Escrevi teu nome por cima das gotas d’água do vidro do carro

Ele tem me perseguido de um modo desatinado e um tanto bizarro

Aparecendo nas entrelinhas de minha rotina e nos devaneios antes de dormir

Um zumbido constante que vai além do que minha mente pode permitir

Notas de piano quebrantam aos meus ouvidos ao pensar em tua voz

Pondero sobre ela horas a fio, tentando entender se posso nos chamar de nós

Milhares de pensamentos confusos me envolvem ao acordar

E infelizmente são os mais honestos, aqueles que admitem meu amar

Essa porfia entre o ardor das chamas que clamam teu nome suavemente

E as águas gélidas de realidades que vêm me recordar do que acontece realmente

Tens me deixado meio a mercê da imaginação para te ter

Já que não fazes questão de derrubar esse muro que impede-me de te trazer

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