For My Demons

19 Capítulo 19 - Louis


Notas iniciais
Olá, Esse capítulo tá um pouco longo e, é uma reviravolta em toda a história, espero que estejam ansiosos pelo capítulo 20. Boa leitura. PS: Leiam as notas finais

Três semanas se passaram depois da volta de Belphegor. Tudo estava calmo, calma de mais para Veronica, ela já havia voltado a sua rotina de trabalho. Mas o demônio já não a acompanhava tantas vezes como antes da reunião com Lilith; isso deixava a humana muito desconfiada.

Quando não havia mais pacientes para atender, a humana pegou sua bolsa e levantou-se para ir embora, no mesmo momento ela ouviu uma batida na porta.

_Entre._ Ela disse pensando que fosse Belphegor tentando ser educado uma vez, mas não era.

Louis entrou na sala com seu sorriso muito aberto de sempre, com a pele levemente bronzeada, olhos verdes, braços fortes que colavam um pouco na camisa branca.

_Vim te convidar para ir a um barzinho que tem aqui perto. A Caroline e outras pessoas também vão.

Para que ele precisa dizer que outras pessoas também vão? Ele acha que eu pensaria que ele quer me embebedar e fazer sexo comigo?, Veronica pensou analisando a situação.

_Okay, _ A humana respondeu agradecendo a si, pelo bom gosto ao vestir-se, por não usar roupas muito sérias para trabalhar, nada de conjuntinhos brancos. Ela usava um crachá de reconhecimento e só precisava dele, do jaleco e do bom senso para atender.

O bom senso quer dizer que ela não usava roupas vulgares mas também não era uma freira.

Quando ia saindo da sala com seu novo chefe, a feiticeira lembrou-se de um trecho da conversa que teve com Belphegor no dia em que conheceu Louis.

_Você acha que Louis é perigoso?

_Sim, ele pode ser perigoso por trás daquele sorriso artificial. Pode ser daqueles que dopam garotas e tiram seus órgãos para vender no mercado negro.

Veronica balançou a cabeça tentando esquecer o demônio.

"Se eu for ouvir o Bel, ficarei paranoica igual ele", ela pensou já no estacionamento.

_Vou no meu carro, sei onde é o barzinho._ A humana disse abrindo a porta do carro.

_Te encontro lá_ Louis disse ainda sorrindo.

A humana achava estranha a capacidade que Louis tinha de sorrir tanto, era um belo sorriso, mas enjoava vê-lo a todo momento, perdia completamente o sentido.

Veronica olhou a fachada do barzinho, que mais parecia uma casa de shows com pouca iluminação, só os flashes das luzes coloridas e ainda tinha aquele som alto. Entrando no barzinho a feiticeira avistou Caroline que já estava com um drink colorido em mãos, ela desviou das pessoas que dançavam sem nenhuma sincronia, e chegou até a enfermeira loira.

_Que bom que Louis conseguiu te convencer a vir._ Caroline disse animada, talvez pelo álcool.

_Não fale como se eu nunca saísse de casa para ir a outro lugar que não fosse a clínica._ A humana disse fingindo estar ofendida.

_Olay, onde está ele?

_Ainda deve estar chegando._ Veronica respondeu olhando para os lados e indo sentar numa das mesas próximas a parede.

O lugar tinha uma pista de dança e perto das paredes haviam mesas e do outro lado um bar, onde um barmen loiro que não parecia muito animado servia algumas bebidas rapidamente .

Um grupo de três garotas e dois rapazes conversavam sentados numa mesa do outro lado da pista. Veronica os observou por algum tempo, pareciam ser universitários, aproveitando a noite para serem jovens comuns que acordam no dia seguinte com ressaca e cheiros estranhos.

Veronica lembrou-se de quando estava na faculdade, que no pouco tempo livre que tinha seus olhos eram voltados para magia, demônios, feitiços, cristais... Ela não conseguia lembrar de uma vez que saiu e aproveitou a noite sem pensar em algo sobrenatural.

_Chegamos._ Louis disse, fazendo a feiticeira sair despertar das lembranças, ele estava acompanhado de Margareth, (a dermatologista de seios grandes) Lana da ala pediátrica e Tom o Gastroenterologista, especializado em Hepatologia.

Todos conversavam animadamente. Caroline estava no terceiro drik colorido, Tom quase não bebia, talvez por ser um especialista em fígado, tomasse mais cuidado com o seu. Margareth tomava a quarta tequila, já nem fazia caretas, muito pelo contrario, ficava mais alegre a cada tequila.

Margareth levantou-se puxando todos para a pista de dança, Veronica deu uma desculpa qualquer e voltou a sentar-se, Louis sentou ao seu lado, ele não bebeu nada alcóolico, com a desculpa que iria voltar dirigindo.

Iniciou-se um silencio um pouco constrangedor entre Veronica e Louis, então ela resolveu puxar assunto.

_Está gostando de trabalhar na clinica?_ Perguntou, sentindo-se tola, por causa da melhor pergunta que conseguiu achar.

_Sim, foram todos muito receptivos e me parecem bons profissionais. Trabalha lá a quanto tempo?_ Ele perguntou.

_Estagiei lá, gostei muito do ambiente e continuei na clínica quando me formei.

_Você não parece feliz._ Ele diz em voz amena, Veronica fica visivelmente surpresa pela sinceridade e pela invasão.

_Impressão sua._ Ela diz com um sorriso forçado, apenas para que ele não continue fazendo constatações sobre seus sentimentos.

_Sabe, a vida é como jogar pôquer num cassino de Vegas, as vezes as pessoas guardam tudo para si e só fazem o que não é muito arriscado, pois não sabem no que acreditar ou em quem. Mas precisamos arriscar, mesmo que isso nos faça perder tudo. Mas também podemos ganhar uma bolada. _ Louis falou olhando para as pessoas que dançavam tão alegres.

_Bela analogia_ Veronica disse irônica.

Louis parou virou o rosto para olhar a feiticeira, ele estava sério, como ela nunca havia visto nesse pouco tempo que o conhecia.

_Não se esconda atrás da ironia._ Ele estava sério, mas seus olhos não demonstravam nenhuma raiva, remorso ou algo assim. Era uma coisa mais parecida com carinho, eram olhos verdes que transmitia certo conforto.

Veronica não gostou daquilo, não estava acostumada a conforto e carinho vindo de desconhecidos, ela não apreciava muito esse tipo de coisa nem quando era vindo de amigos. Os pais morreram quando ela tinha nove anos, lembra-se de alguns momentos de afeto são como se fossem filmes antigos, pois presenciou a morte dos pais, foi algo muito traumatizante para ela.

A mente de pessoas que sofrem traumas muito grandes seleciona lembranças, as menos traumatizantes. Quando criança, Veronica passou por diversas terapias e divãs.

_Não estou me escondendo. _Ela respondeu mais ríspida.

Caroline voltou ofegante e sentou-se.

_Vocês vão ficar a noite toda aqui sentados?!_ Ela perguntou espantada, e ninguém a respondeu, então ela voltou para a pista de dança ainda mais animada.

Veronica levantou-se, e foi ao banheiro, ele por um milagre não estava cheio nem fedendo. Ela entrou em um dos cubículos, olhou o relógio em seu pulso e viu que era meia noite, não ligou. Depois de um tempinho, ela sai do cubículo e observa o rosto no grande espelho a sua frente.

Algo estava errado. O banheiro estava silencioso de mais, o banheiro de lá nunca ficava vazio.

De repente todas as portas se fecharam simultaneamente, Veronica deu um salto com os estrondos, correu para a porta por onde havia entrado, mas por mais força que fizesse não conseguia abri-la. Seu coração estava disparado, ela olhava para todos os lados, estava em desespero... Até que tudo parou, as portas se destravaram, ela volta a empurrar a porta que dessa vez abre.

Veronica mergulha no barulho das pessoas e da musica, ainda nervosa esbarra em alguém, vira-se para pedir desculpas, mas é agarrada pelo braço antes de pronunciar qualquer palavra. Com medo, ela pensa em gritar, mas fica muda ao ver o rosto de quem a segurava. Era Belphegor.

_Vim te buscar._ Ele disse sem que ela perguntasse, era possível ver a surpresa no rosto da feiticeira.

Todos estão vendo ele, ela pensou ao perceber que as pessoas desviavam dele e algumas mulheres próximas dali o olhavam hipnotizadas. Antes que ela pensasse mais alguma coisa, já estava sendo puxada para perto da porta de saída.

_O que está havendo?_ Ela perguntou quando recuperou a voz.

_O que você tem na cabeça?! Porque saiu não voltou para casa, e nem avisou Andy para que ele continuasse alerta, você sumiu por todo esse tempo, não consegui te encontrar. Então tentei do modo convencional e te liguei, mas você não atendia!_Belphegor falava irritado puxando Veronica até que ela parou de andar.

O demônio virou-se e viu Louis segurando-a pelo outro braço.

_Quem é ele?_ Louis perguntou a feiticeira que olhava de um para o outro.

_Ele é... é...

_Não importa quem sou._ Belphegor falou encarando Louis, que também o encarava._ E solte-a._ Ele concluiu deixando aquelas palavras com ares de ameaça.

Os olhos do demônio escureceram, como se uma sombra viva tomasse completamente os olhos dele. Veronica estava boquiaberta com a imagem dos olhos do demônio, assustada ela olhou para Louis, esperando vê-lo igualmente assustado, entretanto o vou ainda encarando Belphegor.

Ele só pode ser louco, Ela pensou.

_Solte meu braço Louis._ Pediu já puxando um pouco o braço.

Louis fez o que Veronica pediu, ela empurrou um pouco Belphegor para que ele continuasse a caminhar até a saída, mas em vez disso ele abaixou a cabeça e a olhou, os olhos ainda não tinham voltado ao normal, ela viu a completa escuridão, era como um vidro fumê, conseguia ver a si dentro daqueles olhos.

Belphegor piscou algumas vezes e respirou fundo, ele estava voltando a ter controle. Virou-se e saiu dali puxando a humana

_Me dê a chave do carro._ Ele ordenou.

_Não é assim que se fala e...

_Apenas me dê a maldita chave_ Ele disse controlando-se para não a pegar pelos ombros e chacoalha.

Veronica abriu a bolsa, pegou a chave e entregou a ele. Entraram no carro e ele deu partida. Os dois permaneceram em silêncio .

_Veronica, não fique perto do Louis, não o ouça e o mais importante: não confie nele._ Belphegor disse serio, mas aparentemente bem mais calmo do que antes.

_Irei perguntar pela ultima vez, e quero uma resposta que tire todas as minhas dúvidas: O que está havendo?_ Veronica perguntou igualmente séria, olhando o demônio que dirigia com olhos na pista.

Depois de um longo suspiro ele perguntou:

_Por onde quer que eu comece?

_Quero que conte o que tá escondendo desde quando chegou do... Inferno.

Belphegor a olha pelo canto do olho antes de responder .

_Lilith pode estar atrás de você. Quis te poupar, existem assuntos mais importantes no momento._ Ele explicou vendo o rosto da feiticeira perder toda a cor, ela estava pálida e estática.

_Como assim, o que pode ser mais sério que a Lilith observando meus passos?!

_Louis está observando seus passos._ O demônio disse num tom baixo, mas audível.

_Do que você está falando? Louis é meu chefe, devia parar de implicar com ele._ Ela reclama.

_Talvez eu não implicasse se ele fosse humano._ Belphegor resmungou.

_Quê?! Do que você está falando?_ Ela perguntou.

_Ele é um anjo... _ O demônio disse com asco.

_Mas... Como?_ A humana perguntou com olhos arregalados.

_Um anjo, sabe aqueles seres celestiais que têm asas brancas com penas fofinhas e uma auréola... Então, seu chefe é um desses._ Ele respondeu mal humorado.

Veronica ficou em silencio por algum tempo, tentando entender tudo que estava havendo, mas não conseguiu.

_Mas, o que um... Anjo quer comigo?_ Ela perguntou.

Belphegor deu um sorriso amargo e respondeu:

_Talvez ele queira i mesmo que os demônios querem, o livro, o seu tão precioso livro que só te traz problemas: Primeiro minha invocação, depois Molock e/ ou a Lilith atrás de você e agora Hamã..._O demônio dizia cansado.

_Esse é o nome dele angelical?_ Veronica perguntou tentando manter a atenção em tudo que Belphegor dizia.

_Sim ele é muito antigo...

_Por que não me falou antes que meu chefe era um anjo?_ Ela perguntou frustrada, interrompendo o demônio.

_Eu esperava que você me ouvisse! Que você não fosse tonta como está mostrando ser. Parece que você não entende o que está acontecendo aqui._ Belphegor bradava, parou o carro bruscamente e olhou para o rosto da feiticeira que não teve coragem de ver o ódio direcionado a ela, no rosto bonito do demônio.

Ele deu um longo suspiro, fechou os olhos, e passou a mão pelos cabelos tentando acalmar-se. Parecia que aquele gesto estava se tornando algo corriqueiro.

_Só quero que entenda a gravidade da situação, seu livro está chamando atenção de mais, atenção de quem não deveria chamar. Isso torna tudo muito perigoso, tanto para você quanto para os quatro planos: Espiritual, Infernal, Celestial e Humano. Se seu livro está chamando tanta atenção é por ser importante... Agora, quero apenas saber uma coisa, quero que diga se sabia da importância desse livro desde o inicio; você sabia?_ Ele perguntou mais calmo, mas ainda com os olhos penetrantes, que tentavam ver a alma da feiticeira.

Veronica finalmente olhou nos olhos do demônio, era como se ele tivesse voltado, que o verdadeiro Bel havia voltado e estava ali ao seu lado, usando sua perspicácia e seu charme para descobrir algo.

_Não, eu não sabia. Deveria ter procurado saber mas... Eu tinha pressa_ Ela disse e teve que virar o rosto para a janela do carro, para que o demônio não visse como seus olhos estavam transbordando. Eram lágrimas de arrependimento, fraqueza, e mostrar o quanto era fraca e não era bom.

Regra Numero um: Não deixe seus sentimentos visíveis aos olhos de demônios, eles usarão isso contra você...Eles usarão tudo contra você. Veronica anotou em seu pequeno caderno de experimentos três anos antes de invocar Belphegor.

E agora estava ali limpando as lágrimas que teimavam em transbordar, tentava por ordem na respiração para que não começasse a soluçar como uma criança.

Belphegor conseguia sentir o cheiro das lágrimas e do pesar tão sincero, isso fazia sua garganta fechar, conseguia sentir a dor daquela Feiticeira.

Sem duvidas, prefiro quando ela está tentando arrancar meu braço com as mãos, ou fazendo qualquer outra coisa hostil, a vê-la esconder-se para chorar achando que assim não saberei. Posso sentir o quanto me equivoquei, em pensar que ela não havia percebido a gravidade da situação., ele pensou tentando desviar seus pensamentos dela. Tentativas sem sucesso.

Sentindo-se sem saída, o demônio esticou o braço e puxou Veronica pela cintura, fazendo-a sentar-se em seu colo de frente para seu peito, instintivamente ela aconchegou-se colocando os braços em volta do pescoço dele e a cabeça em seu ombro. Ela não pensou em nada, só queria sentir aquele calor da pele de Belphegor, aquelas leves caricias que ele fazia em seu cabelo, como se para acalma-la.

Belphegor ficou naquela posição até Veronica adormecer exausta de tanto chorar, depois a pôs de volta no banco ao lado, olhou-a por alguns instantes pensando no que fazer, até que teve uma ideia, lembrou-se de um lugar onde ela ficaria segura por um tempo. Então ele dirigiu.

Veronica despertou lentamente, sentindo os lençóis macios e a cama que a fazia sentir incrivelmente bem, como se sua vida fosse normal e tudo que acontecera fosse um sonho, ou melhor, um pesadelo. Mas assim que Belphegor entrou no quarto ela esqueceu completamente a possibilidade de tudo ser uma alucinação, lembrou-se de ter adormecido no colo do demônio.

_Que lugar é esse?_ Ela perguntou olhando para os lados, vendo a sacada, as cortinas azuis e as paredes de cores claras... Era um belo quarto.

_Meu apartamento._ Ele respondeu entregando uma xícara a ela.

_Demônios têm apartamentos?_ A humana perguntou tentando disfarçar o constrangimento que sentia.

_Posso ter o que eu quiser._ Belphegor respondeu olhando-a beber o café fumegante.

_Porque estou aqui?_ Veronica perguntou desconfiada, verificando por baixo do lençol como estava, e ainda estava usando as roupas do dia anterior.

_É mais seguro._ Ele respondeu ignorando a vistoria da feiticeira.

_Louis não vai me machucar._ Ela afirma com muita certeza.

_Isso é o que você pensa..._ Belphegor diz com um tom amargo.

_Se ele é um anjo como você havia dito, então não vai me machucar, ele gosta de mim._ A feiticeira diz animada.

_ Vejo que não sabe nada sobre anjos. Eles só seguem ordens, não sentem._ O demônio respondeu pensativo, recordando de um passado distante e doloroso. Lembrando-se de quando era um dos que seguia ordens, quase sem sentir.

Os sentimentos que ele sentia quando era um Arcanjo, nem se compara com tudo que sente como demônio, mesmo com a maioria dos sentimentos sendo odiosos, ainda assim são sentimentos.

_O que faremos?_ Veronica pergunta levantando-se da cama e desamassando a roupa em seu corpo.

_Você ficará aqui. Eu cuidarei de Hamã.

_Acha mesmo que ficarei aqui em quando você cuida do meu chefe?_ Ela perguntou incrédula.

Belphegor andou de um lado para outro do quarto até que parou e disse:

_Certo, não posso te proteger para sempre é bom que veja como se acaba com um anjo. Já que sei que você não vai querer que eu cuide de seu livro...

_Meu livro está muito bem guardado._ Veronica disse na defensiva.

_Então, apenas te ensinarei a destruir um anjinho, está na hora de aprender a defender-se, pelo menos de um anjo.

Aquelas palavras fizeram Veronica ficar nervosa, enjoada.

_Ainda não acredito que ele seja um anjo..._ Ela falou baixo, ouvidos humanos não captariam suas palavras.

_Descrente. Se pode acreditar em demônios porque é tão complicado acreditar em anjos?_ Ele perguntou cruzando os braços.

Veronica o observou por algum tempo, pensando se deveria responder a pergunta do demônio, até que disse:

_Se eles existem, o que fazem o tempo todo? Tricotam?_ Ela perguntou chia de rancor.

_Eles não interferem na vida das pessoas, se é isso que está querendo dizer. Eles apenas seguem as ordens de Elohim.

_E porque os demônios podem interferir?_ Ela perguntou encarando-o, o desafiando a responder .

_É complicado, são regras diferentes. Agora termine seu café, teremos um longo dia._ Belphegor disse indo até a porta, querendo fugir daquele assunto. Percebendo o quanto aquele assunto deixava a feiticeira irritada e o quanto ela sentia-se magoada em saber da existência desses seres.

Ela não deve ter parado para pensar nisso, pensar que da mesma forma que existem demônios, existem anjos. Sendo assim, toda aquela história de pessoas boas irem para o céu e as ruins para o inferno. Que ela poderia ter tido uma chance, que ela ainda pode desistir... Belphegor pensou.

Ao ver o demônio virar as costas e ir em direção a porta, a feiticeira sentiu a súbita vontade de agradecer pela atenção que recebeu na noite anterior.

_ Bel_ Veronica chamou, ele parou e olhou-a_ Avisou Andy?_ Ela perguntou desistindo de falar o que havia pensado.

_Sim.

Notas finais
Estou com novos projetos, então talvez demore um pouco para postar aqui, mas não pensem que os abandonei. Estou apenas avisando que pode ser que não poste nos dias de sempre. Comentem, recomendem... O que estão achando? Alguém suspeitava do Louis? Alguém tem palpites? Quem conseguir repetir "Gastroenterologista" seis vezes sem respirar receberá uma visita do Andy ou do Bel. Quem conseguir comenta kkkkkkk Beijos até o capítulo 20!!!!