Follow Always Smiling

1 Siga sempre sorrindo.


Notas iniciais
"Olá Minna-san, tudo bem?
Estive pensando estes dias, em todos esses acontecimentos nestes "fim de ano", tanta tragedia, violência e acidentes ocorrendo de forma totalmente natural; quantas vidas inocentes se perdem em meio disso tudo?
Em época de comemorações, muitas pessoas perdem suas vidas inocentemente, quanto sofrimento e dificuldade a família das vitimas passam. Então eu escrevi esse ONE SHOT com a intenção de levar a vocês uma historia de uma das vitimas deste trágico "fim de ano" e deixar algumas mensagens pelo caminho. (a história é fictícia, mais há histórias parecidas por ai).
Espero que gostem e repense com o coração."

- Estas foram minhas palavras quando postei a fanfic no AnimeSpirit, e elas valem o mesmo para vocês!
Boa leitura.

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01h56minAM_ 1 de janeiro


“- Era mais uma madrugada de ano novo, como sempre, estava tudo corrido.”

– Doutor, temos um paciente ferido gravemente na sala 9, e pelo o que me informaram é uma mulher e ela esta gravida. _ anunciava a enfermeira ao adentrar em meu escritório.

– Obrigada enfermeira, já estou a caminho.

Sim, mais uma madrugada comum no hospital publico Santa Sofia, localizando no centro de Rio de janeiro; Sou Roberto Andrade, tenho 32 anos e by Text-Enhance\">trabalho como cirurgião neste hospital, mais atualmente tenho ajudando os poucos médicos neste ano novo.

– Qual é situação? _ perguntava ao adentrar na sala 9, notava vários enfermeiros concentrados em apenas uma paciente, me aproximava da vitima.

– Doutor, ouve mais um acidente este ano, pelas informações que recebi um ônibus de grande porte com vários passageiros foi tombado na estrada, aviam mais de 42 pessoas a bordo. _ dizia um enfermeiro ao meu lado, ele dava uma pausa dramática entre as frases. — A única sobrevivente do ocorrido é esta mulher.

– Entendo... _ analisava a situação da vitima e notava que não era nada boa, ela teve suas pernas esmagadas por algo pesado, seu sangramento não parava e pelo o que notava não era somente esterno, mais seus órgãos aviam se afetando, e para ajudar ela estava gravida pelo o que aparentava, de 7 meses. “– Isso não é bom.”

– Alguém conseguiu informações sobre á vitima? _ perguntava com um olhar preocupado.

– Não senhor, ela não contem identidade nem familiares, e pelo o que me informaram, ela viajava de favor. _ dizia um enfermeiro preparando as ferramentas necessárias. – Mais, por que pergunta doutor? Você geralmente não deseja by Text-Enhance\">saber sobre essas coisas...

– Ela não vai sobreviver... Temo que nem a criança conseguirá se salvar. _ Dizia me preparando para a operação, olhava para os enfermeiros a sua volta, totalizava em 4 enfermeiros em uma só sala. – Não é necessária essa quantidade, preciso somente de um enfermeiro com habilidade com parto, o resto, é bom se apressarem ela não é a única paciente desta noite.

Ao dizer isso 3 dos enfermeiros se retiravam, então comecei a operação.

2 Horas depois...

A cirurgia avia acabado, me retirava da sala abatido e cansado até que uma enfermeira veio até mim.

– E então doutor Roberto? Qual a situação? _ Perguntava ela com uma expressão seria.

– Como esperado, a mulher não sobreviveu, mais conseguimos salvar a criança, é uma menina. _ respondia sua pergunta me deprimindo cada vez mais. – Como ela nasceu imatura, foi encaminhada imediatamente para o berçário, porem...

– Porem? _ perguntava ela curiosa.

– Porem, a criança foi muito afetada com o acidente, ela perdeu a visão e seu tronco foi atingido por um impacto muito forte. _ dizia caminhando até o berçário para ver a menina. – Ela ficara paraplégica.

– Isso é horrível, pobre garota. _ falava a enfermeira em um tom baixo.

– E a família da criança? _ tentava esclarecer a duvida, já estava agoniado com isso.

– Infelizmente não conseguimos nem uma informação sobre isso.

– Entendo. _ dizia em um tom baixo ao chegar no berçário, avistava a garotinha, tão pequena e tão indefesa, sentia que não era certo deixa-la sozinha neste mundo.

Foi quando tomei uma decisão que poderia mudar minha vida.

– Irei adota-la.

~X~

5 anos se passaram...

“-Vivemos em uma sociedade incompreensível, o ser humano juga os outros pela aparência, pelo modo de viver, e dependendo de você, poderia ser excluído facilmente por alguém que tem mais dinheiro e autoridade maior”.

– Conseguimos ser piores do que animais.

– É ano novo... _ pensava olhando pela janela de minha casa.

– Papa. _ Uma voz chamava por mim em um tom alegre, levava meu olhar ao de encontro com a voz.

– Clear, bom dia. _ sorria para a pequena garotinha em sua cadeira de rodas. –Como estás esta manhã? _ caminhava em direção a mesma a pegando em meu colo.

– Bom dia... Papa, Clear está bem. _ sorria ela ao pronunciar tais palavras tão alegremente.

Ficava a olhar para a menina, um aperto tomava conta por todo meu corpo, só de pensar que ela não podia enxergar nem ao menos andar, mais mesmo assim Clear nunca deixou de sorrir. – Feliz aniversario querida. _ dava um beijo em sua testa.

– Obrigada Papa! _ ela me abraçava carinhosamente.

– O que deseja de presente? Pode pedir, papa ira dar o que você desejar. _ dizia a colocando novamente em sua cadeira de rodas, a empurrava até a janela para tomar um pouco de ar.

Ela balançava sua cabeça em um sinal negativo. – Clear não deseja nada Papa. _ dizia ela ainda sorrindo. – Clear só deseja passar o dia com o Papa.

– Querida, você sabe que Papa tem de ir ao trabalho, principalmente em dias como este. _ falava olhando pela janela, o vento gelado invadia o quarto.

– Clear deseja ir com você ao trabalho, Clear também quer ajudar as pessoas. _ falava ela ainda sorrindo.

“- Como pode”... “Alguém tão descriminada pela sociedade como Clear, amar tanto esse ser incompreensível que é o homem.”

Uns meses atrás.

– Pai, eu creio que Clear não poderá ficar nesta escola. _ dizia a professora da turma ao me avistar, todos os dias buscava a pequena garotinha na escola.

– E por qual motivo? _ perguntava um tanto serio, não era a primeira vez que ouvirá isso. – Clear não esta se adaptando com seus novos colegas?

– Não é isso, ela fez ótimos amigos aqui, todos a adoram. _ continuava a professora com uma expressão seria.

– Então qual seria o motivo para que Clear não pudesse ficar. _voltava a encarar a mulher.

– Bom, Clear não é uma criança normal, ela pode não se adaptar ao ensino desta escola, e não podemos deixar a reputação da escola cair. _prosseguia a professora.

– Está referindo que minha filha tem problemas mentais? _ falava já um tanto furioso. – Ela é apenas deficiente física, não há nada de errado com sua mente, ela é uma criança normal como todas as outras.

– Sim, bem, mais nem todos sabem disso. _ falava a mesma.

– Então o problema é a reputação da escola, seria um problema se as “forças superiores” souberem que uma garota deficiente participa de um ensino de grande porte para crianças normais? _ dizia já me retirando do local. – Não se preocupe “senhora”.

“-Ela era especial, sim, mais de alma.”

– Tudo bem querida, depois do almoço iremos para o hospital tudo bem? _ falava retirando a garotinha da beira da janela, o vento avia ficando mais forte.

– Sim! _ ela dizia em um pulo. – Papa, Clear ama você! _ falava ela estendendo seus pequenos bracinhos em minha direção.

Pegava a mesma novamente em meu colo. – Também amo você querida. _ a abraçava forte, neste momento sentia lagrimas escorrerem pelo meu rosto. – Estarei sempre ao seu lado.

~X~

Um tempo depois, Clear e eu aviamos chegados ao hospital, e ao entrar, a primeira frase dirigida a mim foi:

– Doutor Roberto, precisamos de você no segundo andar. _ vinha uma enfermeira a minha direção, ao avistar Clear sorria.

– Está é aquela menininha? _ perguntava a enfermeira se abaixando para falar com Clear.

– Sim, isso me lembra, você estava naquela noite a 5 anos atrás não é? _ Dizia o doutor se arrumando para o trabalho.

– Sim, eu estava quando tomou aquela atitude digna. _ ela segurava na mão de Clear. – Olá querida, me chamo Alice, qual o seu nome? _ perguntava a mesma com um sorriso.

– Olá Alice, Eu sou Clear. _ dizia ela em um tom tímido, mais ia se soltando cada vez mais.

– Que garotinha linda, você a educou bem. _ dizia a mulher se levantando. – Foi um prazer conhece-la pequena Clear.

– Clear também gostou de conhecer Alice. _ a garotinha sorria, aquele ato fazia Alice se sensibilizar.

Ela sorria com seus olhos cheios de lagrimas. – Doutor, esperamos você! _ a enfermeira se retirava de seu consultório.

– Papa, você vai ajudar as pessoas? _ Clear perguntava animada.

– Sim filha, você pode esperar aqui por um momento, eu mando uma enfermeira cuidar de você. _ dizia pegando todos os meus matérias que iria necessitar o segundo andar era especializados em pacientes que tiveram algum dano mental.

– Papa, deixe Clear ir com você... _ dizia a garota tombando a cabeça para o lado.

– Não Clear, pode ser perigoso. _ falava para a garota.

– Mais, Papa você estará lá com Clear, então estará tudo bem. _ dizia a mesma sorrindo. – Por favor, Papa.

Voltava a olhar a garotinha, não podia negar aquele pedido, e o segundo andar não é tão perigoso assim. _ tudo bem querida.

Um tempo depois...

– Estou aqui, qual é a situação? _ dizia ao entrar na sala, deixava Clear no canto da sala.

– Doutor, o paciente se dopou com medicamentos, ele estava tentando um suicídio. _ dizia o enfermeiro. – Iremos seda-lo.

– Não, não faça isso! _ Clear gritava no canto da sala.

– Clear, não atrapalhe. _ eu dizia em um tom furioso.

– Não Papa, não faça o moço durmir, isso fara o moço sofrer ainda mais. _ dizia a garotinha chamando atenção de todos os enfermeiros da sala.

– Clear... _ pronunciava seu nome em um tom abafado, eu sentia o que a garota queria fazer.

– Papa, Clear deseja ajudar, Clear quer salvar vidas como o Papa! _ a garotinha tentava se aproximar com a cadeira de rodas sozinha.

Caminhava até a garota a empurrando para perto do paciente, era um homem aparentava ter 50 anos ou mais, como Clear, era paraplégica por causa de um acidente de trabalho.

– Senhor... _ dizia Clear movimentando suas mãos, procurando a direção do homem.

– O que... O que essa garotinha faz aqui? _ falava o homem em um tom de sarcasmo.

– Senhor, qual o seu nome? _ perguntava Clear sorrindo.

– Meu nome? Isso não é de importância para o mundo. _ falava o paciente se virando para Clear, notava que a garota estava em uma cadeira de rodas e não parecia enxergar nada. – Bom... Eu sou Augusto.

– Senhor Augusto. _ pronunciava a garotinha sorrindo.

O mesmo ficava impressionado, não compreendia como ela conseguia sorrir, estava em uma situação pior do que a dele. – Não está cansada? De como as pessoas te tratam com desprezo, como se fosse diferente delas.

Clear balançava sua cabeça em uma expressão negativa. – Clear não está cansada, Clear não é desprezada, as pessoas apenas enxergam Clear como uma garota especial. _ falava a mesma sorrindo.

– Eu perdi tudo, meu emprego, minha família, minha vida, depois daquele acidente de carro a 3 anos atrás perdi a capacidade de andar, não podia mais encarar minha família depois daquilo. _ desabafava o senhor.

– Não desista senhor, sua família se preocupa com você. _ Clear se aproximava mais do paciente que estava deitado, segurava a mão do mesmo. – Clear aprendeu que, quando você esta com a família, tudo se melhora. _ dizia a menina se embolando nas palavras. – Não... É... Esperança!

– Esperança? _ o senhor olhava para pequena menina.

– Sim, Papa me ensinou que enquanto houver esperança, haverá uma luz até mesmo na mais profunda escuridão. _ falava a menina em um tom alto.

Todos daquela sala ficavam impressionados, até minutos atrás eles só conseguiam controlar o paciente a força, mais as palavras da pequenina tranquilizava-o.

– Eu odeio a sociedade, odeio o ser humano em si, eles são capazes de jugar até mesmo uma alma mais pura, o que é de mais importante é o dinheiro, a ganância, por isso vivemos em uma maré de violência. _ continuava o senhor, seus olhos estavam foscos, ele avia perdida a sanidade pelo seu sofrimento.

– Eu não odeio o ser humano, eu amo o ser humano. _ dizia a garotinha ainda sorrindo. – Eles podem ser mal, fazer os outros sofrerem, querer superar o seu semelhante com a ganancia, mais isso é o que faz serem o que é. _ ela levanta sua pequena mãozinha rodando por volta da sala onde estava apontando para todos aleatoriamente. – Vê eles? _ dizia em um tom meigo. – Eles são seres humanos, aqueles que tanto odeia, mais estão aqui tentando salvar sua vida, não somente a sua, como a de todos os pacientes, assim como eu. _ ela levava sua pequena mãozinha até seu coração. – Clear não se arrepende de viver, ela sente que vive por algum motivo, todos nos temos um objetivo a cumprir na vida, e eu queria que todos notassem isso, notassem a essência que é viver! _ ela sorria. – E eu quero que o senhor procure sua essência junto de sua família e amigos, alias ninguém pode viver sozinho, a solidão corrompe os corações.

O senhor olhava para a pequena a sua frente, neste momento ele se sentava a beira da cama fincando a encara-la por uns segundos, lagrimas escorriam por seus olhos ao ouvir as palavras vindo da garota, o comovia de alguma forma, fazia repensar sobre o que estava fazendo todo este tempo.

“- Sim, ela era especial...”

Foi escolhida para está viva, passar por toda sua dificuldade na vida, seus problemas e sofrimentos por ser diferente, era apenas uma pequena garotinha de 5 aninhos, que com suas belas palavras conseguia mexer com o coração de todos na sala.

“ – Ela tinha um objetivo a cumprir...”

Ela só queria mostrar para todos como é bom viver, não importa a dificuldade que percorre você deve seguir com fé e esperança, sempre junto de seus amigos e familiares, caso contrario, não seria forte.

“ – Ela desejou apenas uma coisa em seu aniversario... E sim, era apenas isso...”

Você pode achar que não há esperança, que não pode superar aquela dor e angustia dentro de seu coração, mais não desista! Até mesmo a mais profunda escuridão, pode ser derrotada pelo simples brilho da luz.

“- Ela escolheu, não apenas salvar vidas... Mais sim, salvar almas.”

Des de então, Clear passou a frequentar o hospital junto ao seu pai adotivo, muitas vezes ajudando pessoas suicidas e até mesmo aquelas corrompidas pela tristeza, mais a pequena garotinha nunca, nunca deixou de erguer em seus lábios aquele sorriso, que salvaram muitas almas.

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Moral da Historia:

Nunca jugue uma pessoa pela aparência, mais sim por seu coração;

Não se deixe levar pela ganância alheia, isso trará as ruinas para si e todas as pessoas importantes a sua volta;

E se caso seu coração for corrompido pela dor do sofrimento, não pense que tudo se resolverá se guardar somente para si, compartilhe sua dor com seus amigos e familiares, caso contrario você será falhará;

Não pense que seu problema é o maior do mundo, há muitas pessoas passando por dificuldades maiores, então apenas erga sua cabeça e siga sempre sorrindo;

E por fim: Tenham fé e esperança e acredite...

MILAGRES EXISTEM!

~* F i m ....

Notas finais
E então, o que acharam da Fanfic?
Deixem comentários!
Beijos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!