For The Greater Good
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Estou de volta!! Gente, vocês não sabem como estou feliz pelos comentários de vocês e por saber que estão gostando tanto dessa fic, de verdade, muito obrigada!
Prontos para mais um pouco de emoção? Espero que estejam... kkkk
Boa leitura!
Prontos para mais um pouco de emoção? Espero que estejam... kkkk
Boa leitura!
xXx Não muito longe dali, o pequeno grupo composto por David, Snow, Gold e Henry se aproximava da clareira. Eles viram os garotos acendendo as tochas e arrumando todo o lugar, como se fosse acontecer uma festa. Entretanto, a visão que os chocou foi a de Regina ao lado de Emma, que estava completamente ferida. – Não acredito, ela foi presa pela Regina. – Snow levou as mãos ao rosto. – Não pode ser, tem algo errado. – Henry interviu. – Minha mãe ama a Emma. – Ele falou sem pensar. – Como é que é? – David encarou o menino e Gold soltou um sorriso com o canto dos lábios. – Minha mãe ama a Emma. – Ele reafirmou. – Foi ela que salvou a Emma de morrer. O Peter quase a matou quando a Emma a protegeu, mas minha mãe a trouxe de volta. – Henry, querido, sua mãe ter salvado a Emma não significa que ela a ame, mas sim que é uma boa pessoa. – Snow tentou explicar ao menino. – Mas ela a ama! – Ele disse emburrado. – Ela beijou a Emma e a chamou de meu amor... – Ele fez uma expressão séria, como se o que relatava fosse algo completamente indiscutível. – As duas se amam! Emma defendeu minha mãe e foi atingida, mas ela desejou ter Emma de volta, preferia ir em seu lugar, disse que a amava. E a minha mãe loira acordou. – Ele sorriu. Snow e David se entreolharam, confusos. Depois os dois encaram outra vez o menino, que revirou os olhos ao notar que seus avós não acreditavam nele. – O que o menino diz é verdade. – Gold cortou o clima que se instalou, chamando a atenção de Snow e David para si. – A ilha atende os desejos de sacrifício. Lembram-se? – Então se desejarmos sair todos daqui e voltar pra casa, isso acontecerá? – David olhou o velho com uma sobrancelha erguida em desafio. – Não é assim que as coisas funcionam, Charming. Não é todo mundo que é capaz de pagar o preço por esse tipo de magia. – O que quer dizer com isso? – Mary o encarou. – Quero dizer que não é todo mundo que sabe lidar com essas escolhas. Veja bem, o pedido de Peter foi atendido à custa da vida do irmão. Você poderia pedir para que tudo isso acabasse, mas estaria disposta a pagar o preço da magia da ilha? Deixar para trás alguma vida? A sua vida? David encarou Mary que, por alguns segundos manteve-se em silêncio. Ela então encarou Gold e suspirou. – Eu... não acredito que faria algo do tipo outra vez. – Ela se encolheu com a lembrança de ter feito Regina matar a mãe para salvar Gold. O homem sorriu com as palavras da mulher. – Está insinuando que Regina faria esse sacrifício por Emma? – David o encarou. – Por Deus, ela é a Evil Queen. – Ela foi a Evil Queen. – Henry o corrigiu. – Pelo que eu notei, sua princesa preferiu se sacrificar pela vida da Evil Queen. – Ele divertiu-se. – Que seja! Emma é boa, ela é capaz disso. Mas, Regina? Desejar trocar de lugar com ela para salvá-la? Como ela seria capaz de tal ato? – Amor. – Ele garantiu, fazendo Henry se orgulhar. – Quem passa a vida deixando seu coração imposto ao mal, reconhece melhor do que ninguém o que é um ato de bondade. Quem passa a vida se recusando a entregar-se a alguém, sabe exatamente quem ama. Pois é justamente contra essa pessoa que mais se luta, pois estamos tão apegados ao que somos, que tememos a mudança que esse sentimento pode causar. – Ele suspirou, visivelmente entristecido. – Você trata a pessoa como seu inimigo quando, na verdade, essa disputa é muito mais interna que externa. O casal a frente se calou. Era informação demais para eles digerirem. Gold tinha estampado em seu rosto, em seu olhar, a saudade que sentia de Belle, sua preocupação com a jovem e seu amor por ela. Toda aquela experiência que ele narrou, eles sabiam que também havia sido a sua própria. – Ela está saindo, olhem. – Henry falou, quebrando o gelo imposto pelos adultos. Ele apontou Regina que adentrava a grande árvore e desaparecia de vista. Gold fez aparecer duas espadas, entregou uma para David e guardou a outra para Emma. Fez aparecer também um par de arcos. Entregou um maior para Mary e um menor para Henry, espantando os outros dois avós. – Rumple, Henry nunca pegou em um arco antes. Ele não sabe atirar flechas. – Mary falou, olhando o garoto empolgado com o presente.
– Acredita mesmo nisso, Snow White? – Ele riu. – Assim como Emma jamais tinha pegado em uma espada e acabou facilmente com Maleficent. Acha mesmo que sua família não possui dons? – Ele os encarou. – E, além do mais, os arcos são encantados, vai paralisar os meninos que vocês acertarem sem feri-los, até que nós os libertemos. – É muito perigoso, Gold. – David se intrometeu. – Ele só treinou espadas, não sabe usar um arco. – Espadas são para quem vai à batalha, Charming. Arco é uma arma de longa distancia. Henry ficará aqui e nos dará cobertura. O garoto finalmente notou do que se tratava e ficou emburrado novamente. – Não, eu quero ir junto! – Ele cruzou os braços. – Mas não vai. Gold tem razão, você ficará e nos dará cobertura. Eu também não irei... – Disse Mary tentando consolar o neto. – Vou me afastar um pouco e ficar escondida, dando cobertura também. – Ela sorriu e lhe acariciou os cabelos. Ele meneou um sim com a cabeça. – E lembrem-se... – Gold deu as últimas instruções. – Nosso único inimigo aqui é Peter Pan. Todos acenaram um sim com a cabeça e foram para os seus lugares. xXx Emma permanecia pendurada, sentia seu corpo dormente, sua cabeça pesando. Ela lutava pra manter os olhos abertos, para ficar alerta, mas estava exausta. Ela adormeceu, perdeu a noção do tempo. Com o cair da noite, Emma despertou com os passos de Regina se afastando dela. Ela acompanhou com os olhos o andar da morena. Quando se viu sozinha, ela tentou soltar-se, porém cada vez que se debatia, os espinhos se enterravam mais em sua carne e ela rangia os dentes com a dor. Suspirou, desistindo. Ouviu um barulho suave de passos atrás de si e então o brandir de uma lâmina contra os galhos. Ela sentiu o aperto ao redor de si se afrouxando e seu corpo ir deslizando para o chão. Antes de cair, sentiu os braços de David segurá-la em seu colo. Ela sorriu. – Vocês me encontraram. – A voz dela estava rouca. – Esse ainda é o lema da família, não é? – Charming fez Emma rir com esse pequeno detalhe. Assim que David colocou Emma no chão, Peter saía da árvore e logo avistou sua prisioneira escapando com os invasores. – Estão esperando o que? Peguem eles! – Ele ordenou. Com essa ordem, surgiram inúmeros meninos perdidos, dos mais variados lugares, idades e tamanhos. Os maiores portavam espadas rústicas e machados, alguns com escudos. Os menores tinham correntes e pequenas massas em suas mãos, alguns portavam punhais. Todos eles se aproximaram correndo dos três e Gold entregou a Emma a espada que usara para libertá-la. – É encantada. – Ele sussurrou. – Vai te proteger da magia. – Emma a pegou e ameaçou correr, mas Rumple a segurou pelo braço. Ele passou a palma de sua mão pelos ferimentos da loira, curando-os e então a soltou. – Vai... deixe os meninos com a gente. A Salvadora acenou com a cabeça e correu em direção a Peter Pan, desviando-se como podia dos meninos perdidos. Um deles quase lhe cravou a massa nas costas, mas Henry lhe acertou uma flechada antes, a primeira que disparava na vida. O menino congelou-se no lugar imediatamente. Ele olhou na direção da avó, escondida atrás de uma árvore alguns metros à frente e a mulher lhe sorriu, orgulhosa. Um a um os meninos foram sendo imobilizados pelos arcos de Henry e Snow. David e Gold iam juntando-os todos em um canto, prevendo o estrago que a batalha de Emma com o jovem Senhor das Sombras causaria. Peter tinha os olhos negros de ódio, mas ainda não estava forte o suficiente. Emma ergueu a espada enquanto corria na direção dele. Porém, quando se aproximou o suficiente para tentar atacá-lo, eis que surgiu diante dela a Evil Queen. Regina a encarava com um olhar furioso, erguendo suas mãos ela atirou a loira longe. A xerife se levantou outra vez, havia perdido as contas de quantas vezes fizera aquilo nas últimas horas, mas faria quantas vezes mais fossem necessárias, até que todos estivessem a salvo. Ela ergueu sua regata já totalmente manchada e viu que sangrava outra vez. Um corte superficial na lateral de sua cintura, ela havia caído sobre aqueles malditos espinhos. Os olhos verdes de Emma se fixaram nos castanhos de Regina. Ela empunhou a espada uma vez mais. Um grito angustiado saiu rasgando sua garganta. E ela correu. Correu em direção aos dois corpos parados um frente ao outro. Correu como se nada mais importasse a não ser o seu destino, seu objetivo. Peter assustou-se ao ver os olhos da loira escuros de ódio, de determinação. Ela iria até ele, não importava o que custasse. E ele ainda não estava pronto.
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