Forest Lake

12 Capítulo Doze - Bilhetes para SharniLand


Notas iniciais
Hey Leitores, estamos na reta final, pois o Capítulo 13 será o último, Boa Leitura O.o

–Então, para enganar a morte novamente, não há uma regra específica, e sim alguns jeitos de evita-la. Suponho que já tenham ligado os pontinhos da lista de morte.

–Você está falando da ordem em que deveriam ter morrido no acidente? –Sandy perguntou a Oliver.

–Justamente, há alguns meios, mas, não é tão simples assim, afinal, é de uma força da natureza que estamos falando.

–Quais são os meios, Oliver? –Sandy perguntou esperançosa que encontrariam uma solução.

–Bom, eu não me lembro de todos, mas me lembro dos que o Grover me disse para ter mais cuidado ao pôr em prática. Uma das maneiras de quebrar a lista de morte é salvar alguma pessoa específica. Não qualquer uma, mas salvar algum sobrevivente que mudou algo do local do acidente, mas que não impediu que o mesmo acontecesse?

–Mudou algo do local?! –Diana não entende.

–Sandy, não se lembra de nenhum sobrevivente que mudou alguma coisa, mexeu em algo, que não interferiu no acidente, mas que fez algo imprevisível, que não estava nos planos da morte? –Oliver olhou para o rosto reflexivo de todos.

–Que mexeu em algo, mudou alguma coisa... –Sandy teve um estalo.

–Will se lembra de que o Robbie nos fez trocar de lugar porque lá era melhor de assistir o filme? No dia do acidente. –Sandy forçava sua memória.

–Ah, é, o Robbie quis mudar de lugar conosco porque não tinha carteira marcada, por isso trocamos de lugar no cinema.

–É isso! Vocês terão que perceber os sinais e salvá-lo, porque o que ele fez foi fundamental, pois a troca não estava nos planos da morte, se salvarem ele, salvarão a todo o resto.

–Mas o Robbie morreu não se lembra?! –Diana lembrou a Oliver.

–Oh, nossa... Então essa teoria vai ter que ser descartada... –Oliver toma um gole de café após concluir a frase, logo, começa uma nova.

–Bom, há outra teoria que o Grover me contou, e que eu acho bem bizarra, é... Alguma de vocês está grávida?

–Por quê?

–Esta teoria é velha e é sempre usada nesses filmes de horror, diz que se alguma pessoa nascesse de um dos sobreviventes, a morte seria forçada a reescrever a lista, excluindo temporariamente vocês dela. Tem alguém grávida aqui?! –Oliver perguntou a todas.

–Não. –Diana respondeu.

–Não. –Sandy respondeu.

–Não... Que eu saiba. –Selena respondeu, instantaneamente, todos se voltaram a ela, com olhar de assustados.

– Gente, eu tô zoando! –Todos se voltaram para Oliver novamente.

–Teoria descartada? –Will sugere.

–Isso. –Selena confirmou.

–Há outro meio, mas que eu acho bem violento, e também não acho que vocês aceitarão pôr em prática... Que é... O último da lista, ou seja, a que teve a premonição... Se matar. –Todos ficam em silêncio. –... Descarto?

–Sim, claro... –Will confirma com a aparência de que ficara meio na dúvida.

–Você hesitou? –Sandy virou para Will parecendo revoltada.

–Não eu... –Will é interrompido com o ar de “me ferrei”.

–Você hesitou! –Sandy aumenta o tom de voz.

–Outro meio! –Will grita.

–Ok... Outra teoria é você tirar a vida de pessoas fora da lista de morte, assim, você ficaria com a vida da pessoa, e a mesma ficaria com a sua morte.

–Que macabro... Bem... Precisam ser humanos? Em? Olha, não poderiam ser galinhas? Seu Tio Grover não especificou “humano” especificou? –Selena perguntou.

–Grover não especificou nada, mas, não aconselho vocês a saírem por aí matando galinhas, pois elas vivem no máximo, sete, oito anos...

–Oh... Pelo que eu saiba ninguém aqui é assassino, então, pode dizer outro meio? –Will disse ao Oliver.

–Outro meio de evitar a morte... Pelo que eu me lembre, só sobrara uma teoria. Interferir na morte de três sobreviventes escolhidos pela Morte pode dar aos restantes os dias de vida dos três últimos somados.

–Oliver fez um verdadeiro enigma nessa teoria aí.

–Como vamos saber quem são os três escolhidos? –Will quis entender direito.

–Na hora H, a gente descobre, quer dizer, geralmente é a visionária que percebe.

–Mas, há algum problema se tentar salvarmos todos? Quer dizer... Se interferirmos na morte de nós quatro, a teoria ainda será válida?

–Bom, eu não sei dizer, mas, qualquer coisa, é só optar pelo modo tradicional de tentar vencer a morte: Investigar os sinais e interferir todas as mortes possíveis, se recuperar o controle sobre isso e salvar mais do que a morte levou, a lista pode ser quebrada.

–Isso está muito difícil, e se eu não for uma das escolhidas para ser salva, vocês não vão se importar em me salvar. – Quando Selena completou a frase, a visão de Sandy escureceu. Sua pupila dilatou-se de modo discrepante, todos olharam para Sandy, quando transferiram sua atenção para o cappuccino que Sandy deixara cair.

–Sandy? Você está bem?! –Sandy ouviu esta frase várias vezes em seu pensamento, enquanto perdia sua visão. Do nada, ela olhou para o lado, e vira uma imensa roda gigante invadindo a rua. A roda gigante passava ao lado da lanchonete, amassando todos os carros e pedestres que não tiveram tempo de fugir, logo, em seu pensamento, ouve um corte na cena, e ela viu outro brinquedo de parque de diversões, algo que ela achou muito suspeito, o famoso Estilingue Humano, o brinquedo que três pessoas são envolvidas em uma cápsula, e são sustentadas por dois fios de aço que fazem um arco, eles lançam a cápsula sustentadas pelo mesmo como se estivessem em um verdadeiro estilingue.Sandy volta à realidade.

–Ai meu Deus... –Selena entendeu o porquê da pupila dilatada. –Você teve outra visão, Sandy?

Logo, Sandy olha para o céu, o sol já estava se pondo. Uma rajada de vento incomum faz com que um folheto voe, e pare na mesa em que os jovens estão sentados. “Venha Para o Parque De Diversões SharniLand, Funcionamento das 13h00min às 18h00min, GRANDE ATRAÇÃO, ESTILINGUE HUMANO, TENHA NERVOS DE AÇO! ENFRENTE SE FOR CAPAZ!” Os cinco leram.–Eu vi uma roda gigante e... Um estilingue humano.

–É um sinal. Venham! –Diana correu junto com Sandy. Os que estavam na mesa seguiram as duas.

–O que? Mas, para onde? Ei! Vamos usar esta teoria mesmo? –Selena perguntou sendo a única que não entendeu o sinal, novamente.

–Tem dizendo o endereço no folheto? –Oliver perguntou a Sandy, que o segurava na mão direita.

–Tem, olha aí. –Sandy dá para Oliver.

–Gente, o que houve? Ei, explica isso! –Selena parecia nervosa.

–Eu tive uma visão de brinquedos de parque de diversão, aí um folheto voa na mesa falando de um parque de diversões.

–Quem é a próxima mesmo? –Diana perguntou. Sandy suspirou e disse:

–Penny Thompson. –Todos vão de carro em direção ao parque de diversões SharniLand. Todos estavam tensos. Principalmente Will, que sabia que depois da Penny era a sua vez. No caminho para o SharniLand, todos viram de longe uma trilha de aero geradores, também conhecidos como “Cata-ventos Gigantes”. Pois tinham a estrutura de um cata-vento. Mas eram imensos, tinham a cor branca e suas pontas giravam muito. Atrás desta trilha havia uma linda imagem do pôr do sol. Sandy assustou-se com a velocidade dos aero geradores e pediu a Diana:

–Acelera. –Diana aceitou e pisou fundo no acelerador.

Enquanto Isso...

Penny estava na fila, ia comprar os ingressos para o parque de diversões SharniLand junta com suas amigas, Karen Foster e Jody Louis. Penny estava distraída olhando para o parque como um todo. Ela via de longe os brinquedos mais atrativos do local: a montanha russa, a roda gigante, o estilingue humano que seria inaugurado naquele dia, o trem fantasma, etc.

–Qual deles vamos primeiro, meninas? –Penny perguntou a Karen e a Jody.–Montanha Russa, claro!

–Karen disse enquanto Penny entregava seu cartão à moça do caixa para finalizar a compra dos ingressos.

–É, vamos deixar o estilingue humano ser o último brinquedo.–Jody sorriu.

–Maravilha.

–Senhora, seu cartão foi recusado.

–Recusado? Como recusado? Por acaso você sabe quem eu sou?! QUE ABSURDO ISSO QUE ESTÁ HAVENDO AQUI! É UMA VERGONHA! UM ESCÂNDALO! –Dizia Penny à moça do caixa aos berros. A moça, porém, permanecia no fluxo que estava: calma e delicada:

–Senhora, foi um erro de contato, próximo caixa você receberá sua pulseira do parque, Divirta-se. –Algo na moça assustou Penny, era seu olhar, enquanto Penny ia em direção ao outro caixa mais a frente, a moça a observava, como se algo estivesse errado.

–Essa gentinha... –Penny saiu mais depressa do local.

Em uma estrada não tão próxima ao local...

–Algum de vocês tem o número da Penny? –Sandy perguntou, todos foram dar uma olhada no celular.

–Eu tinha, mas apaguei dos meus contatos depois que ela se rebelou. –Selena disse.–Nem no facebook eu tenho o número dela, ela me bloqueou só por causa daquela alteração minha de esmurrar a coitada... Nada de contatos. –Sandy disse, depois ficou reflexiva, observando os lugares, para procurar sinais. Estava anoitecendo, o frio era insuportável.

Em SharniLand...

As três sentaram nas poltronas da montanha russa, afivelaram os cintos de segurança e partiram para a primeira subida:

–Ah meu Deus! IUHUU! –As três levantam as mãos, e as pessoas junto com elas gritam em uníssono. Então, todos param de gritar, todos da montanha russa, quando viram que teriam que enfrentar o imenso looping do brinquedo que formava o número “8” deitado. Após o looping, todos voltaram a gritar de adrenalina. Após o passeio de Montanha Russa, foram ao Trem Fantasma, muitos sustos e gritos:

–AAAAH, ELE VAI ME PEGAR, AAI, EPA, EI, AI... AAAAAH! KAREEN, ELE VAI ME PEGAR!–Penny berrava dentro do brinquedo, quando uns montes de morcegos de borracha começam a cair de um alçapão no teto, foi quando o carrinho ouve uma falha, e parou no meio do caminho, justamente abaixo do alçapão que liberava os morcegos artificiais. Penny a as outras duas gritavam como loucas:

–AAAAAAAH MEU DEUS, SAI DAQUI, SAI DE CIMA DE MIM, AAAAH! –Karen e Jody gritavam dentro do brinquedo enquanto o alçapão no teto atirava cada vez mais os brinquedos de borracha que metiam medo nas três. Elas tentavam, mas o carrinho não saía do lugar, foi quando os morcegos pararam de cair, elas olharam em volta, quando iam sair do carrinho, do nada, começara a andar de novo, mas desta vez, mais depressa.

–Deve ser do brinquedo mesmo, AAAAAAH! –Jody gritara ao ver um monstro de papelão com garras ensanguentadas balançando.

Estacionando em Frente ao Parque...

–Então, o que temos de sinais para juntar? –Will perguntou a todos enquanto ambos saíam do carro depressa e iam em direção à entrada.

–Bom, temos uma montanha russa, um estilingue humano e uma trilha de... –Oliver tentava lembrar.

–Trilha de Aero geradores. –Sandy completa.

–Eu o chamava de cata-vento gigante. –Oliver disse.

–Todos nós chamávamos um dia. –Selena sorri.

–Gente, foca no enigma, a trilha dos aero geradores são ao lado do parque, acho que o aero gerador iria cair e esmagar a roda gigante. –Selena sugere.

–Impossível, a trilha é perto, mas também não é dentro do parque se ele caísse seria num local seguro, há muito verde envolvendo os cata ventos gigantes.

–Aero geradores, Oliver. –Diana consertou.

Enfim, chegaram à entrada, era realmente muito chão para chegar ao caixa, mas discutiram tanto que nem perceberam.

–Moça, é um caso de vida ou morte, precisamos entrar. –Sandy disse.

–Desculpe, mas preciso que vocês entrem na fila para pagar o ingresso lá nos caixas de bilheteria. – A mesma moça do caixa disse.

–Mas, senhora tem alguém precisando de nós lá.

–Então este alguém vai ter de esperar. Se quiser entrar no parque, terá que esperar como todos aqui, então, por favor, vão ao final da fila.–Todos vão para o final da fila apressados. Quando a moça os perde de vista, pensa alto– Esses jovens de hoje... Próximo, boa noite senhor.

Dentro de SharniLand:

As três saíram do trem fantasma com o sangue quente, em busca de adrenalina, quando avistaram de longe, um imenso brinquedo que era sustentado por dois fios de aço e dois postes imensos que seguravam os mesmos. No meio dos dois fios de aço, estava presa uma cápsula que cabiam três pessoas dentro, lá, eles “atiravam o estilingue” com a sensação de que você vai ser arremessado para longe. Os olhos de ambas brilharam ao ver o brinquedo.

–E vocês? Topam? –Penny perguntou a todas.

–E a roda gigante? Achei que íamos primeiro nela e depois nesse monstro. –Jody falou olhando para o céu.

–Mas com a roda gigante a gente vai esfriar o sangue, vai perdendo o espírito de adrenalina, não vai ser legal para a gente ir nesse brinquedo depois. –Karen argumentou.

–Pior que é verdade. Topamos. –Penny disse decidida.

–Mas... –Penny interrompe Jody:

–Vem logo! –Penny puxou Jody em direção à entrada do estilingue humano.

As três foram parar na fila para ir ao Estilingue Humano. Jody olha para o alto e vê a cápsula sendo movida pelo fio em forma de arco. Suspira se volta para Penny e diz:

–Olha só, não tenho coragem de ir para o estilingue humano, sério, vocês podem ir que eu espero na roda gigante.

–Jody, vamos! É sério, depois que conseguir seu trabalho lá na Califórnia, não vai ter tempo para essas coisas, vamos!

–Moça, é a sua vez. –O homem com um uniforme do parque disse a Penny.

–E então? Enfrenta ou amarela? –Penny perguntou sorrindo.

–Eu... –Jody olhou para o brinquedo, enquanto Penny e Karen a observavam, esperando ela dizer “Tudo bem, eu vou”. –... Não tô a fim de ir, Penny.

–O quê?

–Eu vou pra roda gigante logo aqui na frente, nos encontramos logo. –Jody deixa a fila.

–Ei Jody, espera, eu também não queria ir. –Karen a seguiu.

–Galera, obrigada, quer saber vocês estão parecendo meus ex-amigos! Que saco! Se um vai, o outro segue...

–Então... A senhora vai ou não.

–Eu...O homem esperou a resposta dela:

–Claro que eu vou. Não vejo a hora de fazer isto. Elas que se danem, onde devo ir pra entrar nesse troço.

Perto Dali...

Os cinco estavam impacientes, o que estaria acontecendo para a fila demorar tanto! Tudo que viam era um monte de gente na fila reclamando da demora, partes de alguns brinquedos muito altos do parque e alguns seguranças montados em Segways, os diciclos que funcionam a partir do equilíbrio do indivíduo que o utiliza.

–Achei que só andassem de segways no Shopping. –Oliver comentou.

–No shopping... Claro, um sinal! No dia do acidente, um segway desse atropelou os pés da Penny. –Sandy lembrou.

–Ah Meu Deus, acha que isso possa ser mesmo um sinal?– Will perguntou.– Tem certeza?

–Claro, tenho certeza, intuição, só sinto esse vento gelado quando algo está perto de acontecer.

–Era tudo que eu precisava saber. –Will corre, passa pela catraca chamando a atenção dos seguranças que tentaram persegui-lo, mas seus segways não funcionavam.

–Ei garoto, volte! Garoto!

–O homem não conseguia persegui-lo no segway, quando se deu conta, Will misturou-se na multidão.

–Ai meu Deus. –Diana teve um estalo, na hora, entendeu tudo– Sandy, por que o carro que imprensou o Robbie falhou na hora?

–A morte... –Diana interrompe:

–A morte impediu que o carro andasse para matar o Robbie. E agora os segways desses seguranças pararam de repente. Por que será?

–Jesus!... –Selena assustou-se.–A morte fisgou o Will.

Notas finais
E então, gostaram do capítulo? Falem nos reviews, e até o último capítulo! :3