Fora Dos Padrões
1 Um dia normal
Alexia se levantava lentamente da cama fuleira de um hotel barato , sentada na cama ela se curvou estalando a coluna. O que pra muitos era uma cama deplorável , pra ela era como dormir em pedaços fofos de nuvens , já que dormir já era um luxo pra ela.
Ela olhou pra relógio no criado mudo de madeira velha do lado da cama. Exatas 10:10 , ela se colocou de pé e foi até uma mala verde escura no canto do quarto e guardou suas coisas que estavam espalhadas pelo minúsculo quarto. Apenas passou a mão nos cabelos loiros embaraçados , enquanto se observava em um espelho manchado e saiu do quarto , apenas com a mala verde na mão.
O recepcionista do hotel olhou Alexia dos pés a cabeça , “ Como uma moça tão bonita pode se vestir deste jeito?” – pensou ele.Ela o entregou um cartão de credito.
- Já vai senhora? – ele perguntou de forma agradável
- Sim , já fiquei tempo demais aqui.
- Não foram nem 4 dias senhora...- Ela empurrou o cartão de credito pelo balcão até mais perto do recepcionista.
- Eu estou com pressa – ela o interrompeu
- Sim senhora – ele pegou o cartão e efetuou o pagamento.
Alexia viu um jornal no balcão , com uma manchete enorme na capa “ Mortes estranhas continuam acontecendo nos arredores de Arkansas.” Ela puxou o jornal para mais perto dela para poder ler o resto da matéria.
- Seu cartão senhora – ele entregou o cartão a ela.
- Posso ficar com isso ? – Ela sacudiu o jornal.
- Claro. – ele sorriu
- Obrigada – ela pegou o jornal e saiu andando
O recepcionista disse algo , devia ter sido um “tchau” , mas ela nem quis escutar , estava diante de um novo caso. Ela tirou uma chave do bolso e um controle de alarme de carro , ela apertou o botão de desativar o alarme e os faróis de um Gol Power 2011 preto piscaram. Ela abriu a porta do lado do motorista e entrou no carro , jogou o jornal no banco do passageiro e ligou o radio , tocava algum dos rocks antigos que Alexia adorava.Ela ligou o carro.
- Arkansas , lá vamos nos ! – E saiu da vaga rápido cantando pneus.
Xxx
Após um longo tempo de viajem , Alexia chegou em Arkansas. Ela não tinha idéia de como começar esta caso , não tinha pistas , ela não sabia com o que estava lidando e o jornal não a deu nenhuma informação útil. Mas ela decidiu começar visitando um hospital local , onde ocorreram mortes de 2 enfermeiros e um paciente , e o que era mais estranho , os corpos estavam desaparecidos.
Alexia se trocou dentro do carro mesmo , colocou uma roupa limpa e elegante , para se parecer no mínimo uma agente decente.
Ela entrou no hospital , e foi direto ao segundo andar. No corredor havia alguns pacientes em cadeiras de rodas. Ela viu um homem grande de jaleco , com uma postura reta e imponente , com um monte de papeis na mão. Definitivamente era um medico , ela foi até ele.
- Bom dia doutor....-ela leu no crachá – Anderson Greenhouse , eu sou a agente Jéssica Memphis – Ela ergueu a mão para complementá-lo – Estou investigando umas mortes....
- Oh sim, trágico... – ele olhou pro chão e depois voltou o olhar para ela. – Mas no que posso ajudá-la agente Memphis ?
- Você conhecia as vitimas ?
- Sim , a cidade não é muito grande então... todos são amigos ou conhecidos – ele deu um meio sorriso.
- Eles eram pacíficos ? tinham inimigos ?
- Sim , Clark e Emily eram ótimos enfermeiros. Creio que não.
- Eles tinham alguma ligação ?
- Pelo que eu sei , só de colegas de trabalho – ele colocou a mão no queixo pensando algo – Se bem que , os dois tinham recebido uma proposta para trabalhar em um hospital grande e renomado.
- Entendo... Alguém poderia ter ficado com inveja ou....
- Deixe me ver seu distintivo agente? – ele a interrompeu.
- Oh , Claro... – Ela tirou do bolso um distintivo falso.
Ele analisou por alguns segundos.
- E como sabem que estão mortos ? Pelo que sei os corpos estão desaparecidos não é ? – ela guardou o distintivo.
- Sim , tem razão. Mas não estou por dentro dessas noticias – ele pareceu incomodado – Se me der licença agente , tenho que cuidar de uma paciente agora – ele disse meio sem graça e deu alguns passos em direção a uma porta.
- Jéssica , pode me chamar apenas de Jéssica. – ela disse um pouco mais alto pra que ele pudesse ouvir.
Ele se virou pra ela sem parar de andar.
- Bom trabalho , Jéssica. – sorriu e entrou em uma sala.
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