Notas iniciais
Eu só recomendaria ler o finalzinho do capítulo ouvindo '' Just Give Me a Reason - P!nk e Nate Ruess ;)

Eram muitas araras de roupas para arrumar. E cada uma parecia ter centenas de peças de roupas, que de acordo com a gerente da loja, deviam ser separadas por cor adequadamente com todo cuidado que as atendentes deviam ter com os clientes. Claro, parecia algo bem fácil de fazer se não fosse por tantas peças, fora o barulho da música de fundo que tocava ''22'' da Taylor Swift. Combinava bastante com o ar despojado e jovem da loja de roupa que era bem popular e cara no shopping.

O barulho das pessoas andando e conversando pela loja incomoda qualquer um que faz um esforço gigantesco para acertar as araras.

Della caminhou, com as peças na mão, indo arrumar sua arara como todos os dias. O rabo de cabelo bem arrumado. A legging e a blusa de uniforme combinando com a sapatilha que havia ganhado de Joseph para trabalhar a transformavam em uma verdadeira bonequinha. Não era de muito papo na loja mas era muito querida e atenta em tudo que fazia.

Caminhou para o estoque com as peças avulsas para o estoque e as guardou.

Era mais um dia comum e agradável. Tudo estava muito tranquilo. Para qualquer um poderia parecer besteira ficar tão tranquila e feliz com aquele emprego, mas Della gostava, sentia-se útil e que assim poderia ter dinheiro para se mantiver e não depender tanto de seus pais e de Joseph e também, quem sabe, juntar um dinheiro para ir novamente para casa. Não que ela pensasse nisso com tanta frequência, agora com seu emprego novo e tendo Joseph ela quase não sentia tanta nostalgia como antes. Já se sentia como se estivesse criando um nicho em Manhattan. Com ele, e com as colegas novas de trabalho, com Vera que ainda a admirava muito e a ajudava.

_ Ei gatita, que sorriso é esse? – Stella, a garota morena mexicana que era colega de estoque de Della perguntou amigavelmente e jogou uma blusa nela.

Della sorriu.

_ Nada! O dia está bom. – Ela escorou numa prateleira e começou a brincar com seu crachá. – Stella, eu acho que no fim do mês podemos ser promovidas para vendedoras. Quero dizer, olhe o estoque cuidamos tão bem, podemos dar conta de atender algumas garotas e fazer umas vendas.

Stella sorriu e deu pulinhos. – É claro que damos conta! Somos forasteiras Chica. Se acham que não sei convencer alguém a comprar algo então elas não me viram com meu namorado no shopping.

Ambas riram do comentário e voltaram a organizar o estoque.

A gerente da loja achou que tanto Della quanto Stella podiam começar no estoque porque aparentemente não sabiam lidar com público e eram muito precoces no esquema de vendas. Não que o estoque fosse ruim, mas ganhava um pouco menos. Era muito bom o estoque, só elas e às vezes Henriqueta – uma senhora de fala ligeira que parece estar sempre com pressa – e podiam colocar música, arrumar a sua maneira o estoque e ainda conversar, claro que era super bom quando sentavam para conversar, mas poderiam ganhar melhor se fossem vendedoras, ter comissões...

_ Ei alguém pode me arrumar algumas peças P do vestido rosa da BoBo? – alguém lá do alto da escada pediu, apressada.

_ Só um minuto.

Della procurou nas prateleiras e pegou o vestido de seda rosa que se assemelhava muito a um vestido dos anos 60.

Ela subiu as escadas e foi até o balcão entregar.

O balcão encontrava-se repleto de peças de roupas, cada uma mais cara que a outra e duas moças bem vestidas sentadas em cima falando para alguém que estava no provador ‘’ Sai logo, amiga.’’ E ‘’ E aí esse vestido ficou bom ou não?’’

Parecia algo bem banal, mas totalmente comum no dia a dia da loja.

Della revirou os olhos e voltou para o estoque. ‘’ Mais um dia comum na loja ‘’, pensou.

*

_ Ahn, hoje eu vou fazer algumas fotografias numa festa para Vera, as garotas precisam para colocar no site. – Della falava no celular enquanto enrolava nos dedos o fone de ouvido.

‘’ Certo, eu vou comprar alguma coisa para jantar você quer que compre algo para você? ‘’

_ Não precisa Joe, obrigada. Acho que como alguma coisa antes de ir para casa de Vera... Mas eu adoraria uma xícara de chá quando chegasse em casa.

Joseph riu do outro lado da linha.

‘’ Vou desligar porque meu horário de almoço acabou. Eu te busco. ‘’

_ Não precisa mesmo. Eu vou sozinha.

‘’ Certeza? ‘’

_ Sim. – Ela pegou uma batata frita e colocou na boca.

‘’ Certo, marrenta! Fica bem, eu te amo. ‘’ E desligou o celular.

Della colocou o celular na bolsa e voltou a comer seu almoço... Batatas com espinafre e tomate seco. Balançou a cabeça negativamente e pensou em como seria bom comer a comida de sua mãe ao invés de comida de shopping. Ou também a comida de Joseph. Tudo bem que ele não era o melhor cozinheiro do mundo, mas gostava de cozinhar com ele. Pareciam um casal de recém-casados que tentam se completar quando um não é lá tão bom nas tarefas. A ideia alegrava Della, se algum dia quisesse ir mais além, ela iria mais além com ele!

O dia estendeu-se numa tarde novamente que parecia durar o dia inteiro e desta vez com tantos trabalhos. Della correu para o vestiário coletivo de funcionários do shopping e trocou de roupa para ir para casa de Vera.

Mais trabalho vinha pela frente, mas agora com certeza seria o melhor trabalho do mundo. Ela jogou tudo na bolsa, viu a câmera e sorriu como se o mundo se abrisse em uma grande terra da felicidade e ela fosse convidada para participar.

Ela tocou a campainha do apartamento conhecido e foi recebida pela amiga com um sorriso e um abraço esmagador. – Minha profissional câmerawoman chegou.

As meninas dentro do apartamento acenaram para Della. Vera a puxou pelo braço e atravessou a sala com ela. – Hoje quero fotos extremamente loucas para o novo tema das nossas marcas de roupa, ou seja, cunhadinha você também terá de ficar louca. E aí já bebeu Tequila? – Vera estendeu a mão com um copo cheio de tequila para Della.

Della segurou o copo. – Ai, não acredito!

Uma das garotas pegou dois limões e os chacoalhou como se fossem seus seios. – Qual é, Della? Queremos transmitir toda nossa liberdade selvagem nessas fotos e garanto que terá muito mais espontaneidade se até a fotógrafa estiver junto com a gente na viagem.

_ Eu trabalho amanhã meninas. – Ela respondeu pesarosa. Não queria chegar com ressaca no trabalho no dia seguinte e nem gostava de beber nada forte e em grande quantidade.

_ Por mim cunhadinha. – Vera a abraçou fazendo biquinho. – Garanto que você vai se divertir e vai nos ajudar muito e também vai receber muito bem.

_ Vocês são impossíveis... – Della admitiu por fim e todas comemoraram. Ela jamais deixaria as meninas na mão. Elas eram suas amigas, uma parte da sanidade que ela encontrara em Manhattan. Devia muito a elas. A cada uma delas, até mesmo a Wendy e esta ainda mais que as outras até, mas também ficou feliz em ela não estar lá, seria um pouco mais complicado apesar dessa dívida. – Desculpe ser meio intrometida Vera, só queria saber se a Wendy vai.

_ Aparentemente ela nos trocou por um evento social que a família dela ia, e ela meio que foi obrigada a ir porque alguém famoso estaria lá e ela queria tentar convencer essa pessoa a tirar fotos com nossas roupas para fazer um marketing. Pode ser uma boa ideia dela... Relaxa, Jazz, ninguém vai tentar dar uma de patricinhas de Beverly Hills com você. – O tom de Vera era totalmente contrário ao de minutos atrás. Era sério e franco, de uma maneira bem protetora – Você faz parte da equipe e da minha família, eu não permitiria nada. Joseph me mataria.

Ela assentiu sentindo-se segura pelas palavras de Vera. É claro que ela nunca deixaria nada acontecer a ela, talvez nem tanto pela amizade que tinham, mas por Joseph. Vera era tudo que Joseph tinha de mais sólido e mais próximo de uma família que ela conhecia. Vera era uma pessoa boa!

_Tudo bem mas como vou voltar para casa depois?

_ Não vai ter sexo hoje, ou seja, você dorme aqui cunhadinha. Na minha casa, no meu quarto. Depois contamos ao Joe em como uma dedada é bem mais gostosa que aquele mal humor dele diário. – Vera falou pegando as chaves e a bolsa, e claro, a garrafa de tequila. Della corou com o comentário.

‘’ Deus me ajude! ‘’ ela pensou constrangida.

_ Todo mundo pronto? Pegaram todos os looks? Então vamos, moças rumo a campanha mais louca que já fizemos para o site.

E lá se foram elas...

*

Diferentemente do dia anterior, qualquer barulho, qualquer nota de música, barulho de caixas sendo empurradas, vozes de piruas enlouquecidas na loja comprando, sapatos tilintando no chão impecavelmente limpo da loja, tudo e absolutamente tudo, incomodavam Della.

A dor de cabeça parecia que iria abrir uma cratera em sua cabeça e a qualquer segundo ela iria explodir e desmaiar de dor. Claro que a culpa era dela. Não devia ter bebido tanto quanto na noite anterior.

Ela colocava lentamente as calças jeans nas prateleiras de calças jeans; os vestidos nas prateleiras separados por marcas.

Ela só se lembrava de ter chegado a uma irmandade de garotas onde tinha uma festa. E mesmo sendo de noite ninguém parecia se importar de se jogar na piscina, e brincarem com arminhas de água e álcool. Nem parecia que o mundo lá fora vivida ou que a vida de cada um prosseguiria no dia seguinte normalmente. Todo mundo aplaudia as modelos e Della fotografava e fotografava a festa e todos que corriam p tocar seu braço e pedir aos berros ‘’ Ei, tira uma foto nossa? ‘’ e ela apertava o botão e prometia entregar a foto dias depois.

Depois de tantas doses de tequilas e outras coisas que nem sabia o que era... Foi para casa de Vera junto com as meninas e deitou em um colchão. E no dia seguinte, tomou banho e... Alguns flashes se passavam por sua cabeça, mas ela não tinha muita certeza e nem se esforçava para pensar, pois só exigia mais da cabeça e esta parecia explodir.

_ Santo Deus, Della, você está horrível. Parece que algum trator bruto do México passou por cima de você e ainda veio uma orquestra para terminar o trabalho. – Stella comentou colocando mais uma caixa de roupas perto de Della.

_ Nem me fale, me sinto péssima. Minha moral foi toda pelo ralo ontem.

Stella bufou. — Ou pela goela abaixo junto com seja lá o que você bebeu.

_ Tequila!

_ AAAAAAAAAAAAAAHA! – Stella gritou. – Sabia, sempre fico meio arrastando quando bebo também Tequila, em especial as do meu namorado.

_ Stella! Por São Patrício, não grite ou vou desabar no choro de tanta dor.

_ Ah, me perdoe. Acho bom você se esconder aqui porque se as patricinhas lá de cima te verem assim, lá se vai sua chance de aumento, amiga.

_ Boa ideia! – Ela pegou a caixa vazia e foi para o canto mais afastado do estoque.

O dia parecia caminhas a passos curtos e em tempos abafados. Della sentia-se a ponto de morrer de ressaca e o estoque estava muito abafado. Ela respirava fundo e bebia mais copos de agua e nada parecia funcionar muito.

Culpou-se por ter entrado na onda das garotas. É claro que não podia ter entrado na onda, elas não tinham de se preocupar em trabalhar no dia seguinte. Faltar de aula para elas já era bem comum mesmo. Ela não dormira em casa, sentia-se extremamente cansada e culpada pela noite anterior.

Quando enfim o horário de ir embora chegou ela pegou sua bolsa e saiu o mais rápido possível da loja. Já era noite e isso era um alívio, qualquer luz a incomodava seriamente.

A multidão a deixava desconfortável e ela apertou o passo.

_ É muito desprazer meu te encontrar aqui, garota! – A voz firme e cortante de Wendy surgiu atrás dela.

Della virou-se Wendy estava ali atrás dela. A deusa da beleza ocidental cosmopolita. O short confeccionado e desenhado por Vera no corpo, com uma blusa rasgada propositalmente estilosa. Era tão bonita para uma pessoa tão rancorosa.

‘’ Ah não, por favor Deus, aqui não. Por favor. ‘’ Della pensou. A garganta secou, suas mãos gelaram e ela entrava em pânico.

_ O que você está fazendo aqui, forasteira?

_ Trabalhando. – Della respondeu baixinho olhando para baixo.

_ Não sabia que o Shopping do meu avô contratava animais, ainda mais os peçonhentos. Não acredito que você tem coragem de ficar no mesmo lugar que eu. É muita ousadia sua, trabalhar no shopping do meu avô depois de tudo.

A garganta de Della secou. A cabeça doía ainda mais. A voz de Wendy era como faca abrindo seu cérebro. Causava mais dor.

_ Senhorita Westah, eu preciso ir embora...

_ Precisa mesmo! Precisa ir embora da cidade, do país e voltar para seu país e deixar de destruir a vida dos outros com sua presença. – O veneno destilado saia em cada palavra que Wendy falava. Era controlada, porém letal.

_ Eu sei que você pensa que a trai, que agi pelas suas costas mas entenda que isso não é verdade. Joseph quem veio atrás de mim e eu sabia que vocês não estavam mais juntos...

_ Você foi atrás dele naquela noite, sua piranha! Eu confiei em você. Eu te ajudei e você estava com ele.

Della respirou fundo. – Se você prefere acreditar no que sua cabeça acha, então não tenho que ficar aqui me explicando. Cada um sabe da verdade e lamento muito que isso magoe você e como Deus quis as coisas.

Antes de Della terminar de virar as costas para Wendy, ela puxou seu braço, ignorando todas as pessoas em volta que olhavam. Fechou a mão no braço de Della, afundando suas unhas em seu braço.

_ Grita e eu falo que você acabou de roubar uma loja aqui. Vai ser muito fácil para mim. – Ela olhou para Della com um sorriso falso no rosto. Della olhou ao redor. — Deve ser difícil né?! Não poder dizer para o mundo o que você quer porque vão te chamar de louca. Eu sei. Cada palavra que eu tive de engolir porque as pessoas diziam que eu estava ficando louca, que precisava parar de pensar que só existia ele no mundo. Cada lágrima que escorreu do meu rosto foi culpa sua, vagabunda... Esse sentimento de impotência é horrível, né?! E aí o que eles dizem é para você mudar seus pensamentos, fazer uma viagem, conhecer outras pessoas quando você só quer correr para pessoa que você gosta e pedir proteção. Só que... – Ela afundava suas unhas no braço de Della e a puxava para caminhar pelo shopping como se nada estivesse acontecendo. — Só que esta pessoa não está lá. Está com uma maldita pessoa que você achou que era sua amiga, mas furou seus olhos. Della, você me ouviu falar dele tantas vezes, me viu chorando e ainda teve coragem de me dar uma facada nas costas.

_ Você fala como se eu fosse culpada por ele não querer mais você. Acontece que ninguém pode prever isso. – Della fazia um enorme esforço para não gritar ou tentar sair dali. – Eu te vi chorando sim e quis te ajudar de coração, devo muito a você não posso negar Wendy. Mas eu não fiz nada para Joseph romper com você e acabei me apaixonando depois. Sei que foi errado me culpei várias vezes, mas eu o amo e acho que não existe nada de errado se é recíproco e vocês não tinham mais nada como você me falava. Desculpe te magoar...

_ Certo, fique com ele. Vocês se merecem. Dois fracassados falsos. Mas fiquem longe de mim! Quando eu te soltar você vai sair por aquela porta e nunca mais vai pisar aqui. Nunca mais ou acabo com sua vida. E juro por Deus vai ser bem fácil. E anote aí Jazz, se eu a ver em qualquer lugar trabalhando eu não vou pensar duas vezes em te humilhar na frente de todos até você não poder mais andar na rua...

Ela soltou o braço de Wendy e saiu andando com o maior dos sorrisos no rosto como se nada tivesse acontecido. Apenas duas velhas amigas conversando...

Della segurou o braço tampando onde sangrava e ficou ali mumificada. Deixando cada palavra entrar por sua cabeça latente e fixando-se.

_ Aliás, Jazz. – Wendy virou-se novamente e perguntou amigavelmente como se nada tivesse acontecido – Seu visto expira logo, certo? A imigração é bem rígida aqui no meu país, e garanto que ninguém vai te ajudar a renová-lo sendo que você não cumpriu o acordo do visto de estudante. O tempo está contando, querida!

Wendy continuou andando despreocupadamente.

Della respirava fundo. Inspirava e expirava tentando se controlar. Cada respiração era uma martelada em sua cabeça. Estava a ponto de entrar em colapso. Ela correu para o banheiro ainda segurando braço ferido e trancou-se em uma cabine. Algo em seu estômago revirava profundamente, quase como se seu âmago quisesse fugir de dentro dela. Ela sentou-se no chão e deu vazão ao choro.

Tudo que ela guardara para si mesmo agora estava exposto ali no choro.

Tudo doía e quanto mais ela chorava mais queria chorar. As férias tapadas estavam expostas, e sem muito esforço, fora preciso apenas palavras e ameaças para destruir tudo.


*



Ela com muito esforço atendeu o celular depois de horas ali sentada no box fechado do banheiro do shopping, completamente consumida pelo medo e pelo choro.

‘’ Jazz, onde você está? Fiquei preocupado ontem, ainda bem que dormiu na casa da Vera e o dia todo você não deu sinal de vida. ‘’ A voz preocupada e rouca de Joseph do outro lado da linha prontificou-se. ‘’ Ainda está trabalhando? ‘’

_ Não – Ela sussurrou.

‘’ Você tá bem, anjo? Que voz é essa? ‘’

_ Joseph, meus braços e minhas pernas estão moles demais... Me ajuda!

‘’ Della o que houve? Onde você está? ‘’

Ela reuniu forças para responder, mas lembrou-se de Wendy falando ‘’ eu não vou pensar duas vezes em te humilhar na frente de todos até você não poder mais andar na rua... ‘’ e começou a chorar de novo.

‘’ DELLA?? ‘’

_ Estou no banheiro do shopping. No segundo piso.

Joseph não pensou duas vezes em acelerar o quanto podia para buscar Della.

Ao chegar ao shopping entrou as pressas no banheiro, invadindo, pedindo desculpas por invadir, mas que precisava ajudar a namorada que estava passando mal. Ele abriu o box que há muito estava fechado e encontrou a garota dos olhos de mar encolhida, de olhos fechados, chorando em silêncio.

_ Jazz.

Ela abriu os olhos, a voz fraca. – Me leva para casa, tudo tá doendo.

O desespero dele inflava ainda mais. Vê-la assim era dilacerante para ele mesmo ele não entendendo nada. Ele poderia conversar em casa. Só pensava em tirá-la dali e cuidar dela, mesmo nem sabendo o que havia acontecido.

Ele a carregou cuidadosamente e a levou para casa.