Notas iniciais
Eu sei que estão ansiosos por esse capítulo, então evitarei a falação. Huhauah Só para esclarecer: O Rumple tem sempre seus motivos egoístas, mas ele está se comportando. Ele só quer mesmo ir pra casa, afinal ele sente saudades de Belle. (Isso é até fofo .-.)

Espero que gostem e boa leitura!

Como prometido, Fawn deixou Emma diante do lago. Ao longe a loira visualizou a silhueta de Regina dentro d’água. Um sorriso brotou em seus lábios no mesmo minuto em que seus olhos pousaram sobre a camisa de botões colada à pele morena da rainha, molhada pela cachoeira que se derramava sobre seu corpo.

A fadinha também se encantou e, para desespero de Emma, voou em direção à Regina, sem lhe dar aviso prévio. Parou logo acima da cabeça da mulher, que tinha os olhos fechados embaixo da água da cachoeira e mantinha as mãos erguidas lavando os cabelos, distante apenas alguns centímetros da morena e fez um sinal de positivo pra loira, confirmando a beleza de Regina como Emma descrevera.

Ela voou em torno da mulher com um olhar curioso e então a rainha abriu os olhos, encontrando a pequena face da fada, com os olhos castanhos curiosos arregalados sobre ela, quase tocando sua cicatriz sobre o lábio com a mão minúscula. O grito da morena foi abafado pelos litros de água que adentraram sua boca, fazendo com que, além do susto, ela quase se afogasse. Ela sumiu por alguns segundos embaixo da cachoeira, o que já foi o suficiente para Emma mergulhar, de roupa e tudo, atrás dela.

Regina voltou sozinha para a superfície e riu ao avistar a fadinha outra vez. Seu sorriso durou pouco, já que ela tomou um segundo susto ao sentir a mão de alguém tocando seu ombro. Seu grito agora passou livremente pela garganta e ela enfureceu-se ao notar a quem pertencia aquela mão.

– Miss Swan! O que está fazendo aqui? – Ela fuzilou Emma com os olhos.

– Você... estava... se afogando. – A loira justificou, ofegante, havia cruzado o lago nadando em tempo recorde e acabado de subir a superfície, passando as mãos pelo rosto, o lavando e retirando os fios de cabelos emaranhados de sua face.

– Eu sei nadar perfeitamente bem, Miss Swan. Não preciso de sua ajuda. – A voz da prefeita era fria e distante, enquanto encarava os olhos verdes da loira.

– Poxa, ela é mesmo linda Emma, mas é um tanto difícil né? – A fadinha estava sentada no ar, as perninhas cruzadas, observando a cena como uma crítica de cinema. Só faltava a ela as pipocas.

– Fawn, por favor... – A loira fez sinal pra que ela se retirasse, com um rosto contorcido de angústia. A garotinha meneou um sim com a cabeça e sumiu rumo ao céu.

– Um tanto difícil, não é? – Regina tornou a fuzilar Emma com os olhos. A morena tratou de nadar para fora do lago, voltando para a margem onde havia deixado a calça e seu casaco, as únicas roupas que optou por manter secas.

O desespero de Emma era tanto que ela mal conseguiu desfrutar da visão das coxas morenas desnudas de Regina, a camisa verde de botões colada ao corpo, cobrindo um pequeno pedaço de seu bumbum, mas ainda deixando à mostra a calcinha de renda preta que ela vestia. Regina apressou-se em se vestir, pegou o casaco nas mãos e saiu andando a passos largos.

– Você ouviu pelo menos ela dizer a parte que você é linda? Foi essa parte que ela ouviu de mim... – Emma nadou atrás dela, saindo do lago, sentindo-se pesada pela roupa encharcada, porém ao menos sentia sua roupa um pouco mais limpa enquanto a torcia. Ela a seguiu pra onde quer que Regina andasse, mas a mulher não lhe dava atenção. – Regina, me escute, por favor.

A morena parou abruptamente e virou o corpo, encarando Emma. Seus olhos demonstravam os sentimentos feridos, a mágoa, a raiva, porém nenhum desses sentimentos rasgava tanto o coração da loira quanto o ar de decepção que Regina exalava. Emma jamais pretendeu decepcioná-la. Pelo contrário, o que a salvadora mais queria era protegê-la.

– O que quer me dizer? Vai negar o que eu vi? – A rainha a encarou, dando um passo a frente, estreitando o espaço entre elas em sinal de desafio.

– Não vou negar, você viu o Hook me beijando. – Emma foi sincera, fazendo Regina se enfurecer. Ela ameaçou virar as costas outra vez, mas a loira a segurou firme pelo braço. – Eu não terminei. – Seus olhos se fixaram nos castanhos com intensidade. – Você o viu me beijando... Enquanto eu dormia. – Ela deu ênfase nas últimas palavras. – Aquele maldito, desgraçado, filho de uma p... – Ela parou para se recompor, respirando fundo. – Aquele pirata afastou o Henry do barco e entrou no quarto enquanto eu dormia. Ele me beijou, eu não tive culpa. – Os olhos verdes, há alguns minutos tão seguros, agora deixavam inúmeras lágrimas escaparem. – Me perdoe por todo esse mal entendido, eu jamais quis te magoar.

Regina sentiu que tudo aquilo que ouvia era a verdade e seus olhos arderam com as lágrimas que ameaçavam se acumular neles. O rosto de Emma estava contorcido de sofrimento e aquilo cortou seu coração.

– Vamos voltar para o barco, Miss Swan, eu estou morrendo de saudades do Henry. Falamos sobre isso depois. – As palavras eram ditas em tom sério, mas havia uma serenidade e promessa impressas nelas, enquanto Regina passeava de leve a mão pelo rosto da loira em um carinho, o que fez Emma soltar um meio sorriso.

xXx

Na praia, as fadas pareciam ter feito uma festa de despedida para eles. Henry estava sentado na areia à beira do mar, fascinado com Tinkerbell, Silvermist e Fawn. A fadinha loira parecia ter o dom de resolver qualquer problema e consertar qualquer coisa ou inventar objetos. Os olhos azuis de Silvermist refletiam o mar com o qual ela brincava, manipulando as águas, esguichando e deixando o garoto todo molhado com a brincadeira. Fawn conversava com os coelhos, esquilos e pássaros ao redor deles e então começou a ensinar a Henry sua língua preferida: a língua dos sapos. O garoto gargalhava com os sons que a fadinha fazia, parecidos com arrotos, e logo em seguida tentava imitá-los.

Snow estava acompanhada de Roseta e Iridessa. A primeira uma bela ruivinha que usava como vestido um botão de rosa. A segunda, uma linda moreninha de cabelos crespos e um ar sereno e responsável. As três conversavam animadas.

Assim que Regina e Emma chegaram à praia, foi impossível conter o olhar de espanto e o sorriso no rosto de ambas. A praia estava totalmente enfeitada, Gold permanecia dentro do navio e parecia conversar com a fada rainha, assim como Snow com outras duas fadas, também dentro do navio. Charming e Hook corriam de um lado para o outro atrás das crianças com os olhos vendados.

– Parece que estávamos perdendo uma grande festa. – Emma comentou com um sorriso nos lábios.

– Sim, é o que parece. – A voz de Regina era distante enquanto seus olhos passavam uma por uma as crianças que brincavam, até ver o filho sentado na beira do mar junto das fadinhas. – Henry!

O menino virou a cabeça ao ouvir a voz de Regina e abriu um imenso sorriso ao vê-la ao lado de Emma. Ele levantou-se e correu na direção da morena, que também começou a correr. Todos na praia pararam o que faziam para ver o reencontro. Ela abaixou-se e abriu os braços, o filho correu na direção dela e se encaixou entre eles, se jogando sobre ela e fazendo-a cair de joelhos na areia.

– Ah, meu menino. Me perdoe. Como eu senti sua falta. – Ela já começava a chorar, embora tentasse evitar as lágrimas de rolarem.

– Eu te perdoo mãe, não era sua culpa. E você perdoou a Emma, vamos todos ser felizes juntos agora. – Ele abriu um grande sorriso e tornou a abraçar a mãe.

Emma, que tinha caminhado até os dois, parou no momento em que ouviu o menino falar aquilo e colocou sua mão sobre a cabeça dele. Quando Regina ia ameaçar dizer algo, ela ouviu a voz da loira atrás de si ganhar forma.

– Hey kid, vamos com calma, ok? Eu errei com a sua mãe, ela precisa de um tempo. – Regina olhou o rosto de Emma ao ouvir aquilo e viu que seus olhos estavam repletos de tristeza.

– Hook! – A morena gritou enquanto se levantava e soltava o filho, pegando a todos de surpresa. O pirata se aproximou, relutante.

Regina se afastou de Henry e Emma, dando alguns passos e parando de frente ao pirata. Ele tinha um olhar culpado e acuado, pois viu nos olhos da rainha uma fúria sem tamanho. Quando ele ameaçou abrir a boca para falar alguma coisa, o punho de Regina acertou seu nariz, que agora voltava a sangrar pela terceira vez, com uma força tão grande que o fez cambalear para trás e tropeçar em um dos meninos, caindo por cima dele num tombo bastante desajeitado e engraçado.

– Mas que merda! – Ele bufou assim que passou a dor inicial, enquanto segurava o nariz sangrando e ouvia as risadas de todos ecoando ao seu redor.

– Estamos quites. – Um sorriso maldoso saiu dos lábios da prefeita e Emma não pode deixar de rir com aquilo. – Nunca mais encoste na Emma. – Ela sussurrou ao pirata em tom ameaçador, se aproximando de onde ele estava caído, as mãos fechadas em punhos.

– Esquentadinha. – Ele bufou. – Não sabia que era tão ciumenta, Majestade. – Ele zombou, mas o olhar de Regina e o punho fechado da prefeita o fizeram engolir o sorriso irônico que tinha nos lábios.

A morena voltou-se a mulher que estava ao lado do filho com um sorriso, aproximou-se dela e sussurrou. – Desculpe não ter deixado que se explicasse. – Ela sorriu tímida. – Acho que eu enlouqueci quando vi aquilo...

A loira não se conteve em puxar Regina para si e lhe beijar, calando-a, mesmo que estivessem diante de todos. Henry não poderia estar mais feliz com aquela cena. Já Snow e David trocaram um olhar confuso, como se fosse demais para suas cabeças. Hook bufou outra vez, enquanto recebia ajuda de uma das fadas com seu ferimento. Gold tinha um sorriso no canto dos lábios, ele parecia saber que isso aconteceria desde sempre. O homem levantou-se e bateu com a bengala contra a madeira do navio, chamando a atenção para si.

– Está muito agradável essa estadia na ilha, mas creio que seja hora de partirmos.

– Esperem. – Uma voz infantil o interrompeu. O espanto foi enorme quando os tripulantes viram o jovem Peter Pan, com sua roupinha verde e um imenso sorriso no rosto. – Eu gostaria de me desculpar com vocês, principalmente com você Emma. E você, Regina. Por ter mandado sequestrarem o Henry. – Ele abaixou a cabeça, envergonhado. – E agradecer a você Snow, foi a sua pena de mim, pelo seu coração bom, que me salvou nessa manhã. – Ele sorriu para a princesa. – Tenho um presente para vocês. – Ele tirou uma bolsinha de couro que mantinha presa à cintura e jogou na direção de Charming, que estava mais próximo dele. – São feijões mágicos e algumas mudas. – O menino hesitou ao ver o espanto dos demais. – Eu tinha uma plantação deles aqui, precisava para atravessar os reinos, minha magia não era o suficiente, como a das fadas, já que eu era senhor da ilha, mas também preso a ela. – Peter suspirou. – Podem começar sua própria plantação e um dia voltarem para nos visitar. – O jovem sorriu, ainda tímido.

– Obrigado, garoto. – David agradeceu com um sorriso, observando o conteúdo da bolsa.

– Muito bem, agora todos a bordo! – Gold os chamou e, um por um, eles embarcaram. Regina, Henry, Emma, David e Hook.

Como prometido, a fada rainha abriu um portal para que eles voltassem às águas calmas de StoryBrooke. Todos se seguraram enquanto o navio passava pelo portal uma vez mais, agora indo de volta para casa.

Notas finais
Então, decepcionei muito? Eu sei que estavam esperando por uma cena hot no lago..huahuahua (I'm Evil)

Esse seria um bom final feliz para essa fic, né gente? Porém, ainda tem mais! Eu acredito que vocês queiram ver a volta pra casa. E finalmente ver Regina e Emma juntas, como uma família, ao lado de Henry, não é? ^-^