Fora de seu tempo?

2 Me “re”-adaptando ao “novo” mundo.


Notas iniciais
Agora a história começa...

Acordo novamente na mesma cama de antes. Ao meu lado está Peggy Carter. Continuo aflito para entender como isso tudo está acontecendo. Sento-me na cama e Peggy me pergunta se estou me sentindo melhor. Digo que sim, afinal preciso manter a calma para entender tudo que está acontecendo. Ela me conta que após a minha queda no Atlântico Norte a bordo no avião da Hidra, o exército americano iniciou as buscas e após dez dias fui encontrado desacordado, quase congelado. Fui trazido para cá e após alguns exames constataram que eu estava bem fisicamente, mas por algum motivo continuava em coma. E após mais dez dias em coma, acordei hoje desorientado. Ela me conta tudo com brilho nos olhos, visivelmente feliz por ver que estou bem e vivo... Não posso negar, ver Peggy jovem, ali do meu lado, me faz lembrar de tudo que já senti por ela... Sharon tem que me perdoar, mas não viver essa loucura será muito difícil... Peggy para de falar... Nos olhamos... Num gesto impensado, passo minhas mãos pelo seu pescoço e nos beijamos apaixonadamente... Depois, ambos com lágrimas nos olhos, nos abraçamos com carinho e choramos juntos a alegria do nosso reencontro.

Nos primeiros dias o Coronel Chester Phillips prefere que fique internado na Academia para mais exames. Após três dias de internação, testes e exames, sou liberado para passear. Peggy sempre me faz companhia e combinamos que no próximo sábado, com algumas semanas de atraso, iremos finalmente dançar no Stork Club. Mas eu lembro a ela: “Ainda não sei dançar”... Rimos e curtimos esse novo momento.

No sábado, às 20h em ponto, apareço na porta do Stork Club vestindo o melhor smoking da época. Peggy chega poucos minutos depois, vestindo um lindo vestido vermelho que valoriza todas as curvas de seu corpo. Observo-a por alguns segundos... Linda... O mundo poderia parar naquele instante. Poderia largar toda a minha vida de heroísmo para viver ao lado daquela mulher.

Dentro do Club a festa é animada e logo a banda começa a tocar músicas românticas. Nos dirigimos para o centro da pista e finjo realmente ainda não saber dançar. Ela me ensina com toda paciência do mundo e esqueço por algumas horas de tudo que está acontecendo. Ao fim da noite, Peggy me convida para ir até sua casa e lá vivenciamos a nossa primeira noite de amor.

No decorrer da semana o Coronel Phillips convoca uma reunião comigo, quer me falar sobre a morte do meu amigo Buck Barnes. Ele diz que o exército fez tudo que podia para encontrar o corpo, mas foi impossível. Eu sei que nesse momento Buck já foi encontrado pelos Soviéticos e o programa do Soldado Invernal deve estar sendo iniciado, mas não posso falar sobre isso com o Coronel Phillips. Esse é um assunto que terei que resolver sozinho, em breve.

No dia seguinte, sou convocado para uma viagem a Londres, para uma última reunião com os Invasores. Chegando na mansão Falsworth, atual sede dos Invasores, sou recebido pelos amigos: Jim Hammond, o Tocha Humana Original; Thomas Raymond, o Centelha; James Montgomery, o Union Jack; e Namor, o Príncipe de Atlântida. Após muitos cumprimentos, conversas, alegria por verem que estou vivo e tristeza pela morte de Buck; sentamos para definir o futuro do grupo. Namor precisa voltar para Atlântida e é o primeiro a dizer que não poderia seguir com o grupo. Eu preciso descobrir tudo que está acontecendo e sou o segundo a sair da equipe, dando alguma desculpa pensada na hora. Os outros três, decidem incluir Spitfire a equipe, e resolvem continuar agindo em prol dos interesses da Inglaterra e EUA.

Voltando aos EUA, reencontro a Agente Carter e penso em contar-lhe tudo, mas fico com receio de como pode ser sua reação. Sem ter onde ficar, ela me convida para morar em sua casa, oferta que aceito na hora. Apesar da estranheza de tudo que vem ocorrendo, voltar a viver no meu tempo está sendo bom demais...

Notas finais
Críticas? Sugestões? Ideias para a histórias? Fiquem a vontade para comentar! E obrigado pela leitura!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.