For The Love Of A Daughter
8 Capítulo 8 - POV Mellanie
Notas iniciais
Então, quando sua professora cria assas, sua melhor amiga fura o coração dela com um lápis e depois diz que na verdade é metade deusa você pensaria duas coisas:
a. Meu deus! eu sou algum tipo de super-garota! hahah, sou foda
ou
b. Tinha cocaína no meu cereal, só pode
Acredite ou não meu primeiro palpite foi o b, e eu só parei de falar pra Rita que nós devíamos ir para a enfermaria quando uma cabeça começou a se formar na poça de sangue que minha professora tinha deixado, não estou brincando, é sério, foi mais nojento do que quando eu vi minha tia-avó Grace tomando banho, e acredite em mim, se você visse minha tia-avó Grace tomando banho, você nunca mais seria a mesma pessoa, acredite em mim, experiencia própria.
Nesse ponto eu parei de pensar em quantas substancias químicas agiam no meu corpo e comecei a prestar atenção na sala ao meu redor, todos os alunos estavam dormindo o Michael estava até babando, e a Angie roncava como um porco.
Imagine-se nessa situação, uma cabeça nascendo de uma poça de sangue, só você e sua amiga estão acordadas, você não está armada e acha que isso é só uma alucinação causada por possíveis drogas que você teoricamente ingeriu no café-da-manhã, qual seria sua reação? correr, certo? a minha tambem, eu corri até a porta quando a cabeça já tinha ganhado ombros, Rita me seguiu.
–Mel, espera! — ela gritou atrás de mim.
–Não, não dá! eu preciso chamar a Nic!
–E voce vai falar o que pra ela, exatamente? — Rita já tinha me alcançado e estava parada na minha frente.
–Que eu vou mata-la por ter posto drogas no meu café-da-manhã! — eu gritei, alguns veteranos me olharam assustados, eu não costumava ser grossa, nem gritar, muito pelo contrário.
–Mellanie, voces são semi-deusas, voce, sua irmã e a Cat.
–Então voce é metade bode! — retruquei, aquele tinha sido a primeira coisa que tinha vindo na minha cabeça, acho que era por causa dos livros do Rick Riordan
–Eu não, tambem sou metade deusa, Vitor é metade bode.
–VOCE PODE CALAR A BOCA? POR FAVOR!
Rita estendeu a mão, sua mão brilhou e um tipo de névoa brilhante começou a girar na palma de sua mão, um arco e uma aljava de flechas cheia de flechas douradas surgiram na sua mão.
–Agora voce acredita?
–Meu deus...
Rita sorriu triunfante.
–Meus deuses, voce quis dizer.
–È a mesma bosta — nós rimos.
De repente um estrondo ecoou pelo corredor e uma voz metálica gritava:
–Hora do lanche, eu realmente gosto de filhinhas de Apolo que acham engraçado matar a professora usando material escolar, cade voce, amorzinho?
–Avise a Nic e a Cat agora! e faça o Vitor vir junto! .
Rita atirou uma flecha no ombro da minha professora, que gemeu alto.
Entrei na sala, os alunos me olharam surpresos, mais não me importei, acho que eles estavam tendo aula de filosofia ou coisa parecida, porque o professor fingiu que não me viu, e os olhos dos alunos brilhavam: eu podia trazer alguma notícia interessante, eles realmente deviam estar entediados.
Corri até a Nic.
– Seria normal se eu falasse que precisamos sair daqui rápido, minha professora está me seguindo e Rita tem uma espada e é metade deusa?
***
Então, da parte da luta voces já sabem, eu acho entediante contar alguma coisa que voces já leram duas vezes então vou pular pra quando nós chegamos no acampamento.
Elas como sempre, esqueceram da minha existência, e já que a Rita tinha machucado o joelho e tinha que ir pra enfermaria ela pediu pra primeira pessoa que passou me mostrar o acampamento, e acredite ou não, o cara era um gato: tinha olhos cinzentos que contratavam com o cabelo castanho-claro, ele tinha covinhas, e eu sou doida por covinhas.
-Prazer, Mike Horan — ele sorriu (AAH!! COVINHAS!) — chalé 6
-Hm... como assim chalé 6? — perguntei olhando pro chão, eu tinha certeza de que se olhasse naqueles olhos ia ficar vermelha.
-Ah, desculpa, esqueci que voce é nova por aqui, cada deus tem um chalé, um é Zeus, dois é Hera, tres é Poseidon e assim vai, o chalé 6 no caso é o chalé de Atena.
-A deusa da inteligencia.
-Sabedoria, na verdade — ele continuava sorrindo — venha, eu vou lhe mostrar o lugar.
Ele me ofereceu o braço, Mike tinha um cheiro bom, não cheiro de loção pós-barba ou perfume como os outros garotos, ele cheirava a sabonete e chiclete de morango.
-Parece um lugar interessante — comentei.
Ele sorriu e abaixou a cabeça um pouco para olhar nos meus olhos, eu ruborizei.
-Voce nem imagina.
Fale com o autor