Forccinari

4 O Trem e a Van


No dia seguinte,

Thâmara e Arthur andaram até uma rua deserta onde um homem com uma capa cor de púrpura os esperava, cumprimentou Thâmara de forma calorosa e apertou a mão de Arthur num tom igual caloroso.

– Estão prontos? Dêem as mãos – Disse o homem de barba rala e que usava uma cartola preta, agarrando a mão de Thâmara.

– Rápido Arthur – Apressou a avó. E o garoto repentinamente segurou com a mão direita uma mão de Thâmara e com a esquerda uma do homem, formando um circulo.

– Agora, nos entregamos ao tempo e ele se entrega ao nosso destino, no local de nossa mente vamos nos localizar, Axé! – Disseram os dois em coro. O território ao redor começou a rodar, e cada vez mais rápido tudo virava uma cor negra até começar a desacelerar e se encontrarem em um local aberto com várias outras pessoas que Arthur reconhecia de vista. Eram bruxos? Com certeza.

Seguiram para uma van comum, totalmente branca, não se parecia com algo digno de uma “Escola de Magia”, foi quando ao entrar, Arthur se deparou com o interior de um trem de ferro, com bancos cor de vinho e paredes de madeira, possuía varias divisões com portas de vidro. Era enorme, de um tamanho que com certeza, não caberia dentro de uma van, aquilo era magia.

Sentou-se sozinho, perto da janela, no lado direito do trem, tinha esperança de que algum outro novato viesse fazer-lhe companhia, gostaria de fazer amigos para ficar mais seguro, sabe-se lá o que podia acontecer.

– Aonde é esta tal escola de Magia e Bruxaria do Brasil? – Gritou lá do fundo um dos novatos que já tinha seu grupo de amigos, que era formado por pessoas que Arthur já sabia que teria problemas.

– Fica perto, chegamos daqui duas horas, sabe? Amazônia.

Um coro de vozes questionando o local da escola veio no momento seguinte.
– Amazônia? Você ainda acha que chegaremos lá hoje? Em um trem? Ou van? O que quer que seja isso?

– HAHAHAH vocês vão ver. – Um grande silêncio se estendeu, quando ao olhar para fora viram grandes colunas de arvores e montanhas se aproximando, estavam realmente indo rápido, já nem se sabia em que lugar se encontravam.