Folhas De Outono
2 Minha nova vida
“Olá minha filha, sim, sou eu seu pai, meu nome é Jaison Whithon, queria te explicar algumas coisas, primeiramente eu te amo muito filha, e o tempo que fiquei longe de ti, doí até hoje, eu não te abandonei filha, seu pai aqui foi policial, e tive de ir a uma guerra que durou mais de 15 anos. Fui embora sem explicar direito a sua mãe, porque temia de morrer diante da guerra que enfrentei. Mais estou vivo filha, a tua procura, virei um homem sucedido filha, milhões de coisas já aconteceram, você não tem irmãos, nem madrasta, não pude, sabendo que sua mãe chorava ai com você, me perdoe pelo que fiz, mais por um momento achei o certo, só que filha...seu pai está morrendo, estou com uma doença grave e tenho poucos dias de vida, como você mora na mesma casa de quando a 15 anos atrás, mandei um de meus seguranças te buscar, você virá até a cidade de Fullerton nos Estados Unidos, imagino que você não saiba falar a língua estrangeira, mais as pessoas de minha confiança cuidará de você, te ensinará, e tentará amenizar a dor da morte da sua mãe, que soube a pouco tempo. Estou ansioso por nosso último reencontro filha, te amo muito
Beijos
Papai.”
Eu começará a chorar, e chorar e chorar, não acreditei no que tinha lido, mais enxuguei minhas lagrimas que não acabavam de vim, e fui arrumar minhas malas com as poucas roupas que tinha. Esperava de alguma forma que aquela carta fosse realmente do meu pai, e que ele não morresse, não agora. Passasse 1 hora e de repente bate em minha porta.
–Olá, Kelly Withon correto?
–S-sim...
–Venha conosco, seu pai está a nossa espera.
–Mais os Estados Unidos é meio longe.
– Iremos de helicóptero, rápido.
Era minha primeira vez voando, foi umas das melhores sensações do mundo, nunca pensei que aconteceria comigo. Enfim chegamos na linda cidade Fullerton na Califórnia. Quando cheguei na casa de meu pai, mais parecia uma igreja de tão grande e robusta. Ele estava deitado numa cama, e logo disse chorando:
– Minha filha...
–Oi papai, a quanto tempo.
–Me perdoe..
–Claro que sim pai, o senhor não foi porque quis, eu te entendo. Ele abriu um sorriso lindo, enorme e brilhante.
–Eu te amo filha.
–Eu te amo muito pai. Ele arranjou forças para se levantar, me explicou tudo, como seria minha nova rotina, minha escola, a sorte tinha entrado de férias uma semana antes de receber a carta. Eu me diverti muito com meu pai, o pude conhecer melhor, ele era um homem maravilhoso, mais como um homem guerreiro, seus dias chegaram ao fim. Duas semanas depois de conhecer verdadeiramente meu pai, ele faleceu. Foram os dias mais lindos e floridos da minha vida. Mais como ele sempre repetia pra mim, que quando se fosse, eu erguesse a cabeça e fosse em frente. Foi isso que eu fiz. Fui ao seu enterro, chorando muito claro, mais no fundo feliz por ter sido o ultimo sonho dele. 1 mês se passou, e eu já estava superando a morte do meu amado pai, não o esquecendo, mais a dor foi aliviando. Voltei a escola, e nem precisei de curso, logo eu aprendi a falar o inglês, até esqueci algumas palavras em português. Pensando nisso, pensei em aproveitar as férias que viriam logo daqui a 3 meses, para visitar meu país de origem, e de origem dos meus queridos pais. Foram meses de muito estudo, mais não queria ficar sem minhas férias trancadas na escola, queria visitar meu país. Finalmente os meus esforços valeram a pena, fiquei de férias, acabei a escola, tive uma ótima festa de formatura. Fui correndo contar da minha alegria pros meus “segundos pais” a Marta que era secretaria do meu pai e o Mickon seu marido e assessor de finanças do meu pai. Tinha muita confiança neles, e contava tudo que rolava na minha vida.
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