Numeros binários

Zero, um, zero, um... repetindo-se

Criando novos mundos, sendo o esqueleto de muitas invenções

Sem olhar para a acomodação,

Borboletas multicoloridas sobrevoam

Não vendo a falta de interesse

Que tudo transforma em um mundo cinza

Sem esperar que outras formas de vidas

Façam sua vida

Olham

De braços cruzados

Esperando sonhos sendo construídos

Não pensam

Reagem

Muitas maneiras são procuradas

Formas de escapar de um destino

Zero, um, zero, um

A soma parece não existir

Um, zero, um, zero

Quando se quebram as barreiras

Superando os limites

Esquecendo que para crescer

É preciso agir

De maneira que falar

Pensar, ser dono do seu destino

Não é só uma opção

Necessita-se tirar o cinza

Necessita-se apagar o errado

Identificar o certo

Aproveitar a forma

Dar a mão

Acariciar a face

Tendo desejos e realizando-os

Já que não se nasce, vive e morre

Sendo apenas

Zero, um, zero, um