedaços de gelo a ela, coloquei meu rosto a poucos centímetros do dela.

— Eu amo você, Jade eu disse, delicadamente.

— Eu também amo você.

Não conseguia acreditar! Minha Jade não havia apenas falado, mas ela havia dito às palavras que eu mais desejava ouvir. A minha Princesa havia retornado. O simples fato de ouvir aquelas palavras fez com que eu soubesse que tudo ficaria bem.

Notas finais
Então fofas espero que tenham gostado do capitulo, Não esqueçam de me dizer o que acharam do cap novo. Eu amei os comentários anteriores de verdade e estou muito feliz por estarem gostando da fic. não esqueçam de me mandarem a fic de vocês para eu recomendar aqui ok U.U Bjs e até terça.