Notas iniciais
E aí gente, muito ansiosos pela volta pra casa? hahah

Nossos heróis estão indo de volta para StoryBrooke, como será que as coisas estão por lá? Nesse capítulo também tem a introdução para uma personagem que irá aparecer em breve na história, quem será? Acho que vocês vão adivinhar, está fácil. xD

Então, chega de falação e boa leitura!

Regina se abraçou ao filho e segurou firme a corda na borda do navio. Emma se colocou protetoramente atrás da mulher e segurou sua cintura com o braço esquerdo, enquanto o direito estava firme envolto também em uma corda. Gold se segurou ao mastro, Snow e David estavam na popa do navio, próximos ao timão, se segurando também abraçados e viram o gesto de Emma. David simplesmente deu de ombros para a esposa, aquilo era algo com o qual teriam que se acostumar. Hook manteve-se na proa, segurando-se as cordas vindas das velas.

– Boa viagem! Voltem logo! Se cuidem. – Eles podiam ouvir os gritos das crianças e fadas ficarem para trás assim que o barco inclinou-se e adentrou o portal.

Foi outra viagem turbulenta, como se despencassem de uma cachoeira, até que o barco pousasse tranquilamente sobre as águas do Maine. Aquilo deu uma certa vertigem em Henry, que tinha total certeza de que eles estavam caindo, quando pareceram surgir de dentro do mar, ou seja, subindo em direção à superfície do Pacífico. Quando o navio estava seguindo uma linha reta sobre o mar calmo, Hook olhou pela luneta e viu a cidade se aproximando.

– Estão entregues. – Ele sorriu para seus tripulantes.

xXx

Leroy estava no cais, como sempre ele mexia em seu barco quando avistou o navio de Hook abrir caminho entre as águas. O anão correu em direção ao telefone mais próximo e ligou para a prefeitura. Belle atendeu prontamente do outro lado, já habituada a sua nova tarefa, quando a chamada foi repassada pela secretária.

– Pois não? – A voz dela era suave ao telefone.

– Mayor French, é o Leroy. Tenho novidades! – Ele disse sorrindo com o aparelho em mãos.

– Ora, Leroy. Quantas vezes tenho que dizer para continuar me chamando de Belle? – Ela riu. – Novidades? Que novidades?

– Eles estão de volta, irmã! Acabei de ver o barco deles surgindo no mar.

– Finalmente! – Ela disse com os olhos marejados. – Vou avisar aos outros, precisamos preparar a recepção deles no Granny’s. – Ela sorriu, ouviu a confirmação do anão e desligou o aparelho.

Belle ajeitou os cachos castanhos e vestiu o terninho preto por cima do vestido azul marinho. Apressou-se em sair do gabinete da prefeitura, porém tropeçou nos próprios pés ao passar pela porta. Saltos incrivelmente altos e pressa. A única coisa com a qual ela ainda não estava totalmente habituada.

Ela dispensou a secretária do trabalho com a notícia e correu para dentro do seu carro preto, estacionado na vaga escrito Mayor. Assim que entrou no veículo livrou-se dos sapatos de salto; se mal conseguia andar com eles, que dirá dirigir.

A castanha resolveu ir até o Granny’s. Entrou na lanchonete como um tornado, um sorriso enorme no rosto, todos ali olharam para ela, que estava levemente ofegante. Ela tratou de se recuperar logo e então ergueu o tom de voz pra um grito empolgado.

– Eles voltaram!

xXx

Jolly Roger finalmente atracou no cais da cidade. Tudo parecia exatamente igual, trazendo uma sensação de nostalgia nos viajantes, não fosse pelo lindo veleiro de Leroy, completamente consertado e pintado, parado ali perto.

Snow foi a primeira a desembarcar, sendo seguida por David. A princesa correu até o amigo anão, que os esperava por ali. Ela o abraçou forte.

– Meu amigo, como é bom vê-lo de novo. – Ela sorriu.

– Ah Snow! Bom te ver também, irmã. – Ele correspondeu o abraço. Em seguida, ele cumprimentou Charming com um aperto de mão e um abraço.

Gold nem se deu ao trabalho de descer do navio. Ele simplesmente sumiu na fumaça roxa rumo à sua loja, na ansiedade de ver Belle. Henry foi o próximo a descer do barco, seguido por Emma que corria atrás dele. Regina subiu na madeira que dava acesso à saída do navio, trazia nas mãos o livro da mãe e o cisne de madeira que havia encontrado no barco, aqueles dois objetos tornando-se mais preciosos do que ela imaginava. Parou assim que olhou a cena adiante, Henry ganhava um afago na cabeça vindo do anão e Emma lhe deu um forte aperto de mão e um abraço, todos sorrindo com o reencontro.

– O que foi, Majestade? – Hook riu. – Parece que nunca fará parte daquela família. Sabe disso, não é? – Ele a encarou e recebeu um olhar gelado de Regina, porém seus olhos ameaçavam lacrimejar. – Um romance lésbico numa ilha paradisíaca é excitante, eu imagino. Mas não é a mesma coisa quando se volta para casa, certo? – Ele tornou a rir.

– Cale essa boca! – Regina respirou fundo e simplesmente sumiu na nuvem roxa.

Emma conversava com Leroy ao lado dos pais e do filho, mas logo deu falta de Regina ao seu lado. Ao olhar para trás, viu apenas a fumaça roxa se dissipando. Ela aproximou-se do barco outra vez, encarando Hook com um olhar irritado.

– Onde está Regina? O que disse pra ela?

– Acho que ela foi para casa. Afinal, é onde vocês estão, não é? Em casa? – Ele abriu um grande sorriso galanteador para ela, que bufou e voltou ao grupo.

– O que houve, Emma? – Snow já tinha percebido a alteração da filha, que não teve tempo de responder antes que inúmeras outras perguntas surgissem.

– Onde está minha mãe? – Perguntou Henry.

– A Rainha também voltou? – Leroy olhou para Snow, David e Emma.

– Sim, ela e Gold voltaram. E o Hook. – O príncipe respondeu, fazendo o anão torcer de leve o nariz com a novidade.

– Emma, onde está a minha mãe? – Henry perguntou novamente, deixando a loira finalmente responder.

– Eu acho que ela foi pra casa. Eu vou atrás dela. – Ela olhou para Mary e David. – Podem levar o Henry com vocês? Eu preciso ir atrás dela... – A loira mal terminou de falar e sumiu em sua própria nuvem roxa.

– Wow! Emma... ela...? Jesus! – O anão se espantou, balançando a cabeça para os lados e fazendo todos os outros três rirem.

xXx

Gold reapareceu em sua loja. Estranhou como tudo ali parecia bem mais... arrumado? E vazio! Alguns dos objetos que antes existiam ali haviam sumido. Ele checou o caixa e viu que tinha tido algumas saídas. Isso certamente era obra de Belle, ajudando os moradores a reaverem suas preciosas coisas. Porém, a grande maioria dos objetos estava exatamente como ele deixara.

Caminhou até os fundos da loja, o escritório na parte de trás estava intocável. Havia até mesmo uma fina camada de poeira sobre a mesa. Ele chamou por Belle, sem resposta. Quando pensou em ir até a biblioteca, ouviu o sininho da porta soando.

– Rumple? Está aqui? – Ele ouviu a voz da castanha e saiu do escritório.

– Belle? – Ele sorriu abertamente e se dirigiu a ela.

– Ah, Rumple! – O sorriso dela era imenso e brilhante. Ela correu até o homem e se jogou em seus braços, lhe dando um forte abraço e um demorado beijo. – Senti tanto a sua falta.

– Eu também, Belle. Eu também. – Ele a olhava. – Fez um ótimo trabalho por aqui. – Ele riu de leve.

– Espero que não se importe. – Ela sorriu, corada.

– Não, claro que não. Mas... – Ele se permitiu reparar a jovem. Os cachos castanhos brilhantes como sempre caiam sobre um terninho social preto e um vestido azul marinho abaixo dele. Uma maquiagem suave, porém bem feita delineava seus olhos e davam cor aos seus lábios. Os saltos pretos e altos fechavam o look da moça. – Está diferente. Parece uma mulher de negócios. – Ele sorriu, não queria que a jovem pensasse que era algo ruim.

– Foi preciso. – Ela sorriu. – Gostou? – A jovem ficou sem jeito, avaliando sua própria vestimenta.

– Está linda, Bell. Linda. – Ele a abraçou outra vez.

xXx

Hook ficou em seu navio. Ao contrário dos outros, ele não tinha ninguém na cidade esperando por ele, nem mesmo preocupado com seu retorno. Ele sorriu de canto ao lembrar que, provavelmente, Regina também não tivesse ninguém ali por ela, com exceção de Emma. Bem, ninguém na cidade que realmente desejasse seu retorno, já que a loira estava a bordo também.

Uma movimentação na água chamou sua atenção. Parecia um peixe. Um peixe enorme. Ele debruçou-se na borda do navio para observar melhor a sombra do animal dentro d’água. Não conseguiu distinguir muita coisa, apenas a cauda esverdeada, que parecia enroscada no emaranhado de cordas que pendia do cais.

Por um momento a sombra pareceu dobrar-se, parte dela desapareceu e Hook olhou atentamente a cauda bater violentamente contra a água. Por um segundo ele pensou ter visto algo que lembrasse cabelos flutuando. Cabelos vermelhos. Não, deveria ser apenas uma visão ou algum truque de luz.

Ele desceu e foi até lá, puxou as cordas com cuidado e sentiu a resistência do animal em sair do mar. A enorme cauda foi erguida para fora da água, com um enorme esforço devido ao peso. Hook não conseguia enxergar a outra parte do corpo do peixe, poderia jurar que o bicho estava se encolhendo, talvez querendo se esconder. Mas por que diabos um peixe faria algo do tipo? E como? Se não estivesse em StoryBrooke, ele poderia dizer que havia pegado uma sereia. “Não existem sereias em StoryBrooke. Existem?” – Riu com o pensamento e, com o gancho, desenroscou a corda da cauda do animal e a abaixou na água outra vez, soltando-a. A cauda bateu violentamente outra vez, espalhando água por todos os lados, deixando o pirata ensopado. Em segundos, o animal sumiu.

– Sorte sua eu ser um pirata e não um pescador. – Ele riu para o mar e voltou pra dentro do barco.

Notas finais
E aí, o que acharam? E, agora, sempre a Emma indo atrás da Regina, ô mulher difícil essa. huahuahua

Até o próximo galera! Beijos!