Fool

1 ♡ . único


Notas iniciais
E VAMOS DE SUPER RARE PAIR!!! E outra fic que saiu no desespero pq nossa, eu não tava conseguindo "sentir" a história, sabe? Mas no fim consegui e tô tão feliz com ela, espero que você goste também!! ♡♡
Eu quero demais você shippando akulucy forte u.u
Novamente: não está betada, então tem erros sim.

Parecia até que tinha sido há poucos dias que Ryuunosuke conheceu Lucy, tendo seu rosto atingido pelo joelho dela. Entretanto já tinham bons 5 anos desde aquele fatídico dia. Foi um completo acidente ― uma coincidência ―, mas Akutagawa sempre teve um pavio curto, e Lucy não era muito diferente. Eles discutiram tanto que quase acabaram sendo repreendidos por um policial. Akutagawa achava errado ela estar voando tão baixo a ponto de bater em alguém, e que tipo de pessoa não prestava atenção às esquinas?

Seu olho e parte da sua bochecha doeram por apenas dois dias e ele lembrava do quanto fez questão de reclamar por algo tão besta, arrumou cada mínima chance para importuná-la. Akutagawa também não estava contente que seus pais acolheram a garota porque era "inaceitável uma garota tão nova sozinha em uma cidade grande, não importa se você é uma bruxa e precisa passar três anos em treinamento”, e para seu eu de 14 anos, parecia compreensivo ele incomodá-la se ele estava incomodado.

Se alguém tivesse dito à Ryuunosuke que ele acabaria se apaixonando por aquela aprendiz de bruxa impaciente de cabelos vermelhos que deu-lhe um olho roxo, ele se sentiria ofendido, até acharia que a pessoa estava jogando-lhe uma maldição.

Honestamente, Akutagawa até que entendia seu eu pré-adolescente. Ele gostava dela, não poderia negar, mas por aquelas exatas razões que ele conhecia-a bem demais para o próprio gosto. Lucy era enfurecedora. Ela contrariava tudo que pudesse, constantemente esfregava na sua cara alguma coisa vergonhosa que ele tivesse feito, teimosa como uma criança mimada, tão confiante que quase parecia egocêntrica… E aquilo ainda nem era tudo, Ryuunosuke poderia fazer uma lista e duas páginas sobre a parte irritante de Montgomery, era difícil lidar com ela. Ou pelo menos para Akutagawa era. Quando estava com Gin ou seus pais, Lucy era o completo oposto da peste que era para ele ― e para algumas outras poucas infortunadas pessoas.

No começo, aquela mudança de agir dela entre ele e outras pessoas fizeram-no pensar que ela era falsa, alguém maléfico que se aproveitaria da bondade da sua família. Claro que ele estava errado, seu eu de 14 anos esteve errado de tantas coisas...

Olhando para trás, Akutagawa achava engraçada sua ingenuidade.

Ryuunosuke pensou por bastante tempo sobre quando e como ele acabou apaixonado pela bruxa, nunca descobriu quando, mas tinha certeza de que o como era devido à sua implicância com Lucy, aos longos anos que passou observando-a com atenção — no começo por simples suspeita, e depois pelo mais puro interesse.

Ele se apaixonou por Lucy em algum momento durante seus estudos sobre poções ― que sempre davam errado quando ela tentava fazê-las ―, nas vezes que a viu dormir sobre os livros de astronomia de tão entediada, quando deixava Lucy usá-lo nas suas previsões do futuro, enquanto ela dava seu melhor para conciliar seus estudos de bruxa com o trabalho de meio-período que conseguiu na floricultura do outro lado da rua.

Talvez tenha sido quando ela acertou o ponto da poção para crescimento capilar pela primeira vez, lhe dando uma barba comprida demais e cabelos tão longos quanto os de Gin — ela acertou o ponto, não a dosagem —, ou talvez porque ela riu por vê-lo com os efeitos da poção; poderia ter sido em uma das muitas vezes que ele a viu pela vitrine da floricultura, parecendo tão mágica entre as flores multicoloridas; quem sabe até tivesse sido da vez em que ela conseguiu prever algo pequeno quanto ao seu futuro e sorriu como Ryuunosuke nunca tinha visto antes… Ou talvez tivesse sido por causa do rubor em seu rosto e embaraço ao responder à ele o que havia previsto. “Você vai se apaixonar…” ela disse sem olhá-lo nos olhos. Aquela lembrança estava sempre fresca na sua memória e agora ele sabia porquê. Também houveram as noites observando as estrelas da grama rala do quintal, as tardes de domingo jogando jogos de tabuleiro com toda a família na sala, os raros momentos de trégua em que iam juntos à mercearia… Eram muitos momentos e cada um deles carregava um bom motivo para ele gostar dela.

Vendo Lucy errar, se esforçar, tentar melhorar e então conseguir pequenas vitórias gradualmente — mesmo que sempre usando-o de cobaia —, foi inevitável cair de amores por ela, mesmo com suas recusas em aceitar tais sentimentos. Recusas que ele não mais possuía, talvez fosse a maturidade finalmente atingindo-o, mas Akutagawa queria manter aquele sentimento — e também, só um pouquinho, queria tê-los retribuídos.

Ryuunosuke se perguntava se o que ele sentia por Lucy era óbvio para alguém. Se seus pais imaginavam que ele acabou vergonhosamente apaixonado pela bruxa que dormia no quarto de hóspedes, se Gin notava como ele olhava para Montgomery e fazia piadas mentais quanto à sua covardice.

Ele só não ponderava se Lucy saberia, porque ele tinha a resposta, desde o dia em que ela previu seu futuro pela primeira vez. O que Akutagawa queria saber era se Lucy tinha por ele os mesmos sentimentos que ele tinha por ela.

Notas finais
Eu espero que não esteja confuso... A Ju achou o final meio confuso e eu tentei arrumar, mas não sei se melhorou...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!