For The Greater Good
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Aqui estou eu com mais um pouquinho da história das nossas heroínas rumo à Neverland.
Tenho que dizer que eu amo os coments de vocês, muito obrigada. Eu fico muito feliz em saber a opinião de vocês sobre a fic. *_*
Bem, nesse capítulo provavelmente terá gente que irá querer me matar, MAS... faz parte. kkkk Espero que gostem. Beijos!!
Tenho que dizer que eu amo os coments de vocês, muito obrigada. Eu fico muito feliz em saber a opinião de vocês sobre a fic. *_*
Bem, nesse capítulo provavelmente terá gente que irá querer me matar, MAS... faz parte. kkkk Espero que gostem. Beijos!!
– Vejo que tem espaço sobrando na minha barraca. Divide esse espaço comigo? – Ele segurou a mão da loira, arrancando uma careta da mesma e um olhar feio de David. Regina limitou-se a revirar os olhos, não sabia por que as investidas do pirata a incomodavam tanto. – Há duas camas no barco. – Ela se soltou bruscamente da mão dele. – Vou dormir em uma delas, nem que eu precise atravessar o oceano a nado, mas não entro nessa barraca com você. A prefeita soltou um sorriso maldoso de canto, havia adorado aquela resposta. “Mas por que diabos eu teria gostado?” – A rainha pensou, meneando a cabeça, confusa. Ela despertou de seus pensamentos quando viu que os preparativos para dormir já haviam começado. Ela viu David arrumando a barraca e Hook fazendo a fogueira. Procurou com os olhos pela loira e a encontrou, junto com sua mãe, na beira do mar. – Tenha cuidado. – Snow dizia e abraçava forte a filha. – Boa noite. – O que está acontecendo aqui? – Regina perguntou, aproximando-se da cena. – Estou dando boa noite para minha mãe. – Ela realmente vai voltar pro barco nadando. – Snow lamentou-se. – Essa água está tão gelada, e pode haver tantos animais aquáticos perigosos por aí. – Não se preocupe, ela não vai. – Emma encarou os olhos castanhos assim que ouviu a voz da rainha. Os verdes da loira brilhavam decididamente. – Sim, eu vou! – A loira retrucou. – Não pelo mar. – A rainha aproximou-se dela. – Eu te trouxe aqui. Eu te levo de volta. – Ela deu um meio sorriso. Emma limitou-se a concordar com a cabeça. Por mais estranha que aquela cena tenha lhe parecido, Snow agradeceu à Regina pela preocupação, mas a rainha a corrigiu; Não era preocupação, era uma parcela da dívida que estaria pagando a Emma por tudo que a loira já havia feito por ela. Assim que esclareceu, Regina envolveu a si mesma e a xerife em sua fumaça roxa e ambas reapareceram dentro do Jolly Rogers. – Obrigada. – Emma sorriu abertamente. – Coloque na minha conta, Miss Swan. – A rainha disse virando as costas. – Esse pequeno favor valeu pelo pequeno favor que me fez na praia. A loira sorriu, lembrando-se da cena. Ela tinha sentido o corpo em brasa ao segurar Regina pela cintura e puxá-la da areia. Ela acompanhou os passos da rainha com os olhos e depois a seguiu. – Regina... – Ela não sabia o que queria dizer, mas sentiu vontade de chamar o nome da prefeita. – Sim, Miss Swan? – A morena a encarou. – Por que não me chama de Emma? – Foi a primeira coisa que surgiu na mente da loira. – Porque prefiro que nos tratemos formalmente. Melhor resguardarmos o pouco respeito que ainda temos entre nós. – As palavras da morena foram secas e ela se colocou de costas outra vez, entrando no quarto. Emma a seguiu. – Regina... – A xerife não sabia o motivo de querer tanto pronunciar aquele nome. – Pois não, Miss Swan? – Aquele som maltratava seus ouvidos. Ela queria ouvir Regina a chamar de Emma, ao menos uma vez em sua vida, de forma carinhosa. – Pode me ensinar magia? Aquelas palavras pegaram a rainha de surpresa. Ela lembrou-se das poucas palavras que haviam trocado na ilha, mas pensou que o interesse de Emma fosse apenas temporário ou mesmo uma brincadeira. Os olhos castanhos encararam os verdes e os sondaram em busca de alguma hesitação, sem sucesso. As íris verdes estavam decididas e cheias de um brilho que Regina não soube decifrar do que era. – Miss Swan, não se aprende magia do dia para a noite. Leva-se uma vida para aprendê-la e aperfeiçoá-la. E toda magia tem um preço, creio que já saiba disso. – Sim, sei de tudo isso. Mas quero ajudar quando chegarmos à Neverland. Quero ser útil. Eu tenho magia mesmo, não pedi para ter, mas tenho. Então é melhor que eu saiba usar, certo? – Certo. – Regina ponderou as palavras da loira. – Então talvez fosse melhor pedir isso para o Rumple. Ele sabe muito mais do que eu, me fez ser quem eu sou e ele foi o mestre da minha mãe, é a pessoa mais indicada para isso. – Com todo respeito, Madam Mayor, mas não quero ser como você foi ou como sua mãe era. – Ela meneou a cabeça negativamente, fazendo Regina enfurecer-se rapidamente e aumentar o tom de voz.
– Se não quer ser como eu sou, então por que pede logo a mim? – Porque discordo de você. – Ela levantou o olhar, encarando os olhos castanhos de Regina e dando um passo à frente, diminuindo o espaço entre elas naquele quarto apertado para nada mais que centímetros. – Não acho que você seja mais como antes. Não quero ser como a Evil Queen. – Ela aproximou-se mais, deixando quase inexistente o espaço entre elas e sussurrou. – Quero que você me ensine para que eu seja como a Regina Mills que eu vi naquela mina. – Ela sorriu e Regina viu que suas palavras e seu sorriso eram sinceros. Os olhos castanhos encheram-se de lágrimas rapidamente após a morena ouvir aquelas palavras. Ela encarou os olhos verdes e o sorriso de Emma a contagiou. Ela abriu o seu próprio sorriso, ainda tímido, porém o gesto fez com que uma lágrima teimosa escorresse. E Regina sentiu a mão da loira em seu rosto, o polegar secando sua lágrima. O corpo da prefeita estremeceu e arrepiou, ela ia desviar seu olhar, mas Emma a impediu. Segurou em seu queixo e ergueu seu rosto, fazendo-a encarar as íris verdes outra vez. O que veio a seguir foi rápido demais para Regina tentar evitar. Ela sentiu os lábios de Emma roçarem nos seus e só conseguiu fechar os olhos em resposta. A prefeita ainda estava tensa, mas a loira não se intimidou, entregou-se a vontade que tinha de experimentar aqueles lábios carnudos da sua rival. Seria mesmo uma rival? Emma colou seus lábios aos de Regina e sentiu a boca da morena entreaberta. Tomou aquilo como um incentivo e deixou sua língua invadir, pouco a pouco, a boca da prefeita e explorar, sem pressa alguma, cada cantinho, sentindo o sabor daqueles lábios. Regina amoleceu com o beijo de Emma, ela nunca pensou que aquilo poderia acontecer. E, todo esse tempo, estava tentando descobrir o porquê das investidas do pirata a incomodarem tanto. Não era por ele, nem de longe o motivo era ele. Era ciúme de Emma Swan. Quem imaginaria? A loira deu outro passo e seu corpo encontrou-se com o da rainha, ela a empurrou contra a parede de madeira da embarcação. Foi a primeira vez que Regina não achou ruim bater com as costas ali. Elas ainda se beijavam, tentando prolongar o máximo possível aquele momento e só se soltaram quando sentiram os pulmões arderem em busca de ar. A boca de Emma desceu para o pescoço da morena e a mesma suspirou de prazer. Aquele suspiro despertou Regina para o que estava acontecendo. “O que diabos eu estou fazendo?” – Ela se censurou, mas era difícil manter os pensamentos no lugar com a boca da xerife em sua pele. “Não, eu não posso fazer isso. Eu não posso.” – A prefeita sentiu seus olhos arderem pelas lágrimas que ameaçavam fluir. – Miss Swan... – Sua respiração estava descompassada, seu coração acelerado. – Sim, Madam Mayor? – A loira mantinha sua boca no pescoço de Regina, dando uma leve lambida que fez a mesma voltar a se arrepiar e suspirar. – Pare! – Ela tentou afastar a moça loira de seu corpo. Ao ouvir a ordem de Regina, a xerife ergueu sua cabeça e encarou os olhos castanhos, sem afastar seu corpo um milímetro do da rainha. Regina viu nos olhos verdes um misto de desejo e confusão. – Por quê? – Emma a olhava como uma criança cujo a mãe interrompeu a brincadeira. – Apenas afaste-se de mim. – Mas, Regina... – Ela estava confusa. – Pensei que estivesse gostando. Pensei que também quisesse. – Ela tentou achar alguma explicação. – Solte-me, Swan. Agora! – Os olhos escuros de Regina tinham um ar de raiva e Emma reconheceu uma dor profunda em suas íris. A loira afrouxou o aperto que dava na prefeita sentindo seu próprio coração doer.
Notas finais
E então, o que acharam? .-.
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