Forever
2 Num Piscar de Olhos
Notas iniciais
Jade e eu estávamos pensando em passar algumas semanas no Sítio do meu tio em New Jersey.
antes de sairmos de viagem, Jade e eu jantamos e depois ficamos abraçados no sofá para assistir à TV. Eu estava com o meu braço ao redor dela, e ela apoiava sua cabeça no meu peito.
Sem qualquer aviso, ela olhou para mim— Você está feliz, Oliver? Não consegui resistir ao desejo de beijá-la antes de responder.
–Sim, por que? você não está? ( perguntei a ela)
– Estou e não vejo a Hora de irmos logo Vai ser bem divertido( ela sorriu )
E a beijei mais uma vez.
Passamos o resto do dia assistindo TV, vendo filmes de Terror, e Jogando video Game ( Porque eu insisti muito pois Jade queria ver The walking Dad pela Milésima vez).
Estavamos muito cansados pois tinhamos feito uma peça, e no final Sikowitz nos pediu que arrumassemos o Teatro Caixa preta todinho sendo que essa tarefa era dele.
Dormimos bem Rápido por causa da nossa exaustão.
Pov's Narrador
Beck estava checando o carro enquanto Jade acabava de arrumar as Malas.
Pov's Beck
Desviei o olhar do carro e procurei em volta, tentando encontrar minha Jade enquanto, ao mesmo tempo buscava descobrir uma maneira de colocar as bagagens em quantidade suficiente para o nosso primeiro fim de semana de férias.
— Ei, Baby. Você vai ficar aí dentro o dia inteiro? — Gritei em direção à porta aberta de meu RV.
— Estou aqui. — Anunciou Jade, aparecendo sob o batente da porta.( emburrada como Sempre)
— O que houve? ( perguntei)
— Nada só estou cansada de colocar tantas roupas nas malas.
disse Jade trazendo as malas, não conseguia desviar os olhos dela enquanto vinha até onde eu estava, ajudei ela a colocar as malas no carro.voltei para o RV para dar uma última olhada para ver se havíamos deixado algo para trás. Em seguida, tranquei a porta.
— Ei, Beck, você vai ficar aí fora o dia todo?
Jade tentou ficar séria, mas não conseguiu ( pela primeira vez)fazer aquilo por muito tempo e logo abriu um imenso sorriso. Nós rimos enquanto eu sentava no banco do motorista. Dei a partida no carro, saí da Garagem e entrei no meio do trânsito do feriado.
Teríamos uma longa viagem pela frente,Viajaríamos o tempo todo nas rodovias interestaduais.
Que inferno, comecei a sentir que ficaria resfriado,Tentei ignorar a sensação, pois ainda tínhamos um bom caminho pela frente, mas Jade percebeu que havia algo errado. Ela me perguntou se eu estava bem. Eu lhe disse que não estava me sentindo muito bem, mas que estaria melhor em alguns minutos. Mas infelizmente não melhorei em alguns minutos. Na verdade, fiquei pior. Quando Jade disse que deveríamos parar em algum lugar para comprar algum medicamento, eu não estava em condições de discutir com ela. Assim, fizemos uma rápida parada para comprar o que eu precisava.
— Acho que eu deveria dirigir por algum tempo. — Jade sugeriu. — Não me importo. Você pode se deitar no banco de trás e descansar.
Eu estava me sentindo horrível, então não vi motivo para negar aquela oferta.
Vai ser ótimo. — Eu disse com um suspiro, antes de acrescentar: — Não era assim que eu planejava passar minha semana de férias.
Jade olhou para mim com um lindo sorriso no rosto; eu lhe devolvi o melhor sorriso que consegui esboçar, mas não havia como comparar. Ela assumiu o volante enquanto eu tentava me deitar no banco de trás. meu carro era medio, mas não fora feito para permitir que um homem se deitasse no banco de trás. Entretanto, buscando o conforto e ignorando a segurança, percebi que poderia dobrar o encosto do banco traseiro e esticar as minhas pernas para dentro do porta-malas.Fiz o melhor que pude para encontrar uma posição confortável enquanto esperava que o remédio fizesse efeito.
Logo depois das 18 horas, passamos pela última cidade grande antes de chegar a New Jersey. A noite estava se aproximando rapidamente, e Jade ligou os faróis do carro. Eu, finalmente, consegui encontrar uma posição razoavelmente confortável e caí no sono, com a minha cabeça encostada nas costas do assento do motorista e minhas pernas em direção à traseira do carro.
Repentinamente, acordei com um grito agudo de “Cuidado!” enquanto o carro desacelerava rapidamente e fazia uma curva forte à esquerda. Levantei-me bem a tempo de sentir o impacto me arremessar contra o encosto do banco de Jade . Como minha cabeça havia deslizado do encosto do banco em direção à porta do motorista, olhei para o espelho retrovisor preso à porta e consegui enxergar faróis se aproximando rapidamente de nós, ficando cada vez maiores, até encherem completamente o espelho em uma fração de segundo. Minha Jade deu um grito horripilante.
Pov's Narrador
O relatório do policial rodoviário disse que, por volta das 18h30 do dia 14 de Dezembro de 2013, um sedan azul envolveu-se em uma colisão com um caminhão e uma caminhonete. Investigações posteriores revelaram que um caminhão vermelho, com um carregamento de peças automotivas, começou a ter problemas no motor enquanto viajava pela I-40 na direção oeste. Consequentemente, o motorista diminuiu a velocidade para 40 quilômetros por hora, na faixa da direita. Viajando na velocidade normal para uma rodovia interestadual, Jade chegou por trás do caminhão, que estava oculto em uma nuvem de fumaça preta produzida por um filtro de combustível defeituoso. Durante o dia, seria possível enxergar a fumaça, mas, como a noite havia chegado,Jade não conseguiu ver o caminhão a distância. Embora as luzes de emergência do caminhão não estivessem ligadas, Jade acabou percebendo luzes traseiras movendo-se lentamente em meio à fumaça do escapamento. Ela pisou no freio com força e virou o volante para a esquerda. Ao mesmo tempo, uma caminhonete que estava vindo logo atrás chocou-se com o carro deles,atingindo o lado do motorista. O impacto fez com que o carro saísse voando pelos ares. Ele voou por 30 metros, chocou-se contra o chão e rolou lateralmente, capotou uma vez e meia e deslizou por 32 metros, de cabeça para baixo, antes de parar no acostamento da estrada.
Pov's Beck
Depois de sermos atingidos, não me lembro de ouvir nada, nem de sentir qualquer dor imediata, mas me lembro de todas as sensações de movimento que aconteceram desde o momento do impacto até nosso carro finalmente parar. De repente, senti que meu rosto estava preso entre o assento do motorista e a lateral esquerda do carro. Minha cabeça foi jogada para trás. Depois, rolei para o outro lado do carro e senti que as minhas costelas bateram contra a reentrância que cobre a roda. A seguir, tive uma experiência momentânea de estar flutuando, rolando e girando em câmera lenta, como em uma cena de sonho em um filme. Finalmente, senti um formigamento estranho nas costas. Foi aí que tudo parou.
Eu estava atordoado demais para dizer qualquer coisa durante alguns segundos, enquanto meu cérebro começava a clarear as ideias. Quando consegui raciocinar novamente, não pensei sobre a possibilidade de que podia estar ferido. Não conseguia sentir nada. A única coisa em que consegui pensar foi na minha namorada.
— JADE! — Gritei. Em resposta, apenas o silêncio. — JAAADE!!
Eu sabia que ainda podia ouvir, pois reconheci o som do motor do carro funcionando. Mas a Jade não me respondia. Levei alguns segundos para olhar ao meu redor e descobrir onde estava. Depois de um momento, percebi que o carro estava de cabeça para baixo e eu, deitado no teto, pelo lado de dentro. O teto solar havia se estilhaçado quando o carro deslizou no asfalto, e eu havia percorrido a última parte daquele trajeto de 32 metros deslizando sobre vidro quebrado e asfalto. Mais uma vez, chamei por minha Jade aos gritos e, conforme o som da minha voz se perdeu na distância, senti algo molhado no meu rosto. Depois de tudo o que havia acontecido, imaginei que provavelmente estava com alguns cortes e sangrando. Tentei levar a mão até o rosto para tatear ferimentos. Vi minha mão mover-se lentamente em direção ao rosto, como se estivesse em meio a um sonho, ou como se fosse a mão de alguma outra pessoa. Conforme ela chegou mais perto, uma mancha vermelha apareceu, e depois outra. A mão, em si, não parecia estar ferida, então imaginei que o sangue, de algum modo, estava vindo de algum corte na minha cabeça. Tentei fazer com que as manchas parassem de surgir mantendo a mão longe do rosto, mas elas continuaram a brotar. O sangue escorreu pelo meu braço e começou a pingar sobre o teto solar quebrado. Eu finalmente olhei para cima. Enxergar tudo de cabeça para baixo foi uma sensação estranha para mim: os encostos dos assentos apontando para baixo, na minha direção, e as janelas em lugares diferentes de onde deviam estar.
Minha mente, ainda atordoada pelo acidente, finalmente compreendeu que o sangue que escorria não era meu. Acima de mim, Jade estava suspensa de cabeça para baixo, presa pelo cinto de segurança. Seus braços pendiam para baixo. Seus olhos estavam fechados. Ela não se movia. Nós estávamos a pouco mais de meio metro de distância, mas não conseguia alcançá-la. Como já havia escurecido, não conseguia vê-la claramente para identificar que tipo de ferimentos ela poderia ter.
Jade! — Gritei mais uma vez, usando a voz imperativa, esperando conseguir fazer com que ela acordasse. Os olhos dela não se abriram, mas ela se moveu um pouco no assento, deu um suspiro longo e estrangulado, e ficou imóvel novamente.
Pensei que havia acabado de ouvir o último suspiro da vida da minha Namorada.
Eu a chamei pelo nome mais uma vez e comecei a tentar sair do carro, mas não conseguia me mover e, no início, não consegui descobrir o porquê. Não havia nada em cima de mim ou bloqueando meu caminho, e havia uma rota de fuga bem na minha frente, através do vidro traseiro, que havia desaparecido por completo. Depois de alguns momentos, percebi que não conseguia sentir as minhas pernas. Eu era incapaz de me mover da cintura para baixo.
Meu nariz começou a formigar, e levantei a mão para tocá-lo. Senti algo pontiagudo. Fiquei chocado ao descobrir que havia tocado o osso na base de onde o meu nariz deveria estar. Por fim, ouvi outra voz, mas não era a de Jade.
— Me dê a sua mão! Eu vou ajudá-lo a sair!
Olhei para a janela, diretamente nos olhos de um estranho, um bom samaritano que veio nos ajudar.
— Não consigo mexer as pernas — Gritei de volta.
— Desligue o motor! Essa coisa pode explodir a qualquer minuto.
— A chave quebrou dentro do contato. — eu disse.
— Você tem que dar um jeito de desligar o carro! — Exigiu o estranho.
Depois de me mexer e dedilhar desesperadamente, a alavanca da ignição virou, e o motor ficou em silêncio.
— Certo, estou indo pegá-lo. — O homem disse. Deitando de bruços, ele rastejou pela janela ao meu lado. Eu o agarrei pelos ombros, e ele me segurou com uma mão enquanto usava a outra para me arrastar para fora do carro e sobre a grama que havia ao lado da rodovia.
Foi então que percebi que outro veículo havia parado. Um casal veio em nossa direção, deixando as crianças dentro da sua van.
— Crianças, fiquem aí dentro. — O homem disse, enquanto se aproximava do nosso carro. Ele olhou para os destroços e o sangue e, sem mostrar qualquer pânico, tentou nos ajudar. Sua esposa veio até onde eu estava na grama para ver o que ela podia fazer para ajudar. Ela temia que eu pudesse estar sangrando por causa de possíveis ferimentos abertos, até descobrir que a maior parte do sangue que me cobria não era meu. O casal se apresentou como Wayne e Kelli Marshall, e eles se ofereceram para fazer tudo que pudessem para nos auxiliar. Naquele momento, a única coisa que eu precisava saber era se Jade não estava morta. Enquanto o homem que havia me resgatado me enrolava em cobertores que estavam em sua caminhonete, outro carro parou e a motorista veio correndo até onde eu estava. Ela disse algumas palavras e depois parou abruptamente, com um olhar horrorizado no rosto, me reconhecendo.
— Meu Deus! Você é o filho de Marcus Oliver! Sua prima Debbie é a minha melhor amiga! Vou ligar para a sua família — A mulher disse, e se afastou para dar os telefonemas. Eu não consegui evitar de me impressionar com as circunstâncias de tudo que estava acontecendo. Estávamos ali, bem no meio de lugar nenhum, e já havíamos encontrado um socorrista, e que ainda era uma amiga da minha família.
Os motoristas dos outros dois veículos não tinham ferimentos visíveis, e mesmo os dois passageiros que viajavam na caminhonete apresentavam apenas ferimentos leves. O mesmo não podia ser dito a respeito de Jade e de mim. Além de estar muito ferido, eu também estava atordoado, em estado de choque. A única coisa em que conseguia pensar era em Jade, presa dentro do carro capotado a alguns metros de distância, parecendo estar se esvaindo em sangue, ou como se já estivesse morta. Sua cabeça estava presa entre o volante e o teto. Percebi que, se estivesse dirigindo, eu teria sido morto instantaneamente, porque não caberia no espaço que sobrara... Entretanto, o caso de Jade também era grave. Podíamos ver que, se alguém soltasse o cinto de segurança antes que sua cabeça estivesse livre, aquilo provavelmente faria com que ela quebrasse o pescoço, se já não estivesse quebrado. Em poucos minutos, a polícia e as ambulâncias começaram a chegar. Era óbvio que a porta do carro teria que ser cortada para que Jade pudesse ser retirada das ferragens, mas os paramédicos temiam ter que esperar todo aquele tempo para poderem começar o tratamento. Assim, um dos paramédicos, rastejou para dentro das ferragens, depois soube que ela sofria de uma forte claustrofobia, e começou a aplicar injeções em Jade, monitorando seus sinais vitais enquanto ela ainda estava presa de cabeça para baixo pelo cinto de segurança. Jade parecia oscilar entre a inconsciência e a consciência. Suas
pupilas se dilatavam e contraíam alternadamente, um sintoma clássico, conforme aprendi mais tarde, de trauma cerebral grave. Enquanto a equipe de resgate ainda estava cortando a porta do carro, eu fui colocado em uma ambulância. No caminho para o hospital em New Jersey (pois já estavamos perto de lá), os paramédicos começaram a catalogar meus ferimentos. Minha orelha esquerda havia sido quase decepada, assim como meu nariz. Eu também estava com outras lacerações no rosto, uma concussão, duas costelas quebradas e uma fratura na mão. Mais tarde, os médicos descobririam também problemas no tecido do pulmão e um ferimento no músculo cardíaco. Enquanto a ambulância corria pela estrada, ouvi um dos paramédicos entrando em contato com o hospital pelo rádio.
— Temos duas vítimas de acidente uma do sexo masculino, em condição crítica. A Segunda vítima do sexo feminino ainda está no local do acidente, em condição gravemente crítica.
Aquelas palavras não eram nada boas, mas percebi que, pelo menos, significavam que Jade ainda estava viva.
Quando chegamos à sala de emergência do hospital Rehoboth McKinley em New Jersey, fui imediatamente levado para fazer um raio-X e uma tomografia computadorizada. A equipe médica descobriu um grande inchaço atrás da minha orelha esquerda, que pensaram indicar a possibilidade de uma fratura craniana. Quando terminei os exames, Jade já estava recebendo o tratamento salva-vidas em outra área da sala de emergência. Assim, não podia vê-la, mas eu sabia que as notícias não seriam boas. Afinal, eu a havia visto dentro dos destroços do carro, e os socorristas demoraram mais de meia hora para conseguir tirá-la de lá. Ninguém me dava uma resposta direta a respeito da condição de Jade. Como ela estava? Iria recuperar-se? Ficaria bem? Ninguém me dizia nada, e percebi que aquilo era um mau sinal.
E então continuo?
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