For All Time

1 O Primeiro Dia de Aulas


Notas iniciais
Imagina como seria se Michael Jackson fosse um homem normal, e melhor, seu professor de Inglês. Já imaginou? Agora adicione uma paixão entre vocês, intrigas e decepções. Eu amoooo Michael Jackson, ele é meu eterno ídolo, então se você também curte ele (ou no melhor dos casos, ele é seu ídolo), dê uma chance e leia a fic. Obrigada pela atenção. ./

LOS ANGELES (CALIFORNIA) –7H.

— Duarte, acorda!

Os ouvidos da garota captaram a voz masculina, mas ela continuou afogada no edredom macio, senão mais aconchegada ainda.

— Vá lá, Duarte, eu sei que você está me ouvindo. Acorde!

Mãos agitaram seus ombros, então ela bufou através dos lábios e puxou um travesseiro extra, pondo–o invalidamente contra a cara.

— Não.

O homem deu uma risada ao ouvir o resmungo, mas não desistiu. O que fez foi andar de vez até aquela cama e puxou a almofada primeiramente, ao que uns olhos fuscos apareceram após as pálpebras fechadas.

A garota o concentrou por um segundo, com uma inegável vontade de bater em sua cara bonita.

— Por favor, não.

O homem suspirou ao vê–la pegar outra almofada e enterrar o rosto.

— Como teu tutor eu exijo que você saia dessa cama, Duarte.

Ganhou o olhar dela fundido no travesseiro, e então a garota rebateu:

— E como tua tutelada eu exijo que você me deixe nessa cama, Quentin. Não posso faltar hoje? Por favor, é só o primeio dia.

— Duarte, nem pensar. – Quentin arregaçou as mangas de sua jaqueta – Nada disso. Pense no lado bom da coisa, seu primeiro dia como finalista do médio.

— Não... – seu fio de voz saiu choramingão, e ela bateu a cabeça na almofada um par de vezes – Não quero ir.

— Mas tens que ir.

— Não, por favor... – levou as mãos ao edredom e puxou–o, tapando–se até à cabeça.

— Duarte... – riu abanando a cabeça, então pacificamente começou a puxar o edredom escuro dela, até que expôs desintencionalmente as coxas da garota encolhida que apareciam nos calções leves, mas por fim surtiu efeito.

Ela se sentou, e ainda que o encarando com uma cara de estripadora, saiu da cama. Seu cabelo estava uma selva e as olheiras denunciavam como tinha dormido tarde mais uma vez.

— Vamos, vá se preparar rapido, te espero lá embaixo. – cruzou os braços.

— Argh! Você é um saco! – Joelce jogou uma almofada no chão, e então começou a andar para o quarto de banho, ouvindo o riso baixo do tutor, que logo depois rebateu:

— Pronto! Sou um saco que se importa com você.

~*~

De jeans claras com cardigan longo cinza e uma bota rasa, tendo um rabo–de–cavalo a abanar no ombro, a garota desceu as escadas adicionando algum caderno na pasta.

Seu passo apressado só parou na cozinha, onde sentou na mesa ao lado do homem que colocava leite nos cereais.

— Bom apetite! – pegou numa torrada, quente, possivelmente que ele acabava de fazer, e deu uma dentada.

— Obrigado, igualmente. – Quentin sorriu suavemente.

Então ela pousou a torrada meio–comida no prato e pegou leite, começando a mexer com café enquanto articulava:

— Ham, Quentin... desculpa pelo meu ataque de mal–humor logo pela manhã.

— Não faz mal, eu estava a espera disso. Se você reagisse bem ao te tirar da cama em plena segunda– feira é que seria estranho, pois nunca aconteceu.

Ela sorriu, e ouviu o que ele continuou:

— Mas claro que quando seus pais ligarem eu vou dizer que você acordou cedinho e foi toda excitada para o primeiro dia da escola, como sempre faço.

— Obrigada. – Joelce se inclinou e deu um beijinho na bochecha do tutor, que sorriu seu bonito sorriso em resposta.

~*~

O grande portão de grades foi aberto, então o Range Rover Sport vinho cruzou a entrada, estacionando em seguida à margem jardim dianteiro, a vista do grande colégio luxuoso de imensos andares.

No interior do carro, Joelce encarou o tutor.

— Desce, vá para a aula antes que chegue atrasada, eu vou estacionar.

Sem dizer nada, ela removeu o cinto de segurança, então desceu ajeitando a pasta no ombro.

Ficou parada enquanto o carro ia, e só depois que virou pelo estacionamento começou a andar em direção do colégio. Mas não deu tantos passos, parando logo a cruzar os braços.

Ele mandou ir para a aula, sim, mas quem disse que ela queria entrar sozinha?

Quando o avistou, Joelce girou completamente o corpo e ficou encarando sua testa se encolher ao chegar perto dela.

— Por quê você não entrou?

— Estava esperando você, não quero entrar sozinha.

Quentin simplesmente abanou a cabeça, depois começou a andar com ela. Os dois adentraram o estabelecimento e o clima escolar logo os afetou. Adolescentes, jovens, andarilhos, sorrisos, conversas...

— Tem mesmo que ser? – Joelce rolou os olhos, sem deixar de andar com o tutor agora pela extensão de um largo corredor com algumas alunas.

— Tem. – Quentin fez questão de a atormentar com uma resposta, então ela emitiu um suspiro, antes de reparar num grupo de garotas da sua faixa etária, todas olhando para eles, especialmente para o “psicólogo gato do colégio” que ia ao lado dela.

“Não admira que têm sempre conselhos a pedir e estão sempre consultando ele .” Joelce pensou, mas deixou de dar importância, elas é que perdiam seus tempos, pois Quentin tinha o coração ocupado.

Foi com ele até o horário, onde viram que sua primeira aula era de direito. Então Quentin fez questão de acompanhá–la até a sala.

— Agora é com você, entre aí e curta sua primeira aula do ano.

— Se curtir for dizer “morra de tédio” então obrigada. – Joelce deu um sorriso sem gosto, que apenas o fez rir suavemente.

— Depois!

Joelce olhou por um instante ele ir, com seu andar charmoso, seus 1, 88, e então bateu na porta.

~*~

Joelce se ajeitou na carteira. Se passasse mais de uma meia hora ela iria explodir de tédio. Por quê a droga do professor não os liberava logo ao invés de ficar falando de sua vida que ninguém queria saber?

No quadro estava o nome dele; Arthur McMilles, e seriamente era tudo o que necessitavam saber. Por quê agora ele estava falando sobre seu estado civíl, sua família, seus estudos, sua idade...?

— Bom turma, ficamos por aqui, até à nossa proxima aula.

Aleluia! Ela quis gritar, mas apenas pensou.

~*~

“Amba Shepherd – Butterflies”

(Aqui em minha vida, em meu dia–dia)

— Inglês, menos mal. – Joelce viu no horário, e como já conhecia aquele colégio tão bem quanto a palma da sua mão foi até o cacifo. Pegou no necessário, embora ela duvidasse que teriam aula, e foi caminhando rumo à sala de Inglês.

Perto da porta, encontrou–se com mais alguns colegas, então integrou–se na turma e entrou com eles.

Foi praticamente a ultima, e não se deu o trabalho de observar o professor sentado em sua cadeira, apenas se dirigiu à primeira carteira vaga e sentou, que era justamente a do meio e da frente.

— Bom dia, turma.

— Bom dia, teacher.

Os colegas ao seu redor responderam, mas ela estava levando um tempo a procurar o telefone, com a preocupação habitual de tê–lo em mão.

— Ah, aqui! – pegou, e levantou preguiçosamente os olhos para o homem que estava a falar, agora virado para o quadro, onde escrevia.

— Esse é o meu nome.

Alguns alunos curvaram–se para ler, mas ela novamente não se deu ao trabalho, só o fazendo quando ele saiu da frente.

“Michael Joseph Jackson”.

Ler o nome mentalmente tocou algum ponto de sua emoção que ela não entendeu, como se não fosse estranho, principalmente quando alguns colegas ao redor começaram a lê–lo em voz alta.

— É um nome bonito, teacher.

Alguém elogiou, enquanto ela se decidia em olhar para o sujeito, e o fez.

A primeira impressão que teve, foi a mais estranha da sua vida. Uma coisa estranha deu uma volta em seu estômago, pois parecia a sensação de “reconhecer” e não “conhecer” alguém.

(Eu pensei que era suficiente, até você vir em meu caminho)

O homem era simplesmente... diferente. Tinha cabelo preto, absurdamente liso, num corte bonito, nos lados de um rosto com pele branquinha e lisa, senão perfeita, labios um tanto vermelhos que se mostravam largos e tão beijáveis enquanto ele falava alguma coisa para seus colegas que ela não ouvia.

(O sol começou a brilhar em uma inteira nova coloração)

Ela apenas via, via a beleza que enfeitiçava seus olhos. Ele tinha uma camisa lilás, com a gola bem direitinha no seu pescoço liso, e uma calça social preta com cinto.

E quando os olhos caíram nela... Eles tinham uma coloração infinitamente escura, que a fez flutuar.

(Eu me sinto e viva e tão espantada)

Quando percebeu que ele estava se aproximando, Joelce experimentou a sensação de ter borboletas no estômago, dando voltas e estonteando–a.

(Porque você me dá borboletas)

(me deixa tonta que eu poderia chorar)

Ele parou bem na frente da sua carteira, e com algo perto de sorriso disse:

— Aqui tem, tire um e passe, okay?

O quê? Joelce perdeu–se por um momento. Só então depois olhou para a mão dele e pegou os papeis que ele estendia, tirando um monte agrafado e passando para trás como ele tinha dito.

— Passe para os seus colegas. – o professor entregava nos outros dois da primeira carteira das outras filas também uma pilha de papeis.

Joelce então olhou para os papeis vendo que constituíam um fascículo, e suspirou antes de voltar a atenção para ele que voltava junto do quadro.

— Quero que estudem esse fascículo. Façam uma boa leitura e procurem entender por si os textos inigmáticos, na proxima aula vamos fazer uma interpretação da ideia dos autores.

Durante o restante da aula, Joelce pareceu não ouvir o que ele dizia, ela não tinha ouvidos naquele momento, apenas olhos, olhos que o comiam completamente, de cima para baixo.

Seu estômago revirava de borboletas festejando lá, e a sensação estranha era totalmente desconhecida, o que chegava a assustá–la. Simplesmente aquele homem tinha algo... que ela queria, senão “era” por completo tudo o que ela queria.

— Estou apaixonada... – ciciou, baixo o suficiente para nem ela ouvir direito, seus olhos presos nele.

~*~

Suas aulas terminaram às 12:30 certeiramente, com Filosofia, mas Joelce não conseguia tirar da cabeça a imagem do segundo professor, Michael Joseph Jackson.

Assim, ela ainda o tinha na cabeça quando saiu do colégio com Quentin. Este a levou ao lugar onde gostavam de ir almoçar; o McDonalds.

No fundo do estabelecimento, tocava em gostoso som AC/DC – Highway to hell, quando já estavam sentados numa mesa, esperando os pedidos solicitados.

— Em que planeta estamos?

Ao ouvir a pergunta, Joelce olhou–o.

— Como assim?

— Você está distante, meditativa... o que se passa?

— Ham... nã... nada.

— Conheceu... alguém especial?

Joelce se obrigou a rir com a pergunta, mas Quentin parecia bem sério.

— Não! – falou depois, com uma voz obvia – Claro que não.

Quentin virou a cabeça para ver uma moçinha simpática trazer seus pedidos, então os dois começaram a almoçar.

Estavam comendo batatas fritas Tater Tots com nuggets de frango, e bebendo uma refrescante Coca–cola.

— Quando conhecemos uma pessoa que nos toca de forma especial... nossos olhos contam isso para quem nos conhece bem, mesmo antes de nós admitirmos.

Joelce parou com uma golada à meio e encontrou os olhos de Quentin, fixos nela, depois caindo de volta a refeição.

— Quentin... sério, não conheci ninguém de especial. Eu prometi que assim que conhecesse diria à você, se não estou dizendo é porque isso não aconteceu. Apenas... estava pensando numas coisas... coisas minhas.

— Claro! – Quentin deu um sorriso, daqueles que Joelce conhecia como “supridores de descontento”, mas ficaram simplesmente terminado a refeição.

Até que o telefone dele vibrou, então ele o pegou para atender.

— É a Mary.

— Mary? – Joelce o viu levantar, com um sorriso contente, então se afastar para atender num lado mais calmo.

Pois, Mary! Joelce revirou os olhos.

Não, ela não tinha nada contra a namorada de seu tutor. Só que ela era... bem, a “namorada do seu tutor”. Aquilo não deveria incomodá–la, mas Mary era possessiva, autoritária, fazia ciúmes dela com Quentin, e o clima ficava estranho entre os três cada vez que ela estava na cidade. Por isso, Joelce bem preferia quando ela viajava para seus desfiles e o resto de negócios com a moda. Como agora, que estava em San Francisco.

Quase meia hora passou, até que Quentin voltou a se sentar ao seu lado, vendo que ela tinha terminado sua refeição e mexia no celular com tédio.

— Desculpa ter demorado tanto.

Joelce não respondeu, deu de ombros.

— Tens Educação física às 15, não é? – Quentin continuou – Acho melhor ir te deixar na escola já então.

— Não vai terminar sua comida? – Joelce finalmente olhou para ele.

— Não, perdi o apetite. Vamos!

Ao vê–lo se levantar, Joelce repetiu o gesto e pôs–se em seu rasto para fora do lugar.

~*~

— Muito bem, vamos começar os alongamentos, classe!

Joelce olhou para o professor de Educação física, Zad Wall, um sujeito musculado e bonito o suficiente para todas as colegas a sua volta se derreterem, mas ela estava distante demais.

Michael Jackson!

Só Michael Jackson estava na sua cabeça e ela seriamente começava a se achar ridícula. Tudo bem que ele era bonito, mas não era o único. Na verdade, parecia que o colégio agrupava apenas homens bonitos como professores, eram seriamente bonitos.

Mas Michael... era como um assunto à parte, “especialmente” à parte, era um pedaço único que constituía sua mente.

— E você?

Joelce levantou a cabeça para ver a cara bonita do professor, ficando sem jeito ao perceber que falava consigo e todos a observavam.

— Eu... eu o quê, professor?

Houveram alguns risos ao seu redor, alguns exagerados como de algumas patys irritantes, mas Joelce não se importou, pois o professor pacientemente explicou:

— Qual é o desporto que te define?

— Natação. – ela chutou, pois na verdade não tinha tanta paixão por nenhum, mas a mentira serviu e o professor partiu para outro colega.

Quando a aula terminou, alguns estavam ainda deitados pelo reuvado do campo, outros bebendo água e indo já se trocar, todos cansados e suados, pois seriamente Zad Wall não pegava leve nos exercícios.

Joelce se encontrava igualmente cansada, sentada no reuvado, ofegante, até que avistou Quentin parado no limite do campo.

Levantou e foi até ele, desfilando nos seus curtos calções cinzentos de treino junto de uma regata, tendo uma toalha com que secava a testa.

— Hey. – saudou sorridente.

— Hey. – Quentin sorriu de volta – Que tal a primeira aula de Educação Física?

— Você quer mesmo que eu responda essa pergunta com sinceridade?

— Humm... acho que não, pela tua cara... Zad deve ter pegado pesado

— E pegou.

Quentin levantou a sombracelha com ar de “era previsível”.

— Vou só me trocar, já volto.

— Okay.

Assim, Joelce foi caminhando, enquanto Quentin a apreciava.

~*~

No corredor amplo, Joelce caminhava rumo ao trocador. Ia secando o rosto com a toalha, destraídamente, quando tombou contra uma postura alta.

Deu um passo para trás soltando um “au” baixo e levantou a face para ver quem era quando... sentiu como se, de repente, tivesse tocado um fio de energia descascado. Seu corpo incendiou, seu coração passando de repente a bater mil por segundo.

Era o homem que não saía de sua cabeça desde a manhã. Bem na sua frente, com uma expressão confusa pela pancada imprevista.

— Desculpa, professor. – ela logo disse, com algum esforço.

— Desculpa peço eu, estava distraído a mexer em meu telefone. – ele deu um pequeno sorriso que a lançou para o espaço, com um ar tímido.

Joelce teve que exalar profundamente para conseguir falar.

— Não, eu... eu estava distraída também... Desculpa.

— Tudo bem, não há problema. – ele certificou.

Então Joelce deu um pequeno sorriso e o passou, olhando um minuto atrás, para vê–lo andar, seu andar recto em sua longa estatura.

~*~

O carro estava em movimento, como Joelce sentia tendo a cabeça próximo a janela e o olhar na cidade.

Quentin a olhou de relance, firme no volante, e então levou um dedo ao radio, ligando–o.

Logo o humor da garota mudou consideravelmente ao ouvir tocar a clássica Paradise City do Guns N Roses, que se pôs a cantar com um sorriso.

Take me down to the paradise city... I want you, please, take me home... yeah, yeah...— Joelce praticamente gritou, e Quentin soltou uma risada leve.

— Calma aí, garota, já estou te levando para casa.

Joelce sorriu para ele, e continuou a cantar, até que ele interrompeu:

— Então, no final das contas, como você define seu primeiro dia como finalista numa só palavra?

— Sinceridade ou mentira?

— Sinceridade, dessa vez.

— Bosta! –Joelce resmungou, fazendo–o abanar a cabeça e rir.

~*~

O barulho do choveiro apitava pelo quarto de banho, acabando inaudível ao quarto, onde a mulher morena estava, deitada na cama, com o controle remoto na mão assistindo algum filme de drama.

— Então, que tal foi seu primeiro dia de aulas no colégio novo?

“Bom”.

O grito de Michael em resposta chegava abafado, mas a irmã continuou aquela conversa incondicional, provocando:

— Há sinais de uma possível nova cunhada?

“Cedo demais, Jan, não acha?”

— Claro que não! Daqui à pouco eu vou começar a concordar com o Ne–yo e a dizer que você está encalhando, maninho.

“Jesus, Jan, pare com isso. Estou mais focado em trabalhar... essas coisas ficam para segundo plano.”

— Okay, privacidade existe. Mas quando houver um só resquício de uma possível nova cunhada, me avisa, tá?

Michael, por fim, apareceu na soleira da porta do banheiro, enrolado num roupão forte, respondendo com um sorriso:

— Ta, como quiser, sua insuportavelmente atenciosa.

— Sou mesmo. – Janet admitiu e os dois riram.

~*~

— Quentin, a Ni e a Edy estão no Chat! – virando a cabeça, Joelce viu–o entrar no quarto sem muita demora.

Logo Quentin se postou ao seu lado, vendo através da webcam as irmãs dela.

— Oi, Ni, Edy.

— Oi, Quentin. – o coro delas foi tão adorável que ele sorriu.

— Como estão as coisas por aí?

— Bem, e por aí? – elas responderam, uma a uma, mas do mesmo modo adorável.

— Difíceis, eu não suporto mais a vossa irmã.

Nilza e Edy riram da piada, enquanto Quentin olhava para Joelce de relance e continuava:

— Ela está cada vez mais impossível, em uma semana ela estará aí de volta.

— Que bom, estamos com saudades. – Nilza disse.

— Nada, é mentira, não queremos nada ela de volta. Pode jogar fora! – Edy contradisse fazendo uma careta e todos riram.

Até que Quentin despediu Edy e Nilza, e voltando-se para Joelce:

— Até amanhã, Duarte.

— Até! – respondeu, pouco antes de sentir o beijo dele em sua testa, e então ele foi.

— Humm... – o coro das irmãs a fez rir.

— Humm o quê?

— Você sabe se é o quê. Já pegaste o woomem, certo? – Edy insinuou.

— Você ainda pergunta se já pegou? – Nilza a cutucou – A pergunta é “como foi?”

— Hey, quê isso? Não inventem, vocês sabem que o Quentin tem namorada, e me vê como uma... irmã.

— Ah, não fala à toa – Nilza revirou os olhos – O Quentin te vê como uma irmã? Você deve estar cega.

— Bem cega! E sobre a namorada dele, a vaca não está de viagem? Você é muito burra, não maia, pega o homem. – Edy atiçou.

Joelce ficou a rir com as palavras das duas, até que disse:

— Parem de falar bobagens. Deixa vos contar sobre o meu novo professor de Inglês que é uma coisa... muito apetitosa.

— Nos conta! – as duas se animaram, e Joelce mais ainda, ficando a contar.

Notas finais
O que acharam do primeiro cap? Comentem para eu saber se está bom, please. Vou postar o proximo assim que receber comentários, vocês podem elogiar ou criticar, dar opniões, o que quiserem... apenas comentem, okay? Mil beijos... ./