Notas iniciais
Obrigada a todos que leram a minha primeira fic. Seus comentários foram essenciais para que eu tomasse coragem e começasse essa nova história.
Eu arrumei uma Beta! Minha amiga Mandy aceitou betar as minhas fics,
então eu repostei o capítulo já betado.

Pois é, o colegial acabou. “O que eu vou fazer agora?”: Essa é a pergunta que mais tenho feito a mim mesmo ultimamente. Todos têm planos, sonhos, metas. As pessoas estão preocupadas com seus futuros, com o que virá pela frente, faculdade, emprego, um bom salário, família.

Algumas vezes, como no caso de Miss Rachel Berry, os sonhos vão mais além: Nova York, Brodway, estrelato, fama... Como se isso fosse mesmo necessário para alguém como ela ser denominada uma “estrela”. Como ela mesma já pontuou, em diversas ocasiões, é uma estrela nata. Não há como negar que ela tem potencial: só um invejoso ou completo idiota faria isso. A maneira como ela luta para alcançar seus objetivos, a determinação que tem em ser reconhecida, o esforço para ser sempre a melhor em tudo que faz,... Isso sem contar a voz incomparável.

Sim, Rachel Berry é uma estrela nata. E, por mais estranho que pareça, eu meio que me orgulho disso. Não sei bem o porquê, afinal, não somos amigos nem nada, mas a verdade é que me importo com ela, assim como sei que ela também se importa comigo, e que quando precisar posso contar com seu apoio... Bem, acho que talvez isso faça de nós dois amigos..., não é?

Tanto faz. Isso não importa agora. O que eu estava realmente tentando dizer é que estou confuso, muito confuso. Como eu dizia anteriormente, enquanto todos têm a vida planejada, tudo o que tenho é o meu negócio de limpar piscinas, que no final das contas, não é nem suficiente para fazer as compras no final do mês.

(flashback) –“ Noah, o que é isso? Aqui não tem nem metade das compras da lista do supermercado que eu te dei!”

– “Mãe, foi o que deu pra comprar, ta? O dinheiro acabou. O que você queria que eu fizesse?”

– “Trate de arrumar um emprego de verdade, e pare de sair com garotas não judias, elas só atrapalham sua vida.”

Em certo ponto, ela tinha razão: eu tinha que arrumar um bom emprego. Ou, pelo menos, ir para a faculdade. Afinal, eu quero ser um bom pai para Beth. Mais que isso: quero ser um exemplo para ela. Quero ser um pai do qual ela possa se orgulhar sempre. Ao contrário daquele que eu tive.

Mas, para isso, eu preciso tomar uma atitude. Depois do que aconteceu entre mim e Shelby ela tem me evitado o máximo possível: sempre arruma desculpas para eu não ir até sua casa, e isso está me afastando de Beth.

A verdade, é que eu não ligo pra Shelby, acho inclusive que nunca liguei. Eu só queria ficar com ela para poder dar a Beth uma família de verdade. Tudo bem, o fato da Shelby ser gostosa talvez tenha ajudado na minha decisão, mas esse não foi o principal motivo.

Mas agora, que ela deixou bem claro que ela não quer nada comigo, eu quero continuar presente na vida da minha filha. E não é ela que vai me impedir de fazer isso. Lembrando de quando a Shelby terminou tudo, eu nunca entendi muito bem o porquê de ela ter mencionado a Rachel na nossa conversa. Na verdade, não entendi quase nada do que disse, quando Shelby se estressa, parece que fala tão rápido quanto a Rachel (se é que isso é possível).

(flashback) “– ­Puck, não tem como nós dois continuarmos com isso, OK? Foi um erro ter transado com você, eu só achei que talvez eu fosse me sentir mais jovem, ou sei lá... Algo assim. A questão é que eu não gosto de você de verdade Puck, ok? Então aceite isso e me deixe viver minha vida. Você vai poder continuar vendo a Beth, mas, por favor, pare com essa sua fantasia idiota de namorar uma professora.

– Mas...

­– Me deixe terminar! Eu quero o melhor para a Beth e eu sei que você também quer, então, por favor, faça o que eu estou pedindo, e se afaste de mim, por que... Espera! Eu acabei de lembrar: porque você nunca mencionou que já namorou a Rachel? Meu Deus, isso muda tudo! Não vê? A Quinn me disse isso como se fosse a coisa mais normal do mundo, mas claramente, não é,...

– Ahn? O que a Rachel tem a ver com isso?

– O quê ela tem haver com isso?! Puck!... Ah, deixa pra lá. Escuta Noah, nós...

– Não me chama de “Noah”. Só a Rachel me chama assim, e vocês são parecidas, é estranho... Parece ela falando.

– Ah,... Nossa como eu não percebi isso antes?! Mas é claro, por que outro motivo ela defenderia ele?!

– Oi?

– Não é nada. Esqueça o que eu disse. Só estava pensando em voz alta... Olha Puck, vá para casa, pense no que eu lhe falei, e lembre-se: a única condição para eu deixar você ver a Beth de novo é você parar com essa besteira de ‘nós’. Não existe ‘nós’, nunca existiu ‘nós’ e nunca existirá ‘nós’.”

Eu entendi basicamente metade do que ela disse o resto não passou de blábláblá. Tudo bem posso não ser a pessoa mais inteligente do mundo, mas também não sou a mais burra (meio difícil superar a Brittany né? Sem ofensa.). Tinha alguma coisa que Shelby não quis me contar. Afinal, o que ela quis dizer com “por que outro motivo ela defenderia ele?”? Motivo? Que motivo? E do que, exatamente, Rachel me defendeu?

Não tive a chance de fazer essas perguntas a Shelby. Mas também, acho que não faria muita diferença. Duvido que ela me responda. Ultimamente ela nem sequer fala comigo direito. Mas, talvez, eu deva fazer essas perguntas a outra pessoa.

Peguei meu casaco e as chaves do carro e saí pela porta da frente. Estava na hora de fazer uma visitinha a minha judia preferida.


Notas finais
Por favor não me odeiem, a Brittany é uma das minhas personagens preferidas, que fique claro, eu só achei que era algo característico do Puck pensar aquilo, afinal ele é meio rude ás vezes...
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