Forbidden Love
15 Jantar - Parte 2
Notas iniciais
♥
POV Kol
Rebekah ficou falando desse Percy na minha cabeça durante três meses! Tem ideia do o que `e isso, primeiro, tenho que ficar com meus irmãos porque seria mais seguro para nós três, segundo, Bekah não parava de falar desse garoto na minha cabeça, terceiro, Elijah inventa um jantar com os Salvatore, a duplicata, o tal de Percy que estava na cidade, a prima dele e uma garota.
Damon e a prima do Percy, Thalia, já haviam chegado. Damon longe daquela duplicata era diferente, ele não era aquele escravo, mas parece que a Thalia mexe com ele, ela tanto mexe com ele quanto da tirada. Eu e ela nos unimos para dar tiradas no Salvatore.
Depois de quinze minutos nos divertindo, todos nós ouvimos o barulho de um carro se aproximando e fomos recebe-los, Thalia, Rebekah e Katherine estava se dando bem, por mais que a ultima consegue ser mais vadia que a minha irmã, mas eu sou o único que pode chama-la assim.
Katherine ficou dentro da casa, enquanto íamos para a porta, a duplicata estava na frente junto com o Salvatore mais novo, atrás deles tinha um garoto moreno de olhos verdes, deve ser o Percy, atrás dele tinha uma garota que não dava para ver direito porque ele estava na frente.
Quando eles chegaram na porta, pude ve-la, ela era realmente muito bonita, cachos loiros molhados porque deveria ter acabado de sair do banho, tinha olhos cinzas como um céu nublado, ela estava com um vestido cinza escuro que a deixava mais linda com um cinto rosa que dava um contraste na roupa. Agora `e que reparei, ela e Thalia eram as únicas humanas aqui.
— Percy esses são meus irmãos- disse Bekah animada- Esse `e Elijah- apontou para meu irmão- E este `e Kol, meu irmão mais novo, a pessoa que faz minha vida um inferno divertido- revirei os olhos, eu adorava irrita-la, mas eu sempre fazia ela rir no final.
— Kol, Elijah, esse `e Percy Jackson de quem eu tinha falado!- ela nos apresentou.- E essa `e Annabeth Chase, a namorada dele- falou.
Ela tinha namorado? Fiquei um pouco decepcionado, mas tratei de tirar esse sentimento de dentro de mim, não podia sentir algo do gênero. Ter afeto por alguém mais fraco sempre foi a maior fraqueza de um vampiro, e nesse momento, o que eu menos preciso `e de uma fraqueza.
— Ex-namorada – ela falou, ela tinha uma voz encantadora, era como se ela cantasse enquanto falava.
“Kol Mikaelson pare nesse momento de pensar sobre algo bom nessa garota!”, “ Va se foder razão!”, então ela estava solteira. Quando sai de meus pensamentos, vi minha irmã e Thalia batendo/dando choques no Percy, comecei a rir, e eu não fui o único, sendo que todos estavam rindo exceto ele, minha irmã e Thalia, a risada da Annabeth era linda.
— Vamos entrar- falou meu irmão, e começou a falar mais umas coisas, comecei a ignorar tudo que falavam, já que não era comigo.
Nos sentamos `a mesa junto com Katherine, todos riam e comiam, olhei para Annabeth, ela estava tão dispersa quanto eu. Fiquei a observando enquanto comia, `e claro que eu disfarçava quando ela olhava, o que acontecia com frequência, e ela acabava corando. Senti algo atravessando meu peito, era uma faca de corta bife.
— Kol eu estou te chamando faz tempo, e você não me escuta!- falou Bekah irritada.
— Mas não precisava jogar uma faca em mim, e você sabe que a blusa `e nova!- falei indignado, tirei a faca que estava cheia de sangue e senti o macucado se cicatrizar, Annabeth nos olhava com os olhos cinzas arregalados.
— Foi uma vingança pelo meu sapato de diamantes!- ela falou feliz, mas que sapato de diamantes? Eu não sabia da existência dele.
— Rebekah, acho que fomos nós lá na pensão na noite do baile da sua mãe- disse Damon- Sabe, quando nós estávamos...
— Pelo amor dos deuses Damon! Poupe-me desse tipo de conversa, sou uma Caçadora de Ártemis!- disse Thalia indignada, rimos.
— Então...- disse Bekah se levantando e foi até Damon e rasgou a camiseta dele. Rimos ainda mais e ele olhava minha irmã incrédulo.
— Damon, meu quarto `e lá em cima terceira porta a direita, pega uma camiseta, porque tenho certeza que não vai querer usar um dos ternos do Elijah- falei rindo.
— Algo contra meus ternos irmão?- perguntou Elijah sério.
— Tenho muita coisa contra eles sim!- falei como se estivesse admitindo que roubei uma bala.
— Morre Kol- falou e colocou um pouco de macarrão na boca. Damon saiu e foi colocar uma camiseta minha.
— Não posso morrer irmão!- falei abrindo um sorriso de lado.
Annabeth me olhava mordendo o lábio inferior, alarguei meu sorriso, ela corou e encarou o próprio prato. Damon chegou por trás da Thalia que conversava com Katherine, Rebekah e Elena. Ele deu uma mordida na orelha dela, ouvi um raio cortar o céu quando ela deu um pulo.
— Damon!- ela gritou.- Quer me matar de susto?
— Só se você voltar como vampira!- ele disse abrindo um sorriso de lado para ela, por acaso fui só eu que vi um duplo sentido nessa frase?
— Morre!
— Já estou morto- falou.
— Você entendeu!- ela falou e voltou a conversar com as meninas e ele voltou a falar com meu irmão e Percy.
Eu e Annabeth nos olhamos e apontei com a cabeça a varanda, e acho que ela entendeu e foi para lá, sai da mesa tendo certeza que não notariam nossa saída de tão concentrados em suas conversas. Ela estava observando o céu quando me aproximava.
— São lindas, não?-perguntei chegando mais perto.
— As estrelas?- perguntou e eu assenti- São lindas, pena que a poluição cobre mais do que a metade delas.- falou triste.
— Apenas para a visão dos humanos- falei já que os vampiros e lobisomens davam conta de ver todas as possíveis de se ver.
— E semideuses- completou.
— Você `e filha de que deus?- perguntei interessado, não tenho culpa se sou curioso.
— Atena, a deusa da sabedoria e estratégias de guerra- falou sorrindo.
— Você deve ter orgulho de ser filha dela- falei andando para ficar do seu lado, ela sorriu.
— Sim, eu tenho muito orgulho de ser filha dela- ela disse com alegria na voz.
— Conte me sobre sua família Annabeth- pedi gentilmente, não sei de onde achei tanta gentileza em mim, mas estava sendo automático com ela, como se eu não tivesse controle sobre meus atos, ela suspirou.
— Meu pai mora em Nova York com minha madrasta e meus meio irmãos, meio diabos- falou e eu ri.- Também tem meus meio irmãos por parte de mãe, esses são legais, passo o verão com eles no Acampamento Meio-Sangue. E sobre sua família, Kol?- perguntou com os olhos cinza brilhando de curiosidade, ve-la desse jeito era tão bonito que resolvi contar.
— Se importa de nos sentarmos na grama, porque a historia vai ser longa!- falei e nos sentamos/deitamos na grama.- Por onde eu começo?
— Pelo começo, `e claro!- ela disse e nós rimos.
— Minha família, era uma família feliz, era minha mãe Esther, meu pai Mikael, meus irmãos Finn, Nicklaus, Elijah, Rebekah, eu e Henrik, até a morte dele por causa de lobisomens. Minha mãe era uma bruxa, inconformada com a morte de Henrik, ela pediu ajuda do Outro lado para fazer com que vivêssemos para sempre. Ela fez um feitiço e colocou algo no vinho que bebemos na noite de nossa morte, era sangue, depois de bebermos o vinho, meu pai nos matou enfiando uma espada em nossos corações- falei encarando seus olhos cinzas.
— Que crueldade!- ela falou incrédula com a historia.
— E tem mais, quando acordamos, fomos forçados a beber sangue humano, a única coisa que podia nos matar era a madeira de uma `arvore que nós queimamos. Meu pai descobriu que Klaus não era filho dele e matou o amante de minha mãe, e durante muito tempo achamos que tinha sido ele que tinha matado nossa mãe, mas na verdade foi Klaus, por que ela jogou uma maldição nele, por ele ser vampiro e lobisomem. Ela prendeu a parte lobo dele com a maldição.- continuei.
— E eu reclamo da minha madrasta, dos meus irmãos, e de quase morrer em missões, sendo que você já morreu! E creio que não deve ser legal...- falou espantada com a minha família.
— Depois disso Klaus, Rebekah e Elijah foram por um lado e eu e Finn por outro, até Klaus começar a nos caçar, Finn se apaixonou por uma mulher e a transformou. Nós ficamos fugindo durante um tempo, existe uma arma que pode nos matar se ela for colocada em nossos corações e continuar lá, se tira-la nós acordamos, ele conseguiu pegar Finn e o “matou”. Sage e eu conseguimos fugir, cada um foi por um lado. Passei mais 800 anos fugindo até ele me achar e me “matar”- continuei me lembrando daquele dia horrível.
— Que horror!
— Não foi você que passou 100 anos morta. Acordei ano passado, junto com Finn, Rebekah e Elijah, que Klaus matava e acordava o tempo todo. E de alguma forma minha mãe voltou a vida, e tentou nos matar duas vezes.
— Credo!
— Agora Finn realmente morreu, junto com a linhagem dele, minha mãe também, e a bruxa amiga da Elena fez algum feitiço para manter Klaus vivo- acabei de contar, minha trágica historia.
— Uaau, sua historia `e mais trágica do que a do Percy e da Thalia juntos- falou.
Não consegui aguentar mais, cheguei mais perto dela e a beijei, ela pareceu surpresa no inicio, mas depois retribuiu. A boca dela era doce como um morango, o beijo era calmo, mas começou a ficar mais urgente, e ela precisava de ar, então separei nossos lábios e voltei a deitar na grama, e ficamos nos encarando durante não sei quanto tempo sorrindo
Notas finais
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