Notas iniciais
Amores, mais um capitulo fresquinho para vocês.
Aproveitem.

Mandy.

Pov Dimiri

Eu estava saindo do chalé de Héstia com Sophia tagarelando ao
meu lado. Você deve estar se perguntando se eu já fui ao Olimpo, não é? Então ai vai a resposta: ainda não. Sabe por quê? Porque eu fiquei eu estou temeroso. Alice percebeu isso e combinou que nós iríamos hoje. Sem chances de adiar mais.

Então aqui estou eu indo para a Casa-Grande encontrar com ela.

Finalmente chegamos e encontramos o Senhor D., Quiron e Alice na varanda conversando.

- Bom dia. – cumprimentei a todos.

- Bom dia. – todos responderam juntos.

- Está pronto Dimitri? – Alice perguntou.

- Sinceramente? Não. – eu ri – Vamos?

Ela sorriu e segurou minha mão, me mandando fechar os olhos.
Quando eu os abri novamente percebi que estávamos no Olimpo. Eu olhei ao redor e sorri. Passei minha infância brincando nesses jardins e corredores.

Andamos lado a lado até a sala dos tronos e quando entramos todos já estavam lá, sentados. Olhei a Alice e ela assentiu.

- Senhores, eu gostaria de saber a minha história. – pedi.

Todos começaram a cochichar, decidindo se falavam ou não.

- Silêncio! – Zeus gritou e as conversas cessaram.

- Irmão, já é hora dele saber. – vovó disse.

- Pai, Héstia tem razão. Já é hora dele saber. – Atena falou.

Zeus suspirou. – Sim, já é hora. Dimitri, nós iremos lhe contar sua história. – ele olhou para a vovó e ela sorriu.

- Creio que ninguém irá se importar se for eu quem falar, não? — ninguém disse nada – Ótimo. Bom, Dimitri, como você sabe, antes de eu ficar grávida de Sophia eu tive a sua mãe. Ela sempre foi uma menina linda e... Especial. Ela sempre foi diferente dos semideuses.

- Sua mãe se chamava Catarina. – Artemis continuou – Ela era uma
ótima no maneio de todas as armas e era muito ligada aos amigos e a família. Sabia que ela quase se tornou uma caçadora? Mas ela desistiu porque amava. Eu não esperaria coisa diferente, afinal o coração dela sempre foi amável com todos.

- Catarina, assim como muitos recebeu uma profecia. Não apenas
uma, mas duas que lhe diziam o mesmo destino – Apollo falou – Ela sempre foi esperta e, quando descobriu quem era seu pai logo soube o que teria que fazer.

Eu ouvia tudo calado, apenas assimilando as informações que me
falavam.

- Sua mãe era minha filha e filha de Crio, o titã. – Héstia continuou – Como Apollo disse, quando ela descobriu isso, ela soube tudo o que tinha que fazer.

- Então a minha mãe era uma deusa?

- Sim. E você, Dimitri, também é. – Poseidon respondeu.

- Mas...

- Dimka. – vovó me chamou – Eu sei que é confuso, mas entenda. Sua mãe era metade deusa, metade titã. Você tem um terço de deus e dois terços de titã. Seu pai é o titã Caos.

Tirei o meu pingente do pescoço e o abri, revelando uma foto minha com meus pais.

Vovó suspirou. – Dimka, seus pais lhe amavam e eu nunca a vi sofrer tanto quanto eu vi aquele dia. O dia que ela te deixou aqui.

Eu senti uma dor enorme. Meus pais haviam me abandonado e agora todos diziam que eles sofreram ao fazer isso? Eu... Eu não sei o que pensar...

- Eles jamais te abandonaram. – Hera disse – Abandonar é uma palavra muito forte. Sua mãe só fez o que achou ser o melhor para você. Catarina queria apenas proteger o único filho dela mesma.

Olhei a deusa confuso. Minha mãe havia me deixado para me proteger? Dela mesma? Como assim? Minha mãe é tão perigosa assim?

- Chega, vocês estão o deixando confuso e assustado! – vovó Héstia veio ao meu socorro e me olhou com carinho – Vamos dar uma volta nos jardins Dimka.

Ela me guiou para os jardins do Olimpo e ordenou que todos saíssem de lá. E ninguém ousou desrespeitá-la. Sentamo-nos num banco. Esse jardim era lindo e emanava paz.

- Meu neto, veja, sua mãe e seu pai são divindades, o que te torna imortal. Você, querido, tem mais poderes do que pode imaginar.

- Quais são os meus poderes?

- Bom, essa é uma pergunta simples e, ao mesmo tempo, complicada. Você tem todos os poderes, seja dos deuses ou dos titãs.

Olhei-a assustado. Seria possível eu ter todos os poderes? Isso seria muito legal. Mas eu teria que treiná-los, já que não sei como utilizá-los.

Héstia riu. – Pela cara que fez agora acho que você gostou dessa notícia. – confirmei – Enfim... Sua mãe teve uma visão há muito tempo que o mundo só teria paz se ela fosse destruída e ela viu ainda quem era o único capaz de fazer isso.

- Deixe-me pensar um pouco... Esse seria eu?

- Sim, agora me deixe terminar. Quando Caty descobriu que estava
grávida ela teve outra visão, duas na verdade. Na primeira ela viu você sendo usado como uma arma assim como ela, o mundo destruído, e no fim você morto de alguma maneira por aqueles que te usaram por representar um risco. Na segunda visão ela te via crescendo saudável e tendo uma vida feliz, sofrendo pela ausência dela, mas feliz, ela viu você a destruindo e o mundo em paz.

- E ela preferiu a segunda visão.

- Creio que ela acreditou que doeria menos se fosse ela a perder. Qualquer mãe faria o mesmo e protegeria seu filho.

Eu olhei para o verde gramado e senti Héstia acariciando meus
cabelos. Suspirei. Então quer dizer que a minha mãe só estava me protegendo.

Agora eu entendo, apesar de ainda querer tê-la ao meu lado junto
com o meu pai. Eles sacrificaram suas felicidades pela minha. Bom, pelo menos num ponto, já que um tem o outro.

- Querido, é hora de ouvir a profecia.

Eu e a vovó nos levantamos e voltamos para a sala dos tronos.
Todos se calaram assim que entramos e eu olhei para Apollo, o deus das
profecias.

- Estou pronto para ouvir a profecia.

Ele acenou e a porta se abriu novamente, revelando uma menina
ruiva. Rachel. Ela estava envolta numa fumaça esverdeada.

- Pergunte. – o oráculo disse.

- Qual é o meu destino? – perguntei.

O oráculo recitou:

“Num destino já traçado, uma guerra se iniciará.

O destino definitivo do Olimpo o herói decidirá

Sem temer os inimigos que terá que enfrentar.

E, então, o herói deverá derrotar a traidora do bem

E a mandar ao seu injusto lugar.”

Rachel desmaiou e ninfas a levaram para outro lugar.

A profecia... Jamais imaginei que seria tão clara. Eu sabia o que fazer. Eu decidiria o destino do Olimpo. Mas eu tomaria a decisão certa.

- Dimitri. – Héstia me chamou com a voz doce – Tem mais uma coisa. Sua mãe deixou uma carta para você. Ela disse para eu lhe entregar logo após a profecia ser revelada.

Ela me estendeu um envelope e eu agradeci. Iria lê-lo depois, quando voltasse para o acampamento.

- Nós lhe contamos sua história, mas ainda temos um assunto pendente. – Zeus se pronunciou – Você é um deus e eu diria um olimpiano.

- O que queremos saber é se você virá morar no Olimpo. – Atena interrompeu o pai, que lhe lançou um olhar furioso, o qual ela ignorou.

- Eu gostaria de me mudar para cá depois que a profecia se realizar. Será melhor.

- Então que assim seja. – Zeus disse. – Agora vá.

Alice me levou de volta ao acampamento e nós nos despidimos com
um abraço. Caminhei lentamente até o chalé de Héstia e entrei. Sophia deve estar treinando, já que não está aqui. Melhor assim.

Peguei a carta de minha mãe e comecei a ler.

“Querido filho,

Será que ainda tenho o direito de chamá-lo assim? Eu sinceramente espero que sim, mas só você pode responder a essa pergunta.

Deve ser difícil ser filho daquela que traiu o Olimpo, mas tudo o que eu fiz foi para que você tivesse uma vida melhor que a minha e a do seu pai. Não me julgue por querer o seu bem. Sei que você deve me odiar e, apesar disso me magoar, é melhor que seja assim, afinal você terá que me enfrentar.

Lembre-se: alguns devem se sacrificar para que outros tenham oportunidades. Dessa vez o sacrifício será meu, então faça-o valer a pena e aproveite a sua vida da melhor maneira possível.

Eu te amo Dimitri e sinto a sua falta. Sinto falta do seu choro, do seu sorriso iluminado, dos seus olhos profundos, sinto falta de te ter ao meu lado e, acima de tudo, de ouvi-lo me chamar de mãe.

Com todo o amor do mundo,

Catarina.

PS: Quando receber essa carta a loucura já terá tomado conta de mim. Eu estarei descontrolada e num estado irracional, então não tenha medo e cumpra o seu destino. Enfrente-me e faça a profecia se realizar.”

Terminei de ler e enxuguei a lágrima traidora. O céu já estava
escuro e em breve Sophia chegaria. Eu não estava pronto para responder suas perguntas, então aproveitei para dormir.

E como eu não tenho tanta sorte, eu sonhei com alguém que eu
sempre quis ver. Mas não foi um sonho. Foi um pesadelo.

Notas finais
E então??Reviews?? Recomendações??
Deixe sua opinião, crítica, receita de bolo... qualquer coisa. Apenas se manifeste e assim estará fazendo duas autoras super felizes.

Próximo capítulo apenas com 4 (quatro) reviews.

Beijinhos....

Mandy.