Forced Marriage

12 Chapter 10 - Boston is beautiful, Seth isn't


Notas iniciais
Hello pessoas lindas!! Quero agradecer à "Jullie Winter", "Lorena santos" e "Puca Sophie" por terem favoritado a fic. Por favor, se você não leu minha mais nova fic, por favor, leia: http://fanfiction.com.br/historia/589616/Cherry_Bomb/ Anyway, vamos ao capítulo. I hope you enjoy, Kissus

Charlotte provavelmente iria ter um ataque cardíaco a qualquer momento.

Primeiro foi a cena no banheiro e depois Seth a fez ficar mais frustrada devido ao fato dela não conseguir encará-lo direito e em seguida ele estava beijando-a.

Charlie não sabia exato o que fazer. Afinal, essa era a primeira relação exata que ela estava tendo e o desespero e desejo que o beijo de Seth exalava deixava-a atordoada.

Então ela fez a única coisa que conseguiu fazer.

Ela o empurrou com todas as suas forças.

Não era como se ele beijasse mal – na verdade, ele beijava muito bem, não que ela fosse admitir –, mas Charlotte não conseguia se encontrar no meio de tantas emoções em um só momento.

Ela precisava de um banho e de uma longa conversa com Emery.

Ela ficou observando a cara de Seth sem dizer nada. Um estava olhando para a cara do outro tentando decifrar o que se passava.

Charlotte tinha quase certeza de que suas bochechas estavam mais vermelhas que um pimentão, mas ela não desviou seu olhar do de Seth.

Ela pigarreou tentando fazer o homem dizer alguma coisa, mas nada saiu da boca de nenhum dos dois.

O silêncio esmagador continuou por um tempinho até que o motorista de Seth decidiu chamá-los.

— Senhor, o carro está pronto — o homem disse sem perceber a total tensão que aquele momento continha.

— Vamos — Seth suspirou.

Charlie o seguiu sem dizer nada.

***

No carro, nenhum dos dois falou qualquer coisa.

Seth tinha quase certeza de que, quando ele tivesse sozinho, ele iria se chutar. Ele beijou Charlotte. Por que exatamente ele fez aquilo?

Claro ele estava frustrado, afinal fazia um tempo considerável que ele não estava com uma mulher e ele não podia negar que achava Charlotte atraente. Sem contar que ele queria muito provar um ponto para Charlie, mas esse ponto se perdeu no meio de suas memórias no momento em que os lábios deles se tocaram.

Ele ainda podia sentir o leve gosto dos lábios de Charlotte. Tinham gosto de baunilha naquele momento, provavelmente por causa do café-da-manhã.

Ele tinha que pedir desculpas? Bem, provavelmente. Não era como se ela quisesse ter sido beijada por mais que eles fossem casados. E se ela não falou com ele por causa do incidente do banheiro quanto mais agora que ele havia selado seus lábios.

Ele suspirou mais uma vez e começou a olhar os e-mails pelo seu celular para se distrair.

Ele percebeu pelo canto do olho que Charlie observava a paisagem. Logo eles estariam em sua casa nova, Seth tinha uma leve impressão de que ela iria gostar imensamente do lugar.

Charlotte sabia que Boston era um lugar lindo, então se pôs à janela para observar o lugar.

Afinal, era melhor olhar para Boston do que olhar para a cara de Seth.

Boston era linda e Seth não.

O que era claramente uma mentira. O homem era atraente e todo mundo sabia disso. Mas Charlotte não seria Charlotte se ficasse concordando com isso o tempo todo.

Ela olhou para o seu celular rapidamente e percebeu que tinha uma mensagem de Emery.

Chá da tarde na semana que vem na sua casa nova.

Espero que esteja bem, minha Lady.

Xx

Ela olhou para o celular com um sorriso em seus olhos. Emery iria visitá-la na outra semana. Seria bem engraçado observar as reações de seu marido quando realmente ver como é o comportamento de Emery quando ele não tem que manter formalidades.

***

Poucos minutos depois o carro parou em frente a uma casa, ou melhor, mansão que fez Charlie realmente pensar se Seth não era um adivinho e olhou o subconsciente dela para saber do que ela gostava.

A mansão era de pedra rústica, com várias jasmins azuis caindo em cachos pela parte coberta da garagem.

A casa ficava num condomínio fechado por isso nem cerca a mansão tinha. Não era como se muitas pessoas passassem por um dos lugares mais prestigiados de Boston.

— É lindo — ela disse maravilhada.

Seth pigarreou quando percebeu que estava encarando Charlie e não a casa.

— Sim, é — ele assentiu meio sem graça.

O casal entrou e logo vieram duas empregadas ajudarem com as bagagens.

Elas se apresentaram à Charlotte como Lynda e Violet. Ambas eram bem mais velhas que Charlotte – deveriam ter uns trinta anos – e as duas eram morenas. Entretanto, Violet tinha um rosto mais arredondado que Lynda e era um pouco mais alta.

As empregadas começaram a subir as malas para os quartos enquanto Charlotte e Seth se separaram, cada um indo para um lugar da casa.

Charlie percorreu toda a casa e logo descobriu que tinha um quarto sobressalente. Ela decidiu que iria fazer seu ateliê bem ali e ninguém a impediria.

Os cômodos eram relativamente espaçosos, por isso ela sabia que daria certo o ateliê no cômodo ao lado do porão.

A cozinha tinha uma pequenina dispensa e uma porta que levava direto ao jardim. A jovem adentrou no enorme quintal que tinha atrás da casa e começou a fazer planos paisagísticos.

Enquanto isso, Seth estava perdido em seus pensamentos.

Ele nem conseguia ler direito os e-mails, seu pai queria saber quando iria ser a reunião com o pessoal de Milão e Chad queria visitar ele e Charlie, mas Seth ignorou todas as mensagens e sentou-se na cama.

Será que ele conseguiria dessa vez pedir desculpas normalmente? Não era comum para ele, então ele não sabia ao certo o que fazer.

Decidindo que seria melhor tentar antes que Charlotte ocupasse todos os seus pensamentos – mal ele sabia que isso já estava acontecendo – e desceu as escadas com um pedido de desculpas na ponta da língua.

Ele encontrou a jovem observando atentamente o jardim. Ele tinha pedido para o jardineiro deixar a grama baixa e o solo fértil o suficiente para plantas o que quer que Charlotte quisesse.

Charlie estava pensando em plantar algumas ervas como hortelã e alecrim de um lado e do outro lado do terreno plantar alguns tipos diferentes de flores, ela teria que pesquisar melhor quais seriam melhores para o clima de Boston.

Seth se aproximou e Charlotte, ao ouvir seus passos, se virou deixando seus planejamentos do jardim se dissiparem por enquanto.

— Meu pai me ligou — ela disse antes que ele tivesse tempo de abrir a boca. — Ele disse que essa semana ainda as últimas papeladas serão resolvidas e que a empresa passará para o seu nome — ela não tinha quaisquer emoções em sua voz.

Seth se perguntou se ela realmente tinha desistido de comandar a empresa. Ele decidiu perguntar.

— Você... hum... quer dirigir a empresa comigo?

Charlie suspirou.

— Para ser bem franca, a ideia não me tenta mais — ela olhou para o horizonte como se tivesse pensando em algo sério, e ela estava. — Eu gostaria de fazer o que eu bem entender, sabe? — ela virou-se para ele. — Eu finalmente posso fazer o que quiser sem me preocupar com a aprovação do meu pai, desde que eu fugi... eu me sinto um pouco mais independente e mais livre... quero explorar a minha liberdade fazendo o eu gosto.

Seth deu um sorriso encorajador e assentiu sem dizer nada.

Era agora. Ele tinha que se desculpar.

— Sobre o beijo... — ele começou e logo depois limpou sua garganta. — Eu queria me desculpar. Eu fiz algo extremamente estúpido, algo pelo qual você não queria e nem estava preparada.

— Sim — Charlotte não negou e Seth não queria, pois ele sabia a verdade.

— Então... — ele suspirou. — Me desculpe.

Um curto silêncio prosseguiu até Charlie decidir falar.

— Eu te desculpo — ela disse de uma maneira firme e doce ao mesmo tempo. — Eu apenas quero que saiba que por mais que eu te desculpe, isso significa que eu espero que você mude. Eu vou mudar também — ela prometeu. — Sei que eu tenho meus defeitos e bem nós temos que ficar casados pelo menos durante seis meses para não modificar nada na papelada...

— O quê? — Seth perguntou confuso.

— Bem — Charlotte disse meio atordoada com o fato dele não saber. — O contrato. Ah, você não deve ter recebido o e-mail do advogado. Nós precisamos só continuar com o nosso matrimônio durante seis meses para não modificar nada na mudança de direção da empresa e na divisão de bens. Depois de seis meses, nós podemos nos separar e vivermos nossas vidas como bem entendemos.

Notas finais
Bem, é isso. Eu sei que não teve MUITAS EMOÇÕES nesse capítulo (tirando o final), mas estamos no meio de uma transição, então não tem jeito, prometo que vai ficar melhor e vai ter mais comédia =P Enfim, próximo capítulo só vai sair quando eu terminar minha fic KC2 e será logo, prometo!! Comentem, favoritem ou recomendem! Byebye