Forbidden Love

3 Aproveitando o momento/Enjoying the moment


Notas iniciais
Desculpem a demora, estou em semana de provas. Espero que gostem.

Acordo viro pro lado e minha tia não está na cama. É domingo de manhã, não que isso fosse fazer alguma diferença. Escuto um radio ligado, deve ser meu avô é a primeira coisa que ele faz quando acorda ligar o radio e vai tomar banho. Espreguiço-me e saio rastejando pela cama que nem uma lagartixa na velhice. Olho-me no espelho, pois não quero que Vitor me veja toda descabelada. Para minha sorte Vitor está na sala e não pode me ver, a menos que eu vá até ele. Vou ate o quarto onde minha mãe dormiu e pego minha escova de dente, toalha e minhas roupas. Dou bom dia a minha avó e entro no banheiro. Começo a me despir. Olho-me no espelho como de costume e vou para de baixo do chuveiro. Passo sabonete, escovo os dentes e depois retiro o sabonete do corpo, me enxugo e me visto. Ponho um short jeans e uma blusa verde colada no corpo. Procuro algo para comer, mas não estou com muita fome, então pego apenas um pão e passo manteiga e vou pra sala. Como sempre Vitor está no vicio (facebook). Sorrio para ele e ele mim manda um beijo.

– Bom dia vô- falo

– Bom dia – meu avô responde alegremente.

– Oi moço? – falo com Vitor que agora retoma sua atenção para mim.

– Oi moça, tudo bem? – Vitor.

– Unrum. – respondo e volto minha atenção para meu café da manhã.

O dia segue normalmente, almoçamos lavo e guardo a louça, depois vou para a sala, sento perto de Vitor e chamo-o pra ir a orla ele concorda e eu vou falar com a minha mãe pedindo permissão. Ela deixa. A orla é em frente a casa da minha avó mas a gente vai até a ponte, um pouco longe da vista deles, por que é o que nós queremos, um pouco de privacidade. Chegamos à ponte, é o lugar perfeito pra qualquer casal que queira fica a sós, digamos que é o ponto dos casais. Toda vez que vamos lá tem sempre alguns casais se agarrando ou apenas conversando. Fomos ate o final, não é uma ponte completa, daquelas que ligam ate outra cidade. Ficamos em pé olhando um pra o outro, o vento deu um toque especial no que tava rolando. Comi mais cabelo do que o pão do café da manhã.

–Mim dá um beijo? – falei com aquela cara de cachorro sem dono.

– Não sou eu quem te devo alguma coisa. – ele me fala, fazendo-me lembrar da aposta que fizemos quando tava acontecendo o campeonato regional.

– Uii, essa doeu- sorriu lembrando-me da aposta.

– Isso mesmo – ele fala brincando – e então? Vai ficar ai parada? – ele me olha e eu faço charminho.

– Não sei do que está falando- dou alguns beijos no pescoço dele, e o vejo fechar os olhos.

–Era só isso? – Vitor me pergunta.

– Achou que eu fosse te beijar? – falo sorrindo.

– Venha logo – ele me fala meio que bravo, e isso me deixa excitada.

–Aii. – falo com aquela voz safada.

Dou beijos em seu pescoço, e mordo sua orelha, ele apóia sua perna em um degrau fazendo com que eu ficasse meio sentada na mesma. Ele me abraça forte, ele deve achar que eu vou fugir só pode, mas sinceramente é o melhor abraço de todos, eu poderia ficar o tempo todo nele. Eu agarro seu cabelo e puxo de leve, ele me aperta ainda mais, e põe sua mão por dentro da minha blusa, (ainda bem que não tinha ninguém). Nós nos beijamos ainda mais. Ele desce sua mão até meu short, e apertou minha bunda. Aquilo meio que me deu uma acordada, eu puxei mais seu cabelo como se fosse um sinal pra seguir. Puxei seu lábio inferior e o mordi de leve. Abri meus olhos e vi ele revirando os seus, essa é a parte que mais me deixa excitada. Paramos um pouco pra respirar, deite minha cabeça no seu ombro, senti imediatamente uma calmaria. Ninguém poderá me machucar enquanto eu estiver aqui. Segurei seu queixo e depositei um beijo em sua boca. Ele me deu beijos de esquimó. Eu sorri, porque esses beijos me fazem sorrir.

Voltamos a nos beijar intensamente, queria que o tempo parasse naquele momento. Paramos para recuperar o fôlego.

– Vamos sentar e tirar as fotos. – ele fala, ainda com as mão em minha cintura.

– Ahn? – falo meio confusa, acho que o beijo dele me deixou meio atordoada. – A é as fotos. É mesmo. Vamos antes que minha mãe pergunte por elas, quando chegarmos lá.

Ele pega o celular, e nos sentamos. Fazemos poses, ele me abraça e olhamos para a câmera. Eu como sempre nunca gosto da primeira foto que tiro, e apago essa. Meu cabelo já não é tranqüilo, esse vento todo o deixa mais rebelde do que nunca. Tento segurar, mas a foto sai pior que a primeira. Depois de varias tentativas, eu desisto e lhe dou um beijo. Ele me leva mais pra perto dele de modo que eu sinto seu coração. Meu celular toca e nós paramos um pouco. É minha mãe.

– Senhora? – falo

– Carla, painho chegou e está mandando você voltar. – Assim que escuto a palavra “painho” dou um pulo e logo estou de pé em frente a Vitor.

– Certo já to indo. — respondo e desligo.

– Meu pai chegou, vamos logo antes que ele tenha um ataque.

– Vamos — ele responde, e me da um beijo na testa.

Chegamos ao inicio da ponte e eu me lembro de tirar pelo menos uma foto, só pra não reclamarem depois, e me fazerem um interrogatório. E se ela perguntar por que só tem uma foto, eu falarei a verdade. Minha mãe me conhece e sabe como sou com essas coisas de fotos. Tiramos a foto e ela saiu melhor que as outras. Assim que descemos, outro casal toma nosso lugar.

– Por pouco eles não nos expulsam de lá. – fala Vitor apontando para o casal no mesmo lugar onde estávamos há pouco.

– Acho que por pouco mesmo. – respondo e sorriu. Ele pega em minha mão e nós seguimos até a casa dos meus avôs.

Vejo meu pai de longe, e rezo para que ele não fale nada ou brigue comigo.

– Vocês se liguem – meu coração acelera. – o que mais tem por ai, é bandido, não quero vocês por ai andando sozinhos.

– Mas tinha varias pessoas lá. – falo confusa com seu comentário. Porque sei que não era o que ele queria dizer.

– Exatamente. Varias pessoas e no meio poderia ter um bandido.

– Certo. – chamo Vitor e entro.

...

– Niiiiiiiiiiick – Nick é meu gato que não vejo a um dia, sim, um dia e já to nessa saudade toda. Ele me olha e eu o pego e abraço. – Menino lindo, mamãe tava com saudades. – Vitor me olha e sorri. – me sinto uma boba. Solte ele e vou a cozinha.

– Quer água? – pergunto a Vitor.

– Não, obrigada.

Chego na cozinha e encontro minha mãe e minha tia conversando. Pego o copo e ponho água.

– Painho falou alguma coisa? – pergunto já sabendo da resposta.

– Claro que sim, ele disse que estou acobertando vocês. – ela responde meio irritada.

As vezes me pergunto o que meu pai tem na cabeça, ele acha mesmo que nós vamos transar na rua? Ainda mais pelo dia? Em um lugar que vive cheio de gente? Santo Deus, ele no gira bem das idéias.

– Nossa o que ele acha que a gente tava fazendo? – respondo e faço cara feia.

– Não sei, seu pai é cismado. — ela responde e eu dou de ombros.

Vou para sala, e me sento ao lado de Vitor.

– Vamos tirar foto? Aquelas ficaram uma droga. – pergunto.

– Ok. Só você pra me fazer tirar fotos. – Vitor odeia tirar fotos, diferente de mim. Ele pega o celular e nós tiramos uma. Olhe e não gosto, mas não apago. Vitor gostou da foto. Tiramos outras e então resolvo chamar minha irmã.

– Camilaaaaa.

– Oi! – responde.

– Tira aqui algumas fotos nossa. – ela vem toda animada, ela ama tirar fotos principalmente nossas. Ela até diz o jeito que devemos tirar. Faz isso, faz aquilo... Ela segue como se fosse uma fotografa

– Te amo!- falo olhando pra ele, mas desvio o olhar.

– Te amo também. – ele fala sorrindo e eu devolvo o sorriso.

Ficamos nos olhando, quando minha irmã fala:

– Carla fica assim olhando pra ele, vou tirar uma foto.

Obedeci, eu ainda não tinha visto nenhuma foto que tiramos. . Depois de tirar varias fotos. Faço uma montagem e posto. Vitor vai para casa amanhã e queria que o dia passasse devagar.

Vitor deita sua cabeça em minha perna, eu mexo em seu cabelo e ele meio que dá uma cochilada. Amo bagunçar seu cabelo. Dou um beijo em sua bochecha, ele abre os olhos e passa sua mão por minha nuca a segurando fazendo com que nossos lábios se toquem e eu me perca mais uma vez em meus pensamentos. Ficamos daquele jeito por um bom tempo, eu acariciando seus cabelos e ele segurando minha outra mão. É uma sensação ótima, todo mundo deveria se permitir sentir isso uma única vez que fosse. Se sentir segura ao lado de outra pessoa, sentir como se nada pode-se te machucar é uma coisa muito mágica. Vitor se levanta, fazendo-me sair dos meus pensamentos. Eu olho para ele com uma cara de “porque saiu?”, ele sorri divertido. Já que ele saiu, decido deitar minha cabeça em sua perna. Deito e fico olhando pra ele, ele passa seu braço por cima de mim, e com o outro ele mexe em meus cabelos, na verdade ele ta destruindo meu cabelo, fazendo com que ele fique mais rebelde que o normal, ele se diverte com a brincadeira. Depois ele o arruma e começa a seção cafuné que eu amo, tenho vontade de dormir, mas apenas fecho os olhos e aproveito. Quando os abro percebo que Vitor não para de me olhar, fico envergonhada e o beijo. Dou um selinho nele, seguro em sua nuca e o puxo mais pra baixo, estou um pouco em desvantagem, mas sou um jeito e consigo fazer o que quero. Espalho beijos por seu rosto, mordo sua orelha e solto minha respiração na mesma, o fazendo arrepiar. Finalmente o beijo e quando vejo que ele está totalmente envolvido paro e o deixo querendo mais. Dou um sorrisinho malicioso e olho em seus olhos, me perco naquele verde piscina de seus olhos e eu mesma não resisto e o beijo novamente. Ele faz o mesmo e me deixa na vontade. Ele sabe como aqueles sorrisos no meio do beijo me deixam mole. Paramos um pouco e ele retoma sua atenção para os meus cabelos e eu seguro sua mão. Ponho sua mão mais perto de minha boca e mordo seu dedo polegar, logo me lembro do que fiz ontem com seu membro e paro envergonhada mesmo sem ter certeza se ele percebeu alguma coisa. Ele pega minha mão e beija.

– Que mão fofa – ele me diz

– Hum, ta chamando minha mão de gorda? – respondo fingindo está com raiva.

– Não, apenas disse que ela é fofa.

– Hum.

– Te amo! – ele me fala

– Te amo! – respondo. Quando não temos assunto falamos isso, não pra puxar um assunto, mas sim por que sentimos que temos que falar. No inicio eu e Vitor não conseguíamos dizer isso sem desviar o olhar ou então sem rir. Com o passar do tempo começamos a falar sem problema. Até consigo falar olhando diretamente naqueles olhos lindos que me fazem perder o fôlego. Quando percebo já está de noite, as pessoas normais (o que não é o nosso caso) estão agora indo para o show que esta tendo perto de onde estávamos hoje mais cedo. Minha tia e minha mãe fazem parte desse “grupo de pessoas normais” e estão indo também. Mas não antes de um aviso:

– Cuidado estão ouvindo? – ela fala balançando e apontando o dedo indicador para nós dois. – volto daqui a pouco.

– Ok mãe. – respondo sorrindo.

Não ficamos totalmente só, apesar de a casa ser grande e o quarto dos meus avos serem nos fundos, ainda tinha a minha irmã e meu avô ainda estava na porta, como de costume. Minha irmã estava no quarto ao lado da sala, então tecnicamente nós estávamos a sós.

Notas finais
E então, o que acharam? Comentem por favor.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.