For All Time

10 Amanhecer


Notas iniciais
Boa leitura!

Os primeiros raios de sol se estendiam lá fora quando Joelce abriu os olhos. Reparou no lindo quarto ligeiramente iluminado, enquanto seu olfato captava o cheiro que enchia o ar fresco. Michael… Ela e Michael, na verdade.

Seu corpo arrepiou com as lembranças de sua primeira noite com ele, mas foi pouco perto do que sentiu quando braços magros a puxaram. O dono contraiu o corpo ao seu, de modo que ela pudesse sentir sua nudez e sua nova excitação.

— Está acordada, pequena?

Ela sorriu instantaneamente.

— Não, estou a dormir. E tu?

Ouviu-o rir, um som que soava como música aos seus ouvidos.

— Menina mal educada. — Michael a abraçou mais forte, o pénis contraindo à sua virilha fazendo-a estremecer — Quem está dormindo não responde. Dormiu bem?

Joelce abriu a boca para responder, quando o despertador digital disposto sobre a banca começou a tocar desalmadamente.

— Raios! — Michael esticou a mão em direção ao barulho irritante, parando-o, antes de lançar um olhar mal disposto às horas — Já seis?

A garota olhou-o sob o ombro, antes de se virar completamente para ele. Seu corpo nu e magro, os olhos tão escuros quanto os dele.

— Tens algum compromisso?

— Não, mas tu com certeza tens de ir para a casa cedo. — levou a mão ao rosto feminino, acariciando a bochecha suavemente, o que fê-la inclinar para beijá-lo.

— Não tão cedo. — sussurrou ela depois, e foi tudo para que a virasse e ficasse sobre o seu corpo. Ela sorriu e o tocou no peito, deslizando os dedos pelos minúsculos mamilos, enquanto ele acariciava seu rosto com os dedos magros e longos.

— Você é tão linda, pequena.

— Sim, e tu precisas de óculos, Sr. Jackson.

— Você não sabe que é linda? — ele franziu o cenho.

— Eu sei que dou jeito, não sou um completo “patinho feio”, mas linda é demais.

— Então eu gostaria que você se visse com os meus olhos, e você teria uma ideia diferente.

— Acho que todo o mundo tem disso, é inevitável. Mas sabe o que eu admito que sou?

— O quê?

— Louca por você. — puxou-o pelo rosto, e sorrindo Michael a beijou, tirando as palmas da cama para deixar seu delicioso peso cair sobre ela, as mãos descendo pelas suas coxas.

Joelce mordiscou-lhe o lábio inferior quando os dedos encontraram seu clítoris, esfregando-o de modo que seu corpo começou a aquecer. A boca de Michael desceu por seu pescoço, espalhando um rastro de chupões, os dentes se arrastaram sobre o lóbulo de sua orelha.

— Adoro sentir o teu corpo debaixo do meu. — sussurrou ele em seu ouvido, mas a garota perdeu a voz de responder quando deslizou um dedo para dentro dela, para senti-la molhada e mais que pronta para ele.

Oh, céus! Sugou o ar entre os dentes, enquanto seu pénis enrijecia mais em senti-la tão macia e quente à volta do seu dedo.

— Michael… — as mãos femininas estavam em seus ombros, os olhos buscaram os seus com um pedido evidente. Ela o queria agora.

Isso fez com que um sorriso curvasse nos lábios do homem, antes de surpreendê-la ao deslizar a boca pelos seios pequenos dela. Joelce soltou um gemido, sentir a língua dele arrastar-se por um e outro de seus mamilos era incrível, e a melhor parte era que os movimentos em seu clítoris não paravam, e aquilo enviava correntes de prazer para as suas entranhas.

Quando deslizou a boca entre suas pernas, Michael a segurou pelas coxas e sentiu que o desejo a fazia tremer. Passou a língua por sua entrada quente e a deslizou suavemente para cima, pressionando contra o ponto de nervo que constituía sua perdição.

A sensação fê-la estremecer, e a visão mais ainda. Gemendo, recebeu cada chupão e lambida, o seu corpo cada vez mais quente, os espasmos a empurrando para o limite muito deliciosamente.

— Oh, Michael… — seus dedos estavam-lhe entre os cabelos suaves antes que pudesse perceber, segurando um punhado, e seus quadris involuntariamente se moviam ao comando dele, em movimentos necessitados, de encontro à sua boca morna e experiente.

Joelce estava quase a perder-se quando ele parou, então o olhou enquanto o seu corpo era consumido por tensão. Por que ele parou? Ela precisava chegar lá, agora. Mas não precisou dizê-lo, pois Michael a surpreendeu ao voltar a chupá-la, e de repente deslizou dois dedos para dentro dela, fazendo-a engasgar de prazer.

Os chupões fortes e as estocadas dos dedos simultaneamente a lançaram para o alto e um orgasmo alucinante se abraçou às suas entranhas, ela gritou e agarrou os lençóis, seu coração disparando no peito, o prazer fazendo com que sua cabeça desse voltas.

Quando conseguiu abrir os olhos, viu Michael olhá-la de suas pernas, com um sorriso sapeca, e seu coração se derreteu mais por ele.

— Você fica linda quando goza, garota.

Suas bochechas aqueceram e ela riu, apreciando-o se aproximar e subir de volta para o seu corpo, e segurou-o pelas costas.

— Sr. Jackson, seriamente aconselho que o senhor comece a usar óculos.

Michael abanou a cabeça com um sorriso e beijou-a, deixando-a provar o seu próprio gosto, o que para a garota foi ainda mais excitante. Em seguida, ele caiu com as costas na cama, surpreso pelo seu empurrão.

— O que você está fazendo? — perguntou quando ela deslizou as mãos pelo seu peito liso e um sorriso se abriu em seu rosto. Um sorriso malicioso, um perfeito contraste ao seu rosto de menina inocente.

— Adivinhe. — as mãos pequenas deslizaram até seu pénis, seriamente duro, e ele estremeceu. Sim, ele queria sua boca ali, embora soubesse que não duraria muito tempo e precisava enterrar-se em sua garota.

Joelce o beijou, enquanto as mãos deslizavam por todo o seu corpo e passou por seus quadris, deixando seu sexo mais necessitado quando apenas as passou perto. Então desceu para o seu peito, deslizando os lábios e a língua por seus mamilos minúsculos.

Quando as mãos inquietas decidiram tocá-lo onde mais precisava, os dedos deslizando pelo seu cumprimento, ela mordeu seu mamilo e um arrepio surpreendente rasgou acima de sua pele. Ele ofegou, admirado com tamanho prazer.

Ela começou a masturbá-lo enquanto a boca não deixava seus mamilos em paz, e as sensações eram cada vez mais fortes, o que o deixava confuso. Poucas mulheres tinham atenção à mamilos masculinos, e ele nunca havia percebido como mordidas ali poderiam ser aprazíveis. Acabava de descobrir um novo ponto fraco em seu corpo.

E ela também. Era com prazer que mordiscava sua pele frágil, e gostava imenso da resposta do corpo masculino à isso. Oh, ela era apaixonada por dar e receber prazer, e nada se comparava à ver a pessoa que amava sentindo prazer por sua causa.

Então desceu mais a boca, por fim para o pénis de Michael. Atrevidamente, tomou um tempo a olhar para ele, e então passou a língua, certificando-se de que ele assistia àquilo. Cerimonialmente, levou-o à boca e sugou-o, vendo os olhos do namorado se arregalarem de prazer.

Certificando-se de que ele sentia toques suaves em seus testículos, ela começou a chupá-lo à um ritmo, vendo-o primeiro controlar-se para não gemer abertamente, mas acabando por perder-se e sim, a gemer deliciosamente para ela.

— Garota…

A mão de Michael chegou ao seu cabelo, segurando-o num punhado, conforme ela acelerava o ritmo, mais e mais motivada pelos seus gemidos de prazer, e ela pretendia continuar até que ele se visse em sua boca, mas ele a parou de repente.

A garota olhou para cima, ele estava lindo e ofegante, a materialização da sua fantasia mais erótica. Mas resmungou um protesto quando ele a puxou pela mão.

— Eu quero senti-la agora, pequena.

Joelce só conseguiu sorrir diante do apelo, antes de meter-se sobre ele sentada. Inclinou-se beijando-o intensamente, antes de ficar direita e olhá-lo nos olhos enquanto o conduzia para dentro do seu corpo.

Ambos gemeram diante da sensação, seus olhos queimando de prazer. Então Michael a segurou pelas coxas, e ela tragou ar, antes de começar a cavalgá-lo, permitindo-o entrar cada vez mais fundo, tão fundo quanto poderia abrigá-lo.

Os movimentos que começaram lentos acabaram por tornar-se sôfregos e urgentes. As mãos de Michael em sua cintura a conduziam à acelerar-se mais e o seu próprio prazer a instigava ao mesmo. Seus gemidos viraram gritos enquanto o montava, o mais conectada à ele carnalmente possível, o que automaticamente aumentava a conexão emocional.

Joelce inclinou a cabeça para trás, no seu grito mais sensual, quando um orgasmo a derrubou e como se ela o tivesse puxado Michael a alcançou, seu gemido rouco misturando-se ao dela quando também gozou.

Com o corpo suado e arrepiado de prazer, Joelce retirou-o e inclinou-se sofregamente para o seu peito. Michael a acolheu, beijando o topo de sua cabeça, e ficaram assim enquanto suas respirações se ajustavam ao ritmo normal.

— O que foi isso, pequena? Onde está a menina calminha que eu conheci? Você é simplesmente incrível na intimidade.

Joelce sorriu diante dessas palavras, enquanto traçava círculos no peito dele com o dedo.

— Bem…eu disse-te que tinha muitas faces, mas não as mostro à qualquer pessoa.

— Me sinto muito sortudo de conhecê-la mais à fundo agora. Literalmente dizendo. — Michael começou a rir, levando-a ao mesmo.

— Você também é incrível. — disse-lhe depois, erguendo o rosto e o olhar para ele — Quem diria que o Sr. Calminho seria tão intenso nesses momentos.

Um sorriso maroto apareceu nos lábios do homem.

— Parece que nós somos compatíveis, hein.

— Sim, nós definitivamente somos. — ela sossegou novamente a cabeça, antes da música “Cherry Bomb” começar a tocar abafada. Percebendo ser o seu telefone, Joelce saiu da cama e o tirou da carteira, jogada no cadeirão.

— Quentin? — perguntou Michael enquanto a apreciava voltar à cama, nua.

— Minha mãe. — disse, antes de levar ao ouvido — Alô, mãe.

Oh, a minha sogra! Michael sorriu.

— Alô, filhinha. Que voz de sono é essa?

Joelce sentou-se na cama, e Michael se aproximou abraçando-a por trás. Ela teve a impressão de que era para ouvir a sua conversa, mas não se importou.

— Acabei de acordar… são seis aqui, mãe.

— À sério? Aqui é de tarde. Ah, nunca me acostumo com essa diferença de horários. — Dona Serafina riu — Como é que está a minha menina?

Cansada, ela acaba de fazer sexo, e como! Pensou Joelce, enquanto limpava a garganta.

— A… Bem, e a mãe? As coisas aí?

Enquanto sua mãe se debruçava a entrar em detalhes desnecessários sobre a grande família Duarte, Joelce sentia as mãos de Michael em seus seios. Falsamente aborrecida, bateu-as longe, vendo-o sorrir com diversão.

— Você já tem um namoradinho aí?

A pergunta da mãe a pegou de surpresa e ela arregalou os olhos. Como é que a mãe havia chegado ali? Ah, estava a contar sobre a apresentação do namorado de alguma de suas primas.

— Não… — resmungou, indecisa. Talvez devesse contar, pois ao telefone sua mãe não tinha como estrangulá-la, mas não tinha coragem.

— Tu sabes que tens de terminar a faculdade primeiro, não é mesmo? Não queremos que engravides a meio dos estudos, e…

— Sim, mãe, eu sei. — cortou-a — Por que essa conversa?

— Só para te lembrar. Não nos decepciones.

Joelce mordeu o lábio inferior e quis olhar para Michael. Ele agora estava quieto, simplesmente abraçando-a por trás, mas apenas suspirou.

— Está lembrado, mãe.

Quando Dona Serafina cançou-se de falar e desligou a chamada, ela virou-se para o namorado. Michael a olhava calmamente, pensativo.

— Por que é que não lhe disseste a verdade? — foi a pergunta dele.

— Acho que isso não é algo que devo falar-lhe ao telefone. Ouviste-a, os meus pais são muito dramáticos em relação à isso e vão enlouquecer. Quando lá for, nas férias, irei conversar com eles pessoalmente.

— Vais para lá nas férias?

— Sim. — assentiu, lembrando que faltava cerca de um mês apenas.

— Ok, espero que eles sejam compreensivos. — Michael deitou-se, e ela fez o mesmo ao seu lado, abraçando-o, enquanto murmurava:

— Também eu.

~*~

Depois de certificar-se de que a gola alta da blusa cobria os chupões que Michael havia marcado em seu pescoço no dia anterior, Joelce empurrou a porta e entrou na sala do Psicólogo do colégio, para quem logo dirigiu um sorriso.

— Oi, Quentin. — aproximou-se do homem sentado atrás da mesa, numa cadeira giratória.

— Oi, Duarte. — fez sinal para que ela se sentasse na sua frente — Ansiosa para começar o seu trabalho de fim de Curso.

Ela fez uma careta.

— A verdade ou a resposta conveniente?

— Por favor, a resposta conveniente. — riu o tutor.

— Olha, querido orientador, sou toda ansiedade, mal posso esperar para começar a fazer entrevistas em pessoas aleatórias para recolher dados sobre o bendito tema que me foi dado que é “Como ser um empresário independente”. — respondeu numa voz falsa.

Quentin desatou verdadeiramene à rir.

— Isso ainda soou pior do que eu penso que soaria a verdade. Mas enfim, precisas começar já o trabalho, estamos à meio do ano. Não podes correr o risco de reprovar, e esse trabalho vai contar como cinquenta porcento da tua nota final.

— Sei. — Joelce suspirou — Vamos logo começar então.

— Certo, mostra-me o que já investigaste.

Assentindo, Joelce iniciou o computador e começou a motrá-lo todos os livros que baixou na internet. Depois da exaustiva seleção dos arquivos úteis, ela virou-se para o tutor, e agora também orientador.

— Ah, antes que me esqueça. Não vou contigo à casa hoje, vou com o Michael. Ele pediu-me para acompanhá-lo a comprar uma prenda para a mãe dele.

— Queres dizer a tua sogra. — sorriu ele.

— Sim, a minha sogra. — corrigiu-se, tentando não parecer nervosa — Ela veio de viajem hoje, do Alabama, e ele vai vê-la amanhã, então quer levar-lhe uma prenda.

— Está bem, ao menos vou à casa em silêncio.

Joelce encarou-o boquiaberta, o que o fez rir.

— Estás a chamar-me barulhenta?

— Claro! As tuas músicas às vezes dão comigo em doido. — ele riu, levando-a a fazer o mesmo — Espera, então quer dizer que tu vais com ele ver a mãe?

— Não, apenas vou acompanhá-lo a comprar a prenda. — adiantou, com um suspiro. Deus a livrasse de conhecer a sogra, nunca tinha conhecido nenhuma, e pelo que ouvia das pessoas sogras não eram boas pessoas. Já estava nervosa o suficiente por ter de ajudá-lo a escolher uma prenda para ela, ir vê-la seria impensável.

~*~

— E o teu pai? — Joelce tirou o olhar da estrada, virando-o para o homem que dirigia.

Michael o fazia calmamente, accionando o pára-brisas devido ao leve chuvisco que caía sobre a Cidade dos Anjos, enquanto a respondia:

— Ele está em San Diego, alguns de seus negócios.

— Qual é mesmo o nome da tua mãe? — levou aos lábios a coca-cola que tinha na mão, dando um gole.

— Katherine. Tu vais amá– la, garanto-te.

O quê?

Joelce engasgou e começou a tossir, antes de respirar fundo.

— Espera... vais levar-me contigo?

— Claro. — disse Michael de forma óbvia e sorriu — Eu sei, eu deveria ter te consultado antes sobre isso, mas eu já disse à ela ao telefone que iria levar sua nora amanhã.

— Mas... mas Michael... é a tua mãe... eu... você... nós estamos juntos há tão poucos meses... não achas que é cedo demais para me apresentar à TUA MÃE? — ela estava em pânico, enquanto olhava boquiaberta para Michael que apenas deu de ombros, com descaso.

— Não, eu não acho que seja cedo demais, e você sabe que não é. Minha mãe é uma pessoa simples, ela não tem exigências, você verá. Vai correr tudo bem, desde que eu não tenha que te arrastar até lá. — brincou, sorrindo.

Joelce suspirou, acalmando-se, e ficou pensativa um tempo.

— Ok, não será preciso me arrastar então, eu vou contigo. Mas aprenda uma coisa, por favor, Sr. Jackson. Existe uma coisa chamada “antecipar”.

Michael sorriu para ela.

— Tudo bem, para a próxima eu vou antecipar. Mas perceba você também que existe uma coisa chamada “espontaneidade”, e não faz mal a ninguém.

Joelce olhou para ele e diante de sua risada, apenas balançou a cabeça.

~*~

Ao deixar o Centro Comercial, o casal dirigiu-se ao parque de estacionamento, a conversar.

— Michael... Será que a tua mãe não vai se importar com a nossa diferença de idades? —Joelce perguntou preocupada, enquanto Michael a recebia as compras e as colocava no porta-bagagens.

Assim que terminou, ele fechou-o e virou-se para ela.

— Quer parar de se preocupar com isso? E ainda diz que eu deveria te antecipar, não imagino você desse jeito durante uma semana, por exemplo.

— É que... — Joelce exalou ar — É impossível não me preocupar, estamos falando da tua mãe, eu não quero que algo corra mal.

— E não vai, fique descansada. — assegurou-lhe Michael, e Joelce sentiu o rosto esquentar quando ele segurou entre seus cabelos, encostando os lábios nos dela.

Ele a beijou, e quando ambos abriram os olhos Joelce franziu o cenho ao ver Michael olhar para um ponto específico à sua trás. Virou-se e ficou estática com quem viu.

A mulher parada ao lado de um BMW cinza com alguns sacos de compras, a alguma distância, que olhava direitamente para eles, era Inês.

— Fudeu! — Joelce murmurou num impulso, vendo a professora entrar no carro e por fim ir embora do estacionamento.

Voltou a olhar para Michael, que parecia muito mais relaxado comparado à ela.

— Era a Inês. — disse com voz grave, para o caso de que ele não a tivesse reconhecido.

— Eu sei. — respondeu Michael com descaso.

— E... ela nos viu aos beijos, se você não percebeu.

— Eu percebi.

— Então por que é que não pareces te importar?

— Por que eu não me importo realmente.

Joelce arquejou o cenho para ele.

— Isso não deveria ter acontecido, e se ela contar ao direitor...?

— Ela não vai contar nada a ninguém, vamos. — Michael a pegou pela mão a levando até sua porta, onde Joelce ficou estática o olhando descrente, então entraram no carro.

— Você acha que ela não se importa? — ela perguntou assim que o carro arrancou, olhando para Michael que estava descontraído.

— Ela pode se importar, mas o que pode fazer acerca disso? Aliás, não estamos na escola, aqui não somos professor e aluna. Eu acredito que ela não fará nada.

Joelce o olhou pensativa. Ela queria acreditar no mesmo, mas sua intuição a dizia para não sossegar.

~*~

— Podemos conversar?

Aquilo estava tão previsto que Michael poderia ter feito uma contagem decrescente até o momento exato em que a mulher o disse. Levou os olhos à ela calmamente, afastando seu plano de aula e se focando no facto de que ambos estavam a sós na sala dos professores, então podia ser realmente seguro falar agora.

— Sim.

Inês tirou seus óculos de aro fino e se aproximou dele.

— Será que você pode me explicar acerca de ontem? O que estava realmente acontecendo... eu vi você com aquela aluna finalista... a Natércia Duarte, se eu não me engano. É ela a sua namorada?

Michael deixou um silêncio rodar entre eles no primeiro minuto, depois assentiu.

— É.

— Mas... ela é uma menininha... eu não acredito, é por ela que me dispensou?

— Inês...

— Não, eu não acredito mesmo. Ela é muito jovem, e mais, ela é sua aluna, como pode fazer isso?

— Isso o quê? — a voz de Michael assumiu um tom ríspido — Se está se referindo a me apaixonar, lamento lhe dizer que eu não mando no meu coração. Agora, se está se referindo ao quão ilegal isso é, saiba que nós não namoramos em ambiente escolar. Aqui somos só professor e aluna.

— Seja como for... — gaguejou Inês, inconformada — Não é possível que aquela... pirralha seja a tua namorada, ela não... ela não se qualifica para você, de jeito nenhum.

Michael sorriu ao ouvir aquilo, um sorriso de irritação, mas agiu calmamente ao se aproximar mais dela, argumentando:

— Isso é só o que você acha, Inês, e eu não pedi a sua opinião ou avaliação sobre a Joelce, então se ela serve ou não para mim cabe à mim mesmo decidir.

Depois das palavras dilacerantes de Jackson, Inês ficou imóvel e muda enquanto ele se virava e ia embora.

Notas finais
"Então, é isso! Que tal foi o cap? Gostaram?" Porra, nunca tenho jeito para notas, é engraçado até, eu chego aqui e nunca sei o que escrever. Rsrs... Então, nos vemos no próximo capítulo... Kkkkk
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.