Fogo E Água Ou Fogo E Gasolina?
2 Os três primeiros anos
Notas iniciais
Pov. Catherine.
Aquele primeiro ano estava sendo muito difícil para mim, pelo fato de algumas pessoas ainda me julgarem pelo o meu sobrenome, não só a mim, mas ao meu irmão também. Mas a verdade é que Scorpius não se importava com a opinião dos outros, a não ser que fosse a da Rose. Scorpius parecia estar sofrendo de uma espécie de paixonite aguda e tolinha por Rose e enquanto isso eu só conseguia ir tomando cada vez mais birra de James Potter. Lembro-me de uma vez no último dia do ano letivo, foi a segunda vez naquele ano que eu e James voltamos a nos falar. Estávamos no corredor que dava acesso a biblioteca, e estávamos indo em direções opostas quando nos esbarramos, por infelicidade, ou qualquer razão tosca do destino, nós literalmente nos esbarramos e ele me jogou no chão. "Me desculpe" Disse ele me oferecendo a mão. "Obrigado" Estendi a mão para me levantar e foi quando ele viu quem era, e soltou minha mão me deixando cair no chão novamente. "Tinha que ser o sem educação do Potter!" Bufei e me levantei indignada. "Você que é estabanada demais, Malfoy." Depois disso ficamos parados nos fulminando com o olhar, até Rose chegar. "Jay... Cath, está tudo bem?" Foi James quem quebrou o silêncio. "Está tudo bem, a gente só se esbarrou." E dizendo isso ele deixou a mim e a Rose plantadas no meio do corredor. Não me lembro mais de muita coisa desse dia, só de no jantar estar no salão principal junto de Albus e Scorpius comemorando pela Sonserina ter ganho a Taça das Casas.
Pov.Albus.
Aquelas férias estavam sendo ótimas ainda mais com Catherine passando-as conosco. Ótimas para mim e Lily, que parecia ter encontrado em Cath uma amiga um tanto pirada. Já para James parecia estar sendo um grande martírio, os dois evitavam até mesmo um contato visual. Mas a tortura de James durou muito pouco, Catherine só passou a última semana de férias na nossa casa e embarcaria conosco para Hogwarts. Devo confessar que esse segundo ano foi um grande borrão na minha vida, não me lembro de nada, apenas do sentimento que comecei a nutrir pela Malfoy. Todos já haviam notado que eu estava caidinho por ela, menos ela, que insistia em me chamar de "amigo", minha vontade era de dizer "Amigo o caramba!", mas sabia que não era a hora nem o momento pra dizer aquilo. Minha sorte era que Rose e Scorpius sempre estavam ao meu lado tentando me distrair. Se não me falha a memória, na noite do dia das bruxas eu resolvi que contaria a James, que estava gostando de Catherine. Já estava no fim do jantar e eu me encaminhava para a mesa da Grifinória. "James." A mesa da Grifinória me lançou um certo olhar de indignação, mas ignorei. "Oi Albus..." Disse James sorrindo. "Será que tem como a gente conversar em outro lugar?" Posso jurar que minhas bochechas coraram nessa hora. "Ora Albus, que pergunta! Claro que podemos." Meu irmão se levantou e caminhamos em silêncio até os jardins de Hogwarts. Olhei para James, respirei fundo e então disse: "Acho que estou gostando da Catherine." Ele engasgou, tornou a engasgar e enfim olhou pra mim. "Mas você não acha que tá novo demais pra isso?" Sabia que ele diria isso, mas a gente não escolhe de quem gosta. "Mas... James... Eu só penso nela." Mesmo ali no escuro fui capaz de sentir ele me fulminando com os olhos. "Albus, deixa de besteira. Esquece ela, ela não deve nem saber que você existe. Ela é só uma garotinha mimada." Só me lembro de essa ter sido a primeira vez que senti raiva de James em toda a minha vida. Para não discutirmos mais, voltei pro salão principal deixando-o sozinho. Depois daquela conversa, durante o restante do ano, voltamos a conversar tentando esquecer o acontecimento daquela noite.
Pov. James.
Eu já estava no quarto ano, e ainda sim, me lembrava daquela noite nos jardins com Alvo, em que ele me confessou estar sentindo algo por aquela Malfoy. Eu pouco falava com Catherine, mas as poucas vezes em que nos víamos ou nos falávamos era para brigar ou discutir, o fato é que sempre depois disso eu me sentia mal, e tinha vontade de ir atrás dela e de abraçá-la, de tomar ela meus braços e pedir desculpas pela minha ignorância, mas ao invés disso, eu corria para os braços da minha prima Dominique, que assim como Catherine era da Sonserina. "Dominique!" Cheguei pra ela numa noite na entrada do salão comunal da Grifinória. "Que foi James?" Bom, eu tinha acabado de ter uma das minhas piores brigas com Catherine. "Ah, você não presta garota. É igual ao seu pai, manipula as pessoas ao seu redor, e meu irmão é sua marionete." Lembro de ter berrado isso com ela. "Eu gosto do seu irmão, tá? Ao contrário de você, ele não fica por aí julgando a mim e ao meu irmão só por causa da nossa família." Vi que ela já estava a ponto de chorar, mas não parei por aí. "Agora vai se fazer de coitadinha, é? Porque não aproveita e vai me dedar pra sua marionete, vai?" As lágrimas rolaram pelo rosto dela, e ela saiu correndo me deixando sozinho. Foi aí que Dominique chegou. "Dominique... você..." Parei a frase no meio do caminho, na duvida se devia realmente fazer aquilo ou deixar pra lá. "Eu o que?" Ela riu divertida. "Dominique, você aceita namorar comigo?" Os olhos verdes de Dominique me fitaram por um longo tempo, até que por fim se fecharam e ela se lançou no meu pescoço me beijando.
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