Notas iniciais
Hola!! Mais um capítulo chegando gente! Já quero agradecer aos comentários que recebi e que me incentivaram a continuar!

Espero que continuem gostando da fic! Beijão!!

Boa leitura!

Enquanto isso, na parte de cima do navio, Hook sentia algo fisgar a isca de sua vara de pescar.

– Esse é para você, Emma. – Ele piscou para ela e soltou um de seus sorrisos galanteadores, fazendo Emma revirar os olhos.

O pirata puxou a linha, acreditando que impressionaria a loira. Quando o anzol chegou novamente no barco, trazia enroscado nele varias algas marinhas. Ele sorriu amarelo quando a loira gargalhou.

– Acho que peguei algo! – David gritou empolgado, fazendo Hook fechar a cara.

O príncipe puxou a linha, lutou alguns minutos e tirou do mar um belo peixe. Ele sorriu orgulhoso e Mary bateu palmas, indo lhe dar um beijo de recompensa.

– Era isso que você devia ter feito, Emma. – Hook olhou para a loira e sorriu.

– Por pescar algas marinhas? Teve sorte porque não as usei para te enforcar. – Ela riu outra vez.

Os dois homens passaram ainda um bom tempo pescando até que conseguiram o incrível número de seis peixes, um para cada passageiro do navio. Gold mantinha-se no convés com os demais, porém não fazia a menor questão de participar das atividades. Seus olhares se mantinham fixos em um dos mapas que o pirata havia lhe entregado, estudando cada pedaço de terra e de mar que havia ali.

– Ótimo rapazes. Se não se importarem em limpá-los, eu preparo o jantar. Hook, afinal, onde é que eu irei cozinhar? – Disse Mary um tanto confusa.

– Venha comigo. – Ele desceu para a parte inferior do navio, sendo seguido por Mary e David.

Emma deu uma olhada na direção do trio e fez uma careta. Aquela cena não lhe pareceu nem um pouco convidativa. Os olhos verdes ainda vasculharam o convés e encontraram Gold sentado num canto mais afastado, ao lado do manche, perdido em pensamentos com os olhos fixos no mapa. Ela revirou os olhos. E então se lembrou da morena. Ela ainda não havia saído do quartinho.

A xerife desceu os degraus outra vez e bateu na porta, empurrando-a de leve para abri-la, não queria assustar Regina uma segunda vez. Ou seria uma terceira? Colocou a cabeça para dentro do quarto e viu a silhueta da mulher morena deitada na cama, virada para a parede de madeira. Emma sorriu, imaginou que Regina estivesse dormindo, então tratou de fazer o máximo de silêncio possível.

Dirigiu-se para a sua cama e deitou-se ali, colocando outra vez as mãos atrás da cabeça e deixando o leve balanço do barco a embalar em seus pensamentos. Emma olhou ao redor, estava tudo impecavelmente limpo e arrumado. Ela sorriu novamente, Regina era mesmo muito perfeccionista, jamais passaria uma noite naquele quarto nas condições em que estava. Virou o rosto na direção da mulher que dormia e ficou admirando-a.

A loira esqueceu-se do tempo ali dentro. Ter Regina por perto assim, de forma tão pacata, a estava deixando com uma sensação de paz e conforto a qual não conseguia descrever. Ela foi tirada de seus devaneios apenas quando Snow adentrou o ambiente, fazendo um certo barulho. Emma virou-se para ela e levou o indicador aos lábios, pedindo silêncio para a mãe. Mary sussurrou.

– Desculpe filha. Se estiver com fome, nosso jantar está pronto. – Emma acenou positivamente com a cabeça, ela sorriu e olhou a mulher adormecida na outra cama. – Quando vier, chame Regina. Tenho certeza que ela acordará com o estômago reclamando. – Snow sorriu outra vez e se retirou, fechando a porta atrás dela.

Emma sentou-se na cama, seus olhos ainda fixos na morena. Ela suspirou e levantou-se, deu os mesmos dois passos que havia dado antes e parou ao lado da cama de Regina. Porém, dessa vez, Emma foi bem mais delicada. Ela ajoelhou-se no chão e levou a mão ao ombro da rainha, tocando-a como se a mesma fosse feita de cristal.

– Regina? Regina. – Ela apertou um pouco mais o ombro da prefeita. – Regina, acorde. – A morena revirou-se na cama, ainda adormecida. Emma tirou a mão de seu ombro e esperou. Regina virou seu corpo de frente para a loira e passou seu braço em volta da cintura da xerife, apertando-a como se essa fosse um urso de pelúcia.

A salvadora sentiu uma corrente elétrica por todo seu corpo, fazendo-o se arrepiar por inteiro. Ela também o sentiu esquentar, sentia suas bochechas quentes e, provavelmente, deviam estar rubras também. Embora quisesse que o momento se congelasse, que ela mesma congelasse como uma estátua naquela posição, ela tentou novamente.

– Regina. Acorde, Regina. – Ela sorria de um jeito abobalhado. O nariz da rainha estava contra seu abdômen e aquilo, além de lhe causar cócegas, estava começando a excitá-la. “Eu estou excitada com a Regina?” A loira arregalou os olhos e tentou uma terceira vez. – Regina, acorde, por favor. Vamos jantar. – Ela chacoalhou a prefeita com delicadeza e a mesma resmungou.

Os olhos castanhos demoraram um pouco para abrir, ela se espreguiçou, soltando a loira. Assim que os olhos de Regina se ajustaram ao quarto, que já estava começando a ficar escuro pelo anoitecer, assustou ao ver a figura da loira ajoelhada ao lado da cama. Sua primeira reação foi tentar, de toda forma, afastar-se dela e Regina bateu com as costas na madeira da parede.

– Inferno! – Ela reclamava enquanto arqueava as costas. – Mas que praga Swan, parece que tem prazer em ser inconveniente. – A loira ficou sem graça, apenas se levantou e encarou o rosto da prefeita.

– Não foi minha intenção. – Ela suspirou. – Mary veio avisar que o jantar está pronto. Pediu que te acordasse porque achou que você estaria com fome. – Só então a rainha se deu conta de que realmente estava faminta.

– Então eles conseguiram pescar algo, afinal. – Ela deu um sorriso irônico enquanto se preparava para levantar da cama. Emma permaneceu no lugar e não pode deixar de rir do comentário da rainha.

– Sim, conseguiram. – Ela viu a rainha calçar os saltos outra vez. – Regina, não acredito que você vai usar esses sapatos aqui. Estamos em um navio, no meio do nada, em uma missão de resgate. Acho que o conveniente seria a praticidade, não a elegância.

A rainha se pôs de pé assim que a loira terminou de falar. O espaço entre elas era mínimo e estava se tornando doloroso para Emma que esses poucos centímetros continuassem a mantê-la afastada da rainha.

– Acho que o conveniente, Miss Swan, seria você parar de se meter no que não é da sua conta. – Regina a encarou e fez sinal para que ela saísse da frente. A loira hesitou, mas deu espaço para que a morena passasse. – Cisnes. – A rainha bufou e Emma não entendeu exatamente do que ela falava. Enquanto a prefeita passava, resvalou de leve seu corpo no de Emma e a mesma sentiu a corrente elétrica percorrer seu corpo outra vez. Ela respirou fundo e apenas a seguiu porta afora.