Notas iniciais
Aqui estou eu com mais um pouquinho da história das nossas heroínas rumo à Neverland.

Tenho que dizer que eu amo os coments de vocês, muito obrigada. Eu fico muito feliz em saber a opinião de vocês sobre a fic. *_*

Bem, nesse capítulo provavelmente terá gente que irá querer me matar, MAS... faz parte. kkkk Espero que gostem. Beijos!!

Eles passaram o dia atrás de frutas e água, no começo da tarde começaram a armar as barracas que David havia descarregado do barco. Eram apenas duas e aquela maldita ilha parecia não ter uma única caverna para servir-lhes de abrigo.

– Duas barracas? Eu vou dormir no barco. – A voz de Regina era decidida.

– Não se preocupem comigo, eu não quero barraca. – Gold anunciou distanciando-se dos demais.

– Mas, onde irá dormir? – Snow perguntou, aflita.

– Não se preocupe, Snow White. Eu sei me virar sozinho. Qualquer coisa, tenho o barco também. – Ele disse com uma voz cortante.

Hook aproveitou-se do ocorrido e olhou para Emma, aproximando-se dela com seu sorriso galanteador.

– Vejo que tem espaço sobrando na minha barraca. Divide esse espaço comigo? – Ele segurou a mão da loira, arrancando uma careta da mesma e um olhar feio de David. Regina limitou-se a revirar os olhos, não sabia por que as investidas do pirata a incomodavam tanto.

– Há duas camas no barco. – Ela se soltou bruscamente da mão dele. – Vou dormir em uma delas, nem que eu precise atravessar o oceano a nado, mas não entro nessa barraca com você.

A prefeita soltou um sorriso maldoso de canto, havia adorado aquela resposta. “Mas por que diabos eu teria gostado?” – A rainha pensou, meneando a cabeça, confusa. Ela despertou de seus pensamentos quando viu que os preparativos para dormir já haviam começado. Ela viu David arrumando a barraca e Hook fazendo a fogueira. Procurou com os olhos pela loira e a encontrou, junto com sua mãe, na beira do mar.

– Tenha cuidado. – Snow dizia e abraçava forte a filha. – Boa noite.

– O que está acontecendo aqui? – Regina perguntou, aproximando-se da cena.

– Estou dando boa noite para minha mãe.

– Ela realmente vai voltar pro barco nadando. – Snow lamentou-se. – Essa água está tão gelada, e pode haver tantos animais aquáticos perigosos por aí.

– Não se preocupe, ela não vai. – Emma encarou os olhos castanhos assim que ouviu a voz da rainha. Os verdes da loira brilhavam decididamente.

– Sim, eu vou! – A loira retrucou.

– Não pelo mar. – A rainha aproximou-se dela. – Eu te trouxe aqui. Eu te levo de volta. – Ela deu um meio sorriso.

Emma limitou-se a concordar com a cabeça. Por mais estranha que aquela cena tenha lhe parecido, Snow agradeceu à Regina pela preocupação, mas a rainha a corrigiu; Não era preocupação, era uma parcela da dívida que estaria pagando a Emma por tudo que a loira já havia feito por ela.

Assim que esclareceu, Regina envolveu a si mesma e a xerife em sua fumaça roxa e ambas reapareceram dentro do Jolly Rogers.

– Obrigada. – Emma sorriu abertamente.

– Coloque na minha conta, Miss Swan. – A rainha disse virando as costas. – Esse pequeno favor valeu pelo pequeno favor que me fez na praia.

A loira sorriu, lembrando-se da cena. Ela tinha sentido o corpo em brasa ao segurar Regina pela cintura e puxá-la da areia. Ela acompanhou os passos da rainha com os olhos e depois a seguiu.

– Regina... – Ela não sabia o que queria dizer, mas sentiu vontade de chamar o nome da prefeita.

– Sim, Miss Swan? – A morena a encarou.

– Por que não me chama de Emma? – Foi a primeira coisa que surgiu na mente da loira.

– Porque prefiro que nos tratemos formalmente. Melhor resguardarmos o pouco respeito que ainda temos entre nós. – As palavras da morena foram secas e ela se colocou de costas outra vez, entrando no quarto. Emma a seguiu.

– Regina... – A xerife não sabia o motivo de querer tanto pronunciar aquele nome.

– Pois não, Miss Swan? – Aquele som maltratava seus ouvidos. Ela queria ouvir Regina a chamar de Emma, ao menos uma vez em sua vida, de forma carinhosa.

– Pode me ensinar magia?

Aquelas palavras pegaram a rainha de surpresa. Ela lembrou-se das poucas palavras que haviam trocado na ilha, mas pensou que o interesse de Emma fosse apenas temporário ou mesmo uma brincadeira. Os olhos castanhos encararam os verdes e os sondaram em busca de alguma hesitação, sem sucesso. As íris verdes estavam decididas e cheias de um brilho que Regina não soube decifrar do que era.

– Miss Swan, não se aprende magia do dia para a noite. Leva-se uma vida para aprendê-la e aperfeiçoá-la. E toda magia tem um preço, creio que já saiba disso.

– Sim, sei de tudo isso. Mas quero ajudar quando chegarmos à Neverland. Quero ser útil. Eu tenho magia mesmo, não pedi para ter, mas tenho. Então é melhor que eu saiba usar, certo?

– Certo. – Regina ponderou as palavras da loira. – Então talvez fosse melhor pedir isso para o Rumple. Ele sabe muito mais do que eu, me fez ser quem eu sou e ele foi o mestre da minha mãe, é a pessoa mais indicada para isso.

– Com todo respeito, Madam Mayor, mas não quero ser como você foi ou como sua mãe era. – Ela meneou a cabeça negativamente, fazendo Regina enfurecer-se rapidamente e aumentar o tom de voz.

– Se não quer ser como eu sou, então por que pede logo a mim?

– Porque discordo de você. – Ela levantou o olhar, encarando os olhos castanhos de Regina e dando um passo à frente, diminuindo o espaço entre elas naquele quarto apertado para nada mais que centímetros. – Não acho que você seja mais como antes. Não quero ser como a Evil Queen. – Ela aproximou-se mais, deixando quase inexistente o espaço entre elas e sussurrou. – Quero que você me ensine para que eu seja como a Regina Mills que eu vi naquela mina. – Ela sorriu e Regina viu que suas palavras e seu sorriso eram sinceros.

Os olhos castanhos encheram-se de lágrimas rapidamente após a morena ouvir aquelas palavras. Ela encarou os olhos verdes e o sorriso de Emma a contagiou. Ela abriu o seu próprio sorriso, ainda tímido, porém o gesto fez com que uma lágrima teimosa escorresse. E Regina sentiu a mão da loira em seu rosto, o polegar secando sua lágrima. O corpo da prefeita estremeceu e arrepiou, ela ia desviar seu olhar, mas Emma a impediu. Segurou em seu queixo e ergueu seu rosto, fazendo-a encarar as íris verdes outra vez.

O que veio a seguir foi rápido demais para Regina tentar evitar. Ela sentiu os lábios de Emma roçarem nos seus e só conseguiu fechar os olhos em resposta. A prefeita ainda estava tensa, mas a loira não se intimidou, entregou-se a vontade que tinha de experimentar aqueles lábios carnudos da sua rival. Seria mesmo uma rival? Emma colou seus lábios aos de Regina e sentiu a boca da morena entreaberta. Tomou aquilo como um incentivo e deixou sua língua invadir, pouco a pouco, a boca da prefeita e explorar, sem pressa alguma, cada cantinho, sentindo o sabor daqueles lábios.

Regina amoleceu com o beijo de Emma, ela nunca pensou que aquilo poderia acontecer. E, todo esse tempo, estava tentando descobrir o porquê das investidas do pirata a incomodarem tanto. Não era por ele, nem de longe o motivo era ele. Era ciúme de Emma Swan. Quem imaginaria?

A loira deu outro passo e seu corpo encontrou-se com o da rainha, ela a empurrou contra a parede de madeira da embarcação. Foi a primeira vez que Regina não achou ruim bater com as costas ali. Elas ainda se beijavam, tentando prolongar o máximo possível aquele momento e só se soltaram quando sentiram os pulmões arderem em busca de ar. A boca de Emma desceu para o pescoço da morena e a mesma suspirou de prazer.

Aquele suspiro despertou Regina para o que estava acontecendo. “O que diabos eu estou fazendo?” – Ela se censurou, mas era difícil manter os pensamentos no lugar com a boca da xerife em sua pele. “Não, eu não posso fazer isso. Eu não posso.” – A prefeita sentiu seus olhos arderem pelas lágrimas que ameaçavam fluir.

– Miss Swan... – Sua respiração estava descompassada, seu coração acelerado.

– Sim, Madam Mayor? – A loira mantinha sua boca no pescoço de Regina, dando uma leve lambida que fez a mesma voltar a se arrepiar e suspirar.

– Pare! – Ela tentou afastar a moça loira de seu corpo.

Ao ouvir a ordem de Regina, a xerife ergueu sua cabeça e encarou os olhos castanhos, sem afastar seu corpo um milímetro do da rainha. Regina viu nos olhos verdes um misto de desejo e confusão.

– Por quê? – Emma a olhava como uma criança cujo a mãe interrompeu a brincadeira.

– Apenas afaste-se de mim.

– Mas, Regina... – Ela estava confusa. – Pensei que estivesse gostando. Pensei que também quisesse. – Ela tentou achar alguma explicação.

– Solte-me, Swan. Agora! – Os olhos escuros de Regina tinham um ar de raiva e Emma reconheceu uma dor profunda em suas íris. A loira afrouxou o aperto que dava na prefeita sentindo seu próprio coração doer.

Notas finais
E então, o que acharam? .-.