For The Greater Good
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Oie!! Como estão, galera? Praticamente cinco dias para a estréia, como andam os corações aí? ^-^
Chegamos ao antepenúltimo capítulo hoje, espero que gostem. Não vou ficar com muita falação hoje não, vamos que vamos. Boa leitura! xD
Chegamos ao antepenúltimo capítulo hoje, espero que gostem. Não vou ficar com muita falação hoje não, vamos que vamos. Boa leitura! xD
– Nossa... – Hook parecia entediado ouvindo tudo aquilo. – Aceite que sua filha nasceu para ser príncipe, Mary. É bem mais interessante desse jeito. – Ele deu uma risada maliciosa e recebeu um olhar feio de David.
– Não se meta nisso, Hook. – David o encarou e o pirata ergueu os braços em rendição. Ele passou pelo casal e entrou na lanchonete.
– Meu amor, nós devemos fazer isso pelo Henry, pela Emma. Eu também não queria que fosse assim, mas aconteceu. – Ele acariciou os cabelos da mulher.
– Será que... – Ela desencostou a cabeça do ombro do marido para encará-lo, espantada. – Será que isso é algum tipo de punição? Por eu ter causado a morte do Daniel? Ele era o verdadeiro amor da Regina.
– Snow, nenhum amor é uma punição. – Ele olhou fundo nos olhos dela, um ar surpreso.
– Eu sei, eu sei... – Ela suspirou. – Eu sei que estou sendo uma chata implicando assim com a Regina, mas eu também sei que não estou na lista de amigas do ano dela. Só queria que fosse de um modo mais fácil.
– E quem lhe disse que desse jeito também não pode funcionar? – Ele sorriu. – O que vem fácil não tem valor, nós sabemos melhor do que ninguém que tudo o que já tivemos na vida foi através de muita batalha.
Após alguns minutos, os dois voltam para dentro da lanchonete. Assim que passaram pela porta, viram todos de pé com as canecas de cerveja erguidas, com exceção apenas das canecas de Henry e Ariel, que continham refrigerante. Hook, que estava de frente para os dois, não pode deixar de provocar, assim que Archie terminou seu pequeno discurso de brinde.
– E, vamos celebrar também ao mais novo casal da cidade que, fiquei sabendo, trocaram alguns beijos em público. Como irei embora amanhã cedo, eu gostaria que repetissem o feito para que eu visse. – Ele riu de uma forma maliciosa e levou um soco no ombro dado por Ariel, que também ria.
O clima ali dentro agora era bem mais tranquilo e todos pareciam uma grande família. Dessa vez foi Emma quem tomou a iniciativa ao pedido de Hook, passando o braço esquerdo de forma possessiva pela cintura de Regina e a apertando contra si em um beijo cheio de sentimentos.
– Isso é um beijo? – As duas voltaram sua atenção para o pirata quando seus lábios se separaram. – Tem muito o que aprender, Swan! – Ele riu e puxou a ruiva para si, beijando-a e fazendo com que Emma fizesse o mesmo com Regina, em uma espécie de disputa. Nenhum dos dois casais parecia querer se soltar.
– Tá bom, deu empate. – Disse Henry, arrancando risos de todos os presentes, com exceção de Snow.
– A rainha não é uma mulher fácil de satisfazer, Emma. Boa sorte. – O pirata riu, segurando a ruiva pela cintura.
– Acredite Hook, ela é o suficiente. – Regina disse mordendo o lábio inferior, fazendo a loira corar e o pirata rir ainda mais, com um ar todo malicioso.
Mary enfureceu-se, se olhar matasse, o pirata teria tomado o mesmo destino de Cora, apenas por instigar aquela brincadeira. Ela acalmou-se apenas quando sentiu David lhe tocar o ombro e Ruby vir até eles com as canecas de cerveja. Entretanto, a princesa não conseguia desviar os olhos das duas mulheres juntas logo à frente. A mão insistente da filha, que passeava pelas costas de Regina e parava no limite para o seu bumbum.
A noite foi passando e, já de madrugada, as pessoas começaram a se despedir e rumar para suas casas. Os últimos a ficarem foram Ruby e Granny, Belle e Gold, Archie e a família Charming, com Regina praticamente inclusa. Assim que Rumple cochichou no ouvido de Belle que queria ir embora, a castanha tratou de se despedir.
– Estamos indo. Sejam bem-vindos de volta, mais uma vez. E, Regina, se quiser seu cargo de volta é só falar. – Leroy ia se intrometer, mas não foi necessário.
– Tudo bem, Belle. Obrigada, outra vez. – Ela sorriu. – Eu acredito que está fazendo um bom trabalho e eu ainda preciso de um tempo para arrumar minha vida. – Ela sorriu e olhou para Emma, que a apertou mais pela cintura.
– Certo, qualquer coisa, é só falar. – Eles se despediram com um boa noite e saíram.
– Você também Emma, é só me dizer que eu volto pro Granny’s. Sabe, eu já estou com saudade de servir as mesas. – A loba riu e fez a loira rir também.
Em seguida, Archie e Leroy se despediram e tomaram o caminho de casa. David olhou as pessoas que restavam, sorrindo.
– Bom, vamos para casa também. – Ele abraçou Snow. – Vem com a gente, filha?
Emma olhou para Regina com uma vontade imensa de dizer não ao pai. A morena apenas lhe sorriu e lhe incentivou a responder, independente da resposta que daria. Elas se demoraram tanto naquela troca de olhares que Henry acabou respondendo pela mãe.
– Não vô, hoje vamos ficar na casa da minha mãe. – Ele abriu um enorme sorriso e abraçou as duas. – Na nossa casa.
– Mas Henry... suas mães... Emma... isso não... – O menino deu um olhar de repreensão para a avó e essa se calou, respirando fundo. – Emma, tem certeza que os três ficarão bem juntos essa noite?
Ela encarou a filha de um jeito de quem sabia exatamente tudo que poderia acontecer com as duas mulheres naquela casa, dormindo juntas e queria se certificar se uma criança poderia estar por perto.
– Tudo bem, mãe. – Emma usou do parentesco para amolecer o coração de Mary. – Vai ficar tudo bem.
Eles se abraçaram e foram saindo, despedindo-se de Ruby e Granny. Do lado de fora, Snow e David ficaram parados ao lado do carro, vendo Emma e Henry entrando no Benz de Regina e partindo, completamente felizes.
– Nossa garotinha cresceu, Snow. Não podemos fazer nada. – Ele sorriu e entrou no carro, sendo seguido pela mulher.
– Sim, eu sei. Talvez seja mesmo para o bem ter a Emma na vida da Regina. – A princesa deu um sorriso leve. – Há muitos anos não via Regina tão feliz, não a via dando um sorriso tão sincero.
– Eu também notei isso nela. Vamos dar uma chance pra elas, talvez a Regina seja melhor nora que madrasta. – David riu e fez com que Mary o olhasse com um falso ar de irritação, porém ela acabou soltando o riso. Ele lhe deu um selinho demorado antes de ligar o carro e irem para casa.
xXx
Ao chegarem na mansão, Regina abriu a porta da frente e entrou junto com Emma e Henry. Ela fechou a porta assim que os dois passaram e a loira olhou em volta, a casa já estava arrumada outra vez.
– Bem melhor assim. – Ela riu. – E então, melhor irmos dormir se quisermos ir ao cais nos despedir do Hook e da Ariel amanhã cedo.
– Nós vamos mesmo? – Henry olhou as duas. Regina deu de ombros, mas Emma sorriu.
– Claro kid! Então, melhor subir e se preparar para dormir. – Ela sorriu pro garoto, que correu escada acima para se arrumar.
– Então, Miss Swan, posso saber o motivo de tanto interesse em se despedir do Hook? – Regina tinha um ar sério.
– Ah não... – Emma abriu um imenso sorriso e se aproximou da morena. – Isso é ciúme, Madam Mayor? – Suas mãos seguraram a cintura de Regina, trazendo-a mais para perto.
– Não, Miss Swan, isso se chama curiosidade. E eu tampouco sou a prefeita. O cargo agora é da Belle. – Os olhos castanhos estavam fixos nos verdes.
– Sempre será a minha Madam Mayor. E chame do que quiser, eu sei reconhecer ciúme quando vejo. – Ela riu e passou a beijar o pescoço de Regina, sussurrando. – Eu só quero ir ver a partida. Nada de mais. E garanto que bem mais gente também acabará indo. – Ela mordeu o queixo de Regina. – Aliás, Ariel prometeu mostrar ao Henry seu lado sereia, ele nunca viu uma. Bem, nem eu. Então por isso nós iremos lá. – Ela sorriu e puxou de leve o lábio inferior da rainha com os dentes.
Regina estava entregue, assim que as duas colaram seus lábios, ouviram a voz de Henry no andar de cima chamando por elas. As duas se separaram e subiram em direção ao quarto do menino. Ele já estava na cama, embaixo das cobertas. Regina se aproximou e lhe beijou o topo da cabeça, sorrindo. Emma fez o mesmo e os dois trocaram um breve olhar, o menino era pura felicidade.
– Certo Emma, vamos. É tarde, Henry precisa descansar. Vou arrumar o quarto de hóspedes para você. – A loira fez beicinho e o menino se intrometeu.
– Mãe, por que Emma não dorme no seu quarto, com você? Vocês são um casal, vovó e vovô dormem juntos. – As palavras do menino pegaram a morena de surpresa e fizeram Emma bagunçar seu cabelo durante uma risada, sussurrando um “Valeu Kid.” para o garoto.
– É Regina, por que não posso dormir na sua cama, com você? – Ela direcionou um olhar malicioso para a morena.
– Porque se você vier dormir no meu quarto, eu não vou conseguir dormir, Emma. – A mulher lhe fuzilou com o olhar enquanto a loira soltava outra gargalhada. – O que é tão engraçado?
– Você acha que não vou te deixar dormir? – A loira aproximou-se da outra, divertida, segurando-a pela cintura e sussurrando em seu ouvido para que só ela ouvisse. – Não farei nada que não quiser. – Ela sorriu. Henry assistia a toda cena e Regina ficou desconfortável.
– Miss Swan, controle-se. – Ela apontou com os olhos para Henry.
– Mãe, larga de ser boba! – O menino riu. – Vocês ficam lindas juntas, sempre quis ver vocês assim.
– Certo, certo. Vocês venceram. – Ela revirou os olhos e deu um sorriso. – Emma, vamos. E você, mocinho, durma! Até amanhã, querido.
– Até amanhã. – Ele sorriu e se ajeitou para dormir.
Regina segurou a mão de Emma e as duas saíram do quarto, fechando a porta. A morena guiou a loira até seu quarto. Assim que entraram, Emma fechou a porta atrás de si e se jogou na cama da rainha.
– Emma! – Ela repreendeu a salvadora. – Ao menos tire os sapatos antes de se deitar. Ou vai dormir assim?
– Não... – Ela sentou-se e tirou as botas, em seguida ficou de pé e tirou o jeans e a regata. – Eu vou dormir assim. – Ela riu quando notou o olhar da morena na sua frente, vendo que ela estava apenas com uma calcinha azul e o top preto. – E você?
– Deite-se, Swan. Eu já volto. – Regina lhe lançou um olhar cheio de malícia e entrou no closet, fechando as portas para que Emma não espionasse.
Alguns minutos depois, a rainha saiu do closet com uma camisola preta praticamente transparente e rendada na barra e na altura dos seios. Por baixo dela, apenas uma calcinha, também preta e rendada. Emma estava distraída, deitada na cama olhando para o teto, quando notou a movimentação, tratou de olhar em direção à morena e congelou no lugar, a boca aberta, os olhos arregalados, o coração pulsando. Regina andava calmamente, como se não soubesse exatamente o efeito que causava na loira.
Ela se deitou na cama ao lado de Emma, a mesma ainda paralisada, acompanhando cada movimento com o olhar, literalmente salivando por aquela mulher ao seu lado.
– Tá de brincadeira comigo né? – Emma a encarava, mas seus olhos nãos conseguiam ficar fixos em um único ponto, eles deslizavam pelo corpo da rainha.
– Do que está falando, dear? – Regina se fez de desentendida com um sorriso que demonstrava muito bem que ela sabia do que se tratava.
– Você ainda quer que eu durma com você assim do meu lado? – O coração de Emma estava disparado, sua respiração já estava ficando pesada.
– Sabe, Swan... – Regina começou, virando para ela e dobrando a perna, fazendo a camisola deslizar e exibir mais de suas coxas grossas. – Eu não estou com sono, no momento... – Ela olhou Emma enquanto sua perna se aproximava do corpo da outra, provocando-a com o pé, deslizando-o pelas pernas da loira. – Eu pensei que pudesse me ajudar com isso. – Ela sorriu e mordeu o lábio inferior.
Os olhos verdes de Emma brilharam em desejo e ela virou-se na cama, se colocando sobre o corpo da rainha, que sorriu maliciosamente. As mãos de Regina subiam pelas coxas da loira, arranhando-as e causando arrepios, fazendo Emma mexer seu quadril sobre o dela.
A loira se inclinou sobre a morena e lhe deu um beijo voraz, deixando suas mãos invadirem a camisola de Regina e massagear seus seios, fazendo-a gemer em aprovação. Elas se amaram de uma forma urgente e apaixonada, até finalmente dormirem, exaustas, já quase ao amanhecer.
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