For My Demons

21 Capítulo 21 - Fúria II


Notas iniciais
Aqui está a segunda parte. Boa leitura.

_Esta preparada?_ Belphegor perguntou depois de olhar o céu escuro pelo vidro da janela.

Veronica deu um longo suspiro como se procurasse algo de errado dentro de si. Pensou na escolha que faria, que era a ultima chance de desistir, se continuasse não teria volta.

Cheguei até aqui, não vou desistir agora. Não tenho volta a muito tempo, a humana pensou.

_Estou pronta_ Ela falou levantando-se.

O demônio deu um pequeno sorriso e caminhou com Veronica até a parte principal da cabana. Os dois ficaram na parte de fora do circulo onde havia uma grossa linha de cinzas.

_Feche os olhos e pense em Hamã, chame-o em quanto falo_ O demônio a instruiu.

A humana começou a fazer o que Belphegor havia dito, começou a pensar em Hamã, viu sua imagem, o chamou em pensamento. Logo ouviu o demônio dizendo algo numa língua que ela desconhecia, mas repentinamente parou.

_Está fazendo errado...Sua vida depende disso Veronica, pense e chame Hamã_ Ele disse indo para trás dela e pondo em seus ombros, como se estivesse confortando-a.

Os dois começaram novamente.

A imagem de Hamã surgiu rapidamente em meio a escuridão das pálpebras seladas da feiticeira, que guiada pelas palavras de Belphegor, a voz firme que chegava em seus ouvidos e a respiração controlada que agitava os fios que estavam soltando do rabo de cavalo, a faziam sentir num transe hipnótico. Até que uma luz a fez abrir os olhos... Estava acontecendo.

No centro do circulo surgia uma figura alada que tomou a forma de Hamã, tornou-se mais perceptível aos poucos quando os olhos da humana se adaptaram a luz.

Veronica estava estática mantendo-se de pé por estar apoiada em Belphegor, que ainda a segurava.

Hamã olhava para os lados, confuso.

_O que estão fazendo?_ Ele perguntou olhando do demônio para a humana algumas vezes.

_Anjos...Sempre fazendo perguntas idiotas._ O demônio disse com humor.

O anjo fitou os olhos de Veronica, naquele olhar não havia raiva, era o olhar sereno de sempre.

_Não deixe que ele te controle._ Belphegor disse no ouvido da humana.

_Ainda há tempo para arrepender-se._ Hamã falou lentamente.

Ao ouvir aquelas palavras Veronica recuperou a voz e ela veio com raiva e veneno, pronto para ser atirado pelos ares.

_Não tenho do que arrepender-me, foi minha única opção e você sabe disso.

_Sempre há outra opção_ Ele rebateu.

_Para mim nunca foi assim...

Hamã observou os olhos castanhos da feiticeira, que eram cheios de rancor e talvez um pouco de decepção. Talvez ela esperasse uma explicação ou um pedido de desculpas, mas isso não aconteceria.

O anjo sabia o que Veronica queria dizer com Para mim nunca foi assim..., não tinha como se esquecer daqueles dias tão cruéis.

_Você é muito forte, passou por muita coisa, mas render-se a um demônio não será a solução de seus males.

_Não vou render-me, e se eu ainda estivesse esperando a assistência dos anjos e de Elohim, estaria estacionada no mesmo lugar. Agora que estava perto de conseguir o que quero você aparece?_ Ela perguntou com amargura_ Não quero sua ajuda.

Belphegor observava tudo em silencio e sentia um levemente orgulhoso por Veronica, por ela não abaixar a cabeça pedindo perdão, por manter-se firme. Mas também sentia o quanto ela estava magoada, e isso fazia seu sangue ferver, fazia-o ter a enorme ânsia de acabar com Hamã e todos os outros.

_Não podemos proteger a todos por todo momento._ o anjo disse com pesar.

Veronica analisou o anjo por alguns segundo, procurando dentro de si algum perdão, mas não encontrou. Virou-se para Belphegor, que a encarou com uma expressão seria como se esperasse o veredito.

_Podemos acabar com ele logo?_ A humana perguntou.

_Depois de fazermos algumas perguntas, podemos nos divertir._ Ele respondeu com um grande sorriso, ela sorriu de volta.

Veronica nunca havia se sentido tão próxima de alguém, o demônio sabia mais sobre ela do que qualquer outra pessoa. Sentia que perto dele podia fazer o que achasse melhor sem ser advertida, podia ser cruel e podia ser bondosa, podia ser vingativa ou perdoar pensando numa boa forma de vingar-se.

Eu confio nele... Não devia, mas confio., Ela pensava quando foi interrompida pelo demônio que começou a fazer perguntas ao anjo.

_Para que te mandaram aqui?

Hamã olhou o demônio como se decidisse se responderia ou não a suas perguntas, por fim ele disse:

_Deve estar muito satisfeito, conseguiu uma alma forte e me prender...

_Não, ainda não estou satisfeito. Agora, responda.

_Não.

Veronica via o Louis, (que descobriu ser Hamã) de pé dentro do circulo de sangue, suas enormes asas abertas, o olhar perdido. E ele se recusava a ceder ao questionamento do demônio. Ele era leal a Elohim, e ceder tão rapidamente seria uma ofensa.

_Certo, então terei que adiantar as coisas._ Belphegor falou aproximando se a passos lentos, ele entrou no circulo e num movimento rápido de mais para os olhos da humana captar.

Em questão de milésimos de segundo Hamã estava ajoelhado, tentando levantar-se, mas a força que o demônio exercia, puxando o anjo para o chão era mais forte.

Belphegor tocou uma das asas do anjo, que tentou se livrar do toque mas quase não conseguia se mover. O demônio a agarrou e torceu, fazendo algumas daquelas peninhas mancharem de vermelho.

Depois de mais algum tempo o demônio acabou quebrando aquela maldita asa, o anjo continuava com a mesma expressão, ele não sentia o que o demônio fazia, não sentiu quando Belphegor arrancou uma de suas assas puxando um pouco de pele das costas.

Veronica queria ouvir gritos, mas não ouvia, apenas viu com atenção o demônio torturar o anjo. Cansada de ficar de fora, mas ainda receosa, se aproximou do circulo, mantendo os olhos presos em Belphegor e pensando Ele fica ainda mais sexy quando está furioso...

O demônio percebeu a aproximação da feiticeira e teve uma grande ideia. Lembrou-se de coisas que faziam os anjos sofrerem de verdade, coisas que os incomodavam: ser torturado por um demônio não era grande coisa para os anjos, mas por humanos era outro assunto.

Para Elohim, os humanos eram como crianças, ás vezes mal criadas, ás vezes boazinhas seguindo suas regras e o adorando. Quando essas crianças eram mal criadas, quando elas aprontavam ele sentia-se decepcionado, o mesmo acontecia com os anjos, eles ficavam pessoalmente ofendidos.

_Veronica, pegue uma adaga em cima da mesa e me acompanhe._ O demônio pediu educadamente.

_Claro..._ A humana disse virando-se e indo até a mesa distante do circulo, ela pegou a adaga e a observou: tinha um cabo de prata com desenhos bonitos, parecia antiga e estava muito afiada, ótima para cortar um belo pedaço de anjo.

A feiticeira voltou para o circulo pronta para arrancar uma bela fatia de Hamã, mas antes que ela perfurasse a pele levemente dourada do anjo, o demônio segurou sua mão.

_Deixa eu te ensinar a fazer um corte perfeito..._ Belphegor falou com humor, como quem ensina a fazer um corte numa peça de carne.

O corte no ombro do anjo foi rápido e inicialmente não pareceu muito profundo, mas depois o sangue começou a escorrer. Veronica começou a fazer cortes sem a ajuda do demônio, ela perfurava e cortava rapidamente.

Belphegor amenizou a força que mantia sobre o anjo, deixando-o voltar a mexer o pescoço e a falar. Nesse momento Hamã deu um sonoro grito de dor.

_Não precisa ser assim..._ O anjo disse olhando Veronica ._ Elohim te perdoa._ Ele disse com olhos sinceros.

_Não quero e não preciso de perdão._ A feiticeira disse perfurando o ombro direito do anjo, que já parecia uma experiência que deu errado, um pedaço de carne crua._ Agora responda logo! Por que te mandaram aqui?!

Hamã observou a humana, ela estava visivelmente fora de si, e ele sentia que ela poderia fazer algo pior do que feri-lo.

_Era para eu me aproximar de você e... Te convencer a entregar-me o livro._ Ele falou olhando-a.

_Só isso?!_ A humana perguntou frustrada, e o anjo respondeu confirmando comum gesto.

Veronica olhou Belphegor, esperando que ele insistisse em perguntar mais coisas, mas ele fez um gesto vago.

_Quer cortar ele mais um pouco ou transformo o em cinzas agora?_ O demônio perguntou dando de ombros.

A humana rasgou a garganta do anjo e saiu de dentro do circulo, dando espaço para Belphegor fazer o que quisesse. Ele observou o sangue por algum tempo e tocou a abertura no pescoço de Hamã, chamas tomaram conta de todo o circulo, eram altas e pareciam consumir tudo ali dentro.

Quando as chamas foram baixando gradativamente, a feiticeira pode ver apenas o demônio, já não existia Louis ou Hamã.

Silencio tomou conta da cabana em quanto os dois se olhavam, a humana não sabia o que sentir ou pensar, apenas olhava o demônio com olhos sombrios que lhe tirava o ar.

Belphegor esticou o braço, chamando a humana, pedindo em silencio para que ela lhe desse a mão. Ela aceitou e aproximou-se, quando já estavam próximos ele a abraçou, esse gesto estava se tornando cotidiano, mas não perdia a importância.

_Olhe para mim. _ Ele pediu._ Isso significa que você tornou-se uma bruxa_ Ele falou passando sangue nos lábios de Veronica, que imaginou que fosse sangue de anjo, mas não se importou, deixou que ele terminasse de pintar seus lábios com sangue e depois voltou a abraça-lo.

Ela precisava daquele calor, daqueles braços fortes em sua volta, precisava por a cabeça no peito dele e ouvir os batimentos acelerados. O demônio começou a acariciar levemente suas costas. Ela afastou-se um pouco para encara-lo, ver como estavam seus olhos, para sua surpresa estavam negros, completamente negros.

_Se incomoda?_ Ele perguntou referindo-se aos olhos.

_Não. São só seus olhos de verdade._ Ela respondeu baixinho.

O demônio sorriu e aproximou o rosto do dela, tocaram os lábios levemente algumas vezes e depois beijaram-se continuamente. Ele a puxou para perto da mesa e a pressionou ali, tirou sua camiseta da feiticeira e abaixou-se aos seus pés abrindo lentamente o zíper das botas dela.

Veronica achou toda aquela cena encantadora e um pouco assustadora, afinal ela tinha total intenção de transar com um demônio por mais errado que isso fosse, ela não conseguia mais aguentar.

Belphegor ergueu-se ficando entre as pernas da humana e a beijou novamente, agora com muito fervor, os beijos foram descendo pelo pescoço, onde arrepiou a feiticeira, que sem tirou a camisa dele

A peça foi prontamente retirada, mas não foi a única, logo trataram de tirar as restantes.Um suspiro de contentamento mútuo ocorreu quando observaram os atributos do outro. Veronica passou as unhas pelo peitoral definido dele, arranhando de leve os gominhos de seu abdômen. Já as mãos grandes de Belphegor davam apertões pela cintura dela e avançavam vagarosamente aos seios, ainda cobertos pelo sutiã. Tal peça foi removida logo em sequência.

As pernas dela intensificaram o aperto quando a boca dele chegou ao vale dos seus seios. Veronica já podia sentir as suas inquietações lá em baixo, principalmente por roçar ocasionalmente contra Belphegor. Com a cabeça jogada para trás, ela agarrava os cabelos negros dele enquanto o mesmo seguia distribuindo carícias por seu colo. Involuntariamente, Veronica arquejou quando Belphegor abocanhou um de seus mamilos, trabalhando gloriosamente neles.

Racionalidade já não era algo presente entre eles, os dois seguiam as suas intuições e emoções, agindo por impulso. A humana já estava arrepiada e desejosa, querendo castigá-lo por ser tão preciso, levou uma das mãos ao volume das calças dele. A reação foi imediata, o demônio sugou o ar rapidamente e fechou os olhos.

Porra, Veronica O demonio grunhiu, fato que a animou mais com a brincadeira perigosa

Você é um menino... ronronando, ela ergueu a cabeça e deixou a boca próxima da orelha dele mal completou, mordendo o lóbulo e movimentando a mão de cima a baixo. As mãos dele apertaram as coxas dela em resposta.

Belphegor roubou os lábios avermelhados dela novamente, mas deixou um espaço livre para que ela brincasse com ele se quisesse. Sem interromper o beijo, Veronica se livrou das calças dele e continuar a acariciá-lo. Depois de alguns minutos, ele guiou a mão dela por dentro de sua cueca, a única peça ainda presa ao corpo.

A bruxa sentiu-se poderosa quando fechou a mão em torno dele. Agora, com toda certeza, tinha o demônio nas palmas de sua mão e não deixaria que se fosse tão cedo. Ela iniciou um movimento de vai e vem em torno de toda extensão do membro, arrancando grunhidos dele. Em algum momento a mão do demônio foi parar dentro da calcinha dela, jogando perigosamente com ela também. Veronica nem tentava mais segurar os gemidos, ela mexia os quadris ocasionalmente em contribuição com a sensação causada pelos dedos de Belphegor.

Eu não aguento mais Bel implorou-a pelo momento tão esperado.

Livrando-se das peças íntimas restantes, ele a conduziu á sala de espera do local, mais precisamente para a grande cama.

Deitando-se por cima de Veronica, ele foi se posicionando. Foi provando os lábios da humana novamente, incrivelmente viciosos a ele, que a penetrou.

O ritmo foi calmo apenas no breve começo, ambos perceberam que delicadeza não era algo para ambos. As estocadas vieram fortes e intensas, as unhas de Veronica arranharam as costas dele. Ele não aguentou-se e deu uma bela chupada no pescoço da moça, provavelmente deixando uma marca generosa que registraria seu domínio. Ela também não deixou barato, arranhões, marcas de dentes e chupões coloriam o dorso, costas e pescoço dele.

O ápice veio aos dois, mesmo não sendo ao mesmo tempo, foi igualmente glorioso. Os corpos esparramaram-se na cama espaçosa, resfriando a alta temperatura deles. Respiração? Isso quase nem existia, de tanto que haviam trabalhado o fôlego vinha em pequenos suspiros.

Veronica virou o rosto na direção do demônio que fitava o teto respirando profundamente, mas ao sentir o olhar dela virou o rosto para olha-la também.

_Por favor, me diga que você não é daquelas que gosta de conversar depois do sexo._ Ele disse sério, e ela riu , era disso que ela precisava: Acabar com a tensão.

Não precisava de alguém que fosse perguntar sobre seu passado, perguntar se ela queria conversar, ou diser que vai ficar tudo bem.

_Não sou, sou daquelas que quer começar tudo outra vez._ Ela respondeu provocando-o.

_Essas são boas._Belphegor falou puxando Veronica para perto e selando seus lábios.

Notas finais
Comentem, ficou bom? O que acharam? Gostaram? Odiaram? Falta algo?