Notas iniciais
Bemm, era para eu ter postado esse cap na quarta. POREM minha beta sumiu do mundo então tive que betar eu mesma, e deu nisso ai.
Bem, dedico este capitulo ao Degel que me deu uma linda recomendação - TE AMO! - E a minha mais nova amiga Mel que insistiu até cansar para eu postar o cap xD
Boa leitura minna o/

Aldebaran havia voltado com o remédio da velha e alguns empregados para ajuda-lo a leva-la de volta ao hospital, porem era tarde. Chamando Kamus, os dois se retiraram da casa e voltaram para o carro. Milo seguia Kamus a todo momento, o ruivo percebeu que ninguém sequer o notava


– Bem, vamos voltar ao hospital, tenho certeza que Shaka vai querer ouvir o que aconteceu com ela – Aldebaran disse com uma pontada de tristeza na voz


– Na verdade, Aldebaran, gostaria que me levasse para casa – Kamus viu a cara que o outro fez – Acho que peguei uma influenza....


– Não pode dizer gripe? – Aldebaran riu, uma risada um pouco menos animada, mas mesmo assim contagiante, o ruivo pode ouvir Milo dando uma leve risada.


Ignorando, olhou pela janela vendo o carro começar a andar


– Senhor Kamus – O fantasma chamou, porem o ruivo ignorou completamente


– Senhor Kamus – Chamou novamente – Senhor Kamus, esta ouvindo? – Milo passou a cutucar o ombro de Kamus – Senhor Kamus?


– O que é?! – Gritou o médico ruivo, fazendo o brasileiro se assustar


– Errr... Kamus? – Aldebaran chamou confuso


– D-Desculpe, Deba, pode me deixar aqui mesmo – Kamus disse abrindo a porta, o carro estava parado no semáforo


– Aqui? Meia cidade longe da sua casa?

– É... Eu preciso tomar um pouco de ar mesmo. Avise todos que não irei trabalhar hoje, creio que Shion não se importará muito já que estou com alguns dias de férias atrasadas. Adeus Deba, obrigado – Kamus então saiu do carro sendo seguido por Milo que atravessou a porta do carro.


Sozinho, Aldebaran dava um largo sorriso


– Kamus, não sei o que aconteceu, e parece que nem você sabe, mas você esta feliz. Inconscientemente você me chamou pelo meu apelido, mesmo dizendo que é idiotice dar apelido aos outros


–x-


– Senhor Kamus! Me espere! – Milo pedia enquanto corria atrás do mais velho


– Pare de me seguir! – Kamus falou baixo para não chamar a atenção das pessoas, porém sabia que Milo ouviria


– Não vou parar te segui-lo! Se eu morri e somente você pode me ver, há um motivo para isso!


Kamus entrou em um beco, Milo o seguiu mesmo com uma sensação estranha


– Senhor Kamus, acho melhor voltarmos para a rua principal, tenho um mal pressentimento sobre isso


– Não se preocupe, isto é somente um atalho. – Kamus falou – Quando sairmos vamos entrar em um parque, de lá pegamos o metro, depois dois ônibus e chegamos na minha casa


– Se o senhor diz...


5 minutos depois, os dois saíram do beco e, como Kamus havia dito, saíram em um belo parque com imensas árvores frutíferas que davam sombra a bancos e, no centro do pequeno parque, havia um lago onde nadavam peixes e cisnes.


A beleza do parque era tanta que, se você não olhasse para cima para ver os imensos prédios que o cercavam, acharia que havia chegado aos Elíseos


– Que lindo... – O pequeno fantasma se maravilhou


– Minha mãe me trazia aqui antes de... – Kamus não completou a frase, ele não queria – Antes esse parque era mais cheio de gente


– Bem, deve ser porque hoje é dia de semana, as pessoas devem estar trabalhando – Milo sugeriu, havia percebido que o ruivo não havia completado a frase, mas sentia que seria melhor não insistir no assunto


– Tem razão. Bem, vamos ate o metro, quero chegar logo em casa. Assim que sairmos do parque, iremos encontrar a entrada do metro, não deve demorar mais que 6 minutos



Os dois andaram durante um tempo, o parque realmente estava vazio, porem quando chegaram mais perto do lado, viram que um homem dava comida aos peixes



O homem de enormes cabelos lavanda olhou para eles de uma forma reconfortante


– Estive esperando-os – Ele falou se aproximando dos dois – Me chamo Mu. Me falaram que iriam vir aqui – Mu então se aproximou de Milo – Você é a alma que esta tentando conceder seu último desejo? Prazer em conhece-lo


– Você consegue... Me ver?! – Perguntou o loiro espantado


– Consigo – Respondeu ele sorrindo de uma forma amigável, se virou para Kamus – E você deve ser o homem que esta o ajudando


– Me chamo Kamus – Se apresentou o ruivo – E de certa forma, sim, eu estou o ajudando. Porem não por querer ajuda-lo, e sim por quer ver ele ir embora logo para voltar a minha vida normal


Milo se sentiu um pouco incomodado, mas sabia que era verdade


– Não fale isso, Kamus, se você tem esse maravilhoso dom de ajudar aqueles que já não fazem mais parte desse mundo, há uma razão – Censurou-lhe Mu


– Se essa razão fazer tudo voltar ao normal, então não tenho outra escolha. Mas afinal quem é você?


– Eu? Sou alguém que veio ajuda-los. Como você, Kamus, tenho o estranho poder de ver coisas que as outras pessoas não vêem. Porem ao contrario de você, eu não posso toca-las, chama-las ou coisas assim, eu as sinto... Sou um tipo de médium.


– Ótimo, então você veio busca-lo para mandar para o outro mundo? – Perguntou esperançoso, Kamus

– Não – Respondeu Mu – Se Milo escolheu você para ajuda-lo, então não serei eu que irei impedi-lo. Mas irei ajuda-lo, Kamus


– Como? – Perguntou Milo


– Por que não falamos disso enquanto vamos ate a estação? Vocês vieram aqui para isso, não é?


Os dois concordaram e voltaram a andar calmamente ate a estação


– Mu, como você sabia que agente iria vir para cá? – Perguntou o loiro


– Uma senhora chamada Penélope falou comigo enquanto eu estava almoçando, ela me falou onde vocês estavam e eu vim – Respondeu ele


– Penélope? – Kamus estranhou – Mas ela...


– Esta morta, eu sei – Mu respondeu – Bem, então Milo, de onde você vem?


– Eu não sei, não me lembro de nada – Respondeu o loiro


– Entendo... – O ariano pensou por alguns instantes – Você esta aqui para realizar seu último desejo, então?


O médico franziu as sobrancelhas


– Que desejo? Penélope havia falado algo assim, mas o que é isso afinal?


– Bem, algumas pessoas que morrem antes de completarem algo que sua alma quer mais que tudo, voltam em forma de fantasma e escolhem alguém ou algum lugar para ficarem enquanto não o realizam


– Mas se ele não se lembra nem de onde é, vai se lembrar qual é esse desejo ai? – O ruivo indagou


Os três entraram na estação e foram ate a plataforma quando Mu retomou o assunto


– Você se lembra de algo Milo? A menor das coisas pode ser de vital importância


– Bem... – O fantasminha pensou por alguns instantes – Eu me lembro de um lugar, mas sequer sei onde ele fica


– Esse é o começo – O ariano sorria gentil, se virou para o médico. – É desse lugar que ele se lembra que você vai começar sua busca, Kamus.


O trem havia chegado, as pessoas entravam mas os três nem sequer se mexem do local onde estão. Milo em especial já que as pessoas passavam através dele


– Não tenho outra escolha, ou tenho? – Indagou o ruivo irônico


– Exato, não tem. É melhor entrarem ou vão ficar aqui


O médico e o fantasma obedeceram e entraram no trem, porem o ariano não saiu do lugar. As portas lentamente foram se fechando, mas Kamus pode ouvir um último aviso de seu novo amigo


– Lembre-se, meu caro, não se da para amar algo que não mais faz parte desse mundo


Sem entender, o medico nada falou, apenas viu a porta se fechar e a estação se distanciar aos poucos ate nada mais dela ser visível.



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Notas finais
Eu vou viajar, enton o cap vai demorar um pouco. Para os que leem a fic Meu anjo de asas quebradas, non eu non esqueci dela, somente estou com alguns problemas para terminar, logo a postarei
Até a proxima e me desejem boa sorte para segunda, eu volto para a escola o/
Kisus :3