Notas iniciais
Bom galera, é isso aí, mais um capítulo e todinho de SQ! huahuahua Não vou falar muito e deixar vocês lerem.

Boa leitura! xD

Regina reapareceu dentro de sua casa. O coração estava apertado com a sensação de vazio despertada naquele cais. Ela apertava o cisne e o livro contra o peito, mas assim que chegou em casa, depositou os objetos na mesinha próxima a porta. A casa estava escura, ela tentou acender a luz pelo interruptor, sem sucesso. Abriu algumas cortinas para clarear a sala e olhou ao redor, franzindo o cenho com a imagem que viu.

Emma seguiu Regina o mais próximo que conseguiu. Tinha estado tão poucas vezes no interior da mansão que o único lugar daquela casa do qual ela realmente se lembrava bem era a porta. Reapareceu em frente ao número 108, por fora a casa parecia exatamente a mesma. Ela tentou a campainha, porém essa não funcionou. A loira bateu na porta algumas vezes e esperou pela resposta.

Alguns segundos depois e Regina abriu a porta, seu rosto com um misto de espanto e irritação. Ao ver Emma do outro lado, ela não desferiu nenhuma palavra em direção à loira, apenas deu as costas, deixando a porta aberta para que a loira entrasse. Emma entrou e paralisou no lugar em que estava. A claridade vinda da porta aberta lhe permitindo uma visão melhor do interior da Mansão Mills.

O lugar parecia uma casa mal-assombrada. Seu ar era completamente sombrio, os móveis todos cobertos por lençóis brancos, não estava sujo ou empoeirado, dando a entender de que fora bem cuidado, mas parecia abandonado por muito mais tempo do que ambas as mulheres acreditavam ter se passado.

– O que está acontecendo aqui? – Ela disse, espantada, enquanto fechava a porta e aproximava-se de Regina.

– Olhe bem pra mim, Miss Swan, e me diga se acha que tenho alguma ideia do que se passa. – Regina bufou, começando a descobrir os móveis da sala. – Afinal de contas, o que diabos faz aqui, Swan? – Regina a encarou.

– Regina, não seja dura assim. – A loira se aproximou da morena, encarando-a. – Não desceu com a gente no cais, sumiu sem falar nada... – Ela quebrou ainda mais o espaço entre as duas, dando a volta no sofá. – Acha mesmo que eu não viria atrás de você?

– Miss Swan, isso é completamente inapropriado. – Ela afastou-se alguns passos, se dirigindo à estante e retirando o lençol que a cobria, começando a erguer os porta-retratos que haviam ali e a arrumar os objetos, ficando de costas para Emma.

– Corta essa de Miss Swan. – Emma alterou-se. – Inapropriado? Isso é sério? – A loira soltou uma risada irônica.

– Sim, inapropriado. Estamos em casa agora, as coisas deverão voltar a ser como eram. – As lágrimas arderam nos olhos da morena, ela suspirou e continuou. – Você é a salvadora, Emma, tem uma cidade inteira que te ama enquanto as mesmas pessoas me odeiam. – Ela respirou fundo, num esforço sem tamanho de impedir as lágrimas de caírem. – O que aconteceu em Neverland, receio que aqui não será possível. Jamais aceitariam.

– E o que pensa em fazer a respeito? Simplesmente esquecer? Vai mesmo ignorar tudo o que passamos juntas naquele lugar e me tratar com a frieza de antes? E o Henry, você viu a felicidade nos olhos dele ao nos ver juntas. Vai mesmo destruir isso por causa dos outros? – Emma falou em um único fôlego e se aproximou da morena, segurando firme em seu braço, virando-a de frente pra si e obrigando os olhos castanhos a se fixarem nos verdes. – O que te faz pensar que eu vou desistir de nós?

Regina não teve uma resposta imediata para aquela pergunta, perdida nos olhos verdes cheios de determinação. Era tudo o que ela mais desejava, que Emma não desistisse delas, porque ela tinha certeza de que sua vontade era a de ficar com a loira, mas não tinha a mesma certeza de estava munida das forças necessárias para isso. Seus olhos lacrimejaram e ela puxou seu braço bruscamente, fazendo a mulher a sua frente soltá-la. A morena deu alguns passos e parou, novamente de costas para Emma.

– Miss Swan... – Ela sabia que chamar a salvadora daquele jeito a iria irritar e fez de propósito. – Eu receio que Henry entenderá que “não é para ser” muito mais facilmente do que convencer a toda uma cidade de que “estava escrito”. – Ela ironizou as últimas palavras. – Me condenariam, é bem capaz de eu ser acusada de tê-la enfeitiçado. – Ela riu de forma sarcástica.

– Você não pode estar falando sério. – A loira tornou a se aproximar, balançando a cabeça negativamente, com um sorriso irônico nos lábios. – Por que tem que ser tão cabeça dura? Se for com os outros que está preocupada, deixe que eu os encare por nós duas, não me importo. Eu vou te defender, eu quero te proteger. – A loira suspirou, deu a volta no corpo da morena e parou em frente a ela, encarando os olhos castanhos. – Regina, me responda uma coisa ok? Sobre o seu reino.

– Pois bem, o que quer saber? – A morena estranhou a direção daquela conversa, olhando com curiosidade para a loira à sua frente com uma sobrancelha erguida.

– Quando rainha você tinha uma guarda real, certo? – A loira a encarou, esperando uma resposta. O rosto de Regina estava tomado de dúvida, mas assentiu com a cabeça. – Certo. E tinha um cavalheiro pessoal? Um... White Knight? – Ela ponderou as palavras, recordando-se do termo exato.

– Um White Knight? – Regina riu. – Nunca tive um, Miss Swan. Caso não se recorde, eu era a Evil Queen, não era do meu feitio sair por aí acompanhada de um Cavaleiro Branco. – Ela tornou a rir, sarcástica.

– Talvez seja exatamente de um que você precise. – Emma encarou os olhos castanhos repletos de confusão, séria, quebrando ainda mais a distancia entre elas com um passo. – Henry me disse uma vez, há uns dois anos, que eu era a White Knight que salvaria a cidade da maldição e protegeria seus moradores. – Mais um passo em direção à mulher paralisada pela surpresa daquelas palavras. – E eu acredito... – O último passo. – Que o White Knight também esteja destinado a salvar a Rainha Má. – Um sorriso maroto surgiu e seu corpo inclinou-se, deixando o espaço entre as duas inexistente. Ela sussurrou no ouvido da morena. – Me deixe ser o seu Cavaleiro Branco, Majestade. – Um beijo no pescoço. Um arrepio. – Me deixe te proteger, Regina. – Outro beijo, um novo arrepio. Um último sussurro. – Me deixe te amar.

– Emma... – A voz de Regina saiu em um suspiro. A boca da loira em seu pescoço não a deixava clarear seus pensamentos. – Emma... – As mãos dela alcançaram a gola da jaqueta de Emma e seguraram firme, conseguindo enfim afastar os lábios da salvadora de sua pele e a encarar. – Seja sincera, você acredita mesmo nisso? – Seus olhos estavam marejados.

– Não tem outra coisa, em meio a toda essa loucura, que eu acredite mais do que isso. – Ela sorriu, deixando transparecer a sinceridade de suas palavras. As lágrimas escorreram pela face de Regina e Emma as secou com os polegares.

O gesto se tornou uma carícia pelo rosto da rainha, os olhos de ambas fixos um no outro, os corações disparados. A respiração pesada por aquela proximidade e contato. A mão direita de Emma envolveu a rainha pela cintura enquanto a mão esquerda moveu-se para o pescoço da morena, acariciando sua nuca numa massagem e puxando a mesma para si. Foi inevitável o encontro de seus lábios.

Emma beijou Regina com todo o amor que sentia, de forma urgente, porém carinhosa. Um beijo cheio de desejo, de felicidade, de promessa. As barreiras da rainha aos poucos foram ruindo por completo, ela estava ficando totalmente entregue à sua salvadora. Os braços da morena envolveram o pescoço da loira e elas se apertaram ainda mais naquele abraço, os corpos colados um no outro, quentes, ansiosos.

O beijo foi se tornando mais intenso, a loira livrou-se do casaco de Regina, jogando-o sobre o sofá. A jaqueta vermelha que usava foi a próxima peça que encontrou o mesmo caminho. Seus beijos desceram para o pescoço despido da morena, ganhando espaço no colo dos seios através dos botões abertos da camisa social. Ela foi empurrando Regina com seu corpo em direção ao sofá, mas a morena travou assim que sentiu sua perna encostar-se ao estofado.

– Emma... – Ela suspirou, a boca da xerife voltara ao seu pescoço e lhe dera uma leve mordida. A morena sentiu uma leve pressão contra seu corpo e sentou-se no apoio lateral do sofá. – Emma... aqui não. – Ela sussurrou e não conteve um gemido ao sentir outra mordida, agora no ombro. – No meu quarto, Miss Swan... – a voz dela estava falha.

A loira abriu um sorriso malicioso, encarando os olhos castanhos de Regina, que também lhe sorriu. Ela não perdeu tempo, puxou-a pela cintura e voltou a colar seus lábios num beijo ainda mais urgente. Voltou a empurrar seu corpo contra o de Regina, fazendo-a caminhar de costas rumo às escadas. Os três primeiros degraus a morena subiu sem problemas, porém no próximo o salto alto lhe traiu e ela se desequilibrou. O braço forte de Emma ao redor da sua cintura foi o que impediu uma queda feia. A morena apenas sentou-se na escada, o corpo de Emma pesando sobre o seu, os olhos verdes e o corpo esguio de quatro nos degraus, Emma parecia uma leoa faminta sobre Regina.

Suas bocas logo se encontraram outra vez, a morena subia degrau por degrau, engatinhando como podia, sentindo o raspar da escada em suas costas, com Emma bem acima dela, forçando seu corpo a continuar o trajeto, mesmo na posição desconfortável em que estava. Regina segurou o cabelo de Emma, preso num rabo de cavalo, enrolando-o em sua mão e dando um puxão forte, porém sem machucá-la. A loira inclinou a cabeça pra trás, olhando-a.

– De pé, Miss Swan. – A voz saiu firme, apesar da respiração ofegante. Eram os olhos castanhos agora que tinham um ar felino. Emma se levantou e ajudou Regina a também ficar de pé. A fumaça roxa as envolveu e, em seguida, estavam na suíte da mansão. – Eu não ia me arrastar por aquela escada, é bem mais rápido desse jeito. – Ela sorriu, maliciosa, arranhando a nuca da loira e deixando sua boca ir de encontro com o pescoço alvo de Emma, sugando a pele e fazendo a loira se arrepiar inteira. Deixou a boca subir até a orelha da outra e sua voz rouca e ofegante, extremamente sexy, quase enlouqueceu Emma. – Lembra o que me disse, no barco, aquela noite em que me ajudou?

– Hum... – Emma não conseguia raciocinar direito, sua mente estava nublada de desejo.

– Pois eu me lembro... – Ela mordeu o lóbulo da orelha alva. – Lembro muito bem. – Outra mordida, agora no pescoço. Emma estremeceu. – Você disse que me ver nua era um privilégio. – Ela sorriu de forma predadora e deu outra mordida, bem de leve, e sussurrou uma ultima vez. – Hoje você terá esse privilégio, Miss Swan. – Regina riu, maliciosa, divertindo-se.

A morena se afastou de Emma, que protestou e não soltou seus braços da cintura dela. As mãos de Regina seguraram as alças da regata surrada de Emma e a puxaram rumo à cama. Ela empurrou a loira sobre o colchão sem a menor cerimônia e se afastou, fazendo Emma bufar em protesto. O sorriso e o olhar da prefeita estavam fixos na loira sobre a cama e suas mãos, lentamente, começaram a desabotoar a camisa. Emma não conseguia desviar o olhar daquela cena, ela não conseguia acreditar. Sua boca estava aberta, o coração disparado, a respiração irregular, seu sexo completamente molhado e pulsante. As peças de roupa da rainha foram saindo, uma a uma, até que ela ficou nua diante da loira. Os olhos verdes cintilavam com a visão, era impossível não ficar hipnotizada com a beleza de Regina.

– Acho que está um pouco injusto essa situação, Miss Swan. – Ela apontou as roupas de Emma, que na mesma hora arrancou a regata e a atirou pra longe e depois o top que usava.

A loira abriu o zíper do jeans e Regina fez questão de puxá-lo, arrancando junto a calcinha de Emma. Ela encarou o corpo despido diante dela e mordeu o lábio inferior. O corpo de pele clara, de músculos bem definidos, forte e curvilíneo, tornando-o bem feminino. Ela se perdeu naquela visão e Emma teve a chance de atacá-la. Puxou a morena pela cintura e a deitou na cama, rolando pra cima dela, beijando a boca carnuda com uma fome sem tamanho.

A boca de Emma desceu para o pescoço da morena, onde ela beijou e mordeu, sem pressa. Em seguida foi tomando o caminho mais abaixo e seu rosto passou pelo vale dos seios de Regina, ela queria provar cada centímetro de pele da morena. Os seios foram os próximos que ela descobriu e nos quais ela se perdeu, arrancando gemidos da rainha a cada vez que sugava e brincava com sua língua pelo bico enrijecido.

Uma das mãos de Regina arranhava as costas de Emma, cravando as unhas na pele branca e deixando marcas que não causavam nenhuma dor à salvadora, apenas satisfação. A outra mão estava maltratando o caro lençol da cama. A loira voltou a subir sua boca e deixou suas mãos curiosas passearem pelo corpo da morena, até chegarem ao lugar desejado. Ela arranhou o interior das coxas de Regina e sentiu a morena se remexer embaixo dela, buscando mais contato. Um sorriso maroto surgiu em seus lábios e ela se permitiu acariciar o sexo da rainha, que gemeu imediatamente.

Emma nunca tinha ficado com uma mulher antes, mas devorou a morena com uma avidez e sabedoria que Regina não resistiu às sensações causadas pela loira. Chegou ao clímax uma, duas, três vezes. A loira a provou, repetiu e se fartou entre suas pernas. E a morena iria recompensá-la, assim que recuperasse suas forças.

Notas finais
E aí, o que acharam? ^-^