For you

9 Regina


Notas iniciais
Boa noite meus queridos. Me desculpem pela demora as coisas estavam corridas e não tive tempo de escrever.

Eu não esperava a visita do irmão da Emma, na verdade estava começando a achar que nunca chegaria a conhecer nenhum deles então quando minha loira chegou em casa acompanhada do irmão e da família fiquei realmente surpresa, mas imensamente feliz. Eu sabia o quanto a aceitação dele foi importante para ela eu sabia que no fundo nosso casamento estava sendo difícil para Emma, e isso me magoava então mesmo que eles fossem chatos eu teria tratado eles com meu melhor comportamento por ela, mas Graham e Ruby eram ótimas pessoas e eu adorei conhece-los.

Ele me lembrava um pouco minha noiva, pude ver pequenas manias que conhecia em minha loira, no irmão dela além de alguns traços familiares na aparência. Ruby era muito simpática e não demorou a começar a falar sobre o casamento e fiquei feliz quando Emma contou que ela seria a madrinha. E o filho dos dois Josh é sem sombra de duvida um fofo, acabei recordando de quando Roland era bebê e confesso que meu relógio biológico que já vinha dando sinais estava cada vez mais me dizendo que a hora de ser mãe havia chegado.

— Eu não acredito que nunca viemos a Boston – Ruby comentou comigo enquanto observávamos Emma e Graham mostrarem os patos para Josh no lago um pouco afastado de onde estávamos – Quer dizer olha esse lugar é lindo.

— Fica mais bonito na primavera, embora goste de vir aqui no inverno também, a neve deixa tudo com um certo charme – estávamos no Jardim Público depois de um passeio pela cidade e alguns pontos turísticos.

— Panejamos vir aqui varias vezes, mas queríamos que Emma contasse primeiro não queríamos faze-la mentir mais e Graham também não faz muito o estilo que gosta de viajar mesmo que seja duas horas de carro. Ele realmente gosta de Storybrooke sabe.

— E você gosta de Storybrooke? – perguntei colocando as mãos dentro do bolso do meu casaco, o tempo estava esfriando um pouco mais agora que estávamos no fim da tarde.

— Storybrooke é meu mundo, eu nasci e cresci lá, o lugar onde todos se conhecem nem que seja de vista, é uma boa cidade sabe é segura as crianças crescem juntas se tornam amigas é totalmente diferente daqui – ela olhou o marido por um momento e suspirou antes de continuar – Ouve um tempo em que Emma e eu falávamos em sair de lá, assistíamos Friends e Sex and the City e falávamos que nos formaríamos e iriamos para Nova York onde a vida é bem mais agitada que Storybrooke, onde quando tivéssemos idade teríamos mais opções pra ir em uma sexta-feira a noite do que o Rabbit Hole, mas não foi bem o que aconteceu eu fico feliz por Emma ter conseguido sair de lá sei que Boston não é Nova York, mas ela pode ser ela mesma aqui e ao mesmo tempo não se afastou tanto da família.

— Eu queria muito que os pais dela tivessem tido outra atitude em relação a nos – falei sincera – Sei o quanto isso magoa a Emma.

— Emma nunca vai admitir, mas ela tem muito do James nela.

— O irmão mais velho? – perguntei confusa e ela confirmou sorrindo.

— Aposto que você já ouviu milhares de reclamações dela a respeito dele, os dois se alfinetão desde pequenos e já vi muitas briguinhas entre eles principalmente por serem parecidos, ambos se preocupam muito com a opinião dos meus sogros, não que Graham não se preocupe, mas Emma e James sempre fizeram de tudo pela família. James é o tipo super protetor sabe. Quando éramos pequenas ele tentava proteger Emma de tudo por ser garota ele achava que tinha que cuidar dela, acho que ele jamais cogitou deixar a cidade porque os pais estão lá.

— Então ele não aceitaria se soubesse?

— Não sei Regina, nunca vi James fazer qualquer coisa que fosse contra os pais, sei que ele ama a família e que para ele família é a coisa mais importante isso inclui a Emma, mas nunca aconteceu algo assim os Swan nunca chegaram a discordar um dos outros antes e para ser sincera Graham é o que mais “rebelde” – ela fez aspas com os dedos — Dos três sabe acho que se fosse ele no lugar da Emma teria dito a muito tempo e Mary Margaret e David teriam que aceita-lo por insistência.

— Como eles são? Bom Emma fala deles ou falava como se fossem incríveis pelo menos como pais, mas como são como sogros?

— Mary é o tipo de sogra que algumas vezes gosta de dar opinião, as vezes esquece que os filhos cresceram tem um gênio bem difícil opinião formada típico da cidade, mas acho que a que mais “sofre” com ela é a Kathryn porque como disse James se importa com o que os pais pensam, Graham não liga para o que a mãe diz sobre a organização da nossa casa, ou o que podia ou não comer na gravidez. David por outro lado é tranquilo estranhei ele não aceitar Emma, ela sempre foi meio que a princesa dele, ela o tinha na palma das mãos na infância e ele sempre se orgulhou dela.

— Ei o que vocês estão conversando – Emma se aproximou me abraçando enquanto o irmão dela entregava o pequeno para Ruby que pegou o filho sorrindo.

— Nada de mais, soube que você era fã de Friends e Sex and the City e queria ir para Nova York – brinquei.

— Quem não queria ir para Nova York ter a vida agitada da Carrie e as amigas ou frequentar o Central Perk tomar um café e jogar conversa fora com os amigos como aqueles seis faziam.

— Eu – Graham e eu falamos juntos.

— Vocês não contam. Além disso você morava em Nova York podia ver tudo isso de perto. Pelo menos o Central Perk eu conheci – ela disse animada.

— Bom agora já sei o porque quis tanto ir a Nova York enquanto acontecia aquela exposição em 2014.

— Foi demais Ruby era como entrar na TV, eles recriaram o café e colocaram vario objetos, figurinos ... – acabei sorrindo enquanto ouvi os relatos da minha loira sobre a exposição que foi.

(...)

— Tia Emma – ouvi Lilith dizer animada provavelmente indo ao encontro da loira assim que ela abriu a porta do nosso apartamento no domingo seguinte.

— Ei baixinha.

— A madrinha disse que podemos ver netflix depois do jantar, um filme só, mas que se comer tudo incluindo os legumes posso comer pipoca doce, você faz?

— Mas é claro, mas eu escolho o filme hoje.

— Essa é minha vez, você escolheu da outra – a pequena contestou e ouvi a risada minha noiva, as duas viviam nessa disputa para escolher filmes já que minha afilhada tinha um gosto bem diferente do da loira.

— Certo, mas nada de filme repetido vamos ver algo novo – voltei minha atenção para a salada e não demorou para sentir os braços dela em torno da minha cintura.

— Chegou cedo – comentei quando senti os lábios dela no me pescoço.

— Isso depende do ponto de vista, pareceu uma eternidade pra mim – ela suspirou e imaginei que as coisas não foram muito bem na casa dos pais dela.

— Como foi? – perguntei me virando e ficando de frente pra ela.

— Péssimo, devia ter passado o dia com vocês garanto que era bem melhor ver desenho e tomar chá com as bonecas. Eu não sei quanto tempo mais aguento isso amor.

— As coisas vão melhorar – aproximei meus lábios do dela e a beijei com carinho, se eu tivesse o poder de tirar toda a tristeza dela eu faria sem nem ao menos pensar.

Durante as horas seguintes ficamos ocupadas com Lily, após o jantar a pequena pegou Emma para decidirem um filme enquanto eu organizava as coisas na cozinha e depois nos juntamos no sofá em meio as cobertas para assistir o filme escolhido, já passava das 22 horas quando terminei de contar uma historia e ela pegou no sono.

— Você é ótima em contar historias para dormir – ela comentou deitada na cama.

— Ouvindo atrás da porta?

— Talvez – sorri enquanto passava creme nas mãos observando-a atentamente, ela parecia um pouco mais tranquila do que quando chegou – Você é tão incrível com Lily e Roland, gosto de ver você com eles é como se todo aquele seu jeito de advogada seria sumisse.

— Achei que você gostasse da advogada seria – brinquei.

— Eu gosto ela é sexy, mas não conta porque eu gosto de todas as Reginas em você, sabe disso. Você é uma tia incrível amor.

— Você também é uma ótima tia Emma, eles adoram você.

— Vamos ser boas mães não vamos?

— Mas é claro que vamos, por que a pergunta? – ela meneou a cabeça, apaguei a luz do quarto deixando a iluminação apenas por conta do abajur e me deitei ao lado dela – Emma, você vai ser uma mãe incrível – passei a mão em seu rosto e olhei em seus olhos – Somos uma boa dupla, vou garantir que eles comam legumes e terminem a lição e você que eles comam doce escondido de mim – ela riu e me abraçou forte, eu sabia que ela estava passando por muita coisa e que a situação com os pais estava deixando ela cada vez mais no limite – Somos boas juntas amor.

— Eu te amo tanto, eu privei você de tanto e não sei se um dia nossos filhos vão poder contar com a minha família. O que eu vou dizer a eles? Que o vovô e a vovó Swan preferem fingir que a mãe deles não existe? Que eles preferem mentiras a aceitar a verdade?

— Vamos saber o que dizer, fica tranquila ainda não é hora de pensar nisso Emma.

— Ando com a cabeça cheia, desculpa.

— Sei algo que pode ajudar – vi ela sorrir.

— O que seria?

— Vou mostrar – aproximei meus lábios do dela a beijando intensamente enquanto passava minha perna para o outro lado do corpo dela com agilidade, minhas mãos percorrendo o corpo que conheci melhor do que qualquer outro e que eu amava tanto, mordisquei o lábio inferir dela dando alguns selinhos em seguida — Você não tem ideia do quanto eu amo você Emma Swan.

Eu só queria que ela fosse feliz, e confesso que estava me controlando para não dirigir até o Maine e dizer algumas verdades, não era justo ou certo o que os pais dela estavam fazendo, mas aquilo não dizia respeito a mim, pelo menos não ainda. Então eu faria de tudo para que ela tivesse sempre a certeza do meu amor por ela.

Notas finais
Vou tentar postar o próximo o mais breve possível, espero que tenham gostado. Deixem a opinião de vocês. Beijos