For Love Everything Is Possible 2
5 Capítulo 5
Notas iniciais
POV Dimitri
Estava saindo do chalé de Héstia pensando na minha vida, ou pelo menos no pouco que eu sei sobre ela. Levei, então, a mão até o meu pescoço e toquei o cordão. Olhá-lo me causava dor. Eu morro de vontade de arrancá-lo, mas eu simplesmente não posso: essa é a única lembrança que tenho dos meus pais. Abri o cordão e admirei a foto de nós três que tem dentro. Senti uma lágrima escorrer por meu rosto. Na foto meus pais mostravam lindos sorrisos e pareciam estar orgulhosos de me terem como filho... Então por que eles me abandonaram?
Eu fui criado pelos olimpianos, principalmente pela minha avó Hestia. Eu sabia o nome dos meus pais e nada além disso.
- Dimka!
Olhei para trás e vi Sophia correndo até mim. Ela é filha de Héstia e, consequentemente, minha tia e amiga. É apenas um pouco mais baixa que eu.
- Fala tia. – ela me olhou e fez uma careta.
- Não me chama de tia, Dimka, eu me sinto velha. E olha que só tenho um ano a mais que você.
Eu ri com o seu comentário e ela sorriu.Só ela conseguia me fazer rir num momento como esses.
- Ta, ta, tanto faz sua idosa. Fala logo.
Ela riu. – Nada não, só queria que você me esperasse. – a olhei com descrença – Mas diz ai, por que você estava chorando?
- Estava pensando nos meus pais. – sussurrei.
- Ain Dimka, infelizmente eu não posso te ajudar. Mas sei de alguém que pode. – ela disse séria. – E você também sabe.
- Quem? – perguntei confuso.
- Alice.
Di Imortallis, como eu não pensei nisso antes? É claro que ela poderia me ajudar. Olhei para Sophia e ela sorriu, entendendo o que eu estava pensando e saiu correndo em direção à Casa Grande. Eu ri e corri atrás dela.
Alice era uma deusa, mais especificamente a deusa da tortura. Ela tinha a aparência delicada assim como a mãe e era muito carinhosa, mas quando ela ficava nervosa... É nessas horas que ela prova ser, realmente, filha de Hades.
Chegamos a Casa Grande ofegantes e vimos Alice, Quiron e mais duas pessoas na varanda. Duas semideusas. Chegamos mais perto.
- Olá Quiron. Alice. – os cumprimentei.
- Oi. – Sophia falou.
Eles nos olharam. Quiron e Alice sorriram e as duas semideusas nos olharam sérias.
- Dimitri. – Alice pulou no meu colo e me deu um beijo na bochecha. Eu ri. – Você sumiu. – ela disse com um biquinho.
- Eu sumi? – perguntei rindo – Ou foi a senhorita que vive no mundo inferior?
Ela fez uma careta e eu e minha tia rimos.
- Olá Alice. – a deusa retribuiu o sorriso – Hãn, desculpe a curiosidade, mas quais são os seus nomes? – ela perguntou as novas campistas.
Senti o corpo de Alice enrijecer e seu olhar demonstrava ódio.
- Eu sou Annalia Valdez, filha de Poseidon. – disse a loira.
Ela tinha a estatura mediana, olhos verdes e cabelo loiro escuro na altura dos ombros. Ela parecia ser bem alegre. Ela usava uma calça jeans com uma blusa verde e tênis.
- E eu sou Lenna, filha de Despina. – disse a morena – E prima desse traste ai. – terminou apontando para a Alice com impertinência, atrevimento e um sorriso cínico.
Trovões foram ouvidos e Alice a mandava um olhar demoníaco. Não demoraria muito tempo para a deusa perder o controle, eu tinha certeza disso.
A morena, Lenna, era linda. Era baixinha, magra, tinha o quadril largo e a cintura fina, cabelos castanho-escuros lisos, pele clara e olhos verde caramelo. Ela usava uma calça preta com uma blusa vermelha sangue e com um sapato de salto alto. Uma palavra que a definisse? Perfeita.
- Sua... Olha aqui semideusa, não ouse falar de mim assim. Eu posso acabar com a sua existência a qualquer instante. – Alice disse espumando.
- Vai em frente Mortiça, me mata. Aí eu te atormento no inferno. – Lenna disse arisca.
Alice deu um passo à frente e a outra também. Quiron se colocou no meio e a Annalia segurou a Lenna.
- Chega, as duas.
- Hum, Alice. – chamei e ela me olhou com carinho. Estranho. – Será que eu posso conversar com você?
Ela veio até meu lado e abraçou minha cintura.
- Claro Dimitri. – disse carinhosa. – Vamos para o penhasco?
Sorri. – Claro. Vejo-te depois So. Tchau Quiron. Meninas. – me despedi de todos e deixei a Alice me guiar até o penhasco.
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