Forever

6 Capítulo 5 - Familiar Faces


Notas iniciais
Oi, como vai você? Eu vou bem, obg.
Em primeiro lugar qero dizer... FELIZ ANIVERSÁRIO ATRAZADO JIMMY MEU PUTO! *----------------------*
Então, demorei denovo pra postar e não tenho desculpas dessa vez. Na vdd, eu baixei Skyrim e poha! Tô completamente viciada. Jogando tipo 8hrs por dia! DDDD:
Enfim, boa leitura gatinhas! ;)

Abri os olhos para a claridade que me cegava. E os fechei novamente com um sorriso nos lábios. Lembrando-me daquela praia, do cheiro de maresia e das palavras de Jimmy. Psiquiatra? Nunca! Se isso está acontecendo, deve ter um motivo. E não será um psiquiatra com diversas teses que vai me explicar.

Levantei da cama procurando meu celular. Encontrei-o debaixo do travesseiro. Tirei os fones e começou a tocar “Fiction”. Estranhei. Não tinha colocado Avenged pra tocar. Sorri. Foda-se. Não vou me perguntar o porquê as coisas estão acontecendo. Vou vive-las. Espreguicei-me e levantei.

Liguei o radio e coloquei The Dead Weather pra tocar. Peguei a toalha e fui tomar uma ducha. Agradeci a Deus por ser sábado.

Enquanto me despia e entrava em baixo do chuveiro, lembrava de cada palavra dita por Jimmy. E ri, relembrando das suas primeiras palavras. “Você vem sempre aqui?”. Eu nunca imaginaria que nosso primeiro contato, ou melhor, nunca imaginei que teríamos um contato. Mas tudo foi tão descontraído, como se fossemos velhos amigos...

Desliguei o chuveiro e me sequei. Decidi voltar aos velhos hábitos e deixar de ser psicótica. Coloquei minha roupa de corrida e peguei meus óculos escuros. Olhei no relógio, marcava pouco mais de oito horas. Peguei uma pequena bolsa tira-colo e coloquei meu celular, carteira e chaves.

Escrevi um bilhete para Sam, dizendo que tinha saído pra correr e comprar nosso café-da-manha. Saí de casa e tranquei a porta. Coloquei o bilhete por baixo da porta do apartamento de Sam, rezando pra que o retardado o veja.

Fiz um pequeno aquecimento e comecei minha corrida. Adorava correr. Me deixava mais leve, era mais fácil de me desligar dos problemas. Mas estava definitivamente enferrujada. Depois de pouco mais de quarenta minutos eu não conseguia mais manter o ritmo, meus músculos estavam doloridos e minha garganta estava seca. Parei um pouco pra recuperar o folego e perguntei a uma senhora onde eu poderia encontrar uma cafeteria. De acordo com suas instruções tinha uma a duas quadras. Fui caminhando, mas meu corpo todo reclamava pelo esforço feito recentemente.

Sentei em um banco pra descansar. Logo depois alguém sentou do meu lado. Olhei disfarçadamente para o estranho ao meu lado. Ainda protegida pelos meus óculos. Ele vestia uma camisa xadrez vermelha aberta e por baixo uma camiseta puída do Pantera, seus jeans estavam rasgados nos joelhos e usava um Ray-ban aviador. Acho que já o vi em algum lugar. Ainda olhando pra o estranho, percebi que ele estava com uma garrafa de whisky nas mãos quase vazia. Ele a levou até os lábios e deu uma golada monstruosa. E ficou resmungando coisas intangíveis. Acho que já o vi em algum lugar. Me levantei. Mas não fui muito longe. Senti uma mão segurando meu braço. E me virei automaticamente.

- Eu.. te conheço! – O bêbado que me segurava. Esbugalhei os olhos ainda cobertos pelos óculos escuros e puxei meu braço. – EI! ESPERA! – Ouvi o bêbado gritar. Mas eu não ia responder, né? Eu nem conheço o cara. Andei o mais rápido que pude para a cafeteria. Olhei para traz e o bêbado ainda me observava, virando a garrafa na boca. Voltei a correr. Depois de cerca de cinco minutos de corrida finalmente achei a maldita cafeteria! Entrei.

Fiquei deslumbrada com o lugar. Tirei até meus óculos escuros e senti meu maxilar caindo de surpresa. Ela era toda decorada como uma clássica cafeteria dos anos cinquenta. Sentei-me em uma das mesinhas e logo uma garçonete caracterizada veio anotar meu pedido. Pedi dois cafés e duas porções de panquecas. Não que na minha casa não tivesse cozinha. Mas cozinhar dá muito trabalho e nunca fui boa nisso. Não dizendo que tudo que eu cozinho queima. Mas... tá na verdade eu tenho preguiça mesmo. Enquanto meu pedido era passado ao chefe dei mais uma olhada naquela cafeteria.

Tinha poucas pessoas pra um lugar tão charmoso. Mas senti uma sensação estranha. Sabe aquela sensação, quando você percebe que tem alguém te observando... Olhei ao redor e focalizei num par de olhos castanhos, tão parecidos com os meus. PUTA QUE PARIU! CARALHO! PORRA! Eu não acredito. Synyster Fucking Gates. Fechei meus olhos com força. E lembrei daquele bêbado... M. Shadows. CARALHO! PORRA! MERDA! PUTA QUE PARIU! Eu estou ficando louca. Só pode. Primeiro eu sonho com Jimmy logo depois de sua morte. Agora, eu estou vendo os outros integrantes da banda. Eu preciso de um psiquiatra.

Deus! Porque faz isso comigo? O dia tinha começado tão bem. Maldita hora que decidi sair do meu querido e seguro apartamento.

- Senhora, seu pedido. – Abri os olhos assustada. Sério. Eu estou me assustando muito fácil ultimamente. E olhei novamente para onde Synyster Fucking Gates estava. Mas espera. Ele não estava mais ali. PUTA QUE PARIU! MERDA! PORRA! CARALHO! Eu tô ficando louca mesmo. Só pode. – Senhora?

- Eu... Obrigada. – deixei a quantia na mesa. — Moça, vai parecer estranho. Mas, tinha um homem sentando naquela mesa? – Apontei a mesa em que outrora tive a visão de um Semideus estava sentado. A garçonete deve estar me achando louca. Mas antes ela achar. Por favor, que ela não confirme mesmo que eu estou louca.

- Sim. Tinha um homem sentado ali. Ele vem aqui todas as manhãs. – Suspirei aliviada. Peço menos não estava vendo coisas. Eu acho.

- Obrigada.

Peguei minha sacola e voltei pra casa a passos largos. Tentando chegar o mais rápido possível. Enquanto caminhava para casa, decidi que não contaria nada para Sam. Afinal, ele já acha que eu sou louca por sonhar com o Jimmy. Agora eu chego nele e falo que também vi M-Shadows e Synyster Gates. Ah, logo depois de contar pra ele que vi Jimmy enquanto transava com um cara qualquer. Sério, ele me internaria. Sem sombra de duvidas.

Sem que eu desse muita atenção já estava no prédio. Fui direto ao apartamento de Sam. Peguei minha chave e destranquei a porta.

Só pra vomitar arco-íris! Ele estava debruçado sobre os braços, apoiados na mesinha do notebook, com os óculos de leitura tortos e diversas folhas espalhadas. Deixei nosso café da manha na bancada da cozinha e fui acorda-lo. Passei as mãos em seu rosto e depois em seus cabelos, fazendo carinho. Ele se mexeu, mas não abriu os olhos. Cheguei bem perto e assoprei em sua orelha. Ele abriu os olhos bem lentamente olhando pra mim. Sorri.

- Bom dia minha puta. – dei um beijo em sua bochecha.

- Bom dia... – sua voz estava rouca. Típico de quem acaba de acordar. Ele retirou os óculos e esfregou os olhos. Depois me puxou pra um abraço. – Tudo bem?

- Sim. Tudo ótimo. Comprei nosso café. – Ele se afastou um pouco e me olhou intrigado. – Panquecas.

- Tá brincando? – Vi seus olhos brilharem e ele se levantar rápido. Quase me derrubando. – Primeiro você acorda cedo, me acorda e ainda traz panquecas? Deus, o Senhor a trouxe de volta! Obrigado! – Ele jogou as mãos para o alto e eu ri.

- Calma. Só estou bem disposta, ok? – Fui pra cozinha e peguei pratos, tirando as panquecas da embalagem de plástico. – É melhor você tomar um banho. Porque você está com uma cara péssima.

- Nossa, assim você me magoa. – Ele foi pro banheiro e gritou de lá. – Estou mesmo com uma cara péssima!

Ri e fui pro sofá com meu café e meu prato de panquecas. Coloquei em um canal de desenhos e fiquei rindo e comendo. Sam terminou o banho e sentou ao meu lado também comendo suas panquecas.

- Essas panquecas são maravilhosas. Onde você comprou?

- Eu fui caminhar hoje de manha. Perguntei pra uma velhinha onde tinha uma cafeteria e ela me informou. Sam, a cafeteria é linda. Parece uma cafeteria dos anos cinquenta, com direito a garçonetes caracterizadas e tudo mais. Além de um belo cardápio. Amanha nós podíamos ir tomar café da manha lá, o que você acha? – Começou a passar Pernalonga na tv! Como eu amava Pernalonga!

- Por mim tudo bem. Mas o que te deu pra acordar cedo? E ainda por cima, sair pra caminhar?

- Eu decidi voltar ao “normal”. – Fiz aspas com as mãos e com a boca cheia de panquecas. – Não posso ficar como eu estava. Me lamentando e deixando a vida passar por mim. – Suspirei.

- Fico feliz por você. Mas posso saber o que te fez voltar ao “normal”? – Ele também fez aspas com as mãos e imitou a minha voz. Eu ri.

- Nada de mais Sam. – Sorri.

- Tudo bem, eu não acredito. E te conheço bem o bastante pra saber que você não vai me contar nem sobre tortura, vou deixar pra lá. Pelo menos por enquanto, mas só por... – Ele deu um bocejo enorme. – ...que eu te amo.

- Você foi dormir que horas? – Peguei os pratos e os copos descartáveis e levei pra cozinha.

- Acho que eram quase seis horas. – Ele se deitou no sofá. Coloquei os pratos na lava louça e voltei pra o sofá.

- Por que foi dormir tão tarde? – Alisei seus cabelos e ele fechou os olhos.

- Tava revendo meu ultimo processo. – Sua voz era fraquinha.

- E sobre o que é? – Ele não me respondeu. – Sam? — Ele tinha dormido. Suspirei. Não sei como ele aguenta essa vida de advogado. – Chacoalhei ele. – Vamos pra cama. – Ele confirmou com a cabeça e levantou. Apoiei um braço dele nos meus ombros e levei ele para o quarto. Deitei ele na cama e sentei ao seu lado.

Olhei pra mesinha do lado da cama. Tinha uma foto antiga nossa. Eu ainda tinha meus cabelos loiros e os dele eram grandes. Eu tinha dezoito anos na foto e ele tinha vinte e cinco. A gente tirou quando eu me mudei. Sam era um idiota. Mas mesmo assim eu amo ele. Me lembro de tudo que passamos juntos. Ele é meu melhor amigo mesmo.

Me levantei da cama e voltei para o meu apartamento. Tomei um banho rápido e fui limpar as lentes da minha câmera. Eu não sou uma das melhores fotografas do mundo. Mas ganho bem. Trabalho pra algumas agencias de moda. Com isso me sustento. Já fiz algumas exposições. Com pinturas e fotografias. Mas nunca assinei com meu nome. Sempre assinava como heterónimo. Assinava como Haddes. Desde que os sonhos começaram Haddes não fez mais exposições. Às vezes a mídia volta a falar de Haddes, a artista que obteve sucesso sem ter mostrado o rosto. Sam que me ajudou com isso. Com seus contatos fizemos uma bela exposição em um evento de arte. As pinturas e fotografias foram vendidas. O dinheiro que arrecadei foi doado quase que inteiro para instituições de apoio a pessoas com câncer terminal e também para pesquisas relacionadas a isso.

Quando terminei a manutenção da câmera, deu-me um súbito estalo de inspiração. Fui até o armário e peguei uma tela e minhas tintas empoeiradas. Comecei a pintar. Assim como os asiáticos fazem, pintei com imagens da minha memória. Às vezes as coisas saiam meio destorcidas. Por causa da memória falha, mas, o que conta não é o qual bonito a pintura é em si. Mas o que consegue passar através dela.

Depois de algumas horas. Terminei com minha pintura. Assinei-a.

Como ela era? Ao meus olhos, era finalmente o buraco no meu peito se fechando. Pintei a praia que encontrei com Jimmy em meus sonhos. A metade esquerda dela era preto e branco, já a direita tinha exuberância em cores. Tanto o mar em um azul tão familiar quanto os raios de Sol, alaranjados. Vivos.

Notei que lagrimas saiam dos meus olhos. Mas a antiga sensação de peso não estava mais lá. Sentia meu coração batendo novamente. Cicatrizado. E sorri. Sim, depois de dois anos Haddes estava de volta. E isso me fazia feliz, pois significava que eu tinha mesmo voltado ao “normal”.

Notas finais
E ai? E ai? E ai? Gostaram? Não era bem isso qe eu tinha em mente, mas, como sou uma louca retardada, decidi fazer assim. Ah.. ainda não dei muitos detalhes da vida da Kim.. Eu acho assim mais natural. Prqe você na vida real não fica pensando sempre no seu passado. Pelo menos eu não... Lembro apenas das partes qe não maxucam, ou qe maxucam menos... Enfim, deixem reviews! Nem que seja flando um "Oi"! c:
beijinhos :**
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.