Forced Marriage

6 Chapter 4 - She is not a Lady


Notas iniciais
Oláaaa meus amores!!!! Gente, nunca dei tanto F5 na minha vida. Não sei porquê o Nyah! não estava indo. E eu fiquei tipo: 0.0 preciso postar FM, droga! Só pra avisar, eu postei a 2ª temp de Keep Calm, se você não viu, corre lá e veja! E um lembrete: se você não viu a 1ª não tem problema, não vai fazer falta exatamente. Enfim, quero agradecer à "Laah J Chase" por ter favoritado a fic!!! =D I hope you enjoy, Kissus

Depois de deixar as lágrimas caírem pelo seu rosto como se elas tivessem um passe livre, – não que algum dia, Charlotte vá confirmar isso, nem mesmo se sua vida dependesse disso – Charlie decidiu ligar para Emery já que o avião ia fazer uma escala em Eslovênia para abastecer.

— Ele disse o quê?

Charlote fungou.

— Não vou repetir, Emery — ela suspirou. — Como eu queria que todos os homens fossem cavalheiros como você, Em...

— Mas aí você não teria ninguém, minha ragazza, já que todos seriam gays — o homem riu fazendo a garota rir também.

— É, acho que você está certo — ela deixou seu corpo cair como uma pedra na cama.

Ficou um silêncio confortável na linha até Emery falar novamente.

— Então você está indo para a Grécia?

— Sim. Vou encontrar a família dele lá. Aparentemente meu pai não pôde vir, então ele só chegará dois dias antes do casamento.

— E o casamento será quando?

— Daqui a uma semana — ela grunhiu. — Eu odeio o quanto as coisas de pessoas ricas como nós ficam prontas tão depressa. Quero dizer, uma festa como essa deveria levar meses para ficar pronta, mas como é dos Argyros que estamos falando...

— Eu vou estar lá, Charlotte, não se preocupe. Pense pelo lado bom, talvez isso possa significar um novo começo.

— É... talvez — ela disse ainda não convencida. — Tenho que ir, Emery. Estou com uma fome danada. Byebye.

— Tchau, ma chère.

Minutos depois, ignorando a fome para não ter que sair da cabine, Charlotte pegou no sono.

***

Seth estava furioso.

Furioso com seu pai, furioso com Michael, furioso com Charlotte e, acima de tudo, furioso consigo mesmo.

Ele não deveria ter falado aquilo para ela. Ele era um Argyros, pelo amor de Deus!

Entretanto aquela menininha realmente sabia puxar o exato botão para ocorrer uma explosão. Ele não sabia mais o que fazer ou como reagir.

Seth bufou. Ele precisava de alguma bebida e forte. Já tinham se passado trinte minutos e Charlotte não tinha saído do quarto. Será que ela precisava de alguma coisa? Será que ela estava falando com o amante dela?

Por pouco, o homem não ficou careca de tanto puxar seu cabelo.

Dez minutos depois, Seth decidiu bater na porta da jovem. Talvez ela estivesse passando mal e precisava de alguém, certo?

Certo?

Lentamente ele abriu a porta e percebeu que a jovem estava dormindo. Ele soltou o ar que não sabia que estava prendendo. Porém, o rangido da porta acordou Charlotte que virou-se e falou esfregando os olhos.

— O que foi? — Seth tinha quase certeza que, se ela não estivesse com aquela voz de sono, ela teria um tom hostil.

Ele pigarreou.

— Eu... hm... queria saber se está tudo bem.

— Por que você se importaria? — Oh, aí está o tom de voz hostil.

— Porque... bem... — ele suspirou. — Olha, Charlotte — agora ele tinha a atenção inteira da jovem por tê-la chamado pelo nome. — Eu quero me desculpar por ter falado aquelas coisas. A verdade é que você me deixou puto... mais puto do que eu já estava e eu acabei descontando em você. Nenhum de nós dois quer esse casamento, mas queremos os efeitos dele — no meu caso a empresa e no seu caso sei lá o que — então — ele supirou. — Me desculpe.

Charlotte estava surpresa, mas num sentido bom. Ela nunca pensou que Seth iria ser humilde o suficiente para se desculpar. Isso só mostrava o quanto ele não queria casar com alguém que ele estivesse em “maus termos”.

Ela respirou fundo, não custava nada ela fazer sua parte também.

— Certo — ela pigarreou. — Eu acho que devo me desculpar também, sabe? Afinal, eu fui muito difícil e devo ter atrapalhado o seu horário com essa “caça” — ela fez aspas com os dedos.

— Verdade — ele assentiu na maior cara de pau possível. Charlie arqueou uma sobrancelha, mas não disse nada. — Está com fome? — Ele perguntou, por fim.

Charlotte apenas balançou a cabeça e seguiu Seth até a cozinha.

***

Enquanto comiam, Seth falava o que ia acontecer nos próximos dias.

— Não sei se seu pai te falou, mas vamos nos casar na próxima semana...

— Fiquei sabendo — ela murmurou antes de morder o pedaço de torta de morango.

— Certo. Então, quando chegarmos lá, você vai conhecer meus pais...

— Eu já conheço seus pais — Charlotte o cortou.

Ele arqueou uma sobrancelha.

— Certo. Além disso, você vai ver todos os preparativos da festa durante essa semana...

— Tudo bem. Pedirei à Emery para me ajudar.

Os olhos de Seth escureceram.

— Emery? Esse é o nome do seu amante?

Charlote ficou observando Seth seriamente até explodir numa onda de gargalhadas.

— A...amante — ela ria enquanto tentava puxar o ar para falar. — Meu Deus! — E ria novamente.

A mandíbula de Seth deveria estar doendo de tão tensa que estava.

— Não não — ela arfou. — Emery é o meu melhor amigo — Seth revirou os olhos.

— Entendo — ele disse com um tom de “eu sei bem que não é verdade”. Charlie bufou.

— Olha, se você não quer acreditar em mim, sem problemas, mas pelo menos não arraste Emery para isso. Ele é o meu amigo que vai fazer o meu vestido.

— Não vai não.

Nesse meio tempo, Charlotte já estava vermelha de raiva.

— Ah, vai sim, senhor! Eu sou a noiva, eu escolho quem vai fazer o meu vestido.

Porém Seth não queria nem pensar na hipótese dessa situação. A resposta era simplesmente não.

— Isso é o que vamos ver — Charlie murmurou quando Seth saiu para atender um telefonema.

***

— Seth Argyros — Seth disse quando atendeu ao telefone no terceiro toque.

— Seth! Meu bom e velho parceiro! Como vai?

O homem suspirou.

— Chad. Vou bem e você?

— Vou bem, sabe? Bem, eu te liguei porque eu preciso da sua ajuda.

— O que é? — Seth arqueou uma sobrancelha por mais que Chad não conseguisse ver.

— Sabe, é que meu amigo vai se casar e eu nem recebi convite. Que tipo de pessoa sem coração e sem consideração faz uma coisa dessas?

— Eu faço — Seth respondeu como se fosse a coisa mais simples do mundo.

— EXATAMENTE! Seu bruto sem coração. Mas que bom que você viu seu erro e vai me convidar, né?

— Eu não sei de onde você tirou essa desilusão.

— Ai que bom, Seth. Sério, eu estava até preocupado que você tivesse propositalmente deixado de me convidar, mas como agora está tudo resolvido e eu vou no seu casamento, está tudo certo. Quem vai ser o padrinho?

— Raphael.

Houve pelo menos um minuto de silêncio durante a linha.

— VOCÊ CHAMA AQUELE FILHO DA PUTA PARA SER O PADRINHO E NÃO ME CHAMA PARA A PORRA DO SEU CASAMENTO? QUE CARALHO QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?

— Pare de fazer isso, Chad. Essa coisa de ficar mudando de humor toda hora, logo logo eu vou acreditar que você é uma mulher. Raphael já acredita.

Chad bufou com desdém na linha.

— Como se eu ligasse o que aquele mauricinho pensa de mim.

— Sabe, todos nós somos mauricinhos de uma forma ou de outra, Chad. Afinal, nós três somos podre de ricos...

— FO-DA-SE, meu caro amigo. Bem, eu só liguei para avisar que eu estarei lá no seu casamento e que eu quero conhecer a garota de sorte. Ou melhor, de azar.

Seth revirou os olhos.

— Tchau — e desligou na cara de Chad.

Chad, Seth e Raphael se conhecem desde o fundamental. A mãe de Chad é uma grande amiga de sua mãe então foi fácil para eles se conhecerem. Então, Raphael apareceu com suas grandes ideias e logo Seth se viu melhor amigo do jovem.

Quanto à Chad, por mais mala que ele fosse, era muito difícil não ser cativado pelo seu carisma e simpatia. Por mais que os negócios de Chad estivessem bem distantes do ramo dos de Raphael e Seth, eles sempre foram bem unidos pela amizade.

Seth, a princípio, não tinha convidado Chad porque não queria convidar ninguém. Ele não queria chamar seus amigos para aparecerem numa festa que significa, de certa forma, uma união forçada e sem amor.

Não que Seth em si queira amor. Ele só tinha suas necessidades que eram muito bem cuidadas pelas mulheres que ele encontrava à noite em eventos.

Apenas isso.

Porém, isso iria ser difícil agora que ele estava com Charlotte. Ele não sabia o que fazer.

Ele bufou. Depois iria resolver isso. Por enquanto tinha assuntos mais sérios em mãos.

— Julie — ele disse quando sua secretária atendeu. — Eu já estou a caminho da Grécia. Assim que eu chegar, mande Carlos me buscar. Quero fazer o mais rápido possível aquela reunião com os Russos.

Cinco minutos depois, o avião estava decolando imediatamente para a Grécia.

***

Charlotte estava extremamente entediada. Ela baixou dois livros no Kindle para ler e depois de ter acabado os livros ficou jogando Candy Crush.

Agora ela não tinha nada mais para fazer.

Nem uma boa conversa ela poderia ter. Ugh, era frustrante!

Seth estava o tempo todo ocupado com ligações e e-mails, além de todas aquelas planilhas e projetos que ele tinha que fazer.

Ainda bem que logo eles estariam na Grécia. Não que essa ideia agrade Charlotte muito.

***

Dizer que Charlie foi bombardeada pelas pessoas quando pousaram na Grécia era um entendimento.

Os paparazzi estavam indo à loucura. A única coisa que a jovem via eram flashs. A segurança de Seth estava bem posicionada para levá-los imediatamente para a mansão Argyros.

O homem segurou o pulso de Charlotte e a puxou – entretanto com certa delicadeza – para o carro.

Charlie estava atordoada. Como ela quase nunca saía e... bem a figura que todos os paparazzi se preocupavam era seu pai já que não tinha nada de interessante sobre ela – nenhum escândalo nem novidade – então ela nunca se viu na frente de uma loucura dessas.

Charlote soltou a respiração que ela não sabia que estava segurando.

— Vai ter paparazzi na cerimônia?

— Não muitos — Seth murmurou.

Isso estava ficando cada vez melhor!

Minutos depois, eles chegaram na mansão Argyros. Um lugar calmo e livre de câmeras.

O lugar era maravilhoso, espantou Charlotte. O jardim enorme – se é que pudesse ser chamado de jardim – estava muito bem cuidado exibindo sua grama verde-clara e flores de diversos tipos. Havia uma fonte bem no centro feita de cristal rutilado* em forma de uma rosa grande soltando água pelas folhas e algumas pétalas.

— Bem-vindo de volta, Senhor — um jovem falou alto e claro como se estivesse no exército. — Senhorita — ele fez um aceno com a cabeça para Chalotte que apenas assentiu estupefata.

— Bom dia — ela sussurrou e deu um leve sorriso para o empregado que acabou ficando levemente ruborizado.

— Venha — Seth disse à Charlie enquanto andava para a mansão. — Vamos encontrar meus pais.

— O Senhor Argyros não está presente, Senhor — o mordomo disse. — Porém, a Senhora Argyros está no salão das obras de arte fazendo algumas mudaças.

Seth assentiu e com um olhar, pediu para Charlotte seguí-lo.

A mansão era moderna, porém com leves toques de certas antiguidades. Antiguidades que deveriam valer, no mínimo, milhões de dólares. Ela era toda cor erva-doce e a mobília era feita de mármore estremoz tigrado* e de madeira bem escura, porém não preta.

O lugar tinha suas cores preenchidas pelas obras de arte e certos detalhes como o sofá e os tapetes.

Seth disse à Charlotte que havia sete quartos — sendo quatro suítes e os outros três quartos para os principais empregados de lá: a cozinheira, o motorista e o mordomo -, um cômodo para os empregados que não dormiam ali para se trocarem e até mesmo descansarem, uma cozinha, uma sala de jantar, uma sala de estar, uma varanda, um salão de jogos, um salão de obras de arte e um sótão.

— Minha mãe não queria porão. Ela morre de medo disso — o homem disse quase rindo da lembrança.

Pouco tempo depois eles encontraram Kelly Argyros mudando as plantas do salão de artes.

— Não não — ela falou para uma das empregadas. — Orquídeas são frágeis e precisam de muito sol, não pode ser nesse canto, precisa ser no outro. Troque de lugar com a bromélia.

— Sim, senhora — a mulher disse.

— Mamãe, estou de volta — Seth disse.

Kelly virou-se num estalo com um sorriso no rosto.

— Querido — ela beijou-lhe a testa. — Espero que tenha feito uma boa viagem — o homem assentiu.

Ela virou-se para Charlotte.

— Charlotte! Quanto tempo eu não te vejo! — Ela lhe deu um abraço de urso, Charlie teve que se segurar para não fazer um barulho de dor. — Acho que desde a festa de Bretel.

Charlote quase fez uma careta ao se lembrar da velha francesa. Porém, o desgosto não foi despercebido por Kelly e a mulher riu.

— Velha bruxa, aquela, não? — soltou outra risada. — Pelo menos sabe o que é uma festa.

— Mamãe — Seth repreendeu.

Kelly revirou seus olhos.

Charlotte percebeu que ambos tinham o mesmo belo cabelo negro. Porém, os olhos de Kelly eram castanhos. A mulher realmente era bonita e tinha uma pinta bem abaixo de seu olho o que, na mente de vários, parecia um charme.

— Bom, se isso for tudo, quero mostrar Charlotte às meninas.

Charlie ficou confusa.

— Ah, sim sim. Nos falamos depois, querida — Kelly piscou.

Por mais que Charlie não gostasse muito dessa palavra “querida”, pois parecia algo forçado, em Kelly não parecia um xingamento ou ironia. Parecia algo natural e simples. A jovem gostou disso.

Seth deixou-a com três costureiras. Agora tudo fazia sentido para Charlie. As meninas seriam aquelas que iriam fazer o vestido de Charlotte.

— Não se eu puder evitar — ela sussurrou antes de virar-se para a mais velha das três.

***

Charlotte batizou as mulheres de “Três Marias”. Elas pareciam aquelas típicas mulheres que ficam fofocando no trabalho, aquelas personagens no livro que dão uma certa comédia e frustração.

Uma delas, era uma mulher bem gordinha e simpática, a outra era uma loira magra com uma voz grossa, fazendo-a ficar bem engraçada e a terceira tinha olhos verdes bem chamativos.

— Você vai ficar estupenda, docinho — a gordinha falou.

— Sim sim — a de olhos verdes concordou.

— Vai parecer uma verdadeira dama! Uma Lady!

Charlote revirou os olhos.

— Desculpem-me meu comentário, porém eu não sou uma Lady. E, com esse casamento forçado, nem pretendo ser.

A loira olhou intensamente para Charlotte até enfim falar.

— Às vezes a gente consegue encontrar amor nos lugares mais diferentes, Senhorita Charlotte. Não estou dizendo que você vai amar ou não o Senhor Argyros, porém não custa dar uma chance.

A gordinha concordou.

— Verdade, Senhorita. Muitos exemplos de amor começaram com um casamento. Além do mais, você não tem nada a perder. Desculpe-me pelo comentário que poderá ser grosseiro, porém você não acha melhor tentar construir sua vida do que ficar trancada em sua casa nos Estados Unidos? Ouvi dizer que seu pai é muito protetor com você e por causa disso você mal conhece as coisas da vida.

Charlote ruborizou. É verdade que ela não sabia o que era ir numa balada, dormir na casa de uma amiga ou beijar alguém escondido nos prédios de uma escola. Entretanto, sua vida não foi de toda ruim.

Ela suspirou. E rapidamente ganhou confiança para fazer o que queria. Como diria Shakespeare: “É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada.”

— Senhoras — as três olharam para a jovem. — Eu tenho um pedido à fazer. Ele requer segredo e envolve um trabalho duro entre as três.

As costureiras tentaram impedir de mostrar felicidade. Pela primeira vez que Charlotte entrou no cômodo, ela sorriu.

Notas finais
Pessoas lindas, eu fiz um trailer pra fic: https://www.youtube.com/watch?v=cMjRueyv6As&feature=youtu.be E eu ficaria muito agradecida se vocês olhassem e dessem "joinha" nele ;) Bom, é isso. Espero que tenham gostado. Prometo que o próximo capítulo será mais engraçado porque ele será: TAM TAM TAM TAAAMM! O CASAMENTO! Sério, eu já tenho algumas ideias, e eu ri ao pensar nele. HAHAHAAHAHA. Bom, comentem, favoritem ou recomendem! Byebye