Notas iniciais
Quero agradecer a minha maninha...Obrigada por FINALMENTE gostar de algo que eu escrevo kkkk E quero agradecer também a KTwilight que sabendo que amo demais suas histórias, veio até aqui e comentou! Muito obrigada! Então...vamos dar mais um passo rumo a eternidade!

No sábado acordei sentindo o sol adentrar meu quarto e forçar sua presença pelo cômodo. Levantei-me da cama e ainda fiquei aproveitando o sol que mesmo fraco sabia impor sua presença como nenhum outro astro. Fui ao banheiro, fiz minha higiene e me vesti com uma calça jeans, uma camiseta vermelha e calcei uma sapatilha preta. Olhei-me no espelho ao lado da cama e me senti bem. Suspirei. Resolvi descer, estava morrendo de sede, mas teria que esperar Jacob, se é que ele viria depois de ontem. Assim que cheguei ao primeiro andar me deparei com uma cena linda. Charlie e Sue de mãos dadas e se beijando na mesa do café da manhã. Não existe cena mais romântica, familiar e íntima. Eu presenciava isso todos os dias com meus pais, mas nos últimos tempos, estou sentindo vontades. Vontades estranhas. Suspirei chamando a atenção de Charlie que estava quase azul tamanha a vergonha. Me aproximei e dei um abraço nos dois.

- Bom dia. — cumprimentei.

- Bom dia, Nessie. — disseram juntos. — Dormiu bem? — perguntou Charlie.

- Muito bem. — disse sorrindo. Não precisava dizer que depois que Jacob foi embora eu me sentia estranhamente abandonada.

- Está com fome? Temos torrada, ovos mexidos, leite...

- Uma torrada, por favor. — disse interrompendo Sue. Só de ouvir o nome das comidas, já ficava com mais sede e mais vontade de sair correndo. Comi apenas duas torradas para que Charlie não fizesse perguntas. Antes que me levantasse da cadeira escutei uma buzina. Meu avô levantou e olhou pela janela.

- Combinou de sair com Jacob? — perguntou desconfiado.

- Ele veio? — perguntei eufórica. Levantei-me rapidamente da mesa e abri a porta logo após a primeira batida. — Jacob! — cumprimentei e o abracei apertado. Havia sentido falta disso.

- Pequena! Tudo bem? Já podemos ir? — ele parecia ansioso. Fiz um sinal de espera e voltei para casa me despedindo de Sue e meu avô.

- Agora sim podemos! — disse e segui Jacob até vê-lo parado ao lado de uma moto.

- Hum... você tem medo ou algo assim? — perguntou.

- Não, mas... — como eu diria que precisava caçar? — Eu preciso...eu pensei que a gente pudesse...

- Nessie! Você quer caçar? — perguntou docemente e eu apenas assenti. Ele correu até a floresta ao lado da casa e eu o acompanhei em passos normais. Comecei a correr quando percebi que Jacob não estava em lugar algum. Parei no meio do caminho quando escutei uma movimentação entre as árvores. Fiquei em posição de ataque, olhar penetrado entre uma árvore um pouco curvada e uma pedra. Estava prestes a voltar a correr, quando sinto dois braços me abraçando por trás. — Pensando em me atacar, pequena? — Jacob perguntou.

- Jake! — ralhei lhe dando um tapa fraco no braço que me envolvia. — É sério! Eu preciso caçar, mas não vou conseguir nada aqui. Podíamos ir próximo ao Rio Sol Duc. — disse alegre. Se eu havia dito algo errado na noite anterior, ele não se lembrava mais.

- Ok, senhorita Cullen. Seu desejo é uma ordem. — pensando que ele me soltaria, parei de relutar. Sem que eu pudesse ver, ele se transformou em um lindo lobo castanho-ferrugem, com os olhos castanhos mais expressivos que o habitual. Cheguei perto dele a acariciei sua cabeça. Eu não o via como um bicho de estimação como alguns da reserva pensavam, eu não o tinha ao meu lado por capricho, e sim porque não havia Renesmee sem Jacob. Ele balançou a cabeça sinalizando para que eu subisse em suas costas, mas eu não achava que seria confortável para ele. Apenas balancei a cabeça e ele choramingou, mas eu dei um sorriso e novamente neguei sua proposta, fazendo assim que ele corresse pra longe de mim. Estava prestes a ir atrás dele, quando o mesmo volta, dessa vez sem camisa, exibindo sua tatuagem Quileute, e seus músculos. Quando voltei o olhar para seu rosto, percebi seu sorriso malicioso e seu olhar intrigado.

- Não sou mais uma criança, Jacob. — disse simplesmente e percebi que o mesmo continuava não entendendo. — Eu não sou mais tão leve como antes. Eu cresci.

- Eu sei disso. Sei muito bem que não é uma criança, mas isso não muda nada. — disse enquanto se aproximava de mim e rapidamente me pegava no colo no estilo noiva.

- JACOB! Me ponha no chão agora! Eu não sou mais tão leve, sabia? — ralhei. Ele continuou andando comigo, tranquilamente enquanto pulava troncos caídos, subia em pedras. — Você vai se machucar. — disse entredentes.

- Me machucar? Isso foi uma ameaça? — perguntou rindo.

- Não. Foi uma constatação. Eu sou pesada.

- Então, sinto te decepcionar, mas você esqueceu seu peso em casa, Renesmee Carlie. — disse enquanto começava a correr e gargalhava da minha cara. Ah Jacob Black. Enquanto corria comecei a reparar em como Jacob era bonito. Seus olhos, pareciam uma pequena bola castanha, contrastando com sua pele morena que avisava o quão quente era seu corpo. Seu nariz redondinho se encaixava perfeitamente em seu rosto. Avaliei cada pedacinho de pele do seu rosto até chegar aos seus lábios. Seus lábios carnudos, úmidos e em um tom acima do vermelho de sua pele. Não sei o que estava acontecendo comigo, tudo o que eu queria agora era me aninhar em seus braços, deitar minha cabeça em seu ombro e me inebriar com o cheiro amadeirado que ele exalava. Uma de minhas mãos estava em volta do seu pescoço e a outra parada sobre seu peito bem em cima do coração que batia descompassado e acelerado. Seu peito era firme e minhas mãos claras faziam um contraste interessante. Sorri. Eu sabia que ele olhava mais para mim do que para o chão que pisava, mas a vergonha não deixava que eu olhasse para seus olhos que provavelmente estavam me analisando. Levei minha mão esquerda até sua nuca a alisei seus cabelos macios. Senti Jacob se arrepiar e estremecer. Não era a única que reagia assim então.

- Bom... chegamos. — ele disse me colocando delicadamente no chão. Assim que meus pés encontraram o solo, me concentrei nos odores que estava sentindo e me pus a correr. Senti a adrenalina passando por todo meu corpo a cada vez que abatia um cervo. No total foram apenas três, mas isso era o suficiente. Quando limpava minha boca por ter abatido meu último cervo, vi Jacob me observando encostado em uma árvore. Me aproximei parando em sua frente. — Você era mais... gananciosa quando criança. — disse.

- Cansei de competir com você! — disse. — Você sempre perde.

- Quer apostar uma corrida para provarmos se isso é mesmo verdade? — indagou.

- Não é necessário, além do mais, temos assuntos a tratar. — disse começando a andar e revirando os olhos para a estrondosa gargalhada que Jacob deu. Ele se transformou em lobo e começou a correr junto comigo. Corremos lado a lado até chegar novamente em frente a casa de Charlie. Subimos na moto e partimos para La Push. Passamos o caminho inteiro rindo sem motivo evidente, mas a paz, a tranquilidade e o vento balançando meus cabelos, me deixavam livre para fazer isso. Eu ainda me encantava com o paraíso que era La Push. A praia normalmente vazia era uma paisagem e tanto para quem buscava paz, um momento para pensar e fugir da não-tão-agitada Forks. Minutos depois de passarmos pela grande curva que nos revelava a beleza da reserva, chegamos até a casa de Jacob. Assim que desmontei da moto, fui caminhando até a pequena casa vermelha de Jacob. Antes que pudesse bater á porta, Jake se pos em minha frente nervoso.

- O clima não está muito bom aqui em casa. Rebecca não está aceitando muito bem toda essa situação, então...é melhor voltarmos em outra hora. Vamos até a praia. — disse Jacob um tanto perturbado. Não queria deixá-lo mais nervoso então aceitei sem questionar. Caminhamos até a praia e a sensação de estar no paraíso voltou com força total. O barulho do mar, o cheiro de areia e água salgada. A visão das gaivotas dando um show no céu um pouco nublado. Jacob segurando forte em minhas mãos. Paraíso.

- Então... o que aconteceu? — perguntei me referindo á todo o conflito entre Rebecca e Paul.

- Bom... Rebecca resolveu fazer uma surpresa para o meu pai e veio para cá sem avisar nada á ninguém. Quando ela chegou, Billy não estava então ela resolveu me procurar na garagem. — suspirou – Rachel e Paul estavam namorando atrás da garagem e não sei por qual motivo, Paul resolveu se transformar. Rebecca viu tudo, ficou muito assustada, começou a gritar e logo todo mundo estava aqui pra socorrê-la.

- Você conversou com ela? — perguntei.

- Meu pai pediu pra que ela tivesse paciência e a mente aberta já que ela nasceu nesse ambiente, sem saber o quão sobrenatural era, mas ela cresceu aqui no meio de lobos. — disse cabisbaixo. — Eu sei que vai ser difícil, mas ela irá aceitar. Só é complicado pela situação dela.

- Que situação?

- Rebecca está grávida, e ao que tudo indica ela será bem protegida.

- Por que diz isso? — perguntei curiosa.

- Leah nunca teve qualquer tipo de amizade com as minhas irmãs e ultimamente ela está estranhamente próxima á Rebecca. — eu não sabia muito bem o que isso significava, mas era uma coisa de lobos e que logo eu saberia de acordo com as palavras seguintes de Jacob. — Essa noite vamos fazer uma reunião como uma forma de contar toda a nossa história pra ela. — disse e me olhou ansioso. — Você... você gostaria de ouvir?

- É claro que sim! Eu também tenho uma parcela de culpa nessa história...uma hora ou outra ela saberá da existência dos vampiros. — disse simplesmente. Ele sorriu para mim e me abraçou. Só então percebi que ele havia vestido uma camisa vermelha. Sorri ao reparar que estávamos combinando. — Estamos combinando. — disse apontando para nossas roupas. Ele concordou – Estamos parecendo ir... —

- Não! — interrompeu Jacob. — Diga qualquer coisa, menos que parecemos irmãos. — disse com uma expressão sofrida no rosto. Então, como um estalo percebi o que havia feito de errado na noite anterior. Era isso. Jacob não gostava que eu o considerasse como irmão. Será que... será que... Não. Jacob nunca iria gostar de alguém como eu. Éramos muito diferentes...nossas raças eram rivais, pelo menos era pra serem naturalmente. — Desculpe-me. Eu prometi que seria o que você precisasse, e eu serei. Se você me quer como um irmão, eu a amarei e a protegerei como um. — apenas assenti não entendendo onde ele queria chegar com isso, mas mesmo assim dei um beijo em sua bochecha assistindo algo inédito pelo menos pra mim: Jacob corando. Ri baixinho aproveitando esse momento e continuamos a caminha pela praia, somente pensando na vida até que anoiteceu e precisamos ir á tal reunião. Todos os Quileutes estavam ali, e logo se acomodaram em troncos caídos organizados em círculo ao redor de uma fogueira. Havia um espaço entre dois troncos que logo foi ocupado pela cadeira de Billy que me cumprimentou sorrindo. Sorri de volta corando com a atenção que estava recebendo. Logo as irmãs de Jacob chegaram. Rachel estava confortável de mãos dadas com Paul, já Rebecca estava visivelmente assustada e perdida juntamente de seu marido. Sem muitas opções Rebecca acabou por sentar ao meu lado.

- Você... você sabe... — ela tentou me perguntar algo que imediatamente deduzi o que era.

- Sim...eu sei sobre os Quileutes. — disse simplesmente, já que em termos de história eu sabia tanto quanto ela.

- E você não se assusta? Quer dizer... estamos no meio de animais, lobos! — disse exasperada. Eu não a julgava, imagine descobrir que a sua família era diferente, eram transmorfos? Deveria ser um choque, mas eu nunca saberia. Eu nasci diferente, numa família diferente com amigos diferentes.

- Eu nasci no meio disso. — ela me olhou confusa, afinal ela nunca havia me visto por ali. — Eu nasci no meio do sobrenatural. Esse é o meu normal. — expliquei.

- Então... você é de outra espécie? — perguntou ainda assustada.

- Sim. — disse desconfortável. Não queria deixá-la pior, queria reconfortá-la, mas não estava dando muito certo. Olhei ao redor procurando ajuda e vi os olhos de Jacob me avisando que a reunião já iria começar. — Seu pai irá contar tudo. Tenha em mente que você os amava antes de saber sobre isso. Creio que nada disso mudará, certo? — perguntei. Os Black não aguentariam perder mais um membro da família, ainda mais Rebecca que lembrava muito Sarah, pelo o que dizia Jacob. Até o gosto pela pintura era o mesmo.

- Sempre houve magia em nosso sangue. Nem sempre a magia da mudança de forma... Esta veio depois. Primeiro, éramos guerreiros espíritos. — e assim Billy começou a contar a história. Falando sobre Kaheleha – o primeiro grande chefe espírito – e Taha Aki, Utlapa, enfim, naquela noite eu soube cada pedacinho da história da tribo, cada mínimo detalhe não foi deixado de lado, e a cada minutos eu me surpreendia mais. Quando Billy começou a falar sobre os frios, eu me mantive parada, quieta, mal respirava, não queria nesse momento chamar a atenção para mim. Enquanto tentava me manter escondida através do fogo, da comida e da história, ao meu lado Rebecca não parava de me olhar.

- E... quem é ela? — perguntou Rebecca após Billy terminar a história. Inquieta estava preparada para responder quando Leah o fez por mim.

- Uma híbrida. — disse analisando as reações de Rebecca. — Uma mistura de vampiro com humana. — vi a garota ao meu lado se retesear querendo se afastar de mim.

- O que ela está fazendo aqui? Não deveria ser nossa maior inimiga? — apesar de raivosa, notei seu tom defensivo e garanto ter visto alívio e orgulho nos olhos de todos. Ela já havia aceitado toda a história e aceitado sua família assim como ela era.

- Ela está aqui por mim, minha irmã. — respondeu Jacob tranquilamente. Ela olhou para nós dois confusa. Então olhou para Rachel.

- Isso que vocês chamam de imprinting? — perguntou.

- Sim. É mais forte que nós, Rebecca. Comparamos com amor á primeira vista, mas é muito mais forte. — todos se espantaram pois quem respondeu isso foi Leah. Eu sabia por alto o que era imprinting, mas não tinha certeza que era essa a minha relação com Jacob. Conversaria com ele sobre isso depois. Por ora Rebecca aceitou apenas essa explicação. Enquanto todos aproveitavam o evidente clima de alívio e paz, eu puxei Jacob em direção á praia.

- Imprinting? — perguntei.

- Sim. -disse simplesmente enquanto entrelaçava nossos dedos e caminhávamos pela praia, tendo a água do mar batendo em nossos pés descalços. — Eu era muito ligado á sua mãe. Teve uma época em que eu me dizia apaixonado por ela. — ofeguei. Era difícil imaginar minha mãe sem meu pai, ainda mais difícil e doloroso imaginar o meu Jake com outra pessoa. — Mas era tudo por você. Antes de você nascer, Nessie, você já exercia uma forte atração sobre mim. Sem saber você me tomava por inteiro, comandava a minha mente, meu coração e até meu corpo. — disse com um sorriso singelo em seu rosto. — Quando você nasceu, eu ainda não sabia que amava Bella por você fazer parte dela. Eu iria te matar, Nessie, se você não tivesse olhado tão fundo nos meus olhos enquanto ainda era ninada por sua tia Rosalie. — engoli seco. Jacob contava a história de forma tão emocionada. — Quando eu olhei nos seus olhos, era como se eu pudesse ver todo o nosso futuro. Eu já me imaginava brincando com você, caçando, cuidando, como um irmão, como um amigo... — ele pausou. Parecia tomar fôlego e coragem pra dizer alguma coisa. — Como namorado, marido... se você me quisesse. Eu prometi, Renesmee, que eu seria apenas o que você quisesse que eu fosse, não importa o quê. — disse acariciando minhas mãos. Meu coração bateu tão forte nesse momento e todos os meus momentos com Jacob passaram em minha mente. Eu me lembrava de ter o visto ainda sendo apenas um bebê, e agora eu não poderia o considerar como um irmão. Jacob era um homem lindo que sempre esteve ao meu lado. E nesse momento tudo fez sentido. Quando Jacob partia mesmo que por minutos, ele levava consigo um pedaço de mim, ele levava um pedaço da minha alma e do meu coração. Não existia Renesme sem Jacob.

- É possível... que eu tenha um imprinting por você? — disse com a voz embargada. Jacob olhou nos meus olhos e segurou meu rosto com uma das mãos.

- Eu não sei. O que você sente? O que você quer de mim, Nessie? — perguntou olhando profundamente dentro dos meus olhos.

- No momento? — perguntei e ele assentiu. — Eu quero que você me beije. — disse deixando a timidez de lado. Precisava sentir o meu Jake cada vez mais perto de mim. Sem hesitar ele chocou seus lábios contra o meu. Não. Contra, não. Estávamos sempre a favor, sempre juntos pelo o que sentíamos. E eu descobri naquele momento que Jacob era meu irmão, meu amigo, meu protetor, meu anjo da guarda, meu lobo. Ele era o meu Jake, o cara que eu escolhi pra ser meu... Pra sempre.



Lar doce lar. Estava de volta a New Hampshire antes mesmo que pudesse piscar os olhos. Depois do beijo que trocamos em La Push, eu e Jacob erámos como uma só pessoa, um só corpo. Não nos separávamos para quase nada. Depois de conversar mais um pouco com sua irmã, decidimos voltar juntos para casa. Precisava contar as novidades á minha família apesar de ter quase certeza que todos já sabiam. Assim que cheguei ao aeroporto, avistei toda a minha família no saguão. Todos estavam com um sorriso enorme no rosto ao me ver, menos Rosalie que percebeu a minha intimidade com Jacob. Eles também não tinham jeito. Corri para os braços dos meus pais, abraçando todos logo depois.

- Senti tanta a falta de vocês – disse para minha família. Tenho certeza que se minha mãe pudesse chorar, ela já estaria prestes a alagar o aeroporto.

- Também sentimos a sua falta, meu anjo. — respondeu meu pai me abraçando ainda mais apertado. Caminhamos silenciosamente até chegarmos aos carros, e obviamente voltei para casa com meus pais e Jacob que não paravam de se encarar nem por um momento. Eu sabia que eles aceitariam meu relacionamento, mas não queria que ficasse um clima desconfortável cada vez que estivéssemos juntos. Suspirei fazendo os olhares se desviarem. Assim que chegamos em casa percebi que minha avó havia feito uma outra reforma. Agora nossa casa de New Hampshire estava ainda mais parecida com nossa casa em Forks. Entrei em casa reparando nas pequenas mudanças e logo me sentando no sofá, esperando que todos estivessem reunidos. Jacob estava nervoso.

- Vamos poupar você disso. Já foi muito hilário você apanhando da Bella quando sofreu imprinting com a minha monstrinha. — disse Emmett. Percebi alívio por parte de todos. Jacob se livrou de ter que fazer todo um discurso novamente, e eu me senti bem por isso.

Colocamos o “papo em dia” como Alice gostou de dizer. Stefan e Vladimir haviam ido atrás da minha família procurando ajuda em sua vingança. Minha família claramente colocou em pauta algo que ninguém havia pensado: não se mexe em time que está ganhando. Apesar de todo o mal que os Volturi causavam, eram eles que matinham a ordem no nosso mundo e nos possibilitava viver uma vida como uma pessoa normal. Gostávamos de viver normalmente no meio dos humanos, e essa foi mais uma novidade. Como eu já aparentava estar na faculdade, todos se matricularam em uma. Poderia dizer que sou uma garota de sorte, passei pela escola sem ver, agora curtiria a faculdade com toda a minha família.

E assim foi feito.

No dia seguinte saímos de casa direto para Dartmouth. Meu pai como uma forma de dizer boas vindas presenteou Jacob com um Volvo lindo. Não era a cara do Jacob, mas meu pai havia avisado que não me deixaria sair com ele se fosse de moto, então prontamente o carro foi aceito. Meus pais fariam faculdade de Medicina, tudo pra ficar pertinho um do outro. O amor é mesmo lindo. Tia Alice faria faculdade de moda o que não foi surpresa pra ninguém assim como Rosalie e Emmett se matriculando em Mecânica. Jasper se matriculara em Negócios, eu me matriculei em Arquitetura o que fez minha avó Esme morrer de orgulho e Jacob não teve outra saída a não ser fazer Mecânica e aturar Rosalie quase todo o tempo. Assim que chegamos á faculdade, viramos a sensação, como diz minha tia Alice. Nada que nos comprometesse.

Tivemos que nos separar momentaneamente, mas nos encontramos logo na entrada no refeitório. Quando estávamos na porta observei minha mãe e meu pai sorrindo um para o outro. A história deles começaram assim, mas agora era a minha vez. Eu cheguei até aqui para contar a minha história e dizer o quanto estou grata por ter a família que eu tenho. Olhamos um para o outro, cada um com o seu respectivo parceiro. Era uma história diferente, dessa vez com o ponto de vista de uma híbrida apaixonada por sua família de vampiros e por pessoas-lobo como o Jake. Sorri e corajosamente acenei para que meus pais entrassem no refeitório. Todos pararam o que estavam fazendo para nos olhar. Eu e Jacob entramos por último, até que nos acostumássemos com toda a atenção. Enquanto caminhava pela fileira que minha família havia feito até uma mesa maior e mais afastada pude escutar uma conversa entre duas garotas em uma mesa.

- Quem são eles? — perguntava a primeira garota.

- Eles? — perguntou outra garota apontando não tão discretamente para nós. — Eles são os Cullen. — sorri. Sim. A história contada em outro ponto de vista. Eu era agora a personagem principal, e junto á minha família estaria aproveitando a parte pequena e perfeita da nossa eternidade.

Notas finais
Então...é isso! Espero que tenham gostado de F.O.R.E.V.E.R, porque estranhamente essa história se tornou minha paixão! Eu realmente deixei fluir essa história com todo o meu coração! Muito obrigada por acompanharem e comentarem =)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!