For All Stars

1 Chapter One - Don't Let it Fall Apart


Notas iniciais
Oi, pessoal, como vão? Aqui está o primeiro capítulo. O começo de tudo. Espero muito que gostem!

As primeiras luzes do sol entre algumas nuvens se infiltraram pelas grandes janelas do grande quarto real, ao chegarem ao rosto de Orseline a mesma acordou se espreguiçando. Sentando-se na cama a garota esfregou os olhos tentando fazer o sono desaparecer, ela sempre acordava ao nascer do sol, assim deixando sua pesada cortina violeta-escuro aberta para a luz do sol entrar. Levantou-se indo em direção ao seu quarto de vestir, ao lado do seu próprio quarto.

Chegando ao seu quarto de vestir escolheu um vestido casual o vestido que escolhera era longo e possuía um grande caimento nas mangas, as quais ficavam maiores ao chegarem perto dos pulsos, continha tons bege e verde, possuía uma leve amarração pouco abaixo dos seios, o que dava grande destaque a qualquer silhueta, principalmente a sua, pois seus tons combinavam com sua cor de pele pardo e seus olhos verdes-turquesa.

Foi para a sala de banho, banhou-se por um tempo e vestiu-se logo em seguida. Ao andar pelo grande corredor do grande e velho castelo, a cada porta havia um quadro com algum parente morto, ou estátuas de seus deuses principalmente de Odin, Thor, Freya, Buro e Aegir. Dada estátua com mais detalhes que as outras.

A cada estátua que passava, a cada quadro que passava, passavam também criados e servos as pressas. Alguns faziam caretas ao vê-la acordada há essa hora, outros, mais velhos no castelo nem se importavam.

Logo foi parada por uma baixa senhora, de cabelos grisalhos amarrados em um coque. Sra. Archer.

— Vossa Graça, por quê acordas tão cedo? — Perguntou Fulla Archer, uma serva muito amada há anos por Orseline e pela família real.

— Sabe que eu gosto de acordar cedo, além de ser menos movimentado para eu poder andar por aí e não ser perturbada, Sra. Archer. — A jovem deu de ombros ao terminar de responder á mais velha.

— Creio eu que não mandou nenhuma criada preparar vosso banho novamente, não é, Vossa Alteza?

A velha senhora Archer cruzou os braços em frente ao peito, em forma de represália.

— Por que mandarem faze-lo, quando eu mesma posso fazer? Não precisa de tanta formalidade, Fulla. Estamos sozinhas nesse corredor! — Cruzou os braços pouco irritada com a criada, mas com um sorriso provocativo no rosto.

Fulla, em resposta estalou com a língua, fez uma pequena reverencia ao estender sua mão em frente a princesa:

— Vamos, senhorita, colocarei o café na mesa para você.

Orseline aceitou a mão da senhora e seguiram conversando e rindo em direção à grande cozinha real.

— Diga-me, há algum pretendente em sua lista? Quem sabe o duque de Basset lhe enterece. Disseram-me que tem a beleza dos Morgan! — Sorriu Sra. Archer ao tentar imagina-lo.

— Sabe que casar não ainda é comigo! Já lhe disse milhares de vezes, Fulla. — Olhou para a senhora ao seu lado com as sobrancelhas franzidas, tentando, em vão, ficar brava com ela.

— Calma, não custava tentar… Nunca se sabe quando alguém muda de ideia.

Continuaram, as duas, conversando de forma informal até o fim do desjejum da mais nova.

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Horas depois…

— O que foi, mamãe? Parece preocupada hoje… — Perguntou Hyacinth, a loura que estava sentada com um jornal de fofocas em mãos, ao lado de Nady que comia biscoitos com gotas de chocolate.

— Não é nada, Hya. Apenas estou agitada com o baile de máscaras dos Zumack. Espero que encontrem pretendentes a altura.

— Mas é claro que não! — Disse Orseline fechando seu jornal e o colocando no colo.

— Nós também. — Disseram Nady, Hyacinth e Cassídria juntas. Logo depois encarando a mais velha, Orseline, com caras de duvida.

Pegando sua xícara, Orseline tomou um longo gole de chá e olhou para as irmãs, totalmente despreocupada.

— O que foi? Sabem minha opinião, não sabem?

— Sabe que terá que casar para conseguir seu reinado, ou o perderá para o lado Feslteald da família, para aquele tolo do Fraden Feslteald. — Disse sua mãe tomando um gole de café.

— Mamãe! — Repreendeu Cassídria com um risinho debochado no rosto.

— O que foi? Posso, talvez, ter sido rude na frente de vocês, mas é a mais pura verdade — Respondeu Clemence com um par de dar de ombros.

— Tá, tá. Um dia resolverei isso. Mas, aliás, onde está papai?

— Eu o vi indo ao estábulo. — Disse Nady lendo o jornal e colocando uma mexa de seu cabelo louro-escuro para trás.

— Ele nunca vai lá. — Pensou Hyacinth em voz alta.

— Gente, ele sabe muito bem o que faz. — Defendeu Cassídria, cruzando os braços. — Ele é o nosso pai e o rei!

— Sim, mas também um homem! — Replicou Nady.

— Meninas, parem de brigar por isso! — Sua mãe, Clemence disse.

Cansada de ouvir aquela discussão de sempre, a ruiva pediu licença e retirou-se. Indo até o jardim para pensar sobre, talvez, arranjar um marido.

Mas o que ela estava pensando? É claro que não encontraria!

Ao chegar ao jardim com pensamentos à mil em sua mente, a garota avistou um homem com um manto marrom com um capuz, também marrom; ele não deveria estar vestido assim, muito menos estar aqui.

Se aproximando lentamente e aproveitando que este homem estava de costas para ela, Orseline escondeu-se atrás de uma árvore, agachada.

Alguns momentos depois o homem, ou o que achava que era um homem, se virou. Ela percebeu que ele estava segurando um livro. E aquele livro brilhava."Livros não brilham, mas homens também não tem o rosto marrom e olhos brancos, não…", pensou. O que era aquilo? Não sabia, nem sabia que livro era aquele.

Respirou fundo, e pensou consigo mesma que não poderia se assustar por simplesmente aquilo. Aquilo não a derrubaria de medo, ela seria corajosa e o enfrentaria. Ora, ela era uma Rousseau! Não iria contar a ninguém é claro, imagine o que diriam? A chamariam de louca e a prenderiam em alguma masmorra antiga.

Observando melhor e se aproximando um pouco mais viu ele abrir o livro e folhea-lo, conseguiu, enfim, ler o nome do livro. “ Um passo para tudo ”.

Mas, que livro era aquele?

Ouviu ao longe um cavalo relinchar, olhou em direção ao som, e logo depois de volta ao monstro que ali estava.

Agora ele a olhava e se aproximava lentamente, ela se assustou, esquecendo de toda a sua coragem, e desequilibrou-se na barra de seu longo vestido, caindo e batendo a cabeça em um, dos vários, galhos da garnde árvore. "Por isso prefiro calças...".

Com a visão turvada conseguiu enxergar o “ser” se aproximar sussurrando algo para ela, que não conseguiu decifrar o que era, provavelmente em outra língua.

Com muita dor na cabeça, sentindo sangue escorrer e com a visão pretejando, Orseline pôde perceber que “ele” agora levantava o braço dela e colocava seu livro embaixo dele, agora não brilhava mais. Sua vontade era de gritar, se levantar e correr dali; mas nenhum som saiu de sua boca. Nenhum movimento foi feito pelos seus membros.

" Que belo jeito de desmaiar, não, Orseline?! Que belo jeito de ser valente. " pensou irritada consigo mesmo.

E assim, ao perceber a ida do monstro, ou seja lá o que fosse aquele ser, e ouvir ao fundo a voz de seu pai gritando seu nome, Orseline fechou os olhos e desmaiou.

Notas finais
O que acham, continuo ou não? Comentem, favoritem e recomendem se possível, por favor!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.