Fogo e Gelo

5 Um "olá" á morte.


Notas iniciais
Eu demorei muuuuiiitoo, eu sei... Não foram poucas as mensagens perguntando o motivo de tanta demora, mas aqui está um capítulo novo, o dedico á Ravena Ane, pois a mesma demonstrou gostar muito da história. Obrigada por terem esta paciência toda. Me desculpem os erros ou afins, meu nootbook quebrou então estou no da minha mãe e o Word é defeituoso.

As ruas estavam frias e sombrias, o que dava certo interesse em apenas mais um dia monótono pelo Canadá. Um medo e um incômodo percorriam seu corpo, ela não estava totalmente bem.

–Estou mal. -Murmurou Belinda, dirigindo-se á Dimitry.

–Tudo bem. O fato de que não está bem é comum. Quase ninguém neste mundo está totalmente bem. Eu, pelo menos, não estou.

–Isso é patético! -Exclamou a mulher. -Olhe estas roupas. -Apontou para o seu vestido. -São ridículas. Tudo aqui é ridículo. Preciso voltar para o reino, há perigo por aqui.

–Você precisa se vestir assim para parecer normal ou comum, entenda. -Dimitry informou. -E bem, se está com medo... Irei protegê-la. Mas creio que com este vestido minúsculo, protegê-la não será tão fácil. Estarei competindo com milhares de homens. -Brincou, logo rindo.

–Isso não é legal, me faz sentir ainda mais sozinha. -Fitou o chão por certos segundos. -Você é fraco. -Decidiu brincar no seu jogo, que a mesma considerava idiota. -Não têm como me proteger assim.

–Sou um dos ajudantes mais leais e fortes, você não tem a permissão de disser isto.

–Eu não disse. Disser é falar algo sem ter a própria certeza. Eu afirmei. Afirmar é diferente. -Sorriu Belinda, segurando a mão do jovem.
Dimitry negou por uns segundos, sentia-se nervoso ao estar perto dela. Não seria muito bom tocar as suas pálidas mãos, borboletas se formariam no estômago do mesmo. Mas, ele não pode negar. Ele queria a sua companhia.

E assim, eles se dirigiram á procura das irmãs Emily e Lilian, as perdidas.

Enquanto isto, Sarah procurava algum livro interessante pela biblioteca do reformatório Campbell. Estava entediada e sozinha, gostava de ter as coisas se ajustando no momento. Então, quis ler.

A menina cantarolava baixinho enquanto procurava livros pela sua seção favorita: Sobrenaturalidade. Diferente do que Rebeca pensara, Sarah não curtia contos de fadas. Lia mais mistérios e afins. Os que continham sobrenaturalidade eram seus favoritos.

Chegou então á uma mesinha, e sentou-se, insatisfeita. Não havia encontrado nenhum livro agradável para se ler.
Suspirou, fitando o chão. Até se deparar com algo, no mínimo, interessante.
No cantinho da mesa, havia um velho livro, com a capa já desgastada e de cor marrom. A curiosidade de Sarah foi muita, e ela o pegou em mãos, afinal, não parecia ter dono no momento.

Leu então o título: "As perdidas."

–Que título mais curioso! -Exclamou baixinho. -Como deve ser a sinopse? -Procurou-a, para saber do que se tratava a história. Mas não havia sinopse alguma. -Estranho... Onde está? -Perguntou para si mesma. -Se não acho a sinopse, devo ver o autor, talvez na internet haja algo. -Então procurou por ele, mas não havia autor algum. O livro possuia apenas um título e folhas velhas. Nada mais.

Sarah levantou-se e caminhou em direção á bibliotecária.

–Olá, gostaria de levar este livro. -Sorri.

A mulher então pega o livro em mãos, e procura o código do mesmo para guardar os dados no computador do local. Mas não havia nada. Aquele livro não era dali.

–Sinto muito, mas... Este livro não pertence á biblioteca do reformatório Campbell. Creio que alguém o esqueceu aqui. -Disse a mulher. Sarah então fica triste. -Mas... Pode leva-lo. Quem deixa livros aqui nunca mais volta para busca-los. -A mulher sorri, sombriamente.

–Oh, sério?! Muito obrigada! -A garota exclama, super feliz.

–Não tem de quê... -E então, Sarah pegou sua mochila e se dirigiu para fora da sala, dando a sua ultima olhada na mulher que estava ali, se surpreendendo.

Os olhos da bibliotecária estavam totalmente dilatados e negros, assim como os da menina que a atacou.

O coração de Sarah, que se encontrava completamente tranguilo, bombardeou pulsações por todo o seu corpo ao deparar-se com aquele sorriso macabro e os olhos negros.

A menina saiu correndo, quase derrubando o livro que desejava das mãos. Estava desesperada.

Sarah percorreu então aqueles mórbidos e velhos corredores, que mesmo sendo novos para a jovem, já estavam gravados em sua mente acompanhados de uma imagem sombria. Foi em caminho do seu quarto, precisava de ajuda. E ao abrir a porta, de forma desesperada e sem rumo, encontrou Rebeca.

–Que cara é essa? -A garota curvou o cenho. -Parece que viu um fantasma! -Beca rolou os olhos.

Sarah pulou em cima da garota e a abraçou fortemente. Ficara feliz em saber que agora estaria em companhia de alguém "normal" ou "humano". As coisas que ela estava começando á ver a faziam enlouquecer. Ela se sentia problemática.

Mas logo á abraçar Rebeca, a garota se afastou-se. Sentia dor, seus pés estavam dormentes. O que havia acontecido?

Olhou para o lado e se deparara com o livro, em que estava em mãos, aberto em uma página. Correu para ler, mas só havia escrito: "E quando houver novamente o toque das duas irmãs, a guerra começará."

Sarah achou estranho, e fitou Rebeca, que no momento que encontrara perplexa.

–O que foi? -Sarah perguntou.

–Você me abraçou e... Eu tentei empurra-la mas... A queimei! -Rebeca respondeu, enquanto gaguejava nervosa. Nunca se encontrara assim. -Eu não tenho fósforos aqui, eu não fumo á tempos, uma assistente confiscou tudo do tipo! -Gritava, de tanto desespero. -Eu não queria ter machucado você! -Gritou novamente, uma lágrima caiu de seus olhos. Beca estava sendo gentil e esta era a primeira vez de toda a sua vida.

–O que? Você não me machucou!

Rebeca levantou as mãos trêmulas para os braços e pés de Sarah, estavam queimando. Barbaredas de fogo estavam tomando conta da menina e ela não sentira nada. Completamente nada.

–Ahh! -Gritou, tentando conter o fogo que já estava á altura do seu próprio pescoço. -Não consigo tirar! Socorro! -Ficou desesperada. -Me ajude, Rebeca, me ajude! Por favor!

–Eu não sei o que fazer! -Rebeca também estava assustada.

Sarah então fechou os olhos, sabia que aquele era seu fim. Que ela morreria ali. Que perderia todas as chances de ter uma vida feliz ou superar isto. Ela sentia a morte encobrindo-a. Então, fechando os próprios olhos, que lagrimejavam e tremiam de tanta angústia sobre o momento, disse adeus.
Esse era o fim.

–Sarah, não! -Suspirou Rebeca.

Notas finais
A história ainda não acabou...