For Only Zombie!

1 Capítulo 1 - Um dia como qualquer outro...


Notas iniciais

Legend
(Ti) Tierre.
(Edu) Eduardo.
(Igu) Igor.
(Gui) Guilherme Tonetto.
(Gg) Guilherme Gaspar.
(Gu) Gustavo.
(Ga) Gabriel.
(Unk) Qualquer pessoa.
(Z) ... Semi-Pessoa (?)

“De cada sonho absurdo já ouvido, talvez esse seja um dos mais medíocres de toda a humanidade.”

18:03, escola Xangri-lá.

(Unk) – Uaah ! A-Aaaah ! ; Podia se ouvir o berro de dentro de uma das salas superiores da escola, os jovens ainda dentro da sala, ao ouvirem tamanho grito de desespero, se olharam por alguns instantes, sem muito se importar.

(Igu) – Vish, mataro, haha. ; Brincava o rapaz em pé do lado da classe da professora, aonde todos esperavam ela chegar, para ter sua aula de inglês;

— E cara, é sempre só nós que ficamos aqui...

O garoto se levantava bocejando, indo para a porta.

(Ti) – Vou ir tomar uma água.

(Gu) – Vê se tem merenda, to com fome!

(Ga) – Vocês leram o 609?

(Edu) – Sai daqui, eu ainda não li.

Os garotos ficavam na sala, conversando como de costume, tudo ia andando como qualquer outro dia, bom, realmente seria qualquer outro dia, Tierre, caminhava para a escada, vendo que não haveria ninguém em sala alguma, sequer, na dos professores, logo que descia olhava o corredor a volta, e novamente, não via ninguém, seria normal isso nas quintas-feiras, aonde haveria o inter período, aonde duas turmas deveriam ficar para ter aula, o que não acontecia, já que apenas menos de 1/3 da turma ficaria ali, caminhava o garoto ao final do corredor, a frente da biblioteca, aonde teria o bebedor, logo se inclinaria para levar seus lábios a água, quando fitaria a porta de vidro ao seu lado... Seria como se pudesse ouvir apenas a batidas de seu coração, tentava identificar a imagem que ele fitaria, mais não entenderia, a água caia no bebedor, sem fazer barulho, sua pupila se dilatava em meio ao que ele estaria vendo, haveria... Sem dúvidas, Canibais, comendo a sua professora, como se fossem animais atacando sua presa para satisfazer sua fome, a professora assim já não reagia, olharia para o garoto, de forma calada, e dolorida, seus olhos se revirariam, já perdendo a consciência, os dois seres, sequer notavam a presença do garoto ali. Logo ele ficou ofegante, parou de pressionar o botão do bebedor, e simplesmente correu, o corredor todo até as escadas, sem gritar, de modo que sem saber o que fazer, já saberia. Terminou se subir as escadas, abrindo a porta da diretoria, não teria ninguém lá, como já visto, pegaria seus dois tacos, aonde por regra imposta pela diretoria, deveriam ficar ali, e correria para a sala.

(Ga) – ó, o Tierre ta vindo.

(Gg) – Também ! O Tierre correndo faz mais barulho que um dinossauro ; Falava no seu tom de indignação.

(Igu) – Dinossauro, da on...

Era interrompido pelo garoto que entraria ofegante dentro da sala, segurando firme os tacos, os cinco garotos fitavam ele, sem entender o que estaria acontecendo, para ele estar naquele estado.

(Gg) – Que foi?

(Ga) – Policia ? ; Brincava o rapaz rindo de forma que novamente cortaria seu sorriso, quando o mesmo começaria a falar.

(Ti) – Zum... Zum-Zumbis... Lá em baixo ! Estão comendo a professora, acho que ela já morreu. ; Falava ainda ofegante, enquanto o jovem mais alto ali,caminhava para perto dele, e colocaria sua mão no ombro dele, em tom de piada, dizia.

(Igu) – Claro Tierre, claro...

(Ti) – Isso não é uma piada, e eu não estou brincando ! ; Vociferou o jovem, soltando os tacos, agarrando a flanela que o Igor vestia, seu rosto era sério, realmente, jamais alguém ali teria visto ele assim, Igor olhava para traz vendo que todos já estariam se levantando.

(Gu) – Porra cara, isso é sério?

Passaria correndo entre eles o garoto, indo a pequena janela que ficaria a frente da sala, vendo pessoas caminhando pela rua, alguns dos trabalhadores que seriam da construção que ficaria logo ali, alguns corriam, e outro estaria no chão, sendo comidos por outros, seus pedaços eram arrancados a cada mordida furiosa desses canibais.

(Gg) – ... Isso é realmente... E-eu...

(Ga) – Cara, vamos... ; Já passaria caminhando pelo garoto, com todos junto dele, Tierre e Igor empunhavam os tacos, caminhariam para a escada, aonde retirariam classes da sala da frente , e colocaria na frente da mesma.

(Gu) – Agora da tempo pra pensar. ; Dizia ele olhando a volta, ainda todos tentavam acreditar naquilo. Guilher G, logo ia se escorando na parede, deslizando nela, se sentando no chão.

(Edu) – Gui... Tu esperou um pouco por isso, e agora fica assim?

(Gg) – É diferente porra ! Agora não é piada ou um sonho !

Todos ficariam cabisbaixa, não haveria um que não estaria tremendo, nervosismo, todos ali estariam praticamente desmaiando.

(Edu) – Nesse momento o que nós queremos é proteger a nossa família... Nesse momento, vocês são a minha família!

O pequeno sorriso nos lábios do Gabriel podia ser visto quando ele erguia a cabeça, estendia a mão para o Eduardo, com o punho fechado, aonde ele tocaria ali.

(Ga) – Valeu Edu, vem Igor.

O garoto caminharia junto dele para dentro da sala virando as cadeiras.

(Ga) – Vamos quebrar os pés delas.

(Igu) – Não ! Quebra os da mesa, são maiores. ; Dizia ele deitando outra mesa, assim torcia com muita força em meio a um desespero, soltando os pés da mesa da sua base, assim estendia para o Gustavo, que empunharia ele, formaria um pequeno T, pareceria mais um “martelo gigante”, logo alguns minutos, já teria quebrado duas mesas, tendo assim, quatro barras, todos empunhavam uma.

(Ti) – Ta todo mundo com fome, e temos que ir achar o Guilherme, se formos para o nacional, teremos comida.

(Gu) – É uma boa ideia.

Guilher G olharia para o Gabriel, o qual daria de ombros, e logo empurraria as classe para descerem as escadas, desciam em silencio, ainda não haveria ninguém dentro da escola.

(Ga) – Em silên... ; Era interrompido pelo um enorme barulho, seriam helicópteros voando extremamente baixo, para seu porte, o garoto olharia no vidro do refeitório, os Apaches sobrevoando ali.

— São... Helicópteros militares...

(Gg) – É... É o fim. ; Dizia ele, já todos perceberiam, o mundo estaria acabando, de fato.

Logo, iam saindo pela porta do refeitório, teria vários zumbis já dentro do pátio, Gabriel se colocaria para abrir a enorme porta de correr, Tierre e Igor, ficariam prontos para sair e rebater os três que estariam a frente da porta.

(Ga) – Foca... Vocês entendem, não são mais humanos. ; Dizia ele, para tentar acalmar a tensão deles, assim puxaria o portão com força, o abrindo até a metade de uma vez, onde passaria os dois garotos golpeando com o taco, Tierre, de baixo para cima, em diagonal acertando o queixo, lançando longe. De cima para baixo, jogando o zumbi no chão, Igor, logo rebateria com velocidade o terceiro zumbi que iria se jogar para cima dele, cairia de joelhos o zumbi, com sua cabeça esmigalhada, já que agora sua pele ficaria mais frágil e morta. Igor e Tierre se olhavam sorrindo, e logo se cumprimentavam, com um tapa, passaria pelas costas dele os outro quatro. Indo para o portão de saída,viam de longe, entre o mato, correr um conhecido, em desespero, ele empunharia alguma coisa, e correria desajeitado, os garotos atravessavam a rua “com calma”, ainda haveria poucos zumbis por ali, logo o jovem chegaria a frente do valo, e sem hesitar saltou, caindo do outro lado, aonde Gustavo lhe ajudaria a ficar em pé.

(Gu) – Gui !

(Gui) – Caralho, que merda e essa? ; Dizia ele, um tanto apavorado.

(Ti) – Tu demorou, seu merda. ; Estendia a mão para ele, sorrindo, o outro garoto, largava a arma sobre a mão dele estendia, seria uma arma de fogo, a conhecida como 38, seriam duas, iguais.

(Gui) – Meu pai tinha eles guardados, e tenho algumas balas aqui.

(Edu) – ... Beleza, vamos logo...

O garoto parecia não estar tão feliz com tudo que estaria acontecendo , assim o novo integrante cumprimentava todos, eles já iam caminhando para o meio do campo, para cortar um caminho, e não ter que passar pela rua, achando ali mais seguro, e de fato seria.

(Ga) – Logo escurece... ; O grupo concordava, e iam seguindo ali. Todo ainda pensando, no que estaria acontecendo, aos poucos ia caindo a fixa, aos poucos, poucos iam se empolgando, alguns, iam morrendo, por dentro, sem saber o que fazer, o desespero, o medo. Guilherme G, sequer erguia a cabeça para caminhar, era o mais desorientado do grupo, o dia, logo estaria se encerrando.

19:09, em algum lugar de Xangri-lá.

Caminhavam mais alguns minutos, e estaria a algumas quadras do mercado, podiam ver pessoas ainda “vivas” correndo, e algumas pessoas “mortas” também, era realmente, como em um filme, uma visão do inferno, esse, era o fim do mundo, esperando por muitos, e sem dúvidas, agora, temido por todos.

“ Todos nós, vamos morrer. “